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Jacqueline Menassa

Digital

Como usar hashtags nos seus posts do Instagram

Sabemos que para seus posts terem sucesso é preciso utilizar todas as ferramentas que estão disponíveis. E uma delas são as famosas hashtags. Você sabe a maneira correta de usá-las?

 

A maioria das pessoas possui um certo tipo de preconceito em relação ao uso das hashtags. Mas, com a utilização correta delas, suas publicações são mais facilmente encontradas pelas pessoas que não te seguem, tendo seu post sendo mostrado nos resultados de pesquisa e no seu explorar. Existem algumas estratégias para ter mais alcance, ganhar mais seguidores e obter interações nos seus posts, e é isso que vamos te mostrar agora!

 

  1. Frases curtas

Se for colocar frases, escreva frases curtas e #NãoMuitoLongasComoEssa. Brincadeiras à parte, tente separar as palavras, e se for preciso, use frases menores. Caso contrário acaba se tornando algo muito difícil e específico de se pesquisar.

  1. Quantidade de Hashtags

Vale ressaltar que o Instagram permite adicionar até 30 hashtags, mas há algumas pessoas que burlam isso colocando mais nas legendas. A pergunta é: há uma quantidade ideal de hashtags? Bom, depende. Há quem coloca em cerca de 5 ou 10, e tem gente que costuma colocar 30. A resposta estará nos seus insights.  Então vá testando e comparando resultados para perceber o que funciona nos seus posts.

  1. Ter relação com o conteúdo postado

Não adianta também querer adicionar todas as hashtags existentes do mundo, né? É preciso apenas colocar tags que tenham a ver com seu post ou com o que quer passar com ele. Caso contrário, o público-alvo se dispersa e, consequentemente, você não terá tanto engajamento quanto gostaria.

  1. Termos em inglês

Em alguns casos, você também pode inserir palavras em inglês para expandir o seu alcance.  Pessoas também pesquisam termos específicos ou técnicos, então vale a pena dar uma pesquisada e comparar outros posts parecidos com os seus.

  1. Perguntas para facilitar

Para facilitar responda essas perguntas com as hashtags:

Vamos imaginar que a publicação é sobre um petshop, que postou um cachorro tomando banho.

– Quem é você

#Petshop

– Quem são os seguidores

#Pets #Animais #Cachorro #Gato

– O que eles estão procurando

#Banho #Tosa #Coleira #PetCare

– Sobre o que é o post

#Banho #Cachorro #BanhoEmPet

 

Lembrando que não importa onde as hashtags estarão: na legenda (no meio do texto, ou no final de tudo) ou nos próprios comentários, funciona do mesmo jeito.

 

  1. Ferramentas

Existem também algumas ferramentas para facilitar seu trabalho e poupar tempo, achando as melhores hashtags você usar. Fizemos uma lista de alguns sites e aplicativos para te ajudar.

  • Flick Tech
  • Hashtag Generator
  • Postcron
  • Leetags
  • Display Purposes
  • Tags Finder

 

Prontinho! Agora você sabe a maneira correta de usar as hashtags. Lembre-se sempre de testar e analisar os resultados quando postar algo para ver a compatibilidade do seu público. Esses métodos também funcionam nos Stories, então não perca tempo!#FicaADica.

 

 

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MoodBoard: inspiração na certa

Sabe aquela sensação de quando precisamos fazer algo, mas nenhuma ideia vem à mente? Então, essa ferramenta te ajuda a começar e transformar a ideia em algo mais visual!

 

O MoodBoard, que significa “quadro de humor”, permite que façamos um tipo de colagem digital, e é também chamado de Painel Semântico. Ele é usado na moda, na arquitetura, design de interiores, no marketing, e por aí vai. Essa ferramenta é especialmente usada para inspiração para projetos e campanhas.

São basicamente a reunião de imagens, cores, frases, objetos, texturas e até vídeos que traduzam a essência (ou o mood) de alguma marca ou produto. Mas, você sabe como fazer isso?

Na maioria das vezes, não temos ideia de como a começar a construção dessas colagens, e por isso, vamos te dar algumas dicas e direcionamentos para facilitar a sua inspiração visual em poucos passos.

 

Templates e modelos

Para começar, é legal lembrar que existem vários sites e aplicativos que acabam disponibilizando templates que facilitam na sua colagem! Assim, você já terá um modelo pronto para que apenas preencha com o que quiser.

Imagens e Vídeos

Quando vamos começar um painel semântico, a primeira coisa que vem em nossa mente, são as fotos ou videos que iremos colocar, e por isso, esse passo pode causar muitas dúvidas: vemos muitos materiais e ficamos perdidos e indecisos sobre o que inserir.

Precisamos então, organizar nossos pensamentos (e se facilitar, coloque no papel) qual é o mood que você quer passar. Algo mais minimalista, sem tanta informação, algo mais calmo, com sons e imagens da natureza… Para isso, categorize primeiramente e depois vá com tudo! E se o foco for a venda de seus bens ou produtos, tente combinar isso com seu painel visual.

Você pode achar as imagens e vídeos bases vagando na internet e nas redes sociais, principalmente no Pinterest, que é uma grande rede social para buscar referências.

Texturas

Elas materializam a sua criação, dando uma outra visão e adicionando uma certa profundidade, diferenciando seu trabalho e percepção. Na sua colagem, você pode usar texturas diferentes dependendo do seu projeto.

Por exemplo, se ele for rústico, você pode usar uma textura de madeira. Se for mais delicado, tente usar tecidos leves, como véus e seda… E por aí vai.

Tipografia

A tipografia faz com que prendamos os olhares e com uma simples fonte, pode ter um grande impacto. Claro, que não é necessário escrever muito, mas algumas frases soltas fazem que fique bem mais claro entender novamente, qual é seu objetivo a ser passado.

Cores

Uma das coisas mais importantes do Moodboard é a paleta de cores. A combinação certa faz com que transmita a mensagem e os sentimentos que a sua colagem quer passar.

Existem muitas maneiras de combinar as cores, mas tenha em mente que o estilo da sua colagem deve estar conectado aos elementos que representam e compõem a identidade visual do projeto e que esteja condizente com a personalidade do seu público-alvo. Procure se apoiar em combinações harmoniosas do círculo cromático, ele pode te ajudar muito.

 

Agora você já pode arrasar nas suas produções, saindo do bloqueio criativo, e criando facilmente seus projetos. Tente não se prender muito, deixando a imaginação fluir, se arriscando, pois o MoodBoard é exatamente para isso. Você também não precisa seguir todos os passos mostrados aqui, fique livre para fazer o que quiser!

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Ao som de “Everything I Do”, Rappi revela o time de shoppers mais comprometido do mercado

Campanha criada pela Wieden+Kennedy São Paulo apresenta o tema “Tudo por você” e mostra por que o app é muito mais que um serviço de entrega

Com profissionais atentos aos prazos de validade e treinados na seleção de frutas e verduras, a Rappi quer conquistar a preferência e o coração do consumidor. Por isso, a marca estreia campanha criada pela Wieden+Kennedy com foco na dedicação do seu time de shoppers.

“Nosso modelo de atuação em supermercados vai muito além da entrega. Investimos em profissionais especialistas em compras e ambientados aos supermercados parceiros, assim conseguimos separar os melhores itens no menor tempo. Cuidamos da seleção, do empacotamento e da entrega com a dedicação que o consumidor merece. Somos um superapp que tem tudo”, comenta Guto Quirós, head de marketing da Rappi no Brasil.

Para sintetizar essa mensagem de um jeito leve e divertido, o filme com o tema “Tudo por você” lembra um videoclipe romântico dos anos 1990. Nele, o time de especialistas da Rappi canta o hit melódico “Everything I Do”, power ballad escrita por Bryan Adams, Michael Kamen e Robert Lange e gravada pelo cantor Bryan Adams, enquanto seleciona tomates lindos e verduras impecáveis, até mesmo em noites chuvosas.

Além da versão 60 segundos, que você pode ver em primeira mão aqui, o plano de mídia contempla reduções focadas nos diferenciais do app: compras agendadas e entregues de carro/van; compras com o mesmo preço dos mercados; compras em mercados de qualidade e confiança; compras realizadas por especialistas; compras feitas sem você proporcionando mais tempo para você fazer outras coisas. E, em breve, ações de OOH, televisão, PR e rádio reforçarão o plano.

 

FICHA TÉCNICA

AGÊNCIA: Wieden+Kennedy São Paulo

TÍTULO: Everything I Do

DURAÇÃO: 60

CLIENTE: Rappi

PRODUTO: Institucional

DIRETORES EXECUTIVOS DE CRIAÇÃO: Eduardo Lima | Renato Simões

REDATOR: André Pallu | Luz Arroyo

DIRETOR DE ARTE: Pedro Gabbay | Will Cega

MANAGING DIRECTOR: Fernanda Antonelli

RTV: Regiani Pettinelli | Thais Bonizzi

ATENDIMENTO: Pedro Fragata | Beatriz Almonacid | Anne Oliveira| Carol Cury

PLANEJAMENTO: André Troster | Fernando Prado | Thassio Rolim

SOCIAL STRATEGY: Gabriel Marchi

MÍDIA: Michelle Fernandes | Nati Marostica | Liese Lemee | Lolla Hechila

PRODUTORA: Barry Company

DIRETOR DE CENA: Rafa Quinto

DIRETOR DE ARTE DE CENA: Olivia Helena Sanches

DIRETOR DE FOTOGRAFIA: Fabio Politi 

PRODUTOR EXECUTIVO: Krysse Mello | Juliana Martellotta

ATENDIMENTO: Larissa Perrotta

​MONTADOR: André Dias | AMC

FINALIZAÇÃO: Barry Company

COORDENAÇÃO DE PÓS: Ale Cois | Sabrina Comar

FINALIZADOR: Vivi Torre | Cutu Benedict

COLOUR GRADING: Bleach Filmes

PRODUTORA DE SOM: Punch Audio                             

TRILHA – PRODUÇÃO: Mariano Alvarez

ADAPTAÇÃO MUSICAL: “Everything I Do” (Bryan Adams) – Mariano Alvarez e Tony Berchmans

ATENDIMENTO DE ÁUDIO: Lili D. Aragoni

COORDENAÇÃO DE ÁUDIO: Letícia Nunes e| Juliana Pontes

MIXAGEM E FINALIZAÇÃO: Gustavo Guanaes | Fernando Martinez

APROVAÇÃO CLIENTE: Fernando Vilela | Augusto Quirós | Larissa Espírito Santo | Jéssica Oliveira | Daniel Muñoz | Valentina Hoyos

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Marketing

Novas dicas para um briefing perfeito

Para muitos publicitários e designers, a produção do briefing acaba sendo um desafio. Separamos aqui algumas dicas para facilitar seu trabalho e obter sucesso!

O briefing é uma das principais e uma das mais importantes ferramentas da publicidade, sendo usado para entender qual é o desejo do cliente facilmente.

Vamos imaginar uma empresa de jogos. Ela decide fazer uma campanha grande para ser vista por mais pessoas e te contrata para fazer isso. Mas, ela não te dá nenhuma informação: Nem as cores da marca, nem o que ela gostaria ou não de ver, nem nada.

Isso acaba sendo um problemão se o cliente não deixar especificado antes, e consequentemente não gostar de todo o trabalho feito. E especialmente por isso, precisamos do briefing. Ele ajuda os dois lados e acaba poupando muita dor de cabeça mais para frente.

Ele faz a ponte entre todas as ideias, fazendo com que o produto final fique com a cara da marca. Por esse motivo, precisamos deixar tudo bem esclarecido.

Anteriormente, foi postado aqui na CreativosBr, o método 5W2H, que também pode te auxiliar bastante! Mas aqui trazemos novas dicas para você! Vale a pena conferir!

 

Perguntas necessárias para o briefing de sucesso

Objetivo do projeto

Tente entender o motivo do projeto, as mensagens que o cliente quer passar com ele e o porquê. Veja como o produto é: Seus diferenciais, pontos negativos e positivos. Estude bastante também, o mercado desse produto ou serviço, além dos seus concorrentes.

Gostos do cliente

Talvez essa seja uma das perguntas mais importantes de todas. Se o dono não sabe o que gosta, pergunte o que ele não gostaria de ver! O cliente nem sempre tem razão, mas tem opinião, e quando ele acaba gostando do seu trabalho, isso te faz ser bem-sucedido.

Público-alvo e canais de comunicação

Também é importante saber quem irá ser o consumidor dessa marca. Perguntas adicionais como localização, gênero, ou faixa etária também são muito úteis! Além disso, é essencial entender por onde tudo isso será divulgado, pois cada canal de comunicação possui sua característica.

Material prévio

Além do nome da marca (que parece ser algo bem óbvio, mas que ás vezes acontece de ser entendido errado), é bom perguntar se há algum material que o dono possa te enviar para poupar tempo e trabalho!

Personalidade da Marca/Tom de voz

Verifique como é a personalidade da marca, como ela age e como ela aparenta para o público. Busque entender como o consumidor olhará para essa marca: Se ela vai ser séria ou engraçada, formal ou informal, e por aí vai.

História da empresa e o porquê do seu nome

Parece ser besteira, mas essa pergunta às vezes pode te salvar. Em alguns casos, as empresas possuem alguma história muito interessante por trás, e isso faz com que você consiga captar as ideias e histórias aplicando no projeto.

 

Dica bônus: Por onde obter essas informações

Podemos obter as informações necessárias por vários canais, mas estes acabam sendo mais facilitadores:

  • Reunião (online ou presencial com sua equipe)
  • Ligação (preferivelmente por vídeo chamada para conseguir analisar as expressões do cliente para saber se ele está ficando satisfeito ou não)

Caso não haja tempo para você ou para o cliente, opte por essas ferramentas

  • Google Forms
  • Survey Monkey

 

Por fim, algo essencial para se ter em mente, é que o produto final não é seu. Após o projeto entrar em desenvolvimento, você precisa deixar suas opiniões de lado e seguir à risca o que está sendo determinado no briefing.

Entretanto, você pode dar sugestões quando está tendo a conversa inicial com o dono. Isso acaba sendo fundamental, pois em alguns casos, os donos acabam ficando perdidos, e por isso precisam de algumas sugestões, assim, construindo os projetos juntos!

Eai, gostou? Aproveita e manda para aquela pessoa que já fica apavorada só pensar de produzir um briefing!

 

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Descubra agora como usar o círculo cromático

Uma das maiores dificuldades de profissionais da área de Criação é como fazer o uso correto do tão famoso círculo cromático. Por isso, preparamos esse post especialmente para você!

Seja na fotografia, no cinema ou nas roupas, o círculo cromático é uma das principais ferramentas que precisamos entender para que nosso trabalho, junto das fontes e imagens, transmitam a mensagem que desejamos passar.

É por ele que podemos formar das mais variadas criações e transformá-las em emoções, ainda tendo harmonia.

Primeiro precisamos entender:

Cores primárias

São as cores que não são adquiridas por misturas de outras cores. (Não confunda com as cores aditivas: o sistema RGB, que é utilizado em monitores e na fotografia!)

São elas: vermelho, amarelo e azul.

Cores secundárias

Mescla das cores primárias.

São elas:  laranja, verde e violeta.

Cores terciárias

Mescla das cores primárias e secundárias.

São elas: vermelho + roxo = vermelho-arroxeado;

Vermelho + laranja = vermelho-alaranjado ou laranja-escuro;

Amarelo + verde = amarelo-esverdeado ou verde-claro;

Amarelo + laranja = amarelo-alaranjado.

 

Tendo isso em mente, vamos para algumas das combinações:

Combinações complementares

São as junções de cores opostas do ciclo cromático. São uma combinação vibrante e com saturação. Utilizado para dar contraste para as artes mostrar muita personalidade.

Exemplo: laranja e azul ou vermelho e verde.

Combinação em fenda

Variante das cores complementares, para fazer a combinação é só escolher uma cor primária e duas complementares. O resultado é de contraste, mas com menos saturação.

Exemplo: verde, amarelo e violeta ou laranja, azul e amarelo.

Combinações análogas

Usado muito em design de interiores, essa combinação traz pouco contraste sem perder a harmonia. Isso acontece porque pegamos cores (duas ou três) vizinhas entre si ou de até 3 cores com um intervalo de uma cor entre elas. Isso cria criações e agradáveis e moderno.

Exemplo: tons de roxo e azul, tons de laranja e vermelho.

Combinações de três cores (Tríade)

Está é uma combinação de três cores que estão equidistantes dentro do círculo, produzindo um efeito de alto contraste, porém sem perder a harmonia. Esse tipo de composição cria uma sensação “vibrante” mesmo quando utilizado cores claras e sem saturação.

Exemplo: verde, laranja e violeta ou vermelho, amarelo e azul.

Combinações de quatro cores (Quadrado)

Um pouco diferente das outras composições, essa usa quatro cores equidistantes, mas são usadas cores complementares nos tons entre si. Isso cria um resultado colorido e divertido.

Exemplo: ciano, roxo, laranja avermelhado ou amarelo ou verde, laranja, azul e vermelho.

Monocromático

É o uso das mesmas cores, porém, com diferentes matizes. Há uma variedade entre tons entre as mesmas cores, usando o preto e o branco para clarear ou escurecer as cores selecionadas. Esse método acaba sendo bem atraente, chamativo e inspirador para quem vê.

Exemplo: preto e branco (clássico) ou todas as outras cores em várias tonalidades.

 

Cada cor sozinha representa uma emoção, como o azul, que traz paz. Porém, quando fazemos combinações harmoniosas, podemos subir o nível do nosso trabalho, chamando atenção dos nossos clientes e nos destacando dos demais. Mas, fique livre para se desprender das regras e criar as suas próprias combinações!

 

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Conteúdo

Case P&G: desafios de inclusão nas corporações

Desde pessoas com algum tipo de deficiência, mulheres, negros, até a comunidade LGBTQI+. Esses são alguns exemplos de muitas minorias que existem, mas que quase nunca são procuradas para uma vaga de emprego ou acabam tendo cargos importantes dentro de alguma empresa. Já parou para pensar nisso? Esse post vai te fazer refletir e se inspirar!

Sabemos que o que faz uma empresa se destacar são seus valores e sua personalidade, e com uma geração jovem cada vez mais progressista, mais serão cobradas vagas inclusivas para a minoria. As pessoas estão cada vez mais abertas e disponíveis para ajudar os que mais precisam, porque estas acabam não tendo tanta oportunidade quanto a maioria.

Aliás, você sabe o que é uma Vaga de Inclusão? É basicamente entender que todos possuem o direito de estudar/trabalhar sem qualquer tipo de discriminação por conta de sua raça, gênero, religião, ou condições físicas e psicológicas. Pode parecer um conceito básico, mas não é pra muita gente por aí. Em muitos negócios, essa prática já está sendo aplicada e cultivada por muitos anos, mas em outros, o processo está apenas começando. Se você ainda não começou, ou está no caminho da inclusão social, esse post é para você!

  • Encarando a realidade

A falta de inclusão de minorias no mercado de trabalho é, acima de tudo, um problema estrutural. De acordo com uma pesquisa do site Vagas.com, a porcentagem de negros que ocupam os cargos mais altos das empresas é de apenas 0,7%. Enquanto isso, a estimativa dessa mesma minoria no setor operacional é de cerca de 47,6%. Percebe que de nada adianta uma empresa ter 50% dos funcionários negros sendo que nenhum ocupa um cargo de liderança?

Falando agora do exemplo das mulheres, no quesito de representatividade, estima-se que em 2018 elas ocupavam 45% dos cargos de liderança. Logo poderíamos concluir que estamos próximos da igualdade para esse grupo, correto? Errado! Por mais que ocupem uma parcela significativa (mas lembrando: ainda inferior), o trabalho feminino é desvalorizado se comparado ao masculino. Isso se dá pela diferença salarial, onde de acordo com um levantamento do Quero Bolsa, as mulheres recebem apenas 67,92% do salário dos homens, mesmo ocupando o mesmo cargo. Se não bastasse isso, o dado mais alarmante, e assustador de todos, está no relatório do Fórum Econômico Mundial que concluiu que só teremos a igualdade de gênero em 2095, isso se continuarmos avançando na efetivação de direitos para as mulheres.

Vamos falar da comunidade LGBTQI+ agora? Para isso eu usarei apenas um dado para ilustrar o quão chocante e preocupante é a situação. 90% dos travestis precisam se prostituir para sobreviver, pois mesmo com boas qualificações, não conseguem arrumar um emprego formal. Agora faça uma reflexão: se você é dono de uma empresa, quantos funcionários trans você já contratou? Se você trabalha em uma empresa, quantos colegas trans você possui? Mesmo não te conhecendo eu sei que são pouquíssimos casos, isso se existir algum. Essa é só a ponta do iceberg, um único exemplo entre tantos outros somente dentro dessa minoria.

Por último vamos falar da realidade de ¼ da população brasileira: as pessoas com deficiência (PcD). É isso mesmo que você acaba de ler, estima-se que 45,6 milhões de brasileiros possuem alguma deficiência visual, auditiva, motora ou mental/intelectual (dados do IBGE 2010). Mesmo assim, a Lei de Cotas prevê apenas que as empresas tenham entre 2% a 5% de cargos ocupados por PcD. Além de serem baixos números de cotas, elas ainda são muitas vezes desrespeitadas. Ademais, não há progresso na inclusão desse grupo se há a contratação, mas não há a adaptação da infraestrutura de trabalho para se adequar às necessidades deles.

  • P&G e o seu exemplo direto da inclusão

Com tudo isso em mente, a P&G (Procter & Gamble) conseguiu se inovar pelos anos, e hoje está com a inclusão em mente. Ela começou a contratar mais funcionários que não são privilegiados, além de ter grupos de afinidade justamente para aproximar os trabalhadores dentro da corporação. No site da empresa, podemos entender um pouco sobre isso, com alguns dos grupos formados:

Grupos de afinidade:

-Equipe de liderança corporativa feminina (ELCF)

-Funcionários da comunidade LGBTQI+ (GABLE)

-Promove a diversidade para deficientes no local de trabalho com deficiência (PCD)

– Processo seletivo próprio para estudantes negros, além de receberem um ano de curso de inglês e mentoria (P&G Para Você)

É interessante também, notar o diferencial nos comerciais que a P&G traz. Sabemos que outras empresas estão tentando inovar e incluir, principalmente o público jovem e grupos sem tanta visibilidade no mercado.

Talvez você já tenha visto ou ouvido falar sobre o impactante comercial “Fight Like a Girl”, da Always. Ela traz como premissa um estereótipo de fragilidade feminina, exposto e imposto à sociedade. Brilhantemente a Always trouxe jovens meninas desconstruindo tais pensamentos, mostrando que essas afirmações de fraqueza e fragilidade são meras construções sociais, machistas e absurdas, que apenas desorientam e desestimulam meninas e mulheres, implantando ideias e trazendo inverdades para toda uma sociedade. Esse é um exemplo clássico, mas que precisa ser relembrado.

Outras campanhas de conscientização também foram produzidas, como o “The Look”, que mostra o racismo cotidiano vivido do ponto de vista de um homem negro. O  preconceito acompanha o homem durante diversas situações diferentes e o respeito só veio ao final da propaganda, quando ele se mostrou um juiz comandando uma sessão do tribunal. Isso reflete perfeitamente a hipocrisia da sociedade, que em geral só respeita a comunidade negra quando ela se encontra em uma posição de prestígio social. Também há várias campanhas promovendo produtos pouco fabricados, como uma linha especialmente para a definição de cachos (#UnidasPelosCachos, pela Pantene).

A P&G é apenas um exemplo de algumas empresas que praticam a diversidade. Para startups, ou pequenas empresas, isso acaba sendo mais fácil, se compararmos com grandes empresas que já tinham uma cultura, e que agora se inovaram. Mas esse desafio vale a pena, e é uma luta que no final, devolve muito resultado positivo.

Com a inclusão, conseguimos ter um melhor relacionamento entre as pessoas, proporcionando um ambiente mais diverso e  isso acaba refletindo diretamente na personalidade da empresa. Mesmo com bastante progresso em relação a oportunidades e sobre a maneira de pensar, há muito sobre o que melhorar e lutar. E você? Pratica alguma ação de inclusão na empresa que trabalha ou que lidera? Acha que esse é o futuro do mercado de trabalho?

 

Site da P&G: https://br.pg.com/diversidade-e-inclusao/

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