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A batalha entre o cinema tradicional e o streaming

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Não é de hoje que se vê o streaming ganhar cada vez mais espaço no mercado de entretenimento. Tal fato é que, até mesmo a gigante indústria de Hollywood pode se sentir ameaçada num futuro próximo devido ao debate em torno dos lançamentos nos cinemas que demoram uma janela de 90 dias para ser disponibilizado em DVD ou em digital.

O que se discute estar em jogo é o futuro das salas de cinema e do entretenimento na tela pequena que aos poucos surgem como novos gigantes da tecnologia derrubando décadas de tradição hollywoodiana.

Enquanto a Netflix transmitiu filmes online ao mesmo tempo, ou apenas algumas semanas depois de sua estreia nos cinemas, a concorrente Amazon Studios disse que gostaria que alguns de seus filmes ficassem apenas 2 a 8 semanas nos cinemas antes de estar disponível em sua plataforma de streaming, a Amazon Prime. Até mesmo o rei do multiplex – Walt Disney Co – está entrando no universo do streaming alimentando a ideia de que possa querer filmes nas salas de estar mais cedo.

A Netflix twittou que “ama o cinema”, mas também apoiava o acesso de pessoas que não podem pagar ou não moram perto de cinemas.

Muitos proprietários de teatros se opõem, citando possíveis danos a seus negócios. Adam Aron, diretor executivo da AMC Entertainment Holdings, a maior operadora de teatro do mundo, disse que sua empresa “consideraria toda e qualquer alternativa”, mas quaisquer mudanças no atual padrão da indústria “teriam que ser benéficas para nós ou neutras para nós”.

Em contra partida, outros disseram que os consumidores estão satisfeitos com o sistema atual. As vendas de ingressos em 2018 atingiram o recorde de US$ 41 bilhões globalmente e US$ 12 bilhões nos Estados Unidos e no Canadá, mesmo quando a Netflix lançou cerca de 90 filmes para streaming. A franquia da Disney como “Black Panther” e “Avengers: Infinity War” gerou um total de US$ 7,3 bilhões nas bilheterias mundiais em 2018, mostrando que as telas de cinema tradicionais possuem muita lenha para queimar ainda.

E não só isso, a Disney e outros estúdios enfatizaram a experiência especial de assistir um filme em um teatro escuro. “Muito mais pessoas tiveram seu primeiro beijo em um cinema do que na sala de estar de seus pais”, disse Toby Emmerich, executivo sênior da Warner Bros, parte da WarnerMedia, da AT & T, que também planeja lançar uma campanha de streaming.

Dos mais céticos aos mais abertos, pode-se concluir que o streaming e o cinema tradicional ainda conviverão por um longo tempo juntos. Só resta para ver se o telespectador dará preferência pelo conforto e rentabilidade de assistir um lançamento cinematográfico na poltrona de sua casa ou se optará pela experiência sensorial junto de uma companhia agradável num teatro com uma tela gigante.

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Alberto Fachin

O autor Alberto Fachin

O paulistano Alberto Fachin é publicitário formado pela Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (FECAP). Certificado pelo Grupo de Mídia SP, trabalhou com contas públicas em uma agência paulistana e também teve uma breve experiência com OOH. Atualmente, trabalha na Cadastra, agência que pertence a DBG, com Gestão e Análise de Dados. Além disso é colaborador e conteudista do creativosbr levando conteúdo atualizado e de qualidade sobre o mercado publicitário.

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