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Beatriz Guerra

Marketing

O que é Marketing de oportunidade?

Afinal, quem foi que inventou a famosa expressão “tempo é dinheiro”? De acordo com o Guia dos Curiosos, a expressão foi criada pelo físico Benjamin Franklin (1706-1790) depois de ler inúmeras obras do filósofo grego, Teofrasto (372-288 a.C). O pensador escrevia, em média, um livro a cada dois meses, por isso concluiu que “tempo custa muito caro”. Imagine só que nessa época a precificação dos serviços já era determinada em consequência do período trabalhado. Tempo e dinheiro, realmente, sempre andaram juntos.  

Ao aplicar esse conceito nos dias de hoje, as marcas são praticamente obrigadas a  trabalhar com o famoso time (referência a palavra “tempo” em inglês). Time para prazos, time de entregas, time de almoço, time pra fumar, time, time.. O tempo se tornou um elemento poderoso e determinante, não apenas na jornada de trabalho, mas também na produção e planejamento das empresas. 

O marketing de oportunidade se caracteriza por uma “simples” atitude: usar o tempo a seu favor. O grande truque está na espontaneidade. É normal utilizar-se de datas comemorativas, um momento social ou algum acontecimento marcante, para impulsionar e aumentar o awareness do produto, serviço etc. 

Não é apenas criar uma propaganda com o assunto do momento, o grande diferencial do marketing de oportunidade está na aproximação e sintonia com o público. Ou seja, é necessário que a marca utilize a linguagem, brincadeiras e comportamento do seu próprio segmento. Além disso, é importante sempre manter uma interação constante, seja com publicações, comentários e/ou atendimento personalizado. Mas, atenção! Há alguns temas que são difíceis de serem trabalhados, como polêmicas, que podem gerar confrontos e discussões entre diferentes pontos de vista, além manchar a reputação da marca.

Quer dar uma olhada em alguns exemplos de marketing de oportunidade? 

Quem lembra quando a dupla Sandy & Junior voltou com tudo, depois de vários anos separados, para fazer uma turnê? Os ingressos esgotaram rapidamente e muita gente ficou de fora desse momento nostálgico. O McDonald’s aproveitou esse momento e lançou o combo “Sundae & Junior”, que consistia em um lanche e um sorvete. A ação foi publicada nas redes sociais da marca, em algumas mídias OOH e foi um sucesso.

 

Fonte: InfoMoney

 

E o caso da Verônica, que alugou o Airbnb pro Felipe. Vocês estão sabendo? O iFood, Halls e Blowtex ficaram sabendo e já aproveitaram o assunto para conversar com seu público.

 

Fonte: Twitter

 

Mas, nem sempre a marca consegue abordar assuntos da melhor maneira possível e acabam prejudicando sua imagem ao serem associadas com empresas oportunistas. 

Em 2016, uma escola de natação do Rio Grande do Sul utilizou-se de uma fatalidade para divulgar seus serviços. Como cita a matéria da Exame, a imagem utilizada foi de um menino sírio – morto na Turquia, em 2015, após o barco em que estava com a sua família naufragar – para conscientizar as pessoas sobre como é importante introduzir a natação na vida de uma criança. Não precisa nem falar que essa propaganda foi repudiada pelo público, né? 

Fonte: Exame

Apelar para mentiras e desrespeito 

O Marketing e a Publicidade estão repletos de gafes polêmicas, muitas delas evitáveis com um simples trabalho de pesquisa e revisão. Entretanto, se há algo que realmente é capaz de manchar a reputação da sua marca são as mentiras e o desrespeito. Análise, portanto, o impacto da sua comunicação em diferentes esferas da sociedade e certifique-se de que seu conteúdo contempla a diversidade, as concepções e os valores de diferentes grupos da sociedade. Quanto às campanhas dirigidas à concorrência, todos esses cuidados também devem ser tomados e, de forma alguma, uma empresa deve recorrer a mentiras e boatos. Expor outras marcas em suas campanhas sem autorização é crime, e diante de tais circunstâncias, as penalidades podem ser ainda maiores.

 

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Digital

Já imaginou como seria o Instagram no século passado? David Dobrik já!

Há alguns anos, nos primórdios da rede social mais queridinha do mundo, o que mais se via no feed eram fotos com estilo “retrô”: alaranjadas, com bastante textura e molduras que lembravam as antigas câmeras analógicas. Afinal, o aplicativo foi criado com o objetivo de recriar o estilo de fotos tiradas antigamente. 

Acabou que a rede social virou o sucesso todo que é hoje e essa característica se perdeu no limbo dos milhares de conteúdos compartilhados diariamente. Aliás, se ainda houver algum resquício desse tipo de imagem rodando por aí, não há dúvidas que entrou na categoria cafona e que certamente será “flopada”.

Em pleno ano de 2021 o espírito vintage renasceu ainda mais forte (dizem mesmo que as tendências de moda serão inspiradas nos anos 2000). Criado em 2019, mas só realmente popular este ano, o app DISPO foi criado pelo Youtuber e Tiktoker David Dobrik com o objetivo de reinserir o espírito dos anos de mil novecentos e bolinha nos dias de hoje. A rede social também é voltada para a fotografia, mas seu diferencial é o tempo de espera para visualizar suas fotos. Isso mesmo! No app você fotografa seu objeto e o resultado é publicado somente às 09h da manhã do dia seguinte. 

App dispo na App

Fonte: https://apps.apple.com/us/app/dispo-live-in-the-moment/id1491684197

 

Por mais que esse comportamento possa parecer estranho, o Dispo está fazendo muito sucesso e já conta com mais de 10 mil downloads. E aí, você ficaria muito ansioso para ver o resultado da sua fotografia?

 

 

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Entretenimento

Facebook lança série documental sobre diversidade

diversidade

O relacionamento entre cliente e marca tem mudado bastante durante os anos. O que antigamente era uma ligação distante, direta e com o único objetivo de vender, vem sendo substituído por um elo interdependente, no qual é oferecido muito mais do que apenas produtos ou serviços. As marcas começaram a oferecer – e defender – um estilo de vida e se tornaram pauta de referência em diversos assuntos.

De acordo com uma pesquisa realizada em 2019 pela Samsung, em parceria com a Bridge Research, mais de 80% dos consumidores veem relevância em falar sobre diversidade. A principal justificativa sobre essa percepção foi que uma comunicação diversa demonstra respeito às pessoas e suas diferenças.

Fonte: https://www.facebook.com/business/m/latamseason/episode01

Com o objetivo de aumentar a discussão sobre diversidade e representatividade na comunidade empresarial da América Latina, o Facebook lançou uma série chamada “Facebook LATAM Season”. A produção conta com seis episódios, lançados gradativamente no formato de vídeo. Cada episódio conta com um narrador especial, referência no assunto em discussão, como Liniker, Emicida e Vivi Duarte. Ao todo, serão mais de 60 vozes diversas e centenas de histórias reais. A série está disponível em espanhol, português e inglês e pode ser assistida no Facebook Watch.

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Marketing

O termo greenwashing é Ecofriendly? Entenda o que é e como identificá-lo

Na sua tradução literal, greenwashing significa “lavagem verde” ou “pintando de verde”.   É um termo utilizado por instituições que utilizam técnicas de marketing para vender um posicionamento enganoso em relação ao meio ambiente. Isso acontece porque as empresas querem conquistar o apoio do público e agradar os consumidores ecologicamente conscientes que exigem um parecer ecológico das marcas. Entretanto, na maioria dos casos, as instituições apenas manipulam as informações, que de nada ajudam o meio ambiente.

Infelizmente esta prática também prejudica a relação da empresa com seus consumidores, tendo em vista que o uso do marketing de fachada causa uma certa desconfiança e insegurança. Além disso, o indivíduo pode começar a desconfiar de empresas verdadeiramente preocupadas com o meio ambiente. 

Um exemplo recente de greenwashing aconteceu com um dos patrocinadores do BBB 21: o iFood. Há pouco tempo, a empresa lançou o plano “Regenera”, que tem como objetivo acabar com a poluição plástica das operações de delivery e se tornar neutro em carbono até 2025. Um dos pontos principais dessa mudança são as embalagens, que logo terão como matéria-prima fontes renováveis, como fécula de mandioca.

Porém, na prática, não foi muito bem assim. Em diversos momentos durante o Reality Show, a empresa enviou várias embalagens plásticas, se contradizendo totalmente com o discurso. E, claro, a internet não perdoou. 

 

Fonte: Twitter

Para ajudar os consumidores a identificar possíveis comportamentos de greenwashing, foi criado um documento: “The seven sins of greenwashing“, ou “Os sete pecados do greenwashing”. Este contém os principais casos em que uma empresa pode se equivocar ao anunciar que o produto ou serviço é eco-friendly. 

Custo ambiental camuflado
Ocorre quando uma empresa mostra o benefício ambiental final, mas não explica o processo envolvido para chegar em tal.

Menções sem provas
Acontece quando o produto afirma que é bom para o meio ambiente, sem explicar o motivo. É preciso se embasar em fatos e dados científicos para tal afirmação.

Troca oculta
Quando a empresa exibe determinadas atividades ambientalmente responsáveis, mas oculta informações sobre as outras práticas mais graves. Normalmente é utilizado em campanhas e não em produtos.

Imprecisão na comunicação
A imprecisão na comunicação ocorre quando há informações que podem levar o consumidor a alguma confusão na hora de adquirir o produto.

Informação irrelevante
A informação irrelevante acontece quando o fabricante destaca algo que faz em favor do meio ambiente, mas na realidade, tal atitude é exigido por lei (ou seja, não faz mais que obrigação). Por exemplo, produtos que exaltam “o não uso de CFC”, sendo que tal substância é proibida por lei.

Menor dos males
Nessa situação, o apelo ambiental pode até ser verdadeiro, mas serve como distração para os reais impactos no meio ambiente.

Mentira
Nesse caso, as reivindicações são simplesmente falsas. Isso ocorre, por exemplo, quando um item exibe um selo de certificação ambiental sem autorização da certificadora.

Falsos rótulos
Acontece quando o fabricante produz o próprio selo (certificação) que induz o consumidor a achar que o produto é ambientalmente responsável. É necessário utilizar um selo “oficial”. 

Segmentação oportunista
A segmentação oportunista acontece quando uma empresa cria linhas ecológicas paralelas, mas continua a agredir o meio ambiente com os produtos originais.

Essas dicas são extremamente necessárias nos dias atuais, tanto para as empresas, quanto para os consumidores finais. Graças ao diverso e extenso portfólio de produtos/serviços que há, atualmente podemos escolher quais marcas consumir e porquê. Saiba analisar, minuciosamente, os aspectos vendidos pela publicidade e escolha sempre uma empresa a qual leve a sério seus ideais. 

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