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Gabriela Coyado

Mídia

Reputação das marcas – O case recente do Burger King

Durante essa semana uma imagem tomou conta das redes sociais e foi alvo de indignação. A foto foi tirada no dia 13 de junho (terça-feira) na cidade de Lincoln, localizada no estado norte-americano de Nebraska. Ela continha basicamente o letreiro de uma unidade da famosa rede de fast-food Burger King, com os seguintes dizeres logo abaixo: “Todos nós nos demitimos. Desculpe a inconveniência”.

O recado foi colocado pelos funcionários para anunciar a decisão de uma demissão em massa. O fato por si só já é digno de espanto, mas a motivação por trás dessa ação é um fator ainda mais chocante: os funcionários alegaram estar trabalhando sob condições degradantes e precárias dentro do estabelecimento.

Rachel Flores, gerente-geral da loja, contou em entrevista ao site Today que seu desligamento da empresa foi antecipado após a repercussão da forma de protesto, mas desde o final de junho ela e outros seis funcionários já haviam enviado pedidos de demissão.

Segundo relatos da ex-funcionária, a gerência se recusava a contratar mais funcionários, mesmo diante da iminente necessidade, pois trabalhavam dois ou três funcionários, quando o número ideal seria entre cinco e sete, fato que sobrecarregava a equipe, composta pela metade da força de trabalho necessária para cada turno. A carga horária de trabalho chegava a até 60 horas semanais.

Muitos funcionários, inclusive, apontaram que não havia ar-condicionado na cozinha, o que prejudicava a ventilação do espaço e levou muitos deles a passarem mal com quadros de desidratação. Todos ali se sentiam profundamente esquecidos e desrespeitados pela atual administração.

Um porta-voz da rede Burger King disse em nota que notificou o franqueado para que situações semelhantes não se repitam e que a experiência de trabalho descrita nesta localidade não está de acordo com os valores da marca. Apesar do desfecho, o ocorrido reabre um debate muito importante, e por vezes deixado de lado devido ao caráter essencialmente capitalista de nossa sociedade: o respeito aos direitos trabalhistas e a manutenção de ambientes de trabalho que promovam empatia e harmonia com os colaboradores.

Trabalhar em um local que te trata com dignidade, que dá ouvidos a sua vivência e opiniões e se preocupa também com o seu bem-estar físico e mental é algo fundamental para que a relação de trabalho se estabeleça de forma amistosa. Nenhum direito trabalhista ou humano deve ser infringido.

Casos semelhantes e de maior gravidade já foram reportados diversas vezes pela mídia nos últimos anos, com por exemplo aqueles que envolvem principalmente a indústria de moda e marcas como Zara, Cori, Emme, Luigi Bertolli, Pernambucanas, Marisa entre outras,envolvidas em acusações de uso de mão de obra em condições análogas à escravidão em instalações próprias e confecções terceirizadas.

Carregar ocorridos como os citados acima, além de manchar a imagem de qualquer marca, diminui a credibilidade dela diante do público e reduz os ganhos, já que os consumidores não querem se vincular de nenhuma forma a práticas do tipo, deixando então de consumir, para que não sejam vistos como pessoas que compactuam com o que foi feito. Além de, obviamente, ser algo que infringe os princípios morais e éticos estabelecidos na sociedade, sendo configurado crime.

Então a dica que fica é: transfira seus valores diretamente para sua empresa, de forma transparente, e garanta que todos os colaboradores compactuem com eles também, como forma de zelar pelo cumprimento do propósito de sua marca e imagem. Aja sempre de maneira ética com seus funcionários, os respeitando como indivíduos dignos de serem ouvidos e terem seus pontos de vista considerados, além de proporcioná-los condições adequadas para que realizem suas funções com segurança. Administrar uma empresa requer uma liderança que caminhe junto com os funcionários, não só “mande e desmande”.

Impressões danosas como essas dificilmente são esquecidas pelo público, mesmo que sejam abafadas rapidamente por algumas mídias. Então vale a pena manter a atenção redobrada no cumprimento de todos os quesitos citados acima para que nenhuma das partes, tanto a marca quanto os colaboradores, sofram danos que os comprometam de alguma forma.

 

 

 

 

 

 

 

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Entretenimento

Conheça o “YouTube Shorts”, o novo recurso implementado pelo YouTube

Durante o período de quarentena, experimentado por todos nós desde o início do ano passado, foi evidente o crescimento estrondoso de aplicativos que possibilitam a criação de vídeos de curta duração, como o TikTok, Instagram Reels e Kwai. Dentro deles, os usuários se sentem livres para expor seus talentos, dicas, opiniões e a diversão é garantida com a criatividade e a autenticidade rolando solta com os vídeos mais incríveis. Afinal de contas, o brasileiro precisa ser estudado, não é mesmo?

A Google, percebendo isso, resolveu implementar uma nova ferramenta no YouTube, já reconhecido mundialmente como uma plataforma de streaming e compartilhamento de vídeos. O novo recurso é o chamado: “YouTube Shorts”. Vamos entender um pouco melhor as vantagens e desvantagens desse update?

Com o YouTube Shorts, o usuário possui recursos muito parecidos com aqueles já utilizados em outros aplicativos voltados para vídeos curtos, como a possibilidade de publicar vídeos (gravados no modo vertical) contendo até 60 segundos, gravá-los e editá-los dentro do próprio aplicativo, adicionando filtros, múltiplos trechos, legendas de modo automático ou manual, e até mesmo áudios e músicas. O layout é semelhante àquele com o qual todos já estamos acostumados, contendo os botões sempre à direita e possibilitando uma rolagem infinita de conteúdo (que cá entre nós, é a culpada por passarmos horas e horas vendo vídeos sem nos dar conta da passagem do tempo haha).

Por um lado, trazer esses recursos de um modo não muito diferente do que já estamos habituados é bom! Já que não haverão muitas dificuldades no manuseio, e o modo de exibição já tem uma usabilidade e eficiência comprovadas pelo público, em experiências anteriores dentro de outros aplicativos. Mas esse fator também possui um lado ruim: Por que as pessoas deixariam um aplicativo que já faz parte do dia a dia delas, onde elas já têm suas preferências reconhecidas pelo algoritmo, já seguem as personalidades que produzem os conteúdos que as agrada, e já produzem conteúdo ali de forma satisfatória para seus propósitos, para trocarem por outro mais recente, sem muitos diferenciais e com menos recursos já inclusos? Essa possibilidade só será algo a ser considerado pelos usuários no momento em que o YouTube adicionar algo realmente inovador, que os outros aplicativos do ramo ainda não possuem.

Visando se destacar dentro desse cenário de difícil disputa, o YouTube permitiu que os vídeos curtos tenham integração com o extenso catálogo de vídeos já publicados na plataforma, sendo possível selecionar trechos específicos, não só deles, mas também de músicas que fazem parte do acervo do YouTube Music, que possui contrato com grandes artistas e gravadoras. Isso traz a possibilidade de criar conteúdos baseados em outros já existentes, fator vantajoso para o usuário.

Como os “shorts” ainda não foram aderidos massivamente pelas pessoas, o número de vídeos dentro dessa categoria ainda é bastante reduzido, o que favorece um maior alcance para os que se arriscam. Vídeos simples alcançam marcas de milhões de visualizações em pouco tempo. Mas isso não se torna tão atrativo ainda para aqueles que produzem conteúdo, pois os vídeos no formato “shorts” ainda não são capazes de gerar receita. A plataforma ainda não estruturou um plano de monetização a longo prazo, mas criou um fundo com cerca de US$ 100 milhões (aproximadamente R$ 530 milhões de Reais) para recompensar criadores que produzirem conteúdos exclusivos que agradem a comunidade.

A função ainda se encontra na fase beta, ou seja, de desenvolvimento e aprimoramento, podendo sofrer alterações. Os vídeos publicados no Shorts apenas estão disponíveis na versão Mobile do YouTube para Android e iOS, e somente em alguns países (o Brasil já é um deles). Eles se encontram em uma aba específica chamada “Shorts”, similar a uma prateleira que coloca em destaque alguns dos vídeos já publicados.

Que tal ir lá conferir e contar pra gente a sua opinião?

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Marketing

Leite Moça substitui tradicional camponesa das embalagens por mulheres brasileiras reais

Pela primeira vez em cem anos, as latas de Leite Moça não terão mais a tradicional camponesa em suas embalagens. O protagonismo agora pertence às mulheres brasileiras reais, consumidoras do produto e responsáveis pela sustentação da marca por tantos anos. A ação faz parte da campanha “Leite Moça® 100 anos. Tudo que pode dar certo vai dar certo”, que justamente comemora os 100 anos da Leite Moça; e –para isso – contará com seis novos rótulos inéditos.

Ao todo serão cem histórias de muita superação e empoderamento, sendo contadas nas mídias sociais da empresa. Todas demonstrando o impacto da marca na vida de diversas mulheres e como isso as ajudou a empreender e fazer do leite condensado da Nestlé uma de suas principais fontes de renda (senão a principal).

“Trazemos histórias de transformação e crescimento pessoal conquistados usando a marca como aliada na culinária e na confeitaria. Assim homenageamos a Moça e as moças que fazem parte da sua trajetória” – acrescenta Renata d’Ávila, da FCB Brasil, responsável pela campanha.

As novas embalagens trarão as personagens: Ângela, Bia, Dona Sônia, Gabriela, Tia Bena, Terezinha e Amanda(as duas últimas sendo, respectivamente, mãe e filha). Todas ilustradas com muito zelo e carinho pela Débora Islas. A seguir, conheça resumidamente um pedacinho da história de cada uma:

Verbênia(Tia Bena):descobriu o amor pela confeitaria ao se ver desempregada e precisando sustentar a família.No início utilizava as latas de Leite Moça para assar seus doces, já que ainda não tinha dinheiro suficiente para comprar as forminhas necessárias para assar os pães de mel recheados os quais vendia. Hoje, é dona de uma loja de fábrica, quiosque em shopping e emprega toda a família na zona leste de São Paulo na “Doceria da Tia Bena”. Êta, reviravolta boa!

Gabriela:fazia do pudim sua terapia para enfrentar uma dolorosa perda, e foi graças à receita de pudim de leite que conquistou uma nova forma de renda na pandemia. Assim nasceu a marca “Pudim Terapia”, há aproximadamente um ano.

Ângela:administra um grupo com 207.300 fãs de Leite Moça, dedicado a trocas de receitas com o ingrediente. Para quem também quiser fazer parte, o nome do grupo é: “RECEITAS COM LEITE CONDENSADO”.

Bia:estudou gastronomia e, apesar de trabalhar atualmente como produtora cultural, não deixou de lado a paixão por cozinhar, fazendo dela seu principal passatempo nas horas vagas.

Dona Sônia:carregou consigo, por muitos anos, seu caderninho repleto de receitas que hoje fazem sua fama. Se tornou uma empreendedora de sucesso fazendo palha italiana em Minas Gerais.

Terezinha e Amanda:há 15 anos mãe e filha trabalham em parceria fazendo deliciosos pavês. E o que no início servia apenas para completar a renda hoje se tornou a profissão oficial das duas cariocas no “Atelier Tal mãe, Tal filha”.

Histórias inspiradoras, não é mesmo? Um trabalho incrível, mas que por trazer à tona a diversidade irritou profundamente o público conservador, que além de atacar a iniciativa com comentários gordofóbicos, machistas e racistas, ainda ameaçaram um boicote. Mas tenho certeza de que o número de pessoas que se sentiram cativadas por essas lindas trajetórias e que admiraram o espaço cedido para contá-las foi muito maior do que daqueles que viram com olhar de intolerância.

As novas latas chegarão aos mercados até o final do mês de junho, e que essa ação sirva de incentivo para reforçar o poder transformados de nós, mulheres! Tá esperando o quê para colecionar as novas latinhas, hein?

 

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Publicidade

Avon expande linha de produtos feitos à base de canabidiol

Não é mais segredo que o canabidiol (CDB), um dos princípios ativos extraídos da Cannabis sativa – nome científico da maconha – pode auxiliar no tratamento de diversas doenças, não é mesmo? Já sabemos de seu potencial medicinal, ajudando na melhora de quadros de doenças como epilepsia, esclerose múltipla, mal de Parkinson, Alzheimer, ansiedade, esquizofrenia e câncer. Mas você sabia que o canabidiol pode trazer também benefícios para a sua pele?

É nisso que a comunidade científica e indústria da beleza estão de olho agora: no uso tópico da substância. Em especial, a Avon, que em 2020, lançou a linha de cuidados corporais “Green Goddess” (Deusa verde) que agora se expandiu, contando também com produtos faciais, para acalmar e nutrir da cabeça aos pés. Uma linha vegana, feita 100% de ingredientes naturais, segura, com embalagens recicláveis, fórmulas sem fragrância, sem óleos minerais, sulfatos ou ftalatos, testada dermatologicamente e que acompanha as tendências.Um arraso, né? Perfeita para clientes preocupados com o meio ambiente e com foco no bem-estar.

A linha conta com creme hidratante corporal e facial, óleo de limpeza, e agora também com protetor labial, elixir labial, essência iluminadora e uma máscara. Produtos que possuem efeitos antioxidantes e calmantes, desenvolvidos para minimizar os danos do dia a dia na pele, sendo indicados, principalmente, para peles sensíveis e estressadas.

O óleo para rosto, por exemplo, é preparado com ingredientes de fontes sustentáveis, como: óleo da semente da maconha, esqualano, cúrcuma e extrato de jojoba, todos misturados com a planta, que contém diversas vitaminas e ácidos graxos essenciais. A promessa é ajudar a aliviar irritação, reduzir visivelmente a vermelhidão da pele, equilibrar a oleosidade, hidratar, limpar e relaxar a epiderme. Não restam dúvidas de que os efeitos dessa linha são super importantes para incrementar a rotina de skin-care de qualquer pessoa!

A empresa reforça que a coleção não contém tetrahidrocanabinol (THC), o elemento psicoativo da planta. Mas, mesmo assim, a venda no Brasil ainda não é permitida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que apenas admite o uso medicinal da substância. De qualquer forma, ainda há expectativas de mudanças no cenário da legalização em tempos futuros.

 

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Marketing

O “Pride Month” está chegando

 

Junho é conhecido como o “mês do orgulho LGBTQIA+” em diversas partes do mundo. Isso chega até nós de forma bem perceptível quando nos deparamos com uma enxurrada de marcas manifestando apoio à causa neste período. Logo que o mês se inicia, encontramos novos produtos e coleções voltadas especialmente para o público LGBTQIA+ e iniciativas em prol da igualdade e combate à LGBTfobia por todo lado. Mas será que quem as promove ao menos se preocupa em saber a origem do movimento e seu real propósito? Vamos entender um pouquinho sobre isso, e também sobre como se estrutura essa relação e quais pontos merecem atenção, tanto para um olhar positivo, quanto negativo, no sentido crítico.

Para entendermos melhor, vamos voltar ao dia 28 deste mesmo mês, porém no ano de 1969, data marcada pela “revolta de Stonewall”, um levante que se iniciou no bar “Stonewall Inn”, muito conhecido por ser frequentado por pessoas marginalizadas no geral (especialmente o público LGBT), localizado na cidade de Nova York. O bar teve seus frequentadores agredidos por policias em uma das rotineiras operações que ocorriam naquelas redondezas, evento que despertou revolta não só em quem ali estava, mas também em muitas pessoas ao redor do mundo que estavam cansadas de assistir a violência contra as pessoas LGBT sendo tratada com tanta naturalidade. Este foi o estopim para que a causa fosse pauta de debates públicos posteriormente, e encorajou também a busca pela igualdade de direitos e a resistência contra qualquer tipo de opressão, podemos dizer que foi a partir deste acontecimento que as bases do movimento foram constituídas.

A partir daí, mesmo que lentamente e com muitos retrocessos, o caminho rumo ao respeito frente a sociedade se tornou um objetivo cada vez mais próximo, várias discussões ganharam espaço, vários direitos foram conquistados e a aceitação se tornou algo mais presente em muitos ambientes. E é nesse momento que a mídia exerce um papel importantíssimo, já que não podemos negar que grande parte dessa melhora no cenário veio a partir do momento em que a mídia também passou a abordar o tema, levando diretamente para dentro dos lares algo que a sociedade em si tentava esconder. E podemos perceber até os dias atuais o quão fundamental a publicidade e a propaganda são neste sentido, principalmente quando difundem os ideais pelos quais o movimento luta e acima de tudo, quando trazem representatividade, afinal de contas, as pessoas costumam só tratar com normalidade aquilo que elas têm contato, e além do mais, se ver representado é quase como “se enxergar” em espaços que antes você não ocupava, o que ajuda muito até mesmo no processo de identificação, de entendimento e de autoaceitação de muitas pessoas.

Mas ainda sim nos deparamos com muitas manifestações de intolerância quanto à orientação sexual e identidade de gênero. Tristes estatísticas recentes podem ser citadas:

  • O Brasil segue sendo o país que mais mata pessoas trans no mundo,pelo 12° ano consecutivo. Sendo em 2020, uma morte a cada dois dias (aproximadamente 175 assassinatos ao todo).

(Fonte: Associação Nacional de Travestis e Transexuais do Brasil – Antra).

  • No ano de 2020 foram registradas 237 mortes violentas de LGBT’s.

(Fonte: Acontece Arte e Política LGBTI+ e Grupo Gay da Bahia).

  • Relação Homossexual segue considerada crime em 69 países (podendo até ser motivo para pena de morte em muitos países do Oriente Médio).

(Fonte: International Lesbian, Gay, Bisexual, Trans and Intersex Association –ILGA).

  • Projeto de lei recente (PL 504/2020) que proibia LGBTQIA+ em propagandas/publicidades infantis, dizendo que qualquer alusão a preferências sexuais e movimentos sobre diversidade sexual seria algo danoso às crianças. Algo totalmente discriminatório, e além de tudo, inconstitucional.

Os acontecimentos citados acima, apesar de muito tristes, contém dados importantes que precisam receber a devida atenção, e vale ressaltar que muitas marcas não buscam se informar constantemente sobre acontecimentos como esses, que impactam diretamente a comunidade, e só se envolvem na causa mês de junho. Isso pode ser um fator que proporciona diversas gafes na hora de se posicionarem a respeito do assunto. São comuns os erros na utilização das siglas, das bandeiras corretas, e até mesmo formas erradas de se referir as pessoas que integram a comunidade. Mas como solucionar este problema?

Simples! Se conecte com a causa o ano todo. Muitos palestrantes LGBTQIA+ conseguem uma renda melhor somente neste período específico do ano, sendo vítimas do oportunismo de algumas empresas, que só enxergam necessidade de abordar o assunto quando ele está em alta e pode lhes trazer algum retorno financeiro (visto que o público LGBT gera aproximadamente 7% do PIB do país e produzem renda anual de US$ 141 bilhões, segundo dados da Out Now e Out Leadership). Então, trazer discussões sobre o assunto mais vezes ao ano, ajudaria não só a empresa mais também os próprios integrantes da comunidade.

Palestras, consultorias e informação sobre o assunto sendo levadas de forma constante ajudam a criar um ambiente de trabalho muito mais inclusivo, já que os ideais são difundidos de forma muito mais profunda, por estarem presentes no dia a dia dos funcionários. E tem forma melhor de fazer isso do que contratando pessoas pertencentes a comunidade? Acho que não, né! Permita a entrada dessas pessoas e seu desenvolvimento dentro da empresa, tenho certeza de que será uma troca muito enriquecedora. Se posicione na causa mesmo quando isso não te favorece financeiramente, bata de frente! E como dito, mantenha-se sempre informado sobre as constantes atualizações que ocorrem dentro do movimento já que elas vêm sempre com a missão de trazer mais representatividade, e é isso que sua empresa deve buscar: trazer o conceito de diversidade de forma autêntica e representando a comunidade da forma correta. (E para isso existem milhares de personalidades militantes pelos direitos LGBTQIA+ que você pode seguir nas redes sociais, que realmente falam com propriedade do assunto, sendo uma ótima fonte de informação, fica a dica!).

Dessa forma, tenho certeza de que sua marca passará uma imagem muito mais transparente, inspirando muito mais confiança e credibilidade em todos aqueles que te alguma maneira entram em contato, de quem realmente pratica o que prega e não é movida apenas por interesses, mas sim por uma vontade genuína em ver mudanças que guiem nossa sociedade para um caminho com muito mais amor e tolerância.

“Precisamos lembrar que nossa maior força está no nosso amor pela vida e pelas cores, pela beleza e pela música, pela dança e pela alegria. Essa é a nossa arma secreta. É algo que a oposição não tem. Mantenham essas coisas perto de seus corações, porque em tempos de guerra, isso irá sustentá-los” – RuPaul.

 

 

 

 

 

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Marketing

Entenda o sucesso das Assistentes Virtuais

A inteligência artificial é uma tecnologia que vem sendo muito explorada por diversas empresas nos dias últimos tempos. A partir dela, é possível criar diversas ferramentas com o objetivo de otimizar processos, compilar dados mais facilmente, aumentar a produtividade e trazer mais eficiência nos procedimentos em geral, reduzindo em grandes porcentagens as chances de erro e tempo gasto.

Entre elas, podemos citar os “Chatbots”, que funcionam por meio de interações pré-programadas, realizando consultas de informações, cadastros e atendimentos automáticos,sendo capazes de armazenar informações e relacioná-las com o banco de dados da empresa.

E uma tendência ainda mais atual são as “assistentes virtuais”, que recentemente inundaram diversas plataformas. São softwares que possuem um comportamento inteligente, que simulam o raciocínio humano, ou seja, são capazes de entender, aprender e resolver problemas de maneira muito semelhante à nossa, coletando dados sobre o comportamento do usuário para proporcionar um atendimento personalizado e direcionado, trazendo praticidade ao dia-a-dia.

Tudo isso é possível graças ao “machine learning”, um método de análise de dados, como preferências, histórico e padrões do usuário para que o sistema se baseie nele para criar um perfil, o que permite que os dispositivos realizem tarefas de forma quase que independente da intervenção humana, se automelhorando, buscando sempre a adequação necessária, focando em proporcionar uma boa experiência ao usuário.

Conheça agora alguns dos mais famosos assistentes virtuais/pessoais e suas principais funções:

Lu do Magalu: provavelmente você já se deparou com alguma publicação da Lu em seu Instagram; a assistente virtual é famosa por suas postagens nas quais mostra uma rotina de hábitos muito semelhantes aos nossos, além de estar sempre presente divulgando novas ofertas e produtos. É muito interativa e pode ser encontrada em diversas redes sociais, até mesmo em vídeos no YouTube ou em seu próprio portal, o “Portal da Lu”, onde traz vídeos explicativos, podcasts que resumem fichas técnicas, recomendações, além de conteúdos para sanar dúvidas e informar os clientes. Ela inclusive faz participações em outras frentes, fazendo parte até mesmo de campanhas de marketing de marcas como Adidas e Zattini, e até foi escalada para comentar os jogos da Copa do Nordeste. A Lu não é fraca não, hein!

Alexa: é a assistente virtual desenvolvida pela Amazon, capaz de realizar funções das mais variadas, como: controlar chamadas, mensagens e aparelhos eletrônicos da casa, trazer conhecimentos sobre datas, filmes, músicas, podcasts, esportes, livros e notícias, organizar a agenda do usuário, criar alertas, calcular tempo, monitorar clima, realizar compras, e possuir também entendimento em diversas áreas do conhecimento e idiomas (entre eles o “baleiês” falado pela nossa amada personagem Dory, da Disney). Um dos seus pontos fortes como podemos notar, é o entretenimento. Alexa é capaz até de cantar e fazer imitações, dá para acreditar?

BIA do Bradesco: assistente virtual capaz de fazer transações, consultar dados da conta e indicar agências mais próximas. Mas seu reconhecimento veio mesmo quando ela teve de se posicionar contra o assédio. Na campanha lançada recentemente, intitulada “Novas respostas da BIA contra o assédio”, a assistente fruto de inteligência artificial aparece adotando uma postura mais rígida ao receber mensagens ofensivas, do mesmo teor que muitas mulheres recebem em seu cotidiano na sociedade. A ação veio com o intuito de conscientizar contra essa prática.  Iniciativa super louvável, né?

Dai da Dailus: uma jovem de 22 anos, nail artist, produtora de conteúdo, tagarela profissional, louca da astrologia e expert em comprinhas on-line. Esse é o perfil da Daí, assistente virtual da Dailus, que surgiu por meio de uma votação no Instagram para proporcionar uma maior aproximação do público com a marca. Isso veio principalmente devido ao visual escolhido para ela, que rompe com os padrões e estereótipos e traz um sentimento de identificação para os clientes. Suas principais funções são divulgar os produtos da marca e atender os consumidores no site e no SAC da empresa.

CB das Casas Bahia: é a versão atualizada do nosso querido “Baianinho”, símbolo das Casas Bahia por muitos anos. Ele agora cresceu e se tornou o CB, um adolescente influencer na Internet, super antenado em redes sociais e tendências, responsável por anunciar as promoções. A linguagem moderna e descontraída se mistura com os assuntos sérios nos quais o CB é profundamente engajado também, como causas ambientais e sociais. Você sabia que ele até utiliza a linguagem de sinais na hora de se apresentar? O que reforça sua preocupação com ideais como diversidade e inclusão. Sem dúvidas o CB se alinhou às mudanças da nossa sociedade, evoluindo para melhor.

Nat Natura: assume o perfil de uma Consultora de Beleza Natura, Influenciadora Digital, apoiadora de causas socioambientais e “mãe” do Murumuru (um gatinho que ela tem como pet). Veio com a missão de atender consumidores e consultoras, facilitando os processos de consulta,esclarecendodúvidas, podendo até renegociar dívidas, solicitar segunda via de boletos e falar sobre os status de pedidos e pagamentos. Vemos que a Nat é muito eficiente, não é mesmo? E para completar ela interage com o público em diversas redes sociais também, postando até foto na praia e conversando com os seguidores a respeito de aceitação do corpo e outros assuntos extremamente necessários de se colocar em debate. Convenhamos, Nat é um amor de pessoa! (Ops, quer dizer, de Assistente Virtual).

 Google Assistente: com certeza alguma vez você já falou: “Ok, Google” para ativar os serviços desse assistente, especializado em identificar e responder comandos de voz, atendendo a diversas solicitações. Entre suas variadas funções, podemos citar a de solicitar informações, ajudar na organização do usuário, controlar itens da casa, reproduzir músicas, permitir desde a visualização de resultados de jogos até faturas de cartão e agir dentro de diversos aplicativos. O Google Assistente criou até uma música para celebrar a vacinação (em sua versão inglesa), e pode até te ajudar a lavar as mãos para prevenir o Coronavírus, através de um temporizador musical de 40 segundos, tempo recomendado para garantir uma boa higienização. Muito prestativo, não?

Elô da Cielo: nasceu em uma família simples da cidade de São Paulo e trabalha desde cedo para alcançar seus sonhos. É formada em Administração de Empresas e pós-graduada em Design de UX. Começou a vida profissional como atendente de telemarketing e ingressou na Cielo passando por diversos departamentos até chegar ao de suporte ao cliente. Essa é a Elô, criada pela Cielo com o objetivo de melhorar a experiência dos clientes no atendimento em seus canais digitais, por meio de uma interação mais prática, ágil e amigável, sempre buscando resolver os problemas dos clientes, auxiliando nas dúvidas e sugestões.

Siri: a Siri é uma assistente inteligente exclusiva dos aparelhos Apple. Possui algumas ações parecidas com as que já vimos antes: capacidade de realizar chamadas, enviar mensagens, auxiliar na organização do usuário, acessar apps, definir alarmes, timers e lembretes, conferir calendário, pesquisar rotas, realizar cálculos, pesquisas e traduções, controlar aparelhos domésticos, atualizar sobre notícias e eventos, encontrar músicas e playlists adequadas a contextos diversos etc. Mas sua fama veio mesmo do entretenimento que ela proporciona, com seus hilários trocadilhos, conselhos, piadas e histórias. Siri adora fazer graça!

Carina do Carrefour: uma mulher de 42 anos, econômica, que ama passar tempo com os filhos e trabalha há 10 anos no Carrefour, passando por várias áreas, muito capacitada para transmitir sua experiência de anos aos clientes. Esse foi o perfil escolhido para a Assistente Virtual da rede de hipermercados, ela auxilia os clientes em dúvidas e traz ofertas de acordo com a região.

Vivi da Vivo: assistente virtual responsável por realizar atendimentos de forma rápida e eficiente, respondendo a qualquer dúvida que venha a surgir.

E aí, gostou de conhecer essas Assistentes Virtuais? Notamos que, além de super antenadas nas tendências e dispostas a ajudar os clientes, elas também são engajadas em várias causas importantes. Um grande exemplo de como a tecnologia está a serviço da nossa sociedade, sempre buscando avanços.

 

 

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Marketing

Conheça as empresas-modelo no quesito sustentabilidade

 

Nos últimos anos, uma grande preocupação de toda a população mundial tem sido com relação aos danos ambientais e suas consequências. Pensando nisso, algumas empresas realizaram mudanças em suas técnicas produtivas, em suas políticas, e desenvolveram estratégias visando diminuir seu impacto ambiental, agindo de maneira mais ecológica e ética, originando assim um desenvolvimento sustentável.

Ações como estas, trazem benefícios não só para o planeta mas também para as próprias empresas, já que segundo um estudo realizado pelo Instituto Nacional de Marketing, 52% dos consumidores estão dispostos a pagar mais por produtos eticamente produzidos, enquanto que 67% das pessoas preferem trabalhar para empresas socialmente conscientes. Além da expressiva redução de custos, é claro.

Durante os últimos meses algumas empresas em específico ganharam destaque neste campo, dentre elas podemos citar três.Vamos abordá-las de forma mais detalhada para entender suas ações:

– Natura

Há mais de 20 anos, a Natura adotou a Amazônia como sua principal causa, buscando na floresta soluções sustentáveis para a produção de matérias-primas, priorizando ingredientes da biodiversidade brasileira, estimulando a economia da floresta, contribuindo para a valorização de seu manejo, desenvolvendo práticas agrícolas sustentáveis para combater o desmatamento, entre outras medidas.

O projeto SAF Dendê (Sistema Agroflorestal com Dendê) é uma de suas principais iniciativas, já que foca no uso sustentável da biodiversidade e dos sistemas ecológicos para produção de matérias-primas cosméticas. Sabendo-se que o óleo de palma é o mais utilizado no mundo e é sempre produzido em monoculturas que causam o esgotamento do solo, a Natura buscou um novo modelo de plantio, onde ele cresce associado a outras espécies de plantas (como bananeiras, cacaueiros, açaizeiros, ipês etc.) para que a fertilidade do solo se mantenha além de reduzir a emissão de gases do efeito estufa.

Outras ações que podemos citar são: suas embalagens e refis evitaram mais de 2,6 mil toneladas de resíduos e a emissão de mais de 7 mil toneladas de carbono em 2019, contribuíram com a conservação de 1,8 milhão de hectares na Amazônia, intensificaram os cuidados com cooperativas e catadores parceiros, incorporaram 2,4 mil toneladas de material reciclado em suas embalagens em 2019, possuem 90% de suas fórmulas  feitas com ingredientes naturais e, portanto, renováveis, não testam em animais desde 2006, estão trabalhando para alcançar a circularidade total das embalagens até 2030, garantindo que elas sejam reutilizáveis, recicláveis ou compostáveis, reaproveitaram 7 toneladas de plástico ao desenvolver a embalagem de Kaiak Oceano com plástico retirado do litoral brasileiro, reciclou 10 toneladas de copos descartáveis utilizados durante o Rock in Rio em 2019 ao transformá-los nas embalagens da linha Humor, além de incorporarem produtos 100% veganos ou com composição 100% PET em suas embalagens em linhas como Ekos, Tododia e Sève.

 – Unilever

Desde 2010, a Unilever segue um Plano de Sustentabilidade, que tem como objetivo conectar o sucesso nos negócios à sustentabilidade, agindo para melhorar a saúde do planeta, proteger o clima e a natureza para criar um mundo livre de poluição.

Dentre suas ações climáticas podemos destacar a transição que está sendo feita para energia renovável em todas as operações, a procura por ingredientes de baixo carbono, a produção de produtos de limpeza isentos de combustíveis fósseis, além da reformulação dos produtos para oferecer alternativas baseadas em plantas (como linhas de produtos veganos).

Buscam também zerar as emissões líquidas de seus produtos até 2039 e transformar a cadeia de suprimentos, incluindo a eliminação do desmatamento até 2023. Pretendem eliminá-lo em suas cadeias de abastecimento de óleo de palma, papel, chá, soja e cacau, por exemplo.

Estão tentando implantar uma abordagem de economia circular para atingir um mundo livre de resíduos, inclusive diminuindo os usos de plástico. Além de proteger e regenerar florestas e oceanos.

– Nestlé

A Nestlé tem como uma de suas metas alcançar o impacto ambiental neutro e acelerar uma necessária transformação global, zerando a emissão líquida de gases efeito estufa em suas operações no mundo inteiro até 2050.

A preservação do meio ambiente e o combate as mudanças climáticas são feitos por meio de iniciativas em toda sua cadeia de produção. Uma de suas metas estabelecidas recentemente foi a de promover o plantio de milhões de árvores por todo o mundo, sendo ao todo 200 milhões, até 2030. O que reforça seu compromisso em preservar o capital natural, em especial as florestas.

Tudo isso é planejado e executado de forma cautelosa pelo seu projeto ‘’Re’’, que prega o slogan de ‘’recriar, repensar e reduzir’’.

Aqui no Brasil ela já conseguiu atingir 100% de uso de energia elétrica renovável em suas instalações, e pretende que isso se estenda em escala mundial até 2025. São também pioneiros no uso de biomassa na produção de energia desde 1983, além de terem eliminado 100% do uso de plástico descartável nos escritórios e fábricas.

Latas de diversos de seus produtos, como Farinha Láctea, Ninho, Leite Moça e leite Molico são feitas com 18% de aço reciclado, além de que 95% de todas as suas embalagens já estão prontas para serem recicladas ou reutilizadas.

São investidores do aplicativo CATAKI, que conecta catadores de recicláveis com pessoas que querem fazer o descarte correto dos seus resíduos e dão suporte às cooperativas de reciclagem através do programa “Reciclar pelo Brasil”.

Lançaram um programa de logística reversa em parceria com a Terracycle, que converte as embalagens de seus chocolates e biscoitos em doações para instituições sem fins lucrativos. É necessária essa cooperação já que essas embalagens são feitas de um plástico metalizado chamado de BOPP (Polipropileno Biorientado), que devido a sua composição não é usualmente reciclado, muitas vezes pelo custo elevado.

Possuem uma fábrica“triplo zero”, que é a das cápsulas de NESCAFÉDolceGusto, localizada em Montes Claros – Minas Gerais. Ela conta com zero resíduos enviados a aterros, já que 100% deles passam por algum tipo de reciclagem (seja direta, coprocessamento ou compostagem), zero emissões liquidas de gases efeito estufa,já que toda emissão remanescente das operações são neutralizadas e zero captação de água da natureza, já que toda água vem da evaporação da fábrica de Leite Moça, estrategicamente situada ao lado. O que poupa mais de 66 milhões de litros por ano. Medida que reforça seu compromisso em alcançar eficiência e sustentabilidade hídrica em todas as operações.

Algumas de suas ações recentes que merecem notoriedade são:a Nestlé entrou em parceria com o projeto Tamar e conseguiu fazer com que os canudos de Nescau agora sejam constituídos de 100% papel em todo o país, também fizeram parceria com a empresa Embrapa para desenvolver o primeiro protocolo nacional para uma pecuária de leite de baixo carbono, repesaram a caixa e as embalagens dos bombons ‘’Especialidades’’,  reduzindo o uso de 450 toneladas/ano de plástico, pretendem plantar 1 milhão de árvores para a recuperação da Mata Atlântica no sul da Bahia com a Mucilon, além de lançar até o final do ano em vários países do mundo o novo KitKat vegano, chamado KitKat V.

Siga o exemplo dessas empresas, comece a criar em si a responsabilidade ecológica e aja de maneira consciente. Só assim manteremos nosso planeta saudável para nós mesmos e para as gerações futuras.

 

 

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Marketing

Adidas lança tênis Stan Smith Mylo feito de couro de cogumelo

A Adidas lançou seu mais novo protótipo chamado Stan Smith Mylo nesta quinta-feira (15). O modelo é o primeiro calçado contendo Mylo como um de seus componentes, mesmo que de maneira parcial. Foi feito em colaboração com a Bolt Threads, uma empresa de biotecnologia que busca inventar e dimensionar materiais sustentáveis, mais especificamente de origem natural, para serem utilizados na indústria da moda.

O material Mylo busca substituir o couro, é considerado renovável e além de tudo muito versátil, podendo assumir qualquer cor, relevo ou textura. Para que ele fosse considerado adequado foram analisados outros aspectos também, como a confortabilidade, durabilidade e performance, e todos atingiram com êxito os padrões exigidos, apresentando desempenho no mesmo nível e até mesmo superior ao dos ‘’materiais tradicionais’’. Mylo tem uma semelhança inconfundível com couro animal, perfil flexível e macio, mas o diferencial é que é projetado para ter um baixo impacto ambiental.

Ele é obtido a partir do micélio, que na natureza serve como um tecido conectivo ecológico, como uma teia entrelaçada, muito extensa e renovável, que se espalha pelo solo decompondo matéria orgânica  e fornecendo nutrientes a plantas e árvores. Os cogumelos são frutos do micélio, e é daí se obtém o Mylo.

O micélio é cultivado por meio de um processo altamente eficiente, feito por meio de uma técnica vertical de ponta, permitindo que seja cultivado em um ambiente de laboratório controlado, o que aumenta o rendimento por metro quadrado. Outra vantagem é que ele leva cerca de apenas duas semanas para crescer. Um processo que além de sustentável, é rápido.

Por meio desta ação, a Adidas acaba de integrar o ‘’ The Mylo Consortium’’ composto por outras marcas como Kering, lululemon e Stella McCartney. Consiste em um grupo de empresas de classe mundial que investem em inovação significativa de materiais para ajudar a criar um futuro mais sustentável para a moda.

No novo calçado, o cano externo, as três listras perfuradas, a aba do calcanhar e a marca premium são todos feitos com Mylo, além de que a sola intermediária do calçado é feita com borracha natural. Ainda sem data de lançamento, mas com previsão de comercialização sendo prevista para os próximos 12 meses, este promete ser um sucesso de vendas.

Em declaração, Amy Jones Vaterlaus, Chefe Global de Futuro da Adidas explicitou:

“Como planeta, devemos aprender a trabalhar com a natureza e não contra ela, e colocar todos os nossos esforços para encontrar soluções inovadoras que sejam criadas de forma responsável com recursos que se renovam em um ritmo sustentável. Projetado em sinergia com os ecossistemas da Terra. E como marca, continuamos a explorar as possibilidades de inovação de materiais.”

Mas essa não foi a primeira grande iniciativa na marca neste campo, a Adidas já possui até mesmo uma linha vegana, alguns produtos feitos com componentes recicláveis ou com algodão orgânico, outros produzidos de maneira sustentável, e o próximo objetivo é migrar para o uso de poliéster 100% reciclado em seus produtos até  o ano de 2024.

Por meio de colaborações como esta a marca pretende mudar a maneira como seus produtos são feitos e inspirar outras a fazerem o mesmo, visando construir um mundo mais sustentável e eliminar de vez o desperdício de plástico.

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Marketing

Ativismo de marca: empresas se posicionando

Quando uma empresa se posiciona frente a alguma causa de impacto social, político ou ambiental, ela expõe ali seus valores, e dependendo de seu discurso pode atrair um público que simpatiza com aquele mesmo ideal ou criar uma rejeição por parte daqueles que discordam de seu posicionamento, é um risco a se correr.

No momento em que algum acontecimento desencadeia um movimento social, as marcas prontamente se solidarizam com as causas, mas será esse apoio apenas por questões de marketing ou oportunismo?

Nem sempre. Algumas empresas realmente se doam a movimentos com o objetivo de gerar engajamento e trazer visibilidade para que as reivindicações sejam atendidas. Mas é de extrema importância que o público fique atento para que esses conceitos não sejam somente respeitados nos momentos onde estão em alta na mídia, visto que muitas se manifestam apenas por pressão, para evitar situações embaraçosas ao não serem as únicas a não exprimirem sua opinião a favor/contra alguma causa, já que muitas vezes ficar em silêncio é visto como consentir e nem sempre consentir é bom.

Deve haver um monitoramento para garantir que a empresa realize ações efetivas, crie políticas visando atender as necessidades do público com o qual ela demonstrou solidariedade, dê oportunidade a essas pessoas dentro da empresa, traga representatividade e invista visando contribuir com a causa, e isso não se trata só de doações em dinheiro, mas também em disseminar mensagens que condizem com seu posicionamento inicial.

A seguir veremos uma lista de movimentos que estiveram em pauta nos últimos meses e quais empresas se posicionaram em sua defesa:

Black Lives Matter: é uma organização política que luta pela igualdade racial nos Estados Unidos mas que tomou escalas mundiais nos últimos tempos, combatendo o racismo estrutural, a desigualdade, a violência policial e defendendo os direitos da população preta. O movimento recebeu apoio de marcas como McDonald’s, Netflix, Nike, Adidas, Google, Disney, YouTube, Hulu, Spotify, Amazon, Supreme, L’Oreal Paris, Louis Vitton entre outras.

Movimento Estudantil: teve grande relevância durante o período da Ditadura Militar mas segue vivo até os dias de hoje, manifestando o ensino de qualidade como um direito de todos e buscando melhorias na educação, trazendo reivindicações dos estudantes e buscando por mudanças principalmente políticas, econômicas e sociais. Algumas marcas que já agiram em prol de contribuir com os estudantes foram: Colgate, Palmolive, Continental, Descomplica, Burger King, Faber-Castell, Kanui e Saraiva.

Movimento Feminista: luta pelos direitos das mulheres, buscando igualdade de gênero, justiça, defendendo a participação da mulher na sociedade e o fim da opressão e machismo instaurado na sociedade patriarcal. Algumas marcas que já compartilharam desses ideais foram: Avon, Microsoft, Dove, Quem disse, Berenice?, Always, Pantene, Activia, Gillette, Mattel, Nissan entre muitas outras.

Movimento LGBTQIA+: luta pela diversidade, pela inclusão e igualdade para  que, todos aqueles que fazem parte da comunidade, sejam respeitados diante da sociedade, repudiando a homofobia e a violência, disseminando a mensagem de que toda forma de amar é válida. Algumas marcas simpatizantes são: McDonald’s, Disney, Starbucks, YouTube, O Boticário, Netflix, Natura, Doritos, Skol, MAC, Avon, Apple, Coca-Cola, Uber, Dove, Android, Google, Nike, Tiffany &Co, Adidas, Burger King, C&A, Channel entre outras.

Stop Asian Hate: campanha que ganhou força recentemente devido ao aumento de casos de violência e crimes de ódio contra a comunidade Asiática-Americana e das Ilhas Pacíficas (AAPI) nos Estados Unidos, principalmente durante a pandemia onde foram registrados mais de 3.975 casos, tendo como principais alvos mulheres e pessoas idosas. Grande parte dos atos de violência são cometidos por culparem essas populações pela disseminação do Coronavírus, ou por pura xenofobia e racismo. Algumas marcas que se levantaram em defesa desse movimento foram: Ralph Lauren, Kia Motors, Publicis, Mattel, SEPHORA, TikTok, PlayStation, Starbucks, Prada, Facebook, Microsoft e outras.

E aí, se identificou com a missão de algum desses movimentos? Demonstre sua solidariedade, não só com palavras, mas com ações, impulsionando causas que precisam de espaço para terem suas vozes ouvidas. Se posicione e abrace essas lutas, você estará ajudando a melhorar a vida de milhares de pessoas.

 

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