close

Carolina Mitie

Conteúdo

A importância dos cursos online na pandemia

Com a brusca mudança de hábitos por conta da pandemia da covid-19, milhões de pessoas tiveram que adaptar-se, seja na área profissional, de aprendizado ou de lazer. Ocupar o tempo durante o isolamento social tornou-se algo necessário para todos e os cursos online estão sendo uma alternativa de muita oferta e demanda.

De acordo com dados da Udemy,  plataforma de curso online, houve um aumento de 425% nas matrículas de usuários em cursos. É um ótimo momento para desenvolver habilidades para alimentar o currículo e também adquirir habilidades pessoais.

A plataforma Udemy possui inúmeros cursos em diversas áreas, você vai encontrar desde um curso de programação de sistemas, até um de culinária vegana.

 

A busca pelo aprendizado aumentou, e junto com ela chegaram mais profissionais que estão dispostos a lecionar o que sabem, e ainda em maioria, de forma totalmente gratuita e certificada.

O valor médio de um curso online varia de 50 à 250 reais, por isso é de extrema necessidade que hajam cursos isentos de pagamento. O Brasil infelizmente continua sendo um dos países onde há os maiores índices de desigualdade social do mundo. Portanto, não é justo que só tenha acesso à educação e ao conhecimento, quem tiver como pagar, principalmente em tempos economicamente difíceis para a maioria da população que não consegue ter nem acesso à internet em casa.

Outro site que está nessa luta para ajudar as pessoas a manter-se ou a ingressar no mercado de trabalho é a Fundação Bradesco (totalmente gratuito). O Bradesco possui a Escola Virtual Fundação Bradesco, um portal de educação online onde são disponibilizados mais de 80 cursos, que tem como objetivo capacitar mais profissionais para um bom desempenho no mercado de trabalho e  auxiliar o estudante a realizar atividades na área de gestão, tecnologia, contabilidade, desenvolvimento pessoal e profissional, entre outros.

Leia Mais
Conteúdo

As mídias sociais e o movimento #StopAsianHate no combate ao preconceito

Desde o início dos primeiros casos de Covid-19 no Brasil, o aumento dos crimes de ódio contra a comunidade asiática foi absurdo. E as vítimas desses ataques de racismo e xenofobia são principalmente mulheres e idosos asiáticos, acusados de serem responsáveis pela disseminação do coronavírus no país.

O movimento #StopAsianHate ganhou muita força nos Estados Unidos nesses tempos de pandemia, principalmente nas mídias sociais.

O impacto das mídias sociais para o movimento #StopAsianHate 

João Luiz (@joaolpedrosa)

Sendo participante do Big Brother Brasil desse ano, João foi alvo de comentários racistas nos últimos dias. Seu perfil no Twitter tem feito feats (parcerias) com influenciadores digitais que combatem o preconceito contra as minorias. O feat foi feito com um vídeo da atriz Ana Hikari, que explica mais o movimento #StopAsianHate, uma luta frente aos crimes de ódio contra asiáticos que cresceram durante a pandemia do covid-19. Ana Hikari respondeu dezenas de comentários com dúvidas sobre o movimento.

A iniciativa do perfil do João Luiz com certeza ajudou a dar visibilidade ao movimento, já que seu perfil alcança diretamente o público do BBB, principalmente os jovens que acompanham o programa, retratando o poder que as mídias sociais apresentam no presente.

Ana Hikari (@_anahikari)

É uma atriz brasileira, conhecida pela sua personagem Tina em Malhação: Viva a Diferença. Ana carrega consigo uma importância muito grande para o movimento, ela foi a primeira atriz amarela a protagonizar uma novela da Rede Globo, isso somente foi acontecer em 2017.

Ela conta com mais de 1.3 milhão de seguidores no Instagram e produziu um vídeo que possui mais de 670 mil visualizações, justamente falando sobre a campanha #StopAsianHate, narrando casos de crimes nos EUA e como esses crimes se relacionam com a realidade do Brasil. – “Essas agressões são fruto de uma lógica racista que impõe que certas pessoas, pelo simples fato de não serem brancas, são inferiores. Isso afeta muito pessoas negras, mas isso também afeta outros grupos étnicos, de maneiras diferentes, mas afeta.”

Cláudia Okuno (@clauokuno)

Também é atriz e produtora de conteúdo no Instagram e no Tiktok, conta com 11,1 mil seguidores no Instagram e mais de 9 milhões de curtidas na plataforma do Tiktok.

Clau traz a questão dos asiáticos no Brasil e como frases como “Volta pro Japão”, são sim um tipo de discriminação. Além de posts com a pauta de porque não comparar pessoas da mesma etnia e também trazendo um relato pessoal de como é ser brasileira e se sentir estrangeira no próprio país.

Com o uso do humor, Clau conseguiu atingir um público muito vasto, em destaque, o jovem brasileiro. É através desse tipo de ação e representatividade que o país tenta caminhar na direção da igualdade étnica.

As celebridades também estão contra o preconceito

A representatividade asiática precisa ter mais detaque nas mídias, e hoje em dia, mais celebridades e influenciadores digitais estão dando voz à causa. Entre elas podemos citar:

– Sandra Oh (@iamsandraohinsta)

Sendo canadense e com uma família de imigrantes coreanos, mais conhecida pelo papel de Cristina Yang na série Grey’s Anatomy, Sandra Oh compareceu em março deste ano em um protesto que pedia o fim do racismo contra os asiáticos e seus descendentes. Ela liderou o protesto com a fala “Tenho orgulho de ser asiática. Eu pertenço a este lugar! Muitos de nós não temos a chance de dizer isso, então eu só queria nos dar a oportunidade de gritar isso.”

– Revista Marie Claire – Sabrina Sato, Ana Hikari e Maryel Uchida

Em 2018, a revista Marie Claire publicou como capa do mês uma homenagem aos 110 anos de imigração japonesa. A capa contou com Ana Hikari, Sabrina Sato e Maryel Uchida, elas debateram sobre um assunto importante para a comunidade nikkei, o preconceito anti-amarelo.  As três falaram de suas origens japonesas e como o “olho puxado” e a etnia amarela fizeram com que vivessem microagressões cotidianamente.

É preciso mudar o pensamento de que no Brasil só o branco pode fazer o melhor. A luta pela igualdade é uma causa que tem que ter voz em empresas, e principalmente agora, nas recentes startups, empresas que chegaram no mercado de trabalho com a base de inovação de tecnologia mas também de pensamento.

 

Fonte: https://www.otempo.com.br/super-noticia/super-tv/sandra-oh-diz-ter-orgulho-de-ser-asiatica-em-protesto-contra-racismo-1.2462660

Leia Mais