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As marcas e o Dia da Mulher

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Fonte: divulgação

Com certeza você já ouviu falar sobre feminismo. Seu conceito não está tão claro para todo mundo pois sempre há os extremos que por sua vez acabam distorcendo o real sentido e o principal motivo desta luta, mas o fato é que a publicidade vem evoluindo junto com a sociedade e com isso atrelando seu discurso em sua comunicação.

Recapitulando as palavras da psicanalista, professora e integrante da casa do saber, Maria Lucia Homem, “o feminismo é uma luta necessária ainda, porque ao longo de séculos a mulher foi colocada no lugar de subalterna e sendo dominada por uma lógica patriarcal, machista e, hoje em dia, salvo raras exceções, repetem o discurso que mulher é fraquejada[…] O feminismo é falar: Opa! Para tudo, que narrativa é essa? Que discurso milenar equivocado é esse?”

Por muito tempo, as propagandas referentes ao Dia Internacional da Mulher se resumiam a homenagear a mulher por sua beleza, delicadeza e doçura, sempre acompanhado de flores, doces ou joias, pois era uma época em que as marcas viam apenas como uma oportunidade de vendas. Com o feminismo em pauta e a sociedade tentando mudar o estereótipo da mulher, o discurso das marcas também mudam e passam a usar a data do Dia Internacional da Mulher para dialogar com suas consumidoras trazendo uma imagem de força, garra e determinação para sua comunicação.

Um exemplo disso é a nova campanha da Nike, que lançou no dia do Oscar, o seu novo comercial com a tenista Serena Williams, reforçando o discurso de superação e coragem. Com o titulo “Dream Crazier”, o comercial ainda conta com a presença de Alex Morgan, da seleção americana de futebol, Lisa Leslie, ex-jogadora de basquete, e Simone Biles, ginasta olímpica. Todas elas provando que a mulher não é frágil e que pode quebrar tabus culturais através do seu talento e determinação.

Com as marcas entendendo essa mudança de comportamento e passando a colocar esse assunto na pauta da sua comunicação, é sinal de que estão seguindo o caminho certo, até porque as mulheres ainda sofrem bastante com a jornada dupla ou até mesmo tripla e vão precisar de mais alguns anos lutando para equiparar seus direitos e mudar a imagem criada ao longo dos anos. O que nos conforta é saber que ao menos as marcas estão entrando nessa causa para mudar o jogo.

 

 

Pabllo Stanlley

O autor Pabllo Stanlley

Publicitário, Coordenador de Marketing da Unimed Teresina-PI. Formado pela Estácio CEUT-PI e MBA em Gestão de Marketing na ESPM-SP, certificado pelo Grupo de Mídia. Trabalhou em agências atuando no departamento de Mídia, gerenciando as contas do Governo do Piauí e outros clientes do mercado. Fez parte do time da afiliada da TV Globo como Analista de Planejamento, desenvolvendo projetos comerciais voltados para as necessidades do mercado aproximando os anunciantes ao veículo de comunicação.

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