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Cel Leal

Opinião

Agências passivas ou ativas. Em qual delas você está?

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Não, não vamos falar do primeiro assunto que veio à sua cabeça ao ler esse título. Queremos conversar sobre o que diferencia uma grande agência, com pessoas grandes, de um lugar pequeno de se trabalhar.

Hoje os grandes consultores e coaches por aí falam: seja proativo, tenha atitude, seja grande! Como se isso dependesse somente de uma força interior que, de repente, você acorda inspirado e diz: hoje vou ser diferente e levarei uma solução incrível para o meu cliente de surpresa! Bom, ao chegar ao trabalho, você pode se deparar com a realidade de pauta lotada e pessoas que não querem nem conversar umas com as outras… como ser proativo se a ideia não chegará ao cliente?

Pautas lotadas, enxovais fechados de estratégia, planejamento idêntico para todos os clientes, pessoas que não se conversam, profissionais que não falam mais de pessoas (e para pessoas). Parece até que essa é a realidade de agências de outro planeta, mas são as agências passivas que se contentam em receber briefings mal feitos, não questionar e continuar sua vida medíocre para toda a eternidade. Parece surreal, mas é mais comum do que imaginamos.

As ativas são as que se destacam no mercado, que viram referência e inspiração. Que não usam o discurso “agência de publicidade é quem sai da caixa e gera resultados”, mas saem dela de verdade. Elas não precisam gritar para os quatro ventos que buscam coisas diferentes, pois é algo nítido e comprovado. Constantemente apresentam soluções de negócios para os clientes, estudam o mercado, as novas tecnologias, experimentam.

De repente passou pelo seu pensamento: mas gerar novos negócios é função do atendimento, estudar o mercado é do planejamento, o criativo vai pegar essas informações e encontrar algo novo. Cuidado.

A diferença das agências ativas é que elas trabalham com profissionais ativos, em todas as funções, da prospecção até ao arte-final. Colaboradores que querem fazer melhor, fazer mais, e não se contentam só com o “produto que o cliente vai lançar em 2019”. Encontram uma data de conscientização importante e que o cliente não está nem lembrando e propõe uma ação, uma comunicação diferente. Que estudou as tendências que o segmento da conta que ele participa tem e propõe a criação de um novo produto para a marca – por que não?

De fato, agências passivas atraem colaboradores passivos, que vão se contentar sempre em receber um briefing pronto, dar conta daquela pauta insanamente lotada, lidar com refações insanas (cliente de uma agência passiva sempre “sabe mais” de comunicação do que os profissionais da agência). Mas talvez você esteja numa agência destes moldes e se sente sufocado pois quer mais, o que fazer? Primeiro é tentar onde você está, e você pode ser responsável de transformar um lugar medíocre em um inspirador. Comece levantando ideias novas, soluções. Participe de uma reunião com o cliente e exponha ali as novas soluções que encontrou. Seja um novo ponto de partida. Fez de tudo e não deu certo? Faça como no namoro, parte pra outra.

Seja de uma agência ativa, que chama a atenção de quem é inquieto e sabe que a publicidade é mais do que simplesmente aumentar números. Que quer fazer o inovador e de fato – não por um discurso bonito – que fazer a diferença no negócio do cliente.

De que lado você está?

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