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Graziella Silva

Marketing

Grupo Publicis longe dos festivais em 2018

O novo CEO do Grupo Publicis faz sua primeira marca com a decisão de economizar gastos.

Pela iniciativa de Arthur Sadoun, segundo Adweek, o Grupo Publicis vai suspender a participação das suas agências a nível global em quaisquer festivais, premiações, eventos ou outros esforços de promoção pagos, incluindo Cannes Lions, o Festival Internacional de Criatividade, onde até o momento a Publicis coleciona 3 Leões;  1 de Ouro e 2 de Bronze.

A decisão foi tomada a fim de concentrar os esforços financeiros ao investimento em uma nova plataforma de inteligência artificial que foi nomeada como “Marcel”, sendo uma homenagem ao fundador da companhia Marcel Bleustein-Blanchet. Sadoun diz querer que o Grupo Publicis funcione como “uma plataforma”, não uma rede de agências.

O objetivo deste projeto é de fato tornar o Grupo Publicis uma rede conectada para facilitar a cocriação, e contará com seus mais de 80 mil funcionários em 30 países, onde consigam identificar projetos com os quais queiram colaborar em diferentes mercados, a fim de antecipar as necessidades dos clientes. Sendo descrita como “o 1º assistente profissional que usa inteligência artificial e tecnologia de aprendizado de máquina

Segundo Sadoun, a Marcel “vai tomar muito do nosso tempo, dinheiro e energia, mas acreditamos que se não construirmos a tecnologia no coração da organização, jamais seremos capazes de nos transformar do jeito certo e garantir o progresso das nossas pessoas”.

Conforme o memorando interno, a ideia é que o Grupo tenha uma redução em 2,5% em 2018, com sua ausência em grandes premiações e festivais. O CEO ainda afirma: “isso é mandatório e exceções não serão aprovadas”.

veja o vídeo abaixo.

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Publicidade

Uber: percorrendo novos caminhos

Uber Percorrendo Novos Caminhos

A Uber, uma das empresas que nasceu no digital, realiza campanhas publicitárias regadas nas mídias tradicionais e em parcerias, a fim de fortalecer a marca depois de tantos escândalos e crescente concorrência de outros aplicativos como Cabify, 99 Táxis e EasyGo.

A Uber surgiu em 2009 nos Estados Unidos e chegou ao Brasil somente em 2014, primeiro ao Rio de Janeiro e posteriormente a São Paulo, e em pouco tempo se fez presente em mais de dezenas de cidades brasileiras.  A proposta da empresa é oferecer um serviço de transporte privado urbano, semelhante ao táxi, porém com baixo custo e maior facilidade, uma vez que toda a comunicação é mediada por um aplicativo.

A principio, a Uber inaugurou uma nova categoria e tornou-se líder pela inovação do serviço, sendo pioneira no setor de transporte privativo a baixo custo e mediado por app, tornando-se válido ressaltar que desde seu surgimento e toda sua expansão ela concentrou seus esforços em mídias on-line, fazendo uso de diversas ferramentas; como influenciadores digitais, forte presença nas redes sociais, anúncios de link entre outros.

Em contraste com o crescimento expansivo da Uber por parte de usuários os taxistas tiveram uma grande aversão ao serviço, causando alguns conflitos no ano anterior com os motoristas da Uber, acarretando certa insegurança na qualidade do serviço, tanto para motoristas quanto para os passageiros.

Atualmente, a empresa tem enfrentado diversas dificuldades até mesmo pelos processos trabalhistas que tem sofrido devido a longas horas de trabalho e ao não pagamento de direitos trabalhistas aos motoristas, que não possuem vinculo empregatício formal. Recentemente também vem sendo alvo de denúncias de assédio sexual, resultando em queixas sobre o serviço e consequentemente afetando de forma direta a credibilidade da marca.

Fato esse que traz ainda mais espaço ao crescimento dos concorrentes da Uber em São Paulo, como Cabify, 99 Táxis e EasyGo, que procuram por diversificar e oferecer um serviço que conquiste o usuário, como exemplo o Cabify, que possui a escolha de configurações pré-determinadas de estação de rádio, conversa com motorista, preferência do ar-condicionado entre outros.

E então, com a intenção de reverter essa imagem negativa da marca, a Uber lançou recentemente uma nova campanha publicitária regada por mídias tradicionais, e também por parcerias com marcas já consolidadas.

O Domingão do Faustão, que foi ao ar no domingo dia 11, teve uma ação de merchandising da Uber que durou em torno de 1 minuto, onde apresentadoras explicaram a vantagem do Uber e a facilidade de uso através do app, causando certo estranhamento em todos que assistiam o programa por não esperarem a Uber ocupando o horário nobre com seu merchan. O fato é que a empresa se rendeu às mídias tradicionais para que assim tenha maior penetração e consiga fortalecer a imagem da marca que está, de certa forma, “abalada”, e também se fez presente em relógios digitais pela cidade, em ponto de ônibus e outdoors.

Além de toda essa campanha empenhada em mídias tradicionais, a Uber também tem apostado em parcerias com empresas de valor já consolidado, como diversas ações realizadas em conjunto com a Nike, com a GRAAC, Nestlé e times esportivos como Flamengo. A última ação foi realizada em conjunto com a Coca-Cola, no Dia dos Namorados, garantindo a entrega através do UberEATS de garrafinhas de Coca-Cola personalizadas para o Dia dos Namorados, além também de anunciar sua presença como patrocinador da Parada do Orgulho LGBT que ocorrerá no dia  18 em São Paulo.

É bem verdade que essa estratégia da empresa se dá pelo contexto da concorrência acirrada e da cobrança dos usuários por melhor qualidade e também pela necessidade de fortalecer a marca, nos trazendo a reflexão de importância também às mídias tradicionais e a ações que vão muito além do digital.

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Opinião

A arte de ser novo, de novo

‘Reinventar’ não é mais uma palavra da moda. É comum dentro do meio publicitário, ou até mesmo da comunicação como um todo, discutirmos a necessidade de nos reinventarmos, e essa necessidade é gerada pela nova configuração que ferozmente toma maior espaço: o digital.

Não é nenhum segredo. O mídia dados do ano de 2016 aponta um crescimento de 16% do acesso a internet em todo Brasil, contando também com um crescimento de aproximadamente 779% no uso de dados (4G), em comparação aos anos de 2014 para 2015 por usuário. – um crescimento impressionante.

O reflexo desses dados para o meio publicitário é impactante, pois precisamos nos reinventar a todo instante, principalmente no meio tecnológico. O número de pessoas que utilizam a internet cresce e o de empresas presentes nela aumenta proporcionalmente, competindo no mesmo espaço pela atenção do consumidor.

É nesse ponto que surge a necessidade de construir novos métodos e identidades. O consumidor está mais crítico com as formas de publicidade que o cercam e o formato conhecido padrão já não o interessa. Desta forma, o primordial está em inovar dentro das ferramentas existentes.

Acredito que muitas empresas pecam por andar em caminhos já percorridos acreditando que obterão sucesso, quando o mais instigante seria fazer de uma nova possibilidade um sucesso assertivo e inovador.

Hoje, os consumidores obcecados por seus tablets, celulares ou que ainda insistem nos meios tradicionais, estão esperando por uma novidade, uma forma inesperada de ser envolvido por uma marca e dar credibilidade a ela.

Assim, se reinventar não é mais uma opção, e sim uma obrigação cotidiana.

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