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A TV se adapta as novas configurações do mercado

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Desde que a pandemia surgiu, os meios digitais têm aumentado sua relevância no mercado econômico e na interação social, devido suas características que possibilita uma adaptação constante as necessidades em um ritmo cada vez mais acelerado e imediato.

Com isso, o mercado digital possibilitou que o mundo não parasse totalmente, e que negócios pudessem continuar suas operações levando aos consumidores os seus produtos de forma virtual a ponto de que fossem comprados e entregues com o mínimo de contato físico possível, respeitando as orientações da OMS.

E os meios “tradicionais” como ficaram no meio dessa história? Eles tiveram e têm um papel fundamental. No início o jornalismo e o entretenimento foram essenciais para orientar e acalmar a sociedade sobre esse novo momento em que estamos passando. Porém, com o avançar dos meses e as complicações da pandemia, as emissoras de televisão tiveram que correr atrás do prejuízo. É claro e evidente de que não são apenas as Tvs que enfrentam as consequências financeiras que a pandemia trouxe para o mercado. Mas elas, representam um pouco mais da metade do share de participação dos meios de comunicação, e estava vendo a internet crescer e principalmente se tornar a solução para diversos players do mercado para manter a roda da economia girando.

Logo em seguida as emissoras começaram a reagir, e aceleraram as inovações e soluções mercadológicas que sem a pandemia, talvez demorassem mais algum tempo para serem colocadas em prática.

Em meados de maio vimos a Globo, acompanhada do SBT lançarem ao mercado publicitário os seus Apps Ads, aplicativos disponibilizados para agências e anunciantes, acompanhar e mensurar o resultado de suas campanhas têm mais controle e autonomia de suas estratégias, coisa que o meio digital já vinha possibilitando há algum tempo e aprimorando diante deste novo cenário.

E agora, no mês de agosto, a Globo testa uma tecnologia chamada “T-commerce”. Não é uma novidade, já que em 2017 falava-se sobre a possibilidade de comprar produtos que os apresentadores e celebridades mostravam na TV, com apenas um clique do controle remoto. Mas essa tecnologia de fato não era posta em prática, pois, tinha vários fatores que o impedia, desde a aceitação dos players de investirem na tecnologia, até a compatibilidade da inovação com os aparelhos de televisão adaptados.

Porém, no último sábado, dia 08 de agosto os telespectadores do programa “É de Casa” puderam experienciar essa nova forma de consumo. As televisões que possuem o DTV Player (tecnologia que garante a interatividade) tiveram acesso aos produtos que os apresentadores usavam e até itens que estavam no cenário do programa. Através de um QR code, o telespectador comprava com a ajuda de um Smartphone o produto desejado sem sair do sofá, levando a interatividade com a TV para outro nível.

Em um mundo tão frenético e, ao mesmo tempo, tão frágil, os meios de comunicação estão se adaptando cada um de acordo com a sua capacidade e ritmo, mas sem perder o foco na experiência e usabilidade do consumidor.

Pabllo Stanlley

The author Pabllo Stanlley

Publicitário, formado pela Estácio CEUT-PI e MBA em Gestão de Marketing na ESPM-SP, certificado pelo Grupo de Mídia. Trabalhou em agências atuando no departamento de Mídia, gerenciando as contas do Governo do Piauí e outros clientes do mercado. Fez parte do time da afiliada da TV Globo como Analista de Planejamento, desenvolvendo projetos comerciais voltados para as necessidades do mercado aproximando os anunciantes ao veículo de comunicação. Atuou no mercado de saúde como coordenador de marketing do plano Unimed – PI.

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