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Beatriz Guerra

Marketing

Como aumentar o alcance da sua marca pelo Pinterest

A rede social já virou sinônimo de “referência”. As pessoas visitam o site em busca de inspiração, produtos e uma comunidade de pessoas criativas. E, acredite, você consegue achar de tudo. Desde moda, maquiagem, exercícios físicos, bem-estar, decoração, viagem, “faça você mesmo” a receitas de comida, etc etc.⠀

Há pouco tempo o Pinterest abriu o site para que as marcas pudessem fazer anúncios, e agora, também virou uma plataforma de compra direta. Se essa informação não te empolga, se liga nos dados da rede social publicados pelo portal da UOL:

  • o Pinterest tem hoje mais de 175 milhões de usuários. E o Brasil está entre os dez países com maior número de usuários cadastrados na rede.
  • Cada pin gera, em média, duas visitas ao site e seis visualizações de páginas.
  • 93% dos usuários do Pinterest usam a rede para planejar uma compra.

Essas informações animam qualquer tipo de perfil, seja você um empreendedor individual ou uma empresa. No site, a criação de Pins visualmente atraentes só vai acrescentar positivamente a sua marca. Para isso, é necessário categorizar suas publicações em grupos de anúncios segmentados, definir seus objetivos de negócios e veiculação da campanha, para que seja bem sucedida. E, olha, é bem fácil criar um conteúdo interessante na plataforma, tendo em vista que oferecem inúmeras formas de publicação, como: vídeos; carrosséis; coleções; vídeos; imagens estáticas.

Como anunciar no Pinterest?

Os anúncios no Pinterest são chamados de Pins Patrocinados. Eles são iguais ao Pins (publicações) que são comuns de fazer, exceto que você paga para promovê-los e, por isso, aparece para um público mais amplo.

Primeiro passo: configurar anúncios.

Para anunciar, é necessário que você crie uma conta business. O valor depende totalmente do orçamento e do gasto que planeja gastar em suas campanhas. Para fazer isso, é só se cadastrar no site: ads.pinterest.com, preencher com alguns dados e pronto. 

Informação importante: requisitos dos anúncios.

Para patrocinar seus pins, verifique sempre as seguintes demandas:

  •  precisam estar no seu próprio perfil business
  •  ser salvos em pastas públicas
  • ter URLs de destino (sem encurtadores de link na URL de destino ou na descrição)
  • não ser GIFs ou vídeos de terceiros
  • seguir os “Padrões para Anúncios” do Pinterest.

O último passo é determinar qual será o tipo da sua campanha.

A plataforma oferece alguns tipos de campanha para te ajudar em como guiar sua campanha.

  • Reconhecimento (para aumentar seu alcance e reforçar o reconhecimento do produto ou da marca) 
  • Consideração (tem como objetivo gerar mais tráfego a conteúdos dentro e fora do Pinterest) 
  • Conversões (impulsionar ações do usuário, como vendas, inscrições e assinaturas)
  • Vendas off-line (aumentar o ticket médio das compras na loja física)

Além disso tudo, cada vez mais a geração Z e os millennials, estão usando o Pinterest para comprar produtos que reflitam seu interesse por novidades. Você não quer perder essa galera toda, né?

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Marketing

The Sims e a cultura da convergência: o uso da transmídia em #SimsSessions

Calma, eu sei que esse título parece tema de monografia de qualquer faculdade de comunicação. Mas o conceito é super simples e tenho certeza que você já presenciou uma ação de transmídia, só ainda não sabia o nome. Vamos por partes!

Transmídia, nada mais é, que uma maneira eficaz de contar histórias. O termo representa a estratégia de utilizar-se de diversas plataformas para criar um universo narrativo, aproveitando as particularidades de cada uma, para enriquecer o conteúdo. É utilizada, principalmente, pela área de Marketing e criação, que criam diversos conteúdos que se complementam por meio dessa estratégia. O grande objetivo é oferecer uma experiência única e interativa, fazendo com que o consumidor se sinta parte da história.

O conceito foi oficialmente discutido em 1991, pelo professor Marsha Kinder, da University of Southern Califórnia. Nos anos 2000, depois de mais alguns estudos sobre o tema, o pesquisador Henry Jenkins, publicou o livro “Cultura da Convergência”, no qual traduz a transmídia como um fenômeno dentro da convergência de mídias na qual vivemos: “fluxo de conteúdos por múltiplas plataformas de mídia, à cooperação entre múltiplos mercados midiáticos e ao comportamento migratório dos públicos dos meios de comunicação”.

Pronto! Agora podemos chegar no assunto do título. Em meio a essas informações sobre estratégias de conteúdo, o jogo The Sims, que teve sua primeira edição lançada em 2000, finalmente aderiu a uma abordagem diferente – e mais interativa – de conteúdo. A série de jogos, criada pelo designer de jogos Will Wright e produzida pela Maxis, é simulação de vida real na qual o jogador cria pessoas virtuais chamadas “Sims” e administra suas necessidades, humores e desejos.

Desde seu lançamento, The Sims não mudou muito as possibilidades de interação para o jogador. Lançou novas expansões, melhorou bugs do jogo, mas nunca investiu muito em criar algo diferencial para a interação do Simmer. Até agora. 

O Festival Musical, chamado Sims Sessions, inédito no jogo, traz artistas renomados para cantar e tocar para os seus Sims, dentro do jogo. Os Simmers poderão mergulhar em uma experiência de festival musical imersiva em The Sims 4, apresentando performances em Simlish (idioma oficial do The Sims) de Bebe Rexha, duas vezes indicada ao prêmio Grammy, Dave Bayley, vocalista principal da banda Glass Animals, e da cantora, compositora e produtora Joy Oladokun.

É a primeira vez que o jogo cria algum tipo de interatividade com o mundo “real”, apesar de não serem apresentações ao vivo, ou ter qualquer tipo de conexão com a internet. Posso dizer que eu, como amante do The Sims desde sua primeira edição, fiquei muito feliz com a novidade. É legal fazer com que façamos parte da história, bem como o principal conceito de transmídia já diz.

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Marketing

Por que criar uma Persona é tão importante para a sua marca?

Diferente do que algumas pessoas acreditam, a brand persona não é a mesma coisa que o público-alvo da sua marca. Os termos representam coisas diferentes apesar de estarem no mesmo universo do planejamento e comunicação. O primeiro, respectivamente, é como seria a representação do cliente ideal da sua empresa, de maneira humanizada e totalmente personalizada, como: hábitos, frustrações, desafios, hobbies e estilo de vida. Já o segundo termo, representa os clientes atingíveis, palpáveis. São pessoas reais da sociedade que possuem características específicas, determinadas previamente, como: educação, classe social, idade, etc.  

As personas são utilizadas, principalmente, para alavancar as vendas e relacionamento da sua marca com os consumidores. Isso acontece porque para desenvolver todos os critérios de tal, é necessário estudar a jornada de compra do seu cliente, identificar necessidades que a marca pode atender, definir o planejamento de marketing e posicionamento, orientar o desenvolvimento de produto. É uma via de mão dupla: toda a estratégia da empresa deve estar baseado nas preferências da sua persona, e é graças a sua persona que há informações para que esse planejamento seja feito. Essas informações oferecem uma assertividade única.

Mas, como descobrir todas essas informações? Como encontrar essas pessoas?  

O primeiro grande passo para chegar nesse baú dos tesouros de informação é:
1. Elaborar e realizar um questionário/pesquisa. O que precisamos saber sobre a persona? Pergunte sobre características físicas, psicológicas e hábitos. É interessante realmente tentar entender a persona, não apenas entrevistá-la. Pergunte sobre assuntos que lhes interessam, desafios e obstáculos, por quais meios se informam. Pense que a persona é sua melhor amiga e você precisa saber tudo sobre ela.

2. Logo em seguida, realizar uma análise de dados: junte todas as informações comuns entre os respondentes. É importante focar sempre nos problemas apresentados e em como a empresa consegue solucioná-los.

3. Por mim, a criação da persona: reúna tudo que já foi criado em um lugar e personifique. Transforme todas as informações em uma (ou mais) pessoa. Tá permitido criar um nome, profissão, o que gosta de ouvir, jeito que se veste. Até mesmo desenvolver toda uma narrativa para apresentar os hábitos e entender como seria o dia a dia da persona.

Não tem segredo, é só ir atrás de possíveis leads que lhe deem informações, e que você consiga transformar em outra pessoa. Para facilitar a organização no processo de criaçao, separamos dois links: um template com alguns tópicos importantes para preencher sobre sua persona; e um gerador de persona, o qual você preenche com dados e o site gera um PDF com todas as informações.

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Conteúdo

Para relaxar, é preciso colocar a mão na massa (ou quase)

Você já parou para analisar se o seu comportamento mudou do início do ano passado até hoje?

Caso você tenha identificado mudanças, saiba que você não está sozinho. Desde que a pandemia foi decretada no Brasil, no início de 2020, o modo de viver e pensar das pessoas sofreu alterações físicas e psicológicas.

Um estudo realizado pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e publicado pela revista The Lancet mostra que o número de pessoas que relataram sintomas como crise de ansiedade e estresse agudo aumentou em 90%, apenas no primeiro semestre do ano passado. De lá pra cá, os números só aumentaram e a situação se agravou. De acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde) os índices de suicídio, depressão, preocupação, medo, ansiedade, da violência doméstica, fragilidade das redes de proteção e uso abusivo de álcool e outras drogas aumentou mundialmente.

O enfrentamento do dia a dia fica ainda mais difícil quando sua casa se torna seu ambiente de trabalho, há uma ausência de limites entre trabalho e vida pessoal, entre o trabalho e as atividades domésticas. Parece que não sobrou espaço físico para o lazer ou atividades que nos faziam se deslocar desses ambientes. Tudo que conhecíamos foi transferido para o virtual, como: shows online, ligações de aniversário por vídeo, happy hour virtual, entre diversas outras atividades. 

Durante esse período – que continua até hoje – foi possível perceber a tentativa das pessoas em se reconectar com coisas materiais. Natureza; atividades artesanais; culinária. É comprovado que atividades manuais podem virar uma grande terapia para o combate contra o estresse e a depressão. Pois durante sua prática, aumentam a sensação de bem-estar e relaxamento. Quando estabelecida uma rotina, a atividade pode estimular criatividade, proteger a memória e até mesmo trabalhar na melhoria da autoconfiança e da autoestima.

Virar um praticante não é tão difícil assim e está muito mais perto do nosso dia a dia do que pensamos. Você não precisa dedicar 4h do seu dia para a prática de tal, basta parar por, ao menos, 15 minutos para já perceber uma mudança perceptível no seu comportamento. Que tal separar um tempo na sua agenda para uma atividade nova? Você pode até mesmo começar com coisas que já tem aí na sua casa. Quer uma ajudinha?

Redecore seus móveis com papel de parede

Não precisa esquentar a cabeça pensando em tinta específica para tal tipo de móvel, ou tentar marcar um horário em alguma empresa de revitalização de móveis. Aproveite o tempo em casa e tente olhar de outro jeito para sua mobília. Com papel adesivo, ou papel de parede, você já consegue transformar totalmente seus móveis. Você só vai precisar escolher o estilo que mais te agrada, de uma tesoura e cola. 

Produza um desenho “desestressante”

Se o seu principal objetivo é dar um chega pra lá no estresse, a solução é desenhar linhas retas. Podem ser verticais, horizontais e até mesmo em diagonal. Faça um traço para cada problema que estiver pensando. Você vai ver como te ajuda a relaxar e ainda vai te garantir uma grande obra abstrata.

Dobraduras

Quem nunca fez um avião de papel, ou ao menos, tentou? Já pensou em fazer origami? É uma tradicional arte japonesa que consiste em dobrar o papel para criar formas, objetos ou animais sem precisar cortá-lo ou colá-lo. É possível aprender por meio de vídeos ou livros, e depois utilizá-los como decoração. Invista em cores e papéis diferentes! 

Cultivar plantas

Boatos dizem que os anos de 2020 e 2021 foram os anos que revelaram os melhores botânicos de apartamento da história. Brincadeiras à parte, as plantas, além de deixarem sua casa mais bonita, são uma ótima alternativa para a sua concentração. Mexer diretamente com a terra, sementes, é um ótimo anti estresse. Ah, e ainda tem a melhor parte: você pode ter os seus próprios temperos em casa.

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Marketing

Bancos digitais: qual foi o segredo do sucesso?

bancos digitais

O Brasiiiiiil amou o novo garoto propaganda do Banco Santander, o Gil. Ex-BBB, economista e futuro Phd. No final do comercial, o garoto propaganda afirma que gosta de tudo open: “Sou a favor de tudo open. Mercado financeiro. Tecnologia. Tudo livre. Open. O mundo tem que ser open, Brasillll“.

É realmente de se admirar que um banco tão tradicional tenha entendido a necessidade de reinventar parte da sua comunicação. Mas será que o público que assiste, e utiliza de serviços bancários, entende que o Santander é um bom locutor para falar sobre essa questão? Afinal, a empresa faz parte do conglomerado dos grandes e tradicionais bancos no Brasil, os quais são extremamente burocráticos, cobram taxas abusivas em praticamente todos os processos bancários e ainda atuam com juros enormes. 

A comunicação precisa ser coerente com a política da empresa, e principalmente, conversar de verdade com seus consumidores. É neste cenário de clareza, liberdade e proximidade, que os bancos digitais aproveitaram a oportunidade de se mostrar muito mais valiosos e parceiros que os tradicionais. 

O conceito de banco digital explodiu no Brasil com o roxinho, mais conhecido como Nubank, fundado em 6 de maio de 2013 por David Vélez Vagner, Edward Wible e Cristina Junquei. Quebrou as barreiras em 2014, quando lançou seu primeiro produto: um cartão de crédito com a bandeira da Mastercard sem anuidade e totalmente controlado pelo smartphone. Parece até golpe, né? Muitas pessoas realmente pensaram isso, duvidaram da empresa, ficaram com medo de fornecer seus dados. Mas foi graças a sua comunicação, simples e extremamente personalizada, que eles conseguiram conquistar o público e logo depois de 2 anos, já havia mais de 8 milhões de pedidos de cartão de crédito da empresa. 

As empresas que vieram – ou cresceram – depois dessa ruptura no mercado financeiro, perceberam que o que tem conquistado fãs é o oferecimento de uma nova experiência ao cliente. É preciso entender como seu público se comporta, o que gosta, faz, deseja, e começar a se comunicar como eles. O banco do futuro e as instituições financeiras digitais estão procurando gerar confiança na marca. E, spoiler, estão conseguindo.

Atualmente, temos exemplos de diversos serviços de banco digital, como: Banco Inter, Neon, Banco Original, Next e diversos outros. Todos com um um posicionamento em comum: ser simples, acessível e eficiente. Separamos alguns dos motivos do porque esse tipo de serviço é tão querido e só tende a crescer:

Não cobram taxas 

O fato de não terem uma agência física já facilita muito no corte de gastos. Daí, esse valor não precisa ser cobrado no ato de criar a conta.

Praticidade

Você pode acessar, literalmente, em qualquer lugar. Você só precisa estar com o celular na mão.

Melhores opções de investimentos

Além das inúmeras opções de investimentos, as contas digitais facilitam a transferência do seu dinheiro para contas de Investimento.

Atendimento estendido 

Você tem alguma dúvida? Precisa de ajuda? Fique tranquilo, mesmo se for 21h terá alguém para falar com você.

Segurança 

Além da segurança no ambiente digital, ser poupado de ir até uma agência bancária já evita inúmeras inconveniências.

 

E aí, você acha que está na hora dos bancos tradicionais mudarem a sua estrutura?

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Digital

DressX: a roupa que você compra, mas não consegue vestir.

 

Em meio a pandemia, fomos obrigados a migrar – quase totalmente – para plataformas online. Pode-se dizer que em 2020, quem não estava acostumado com o digital, precisou aprender rapidinho. Nos adaptamos ao dinheiro virtual, passeios virtuais, eventos virtuais e, agora, roupas virtuais… Isso mesmo! Chegamos na era em que o universo fashion invadiu o nicho da inteligência artificial e promete mudar a forma de consumo.

A Dressx nasceu da vontade de mudar a maneira de consumir moda no mundo. A empresa tem como objetivo atender a um público com necessidade específica, que está sempre a par das novidades do universo fashion e que preza por um consumo consciente.

Mas, afinal, o que essa empresa tem de diferente?

A plataforma conta com mais de 900 modelos de roupas, desenvolvidas e assinadas por diversos estilistas mundialmente reconhecidos. O único detalhe é: as roupas são feitas apenas para serem usadas virtualmente. O site funciona como uma vitrine, composto de looks, desde o mais básico e acessível, até peças de “alta costura” e alto custo. 

 

Exemplo de roupas do site Dressx.com

Olhou? Gostou? É só comprar e vestir, quer dizer, enviar sua foto e esperar que a inteligência artificial do site faça todo o trabalho. Essa maneira de consumir atende, principalmente, a demanda dos criadores de conteúdo digital, que torna a compra física praticamente redundante para estes. Afinal, quem nunca comprou uma roupinha só para tirar foto e nunca a usou? A ideia de comprar roupas exclusivamente no ambiente digital não é novidade, os video games já fazem parte deste universo há um certo tempo. Por exemplo, a compra de skins em jogos, ferramentas exclusivas para os personagens, entre outras coisas. O diferencial proposto pela marca, entretanto, é oferecer uma experiência única de compra em comércio eletrônico de roupas digitais.

Além disso, a indústria da moda é considerada uma das maiores poluidoras do mundo pela Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento, devido à superprodução e o consumo excessivo de itens de moda. Na DressX, a visão é outra: criar roupas do futuro que eliminam resíduos e produtos químicos durante a produção e minimizem a pegada de carbono.

No estágio atual de desenvolvimento da DressX, pretendemos mostrar que algumas roupas podem existir apenas em sua versão digital. Não compre menos, compre moda digital.”

E aí, você investiria num look completamente digital? 

Dressx: right where you need them.

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Marketing

O que é Marketing de oportunidade?

Afinal, quem foi que inventou a famosa expressão “tempo é dinheiro”? De acordo com o Guia dos Curiosos, a expressão foi criada pelo físico Benjamin Franklin (1706-1790) depois de ler inúmeras obras do filósofo grego, Teofrasto (372-288 a.C). O pensador escrevia, em média, um livro a cada dois meses, por isso concluiu que “tempo custa muito caro”. Imagine só que nessa época a precificação dos serviços já era determinada em consequência do período trabalhado. Tempo e dinheiro, realmente, sempre andaram juntos.  

Ao aplicar esse conceito nos dias de hoje, as marcas são praticamente obrigadas a  trabalhar com o famoso time (referência a palavra “tempo” em inglês). Time para prazos, time de entregas, time de almoço, time pra fumar, time, time.. O tempo se tornou um elemento poderoso e determinante, não apenas na jornada de trabalho, mas também na produção e planejamento das empresas. 

O marketing de oportunidade se caracteriza por uma “simples” atitude: usar o tempo a seu favor. O grande truque está na espontaneidade. É normal utilizar-se de datas comemorativas, um momento social ou algum acontecimento marcante, para impulsionar e aumentar o awareness do produto, serviço etc. 

Não é apenas criar uma propaganda com o assunto do momento, o grande diferencial do marketing de oportunidade está na aproximação e sintonia com o público. Ou seja, é necessário que a marca utilize a linguagem, brincadeiras e comportamento do seu próprio segmento. Além disso, é importante sempre manter uma interação constante, seja com publicações, comentários e/ou atendimento personalizado. Mas, atenção! Há alguns temas que são difíceis de serem trabalhados, como polêmicas, que podem gerar confrontos e discussões entre diferentes pontos de vista, além manchar a reputação da marca.

Quer dar uma olhada em alguns exemplos de marketing de oportunidade? 

Quem lembra quando a dupla Sandy & Junior voltou com tudo, depois de vários anos separados, para fazer uma turnê? Os ingressos esgotaram rapidamente e muita gente ficou de fora desse momento nostálgico. O McDonald’s aproveitou esse momento e lançou o combo “Sundae & Junior”, que consistia em um lanche e um sorvete. A ação foi publicada nas redes sociais da marca, em algumas mídias OOH e foi um sucesso.

 

Fonte: InfoMoney

 

E o caso da Verônica, que alugou o Airbnb pro Felipe. Vocês estão sabendo? O iFood, Halls e Blowtex ficaram sabendo e já aproveitaram o assunto para conversar com seu público.

 

Fonte: Twitter

 

Mas, nem sempre a marca consegue abordar assuntos da melhor maneira possível e acabam prejudicando sua imagem ao serem associadas com empresas oportunistas. 

Em 2016, uma escola de natação do Rio Grande do Sul utilizou-se de uma fatalidade para divulgar seus serviços. Como cita a matéria da Exame, a imagem utilizada foi de um menino sírio – morto na Turquia, em 2015, após o barco em que estava com a sua família naufragar – para conscientizar as pessoas sobre como é importante introduzir a natação na vida de uma criança. Não precisa nem falar que essa propaganda foi repudiada pelo público, né? 

Fonte: Exame

Apelar para mentiras e desrespeito 

O Marketing e a Publicidade estão repletos de gafes polêmicas, muitas delas evitáveis com um simples trabalho de pesquisa e revisão. Entretanto, se há algo que realmente é capaz de manchar a reputação da sua marca são as mentiras e o desrespeito. Análise, portanto, o impacto da sua comunicação em diferentes esferas da sociedade e certifique-se de que seu conteúdo contempla a diversidade, as concepções e os valores de diferentes grupos da sociedade. Quanto às campanhas dirigidas à concorrência, todos esses cuidados também devem ser tomados e, de forma alguma, uma empresa deve recorrer a mentiras e boatos. Expor outras marcas em suas campanhas sem autorização é crime, e diante de tais circunstâncias, as penalidades podem ser ainda maiores.

 

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Digital

Já imaginou como seria o Instagram no século passado? David Dobrik já!

Há alguns anos, nos primórdios da rede social mais queridinha do mundo, o que mais se via no feed eram fotos com estilo “retrô”: alaranjadas, com bastante textura e molduras que lembravam as antigas câmeras analógicas. Afinal, o aplicativo foi criado com o objetivo de recriar o estilo de fotos tiradas antigamente. 

Acabou que a rede social virou o sucesso todo que é hoje e essa característica se perdeu no limbo dos milhares de conteúdos compartilhados diariamente. Aliás, se ainda houver algum resquício desse tipo de imagem rodando por aí, não há dúvidas que entrou na categoria cafona e que certamente será “flopada”.

Em pleno ano de 2021 o espírito vintage renasceu ainda mais forte (dizem mesmo que as tendências de moda serão inspiradas nos anos 2000). Criado em 2019, mas só realmente popular este ano, o app DISPO foi criado pelo Youtuber e Tiktoker David Dobrik com o objetivo de reinserir o espírito dos anos de mil novecentos e bolinha nos dias de hoje. A rede social também é voltada para a fotografia, mas seu diferencial é o tempo de espera para visualizar suas fotos. Isso mesmo! No app você fotografa seu objeto e o resultado é publicado somente às 09h da manhã do dia seguinte. 

App dispo na App

Fonte: https://apps.apple.com/us/app/dispo-live-in-the-moment/id1491684197

 

Por mais que esse comportamento possa parecer estranho, o Dispo está fazendo muito sucesso e já conta com mais de 10 mil downloads. E aí, você ficaria muito ansioso para ver o resultado da sua fotografia?

 

 

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Entretenimento

Facebook lança série documental sobre diversidade

diversidade

O relacionamento entre cliente e marca tem mudado bastante durante os anos. O que antigamente era uma ligação distante, direta e com o único objetivo de vender, vem sendo substituído por um elo interdependente, no qual é oferecido muito mais do que apenas produtos ou serviços. As marcas começaram a oferecer – e defender – um estilo de vida e se tornaram pauta de referência em diversos assuntos.

De acordo com uma pesquisa realizada em 2019 pela Samsung, em parceria com a Bridge Research, mais de 80% dos consumidores veem relevância em falar sobre diversidade. A principal justificativa sobre essa percepção foi que uma comunicação diversa demonstra respeito às pessoas e suas diferenças.

Fonte: https://www.facebook.com/business/m/latamseason/episode01

Com o objetivo de aumentar a discussão sobre diversidade e representatividade na comunidade empresarial da América Latina, o Facebook lançou uma série chamada “Facebook LATAM Season”. A produção conta com seis episódios, lançados gradativamente no formato de vídeo. Cada episódio conta com um narrador especial, referência no assunto em discussão, como Liniker, Emicida e Vivi Duarte. Ao todo, serão mais de 60 vozes diversas e centenas de histórias reais. A série está disponível em espanhol, português e inglês e pode ser assistida no Facebook Watch.

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Marketing

O termo greenwashing é Ecofriendly? Entenda o que é e como identificá-lo

Na sua tradução literal, greenwashing significa “lavagem verde” ou “pintando de verde”.   É um termo utilizado por instituições que utilizam técnicas de marketing para vender um posicionamento enganoso em relação ao meio ambiente. Isso acontece porque as empresas querem conquistar o apoio do público e agradar os consumidores ecologicamente conscientes que exigem um parecer ecológico das marcas. Entretanto, na maioria dos casos, as instituições apenas manipulam as informações, que de nada ajudam o meio ambiente.

Infelizmente esta prática também prejudica a relação da empresa com seus consumidores, tendo em vista que o uso do marketing de fachada causa uma certa desconfiança e insegurança. Além disso, o indivíduo pode começar a desconfiar de empresas verdadeiramente preocupadas com o meio ambiente. 

Um exemplo recente de greenwashing aconteceu com um dos patrocinadores do BBB 21: o iFood. Há pouco tempo, a empresa lançou o plano “Regenera”, que tem como objetivo acabar com a poluição plástica das operações de delivery e se tornar neutro em carbono até 2025. Um dos pontos principais dessa mudança são as embalagens, que logo terão como matéria-prima fontes renováveis, como fécula de mandioca.

Porém, na prática, não foi muito bem assim. Em diversos momentos durante o Reality Show, a empresa enviou várias embalagens plásticas, se contradizendo totalmente com o discurso. E, claro, a internet não perdoou. 

 

Fonte: Twitter

Para ajudar os consumidores a identificar possíveis comportamentos de greenwashing, foi criado um documento: “The seven sins of greenwashing“, ou “Os sete pecados do greenwashing”. Este contém os principais casos em que uma empresa pode se equivocar ao anunciar que o produto ou serviço é eco-friendly. 

Custo ambiental camuflado
Ocorre quando uma empresa mostra o benefício ambiental final, mas não explica o processo envolvido para chegar em tal.

Menções sem provas
Acontece quando o produto afirma que é bom para o meio ambiente, sem explicar o motivo. É preciso se embasar em fatos e dados científicos para tal afirmação.

Troca oculta
Quando a empresa exibe determinadas atividades ambientalmente responsáveis, mas oculta informações sobre as outras práticas mais graves. Normalmente é utilizado em campanhas e não em produtos.

Imprecisão na comunicação
A imprecisão na comunicação ocorre quando há informações que podem levar o consumidor a alguma confusão na hora de adquirir o produto.

Informação irrelevante
A informação irrelevante acontece quando o fabricante destaca algo que faz em favor do meio ambiente, mas na realidade, tal atitude é exigido por lei (ou seja, não faz mais que obrigação). Por exemplo, produtos que exaltam “o não uso de CFC”, sendo que tal substância é proibida por lei.

Menor dos males
Nessa situação, o apelo ambiental pode até ser verdadeiro, mas serve como distração para os reais impactos no meio ambiente.

Mentira
Nesse caso, as reivindicações são simplesmente falsas. Isso ocorre, por exemplo, quando um item exibe um selo de certificação ambiental sem autorização da certificadora.

Falsos rótulos
Acontece quando o fabricante produz o próprio selo (certificação) que induz o consumidor a achar que o produto é ambientalmente responsável. É necessário utilizar um selo “oficial”. 

Segmentação oportunista
A segmentação oportunista acontece quando uma empresa cria linhas ecológicas paralelas, mas continua a agredir o meio ambiente com os produtos originais.

Essas dicas são extremamente necessárias nos dias atuais, tanto para as empresas, quanto para os consumidores finais. Graças ao diverso e extenso portfólio de produtos/serviços que há, atualmente podemos escolher quais marcas consumir e porquê. Saiba analisar, minuciosamente, os aspectos vendidos pela publicidade e escolha sempre uma empresa a qual leve a sério seus ideais. 

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