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Giovanna Fontana

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Novos Talentos na Pandemia

No início do ano de 2020, algo inesperado aconteceu. O vírus Covid-19, que antes estava isolado na China, começou a se espalhar pelo mundo se tornando uma pandemia. Ninguém imaginava que um novo vírus pudesse devastar milhões de famílias, e causar tantos problemas sociais e econômicos.

Uma pandemia é algo ainda mais complexo do que uma epidemia ou uma endemia. A pandemia se encontra na pior das escalas de gravidade, pois se estende ao redor do mundo todo. Alguma das medidas caso haja uma pandemia é a mitigação, quando não há como conter a doença, para conter a redução de contágio, uma das medidas é o distanciamento social, aplicando o cancelamento de aulas, eventos e fechamento de atividades não essenciais, permanecendo aberto apenas o comércio essencial como: supermercado, farmácias e restaurantes delivery, adotamos também a supressão, ou seja, o lockdown que é a forma mais rigorosa de combate à pandemia, onde passa a ser obrigatório a toda a população a restrição para sair de casa.

A situação econômica ficou cada vez mais fatigante, como algumas pessoas precisam de seus negócios para sobreviver, elas tiveram que adotar outras medidas para se sustentar. Não apenas pessoas comuns, mas até famosos tiveram que se reinventar e praticar outras atividades, para não cair no esquecimento. Segundo a revista Veja, edição 2682 número 16, em quinze de abril de dois mil e vinte, mostra alguns pop stars que se tornaram professores de música nesse momento tão complicado; um deles foi a artista P!NK, que foi infectada pela Covid-19. Com 1 milhão de dólares doados pelos fãs para seu tratamento, ela resolveu retribuir em uma live em seu Instagram (com 8 milhões de pessoas assistindo), onde ensinou como tocar piano. Outro exemplo de professor pop star, foi o guitarrista do Queen, Brian May, onde aproveitou a pandemia para compartilhar em suas redes sociais suas técnicas no instrumento musical, batizando esses vídeos como MicroConcert, além de ensinar macetes com moeda e técnicas para segurar a guitarra, ele também ensinou a tocar riffs dos principais hits da banda, como Hammer to Fall. https://www.instagram.com/tv/B90HBXEJxP3/?utm_source=ig_web_copy_link

https://www.instagram.com/tv/B97snunBCV1/?utm_source=ig_web_copy_link

Eu mesma tive que me reinventar após a perda do meu emprego, apesar de ser Jovem Aprendiz, ajudava minha família com os vales refeições que faziam toda a diferença na compra do mês. Comecei a vender diversos itens da minha casa, brinquedos antigos, roupinhas de criança que estavam em ótimo estado, mas guardadas há 17 anos e certamente não iriam ter serventia no momento, mas para várias crianças, com certeza sim. Também abri uma lojinha de acessórios e miçangas artesanais.

https://www.instagram.com/g.fontana_acessorios/

Meu pai se reinventou ainda mais, ele que era vendedor em uma concessionária Fiat, virou motorista de aplicativo e começou a usar a bolsa de valores, aprendeu muito rápido e hoje sua renda de motorista é complementada com os cursos vendidos online sobre como financiar suas transações na bolsa de valores.

 

 

 

 

 

 

 

 

Apesar de estarmos lutando contra essa terrível pandemia, sei que esse período é de aprendizado, para aprendermos a valorizar todos ao nosso redor, pensar no próximo, pensar na saúde de todos que nos cercam e o mais importante, nunca ficar parado, trabalhar sempre a mente e nos reinventar para acrescentar sempre conhecimento em nossa jornada.

E você, já se reinventou hoje?

 

 

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Opinião

A página virada de um final não tão feliz

Desde janeiro de 2019, algumas livrarias físicas como Saraiva e Cultura têm desaparecido das ruas e shoppings, pois também foram levadas a se adequar ao futuro.

Lembro de estar passando pelos corredores do shopping Anália Franco, onde havia uma Mega Store, e pedir para minha mãe ir comigo à livraria Saraiva, e quando chegamos lá, parecia um cenário fantasma. Portas abaixadas, faixas e avisos na porta dizendo que tanto aquela unidade como mais 40 do país iriam fechar as portas fisicamente e iriam permanecer apenas com os sites de venda on-line.

Especialistas dizem que isso é um resultado do efeito Amazon.com desde 2014 que, além das vendas de e-books e audiolivros, também começou a lucrar com a venda de livros com preços menores das livrarias físicas, além de oferecer aos leitores a comodidade de receber o livro na própria residência.

Editores e autores criticam, pois a Lei do Preço Único diz que todos os livros vendidos na internet devem ter o mesmo valor. ‘’Não adianta ter um preço único, no entanto, se a Amazon vai oferecer frete grátis para quem assina o Amazon Prime’’, diz Eduardo Lacerda, proprietário da editora Patuá.

Contudo, a Amazon não foi a única responsável para o fechamento das livrarias físicas, a inflação determina quais serviços são essenciais no país. A taxa de leitores também interfere nesse contexto. No Brasil, essa taxa é bem baixa, pois além de possuir um número significativo de analfabetos, o preço dos livros é alto. Contudo, vale lembrar que segundo a Market Research World, países como a Índia apresentam a taxa de leitura alta, notou-se também o enfraquecimento das livrarias físicas.

Fonte: https://www.tecmundo.com.br/software/152697-pandemia-apps-wish-amazon-ifood-crescem-brasil.htm

Vale mencionar que com a chegada da pandemia da COVID-19 a economia mundial sofreu significativos abalos, fechando muitas livrarias e lojas físicas, mesmo aumentando os pedidos on-line, configurando assim o desfecho das livrarias físicas.

Há motivos suficientes para ficarmos perplexos com o fechamento das livrarias físicas como o aumento da quantidade de desempregos, o gosto pela leitura de pegar um livro na mão, folheá-lo e até sentir aquele cheirinho de livro novo, além de andar pelos corredores das livrarias e marcar um encontro com amigos ou companheiros.

Lamentavelmente, as crianças de hoje em dia nunca saberão como é sentir tudo isso, porém ainda que existam os livros, mesmo que sejam de forma digital (e-books), toda forma de cultura é válida e de fundamental importância preservá-la.

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