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Opinião

Publicitário professor. Professor publicitário.

Publicitário professor. Professor publicitário. Uma coisa não fica em pé sem a outra… pra mim, pelo menos.
Sabe que tem muitos anos que divido meu tempo entre agência de publicidade (agora empreendendo) e salas de aula (tão importantes e gratificantes quanto). Difícil, jornada diária de 15, 16 horas.
A sala de aula é minha segunda casa. Exatamente isso.
Nos últimos meses, minha segunda casa aconteceu de dentro da minha primeira casa. Literalmente. Consequências de uma quarentena dura, talvez nunca vista antes. Algum tempo para adaptação, compreensão de todos os lados e tudo tem funcionado bem desde então.
Sabe… Agradeço à Deus pela oportunidade que me foi dada de ser professor. Só quem é, sabe o que significa isso. Poder compartilhar conteúdo é algo extremamente gratificante.
Não é nada fácil, é verdade.
Estudo demais pra levar sempre o melhor para os alunos.
Desde 2007 tenho essa atividade em minha rotina. De lá pra cá, não teve um dia sequer que eu tenha deixado de lecionar, corrigir ou pensar nas atividades acadêmicas. Todos os dias da semana, estou dentro de uma sala de aula por pelo menos quatro horas, acreditando levar conteúdo novo, relevante e aplicável à atividade publicitária. Faço isso com muito amor, comprometimento, satisfação.
Sempre me dei bem com meus alunos. Respeito recíproco sempre foi o primeiro valor acordado nas minhas salas de aula que entrei. Quem não gosta disso? Sempre deu certo. De forma espontânea, natural, tento me conectar aos alunos, com discurso leve, informal, verdadeiro e sempre exemplificado às suas realidades. Se não sei algo, a humildade bate em minha porta. Se não sei, digo que não sei, mas que irei buscar a resposta onde quer que ela esteja. Aliás, quem sabe tudo?!
Tem uma coisa que muita gente sabe, mas pouca gente fala: A vitória de um aluno é infinitamente mais prazeirosa do que a própria vitória. Acreditem! Luto por essas vitórias dos meus alunos, todo dia e peço ao Papai do Céu que ocorram cada vez em maior número. Só ontem, duas delas: uma aluna Fecap que entrou numa grande agência e um aluno Faap me falando de uma etapa de um processo seletivo. Eu vibro por eles, eu vibro com eles.
Ser professor não é fácil nesse país. Tenho consciência que tenho uma posição privilegiada dentro desse mercado. Tenho as melhores condições de trabalho e atuo em casas que oferecem o melhor aos docentes e discentes.
Obrigado Fecap. Obrigado FAAP. Obrigado Mackenzie. Obrigado PlugSchool.
Mas, registro aqui que admiro muito e bato palmas para milhares de professores e professoras por esse Brasil que possuem uma realidade diferente da minha. São profissionais da educação que sofrem diariamente com a falta de recursos, a inexistência de reconhecimento e de respeito e ainda assim, continuam lecionando diariamente com sorriso no rosto, torcendo para um futuro de sucesso aos seus alunos. Todos esses, na busca por uma melhor entrega de conteúdo, se desdobraram e reaprenderam muito nos últimos meses para fazerem das aulas virtuais, as mais proveitosas possíveis para seus alunos.
Lembro quase que sempre dos meus professores. Gente que me ajudou bastante. Difícil citar alguns sem esquecer outros, mas ainda sim, farei: obrigado Amadeu, Russell, Bucci, Edson, Guaíra, Davidson, Cida, Lelo, Mecca, Adão, Ângelo, Marcinha, Alberto, Paulo Roberto. Alguns desses citados me deram aula, outros me incentivaram e outros ainda me deram a primeira oportunidade.
Feliz Dia dos Professores aos meus colegas, aos meus professores da escola, da faculdade e da vida e também a todos os que lecionam pelo Brasil, independente da dificuldade ou da falta de reconhecimento que tenham.
Que orgulho de vocês!
#diadosprofessores
por Filipe Crespo
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Opinião

Ser feliz ou ter dinheiro?

Há quem defenda a tese de que você deve estudar o que gosta. É bem verdade que – ao mesmo em tempo que muitos pais orientam os filhos de que eles devem fazer o que gostam – muitos incentivam a escolha de profissões promissoras como Medicina, Direito e Engenharia. Fato é que só depois dos 30 vamos perceber que não tínhamos maturidade suficiente para fazer a escolha certa aos 18, quando entramos na faculdade. E, por isso, pagamos o preço de trabalharmos no que odiamos, mas no que dá dinheiro; ou fazermos o que amamos, mas vivermos fazendo unidunitê na hora de pagar as contas.

Hoje, com mais de 30, eu defendo a tese de que devemos fazer aquilo que gostamos, mesmo que não dê dinheiro. É verdade que às vezes penso diferente, mas é apenas por alguns minutos. O lance é que fazer o que se gosta reduz o estresse e aumenta as chances de você se destacar na sua profissão, uma vez que você tem prazer e amor por aquilo que faz. Embora você conviva ainda com o estresse de sofrer para pagar as contas no final do mês.

Mas imaginemos que você tenha escolhido a faculdade que lhe garantia um futuro promissor, aquela que você odiava, mas que sofria pressão paterna para fazê-la. Hoje você é feliz? Tem um carro novo, um ‘apê’ legal e janta em bons restaurantes? Ótimo, mas você se sente realizado? Essa reflexão nos leva a pensar se fizemos a escolha certa na época da faculdade, e novamente nos leva a pensar que somente hoje depois dos 30 saberíamos fazer a escolha coerente.

No final, tanto faz a escolha que você fez. Se pensar bem, qualquer uma das escolhas que tenha feito lhe dará o bônus e o ônus. Ou é feliz das 9h às 18h e infeliz no restante do tempo, ou vice-versa. O importante é fazer o que gosta ou ganhar dinheiro sem fazer o que ama. Ou, se for um sortudo da vida, ganhar dinheiro fazendo o que gosta. Mas eu não conheço ninguém que conseguiu essa façanha. Você conhece? Conte pra gente nos comentários.

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Que tal incluir o “Pôr do Sol Digital” em nossa rotina?

 

Hoje pela manhã, a caminho do trabalho num trânsito paulistano pra lá de louco e acima da normalidade, fui acompanhando as notícias pelo Rádio.

Algum convidado de uma emissora x dizia, no seu quadro semanal de “Bem Estar”, para criarmos o hábito do “Pôr do Sol Digital”.

Embora eu nunca antes havia escutado tal termo, logo imaginei ao que se referia. Aliás, belo termo. Soa bonito.

O convidado contava que, diferentemente dos nossos pais, que conseguiam se desligar do trabalho, quando botavam o pé pra fora da empresa, hoje temos o costume diário de levar trabalho pra casa.

E mais. Que tal fato é decorrente de estarmos expostos à informação por todo o tempo e da necessidade criada pelo mercado.

Confesso que invevitável é, para quem anda com smartphone ou notebook do trabalho, dar aquela espiadinha nos e-mails no Sábado à tarde ou no Domingo pela manhã.

Eu mesmo sou assim, embora tenho tentado me controlar.

O que o convidado do programa da rádio pedia era para tentarmos excluir esse costume de nossas rotinas , pois isso afeta diretamente o nosso necessário descanso, seja no período noturno, durante a semana e principlamente aos finais de semana, quando temos que carregar novas energia, ficar com a família, amigos, etc.

Dizia ainda que dar uma conferida nos e-mails no final de semana e encontrar aquele pedido urgente do chefe ou do cliente pode te deixar ansioso, nervoso e enquanto passa o Faustão, muito pouco tu poderá resolver.

Eu, por exemplo, sou uma pessoa demais ansiosa. Anos atrás, inclusive fui dignosticado com Transtorno de Ansiedade em nível máximo. Isso evoluiria mais tarde, para uma Síndrome do Pânico.

Nos dias atuais, se noto um e-mail novo fora do horário de trabalho, não consigo esquecer daquele fato e deixar para a Segunda-Feira de manhã. Juro, minha ansiedade não permite isso.

É bem verdade que das últimas vezes que fiz isso, ou seja, abri o e-mail, me arrependi de tal fato, pois realmente não conseguiria resolver a situação ali de imediato. Poderia mesmo ter deixado pra depois.

Mas muito possivemente, ficar sem ler, seria muito pior, pois certamente passaria o final de semana inteniro ali, imaginando o que teria atrás daquele e-mail não lido.

Mas juro que tentarei seguir a instrução da moça hoje de manhã. O tal do “Pôr do Sol Digital”.

Neste final de semana, não levarei o notebook do trabalho pra casa e deixarei o smatphone da empresa desligado. E-mails serão vistos somente na Segunda-Feira de manhã.

Mas confesso que talvez hoje à tarde, eu ligue pra minha cliente e diga a ela, que qualquer problema durante o final de semana, eu estou no meu celular pessoal.

Sou sincero, ué.

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Uma cidade que respira a pressa de forma desnecessária

Eu ia escrever um post falando de um cara que estava na minha frente na fila do restaurante por quilo.

Eu ia dizer que ele pegava um milho de cada vez e que ficou uns 15 segundos em dúvida entre o arroz branco ou integral.

Eu ia dizer que eu estava puto com ele e que pensei em jogar a batata toda no prato dele quando ele olhou a mesma por algum tempo.

Eu também ia dizer que certamente o prato dele daria uns R$ 12,00 mas que ainda assim, iria pedir Nota Fiscal Paulista e que não ia saber de cabeça, o número do CPF dele, levando a mão ao bolso.

Eu ia dizer que esse cara talvez não tivesse a tarde tão cheia de jobs quanto eu tenho. Eu ia dizer.

Mas talvez ele tenha percebido toda essa minha angústia silenciosa, pois olhou pra mim, e de forma bastante calma, serena, pediu desculpas pela demora e disse que a vida o ensinou que viver sempre com pressa faz muito mal à saúde.

Fiquei extremamente sem graça e só aí percebi que ele não tinha um dos braços e eu até então, nem havia notado.

Não sei o motivo de sua deficiência, mas de qualquer forma, me fez pensar. Nem sei se ele pediu a Nota Fiscal Paulista e nem se ele pesou o prato.

Tudo passou rápido e indolor quando resolvi pensar no assunto.

Ele sentou próximo à janela e agora está comendo tranquilamente enquanto observa as pessoas passando na rua.

Por outro lado, parece que nada aprendi, pois escrevo esse post enquanto a comida esfria no prato, na minha frente.

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Onde estão aquelas vagas que surgiam a todo momento? Tenho amigos pra indicar!

Escrevi um post gigante e na hora de publicar, algum erro surgiu e perdi todo o material.

Não tem problema, o assunto é bem importante e escrevo tudo novamente.

Certamente as palavras não serão as mesmas, mas o sentido do texto não irá se perder de forma alguma.

Em palestras e cursos que dou por esse Brasil afora, sempre mantive o discurso de que o mercado publicitário é bastante bom.

Bom no sentido de oportunidades… vagas, para ser mais claro.

Falo sempre especificamente da mídia, área em que atuo.

Sempre fui na contramão de criativos, planejadores e atendimentos, que muitas das vezes, aos dividirem os mesmos palcos que eu, dizem que a coisa não está fácil em suas áreas.

Eu sempre disse algo como: “Querem atuar no mercado paulistano? Preparem-se e vão à luta. Existem vagas nos departamentos de mídia para os bons profissionais, para os diferenciados”.

E felicidade maior é ver, ao longo do tempo, gente se convencendo disso, se preparando e conquistando seu espaço em agências do Itaim, Vila Olímpia ou do Brooklin.

Poderia aqui escrever dezenas de nomes.

Minhas palavras nunca foram fruto de achismo subjetivo. NÃO!!!

Talvez, pelo fato de além de profissional de mídia, eu ser também professor da disciplina em faculdades e por isso estar em contato com bastante gente que busca uma primeira oportunidade, sempre me chegaram vagas, vagas e mais vagas.

Sempre tive a honra e a felicidade de indicar amigos, colegas ou conhecidos para vagas que surgiam a todo momento nesse mercado.

Escutei mais de uma centena de vezes: “Tem um cara bom pra me indicar”?

Mas a coisa virou. A coisa virou!

E virou de tal modo que chega a ser demais preocupante. Nunca vi nosso mercado passando por situação semelhante.

Vejo quase que diariamente, bons profissionais, amigos ou não, deixando as agências de publicidade.

Na semana passada, alguns. Antes de ontem foram dois. Ontem, mais três.

Gente boa demais sendo desligada por conta da real redução de investimentos dos anunciantes. As montadoras então…. essas são as que mais estão sofrendo. Não vendem e seus pátios estão lotados.

A situação econômica que vive nosso país não é das melhores e é natural que tal situação seja refletida em nosso mercado de atuação.

É um efeito dominó. Indústria não vende, precisa cortar gastos, se reduz a publicidade, equipes mais enxutas dentro das agências.

Nosso mercado anda sofrendo um bocado.

Onde estão aquelas vagas que surgiam a todo momento? Tenho bons amigos para indicar!

Triste ter que usar esse espaço para abordar tal questão.

Preferia aqui estar festejando novas vagas, oportunidades e um mercado forte.

Mas infelizmente, o contrário disso é que é uma realidade.

Que já tenhamos chegado ao fundo do poço.

Que tudo possa melhorar rapidamente.

E que, principalmente, bons profissionais, sejam meus amigos ou não, retomem seus lugares nas agências de publicidade.

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Quantos dos “seus” estão no mecado de trabalho?

Fico feliz quando descubro que mais um de meus alunos conseguiu adentrar ao tão concorrido mercado de trabalho publicitário.

Isso é algo que tem se tornado mais frequente. A cada dia que passa,
fico sabendo de gente trabalhando em agências pequenas ou grandes,
institutos de pesquisas, clientes anunciantes e até em veículos de
comunicação.

Fazem questão de me avisarem, seja por e-mail,
mensagem ou por um profissional qualquer que traz a informação. Respondo
com festa, por verdadeira felicidade e orgulho.

O mercado publicitário está demais aquecido e em constante busca por profissionais qualificados e diferenciados.

Quem é bom, tem espaço. A sorte, que já foi o fator principal, passou a ser coadjuvante.

Melhor assim!

Aqueles que descobrirem isso ainda em período de faculdade e desde
então buscarem a sua diferenciação, mais cedo ou mais tarde,
conquistarão o seu espaço no mundo da propaganda.

E se hoje é assim, uma década atrás, posso garantir que não era.

Me formei numa turma em que iniciou com 85 alunos. Destes, se formaram
um pouco mais de 20. E que eu tenha conhecimento, não tem 5 que atuam no
mercado publicitário atualmente.

É triste, mas também é um pouco do retrato daquela turma e daquele momento do mercado.

Uns viraram músicos, outros jornalistas. Outros, depois de tanto
tentarem, continuaram em seus empregos provenientes de empresas
familiares ou algo do tipo.

Era outra época, em que a cada ano,
eram “arremessados” ao mercado, muito mais profissionais do que o
mercado precisava. Ainda hoje isso ocorre, mas a diferença é que naquele
tempo, não bastava buscar a diferenciação.A sorte era muito mais
importante do que é hoje.

Tenho amigos que se prepararam e ainda
assim lutaram seis ou sete anos para agarrar a sua primeira
oportunidade. Hoje, quem lutar certo, terá seu espaço garantido em menor
tempo.

E você? Quantos dos “seus” estão presentes no mercado?

Tenho um sonho profissional de um dia, bem lá na frente, montar uma
agência apenas com jovens profissionais e sem aqueles medalhões que
tanto vemos por aí. Acho que o resultado deste formato pode ser bem
positivo.

Um brinde às novas oportunidades e claro, ao meu sonho também.

Um grande abraço.

Filipe Crespo

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