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Opinião

O ensino da Mídia nas Universidades

Sempre me preocupei com a qualidade do ensino de Mídia nas universidades.

Quando eu fazia faculdade, tive o prazer de ter como professores, o Mestre Amadeu Nogueira de Pádua, o HOMEM DA COMUNICAÇÃO da Nestlé e professor da ESPM e Davidson Iuspa, da Rede Globo. Além disso, meu outro ídolo, sempre foi meu tio, Newton Crespo, que foi diretor de Mídia da Ogilvy, por mais de 20 anos e hoje atua na Rede TV!

Todos eles foram importantes na minha formação porque me levaram mais do que o conhecimento da faculdade e sim, a realidade do mercado.

Em Mídia, muitas coisas são ensinadas na faculdade, que o aluo jamais vai usar aquilo na profissão. Sendo assim, cabe ao professor de mídia, aliar a teoria com a prática.

Paulo Tamanaha, um dos maiores mídias desse país, também professor da ESPM, diz que os alunos se mostram muito mais interessados, quando ele leva à aula, casos reais, de clientes reais, com problemas reais.

Eu sempre tento fazer isso em minhas aulas. Tento ao máximo colocar alí, a realidade do mercado.

Quando chega na fase do planejamento de mídia, coloco aos alunos situações bastante diferentes.

Ao meu ver, pedir um plano de mídia de um cliente grande, com uma verba de milhões de reais, é bastante interessante, porém, a realidade me faz crer que poucos alunos que ali estão terão essa oportunidade em suas vidas. Sendo assim, coloco também aos alunos, um plano de mídia de um cliente pequeno, como uma loja de informática, instalada dentro de um shopping,em uma cidade do interior de São Paulo, por exemplo. Verba muito menor, problemas muito maiores, porém uma proximidade muito maior com o mercado.

Levei essas minhas angústias ao Ângelo, presidente do Grupo de Mídia de São Paulo, no início do ano.

Ele disse que essa também é uma preocupação dele. E resolveu agir.

O Mídia Dados 2009 traz uma matéria enorme sobre essa questão. O Grupo resolveu convocar às universidades para “ouvir” quais são os problemas enfrentados por professores e alunos, em sala de aula.

Achei muito bacana a discussão. Inúmeros professores de faculdades de grande renome no cenário brasileiro, compareceram e colocaram ali, seus problemas.

Tirando as “abobrinhas” colocadas pela Monica Hoera, da UniSantos, que nem profissional de mídia é (ela foi minha professora), muita coisa interessante foi colocada.

Dentre as dificuldades colocadas, destaco duas: a dificuldade das universidades em conseguirem os programas de pesquisa de mídia, como o Sisem, da Marplan ou os programas de audiência do Ibope; e a dificuldade de levar às salas de aula, os reais preços de comercialização dos veículos. Muitas das universidades utilizam o Jovedata para resolver essa questão.

O Grupo de Mídia listou as necessidades e prometeu agir. Um convênio com os institutos de pesquisas seria uma solução bastante razoável. Vamos ver o que acontece.

De qualquer forma, eu como professor de mídia, sou muito grato ao Ângelo, ao Grupo e aos professores que lá estiveram. Menos a Mônica, que falou bobagem.

Bom final de semana a todos.

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Filipe Crespo

The author Filipe Crespo

Publicitário formado e Mestre em Administração com ênfase em Finanças. Profissional de mídia certificado pelo Grupo de Mídia de São Paulo construiu carreira em agências como Ogilvy, Africa, Y&R, JWT, W/McCann e Lowe, atendendo clientes como: P&G, Unilever, BRFoods, LG, Bradesco e Mastercard. Atualmente é Sócio Diretor do Creativosbr e Consultor de Mídia do McDonalds no Brasil. É idealizador do Amigos do Mercado. É também professor de Planejamento de Mídia na FECAP, na FAAP e no MBA do Mackenzie.

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