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Pabllo Stanlley

Opinião

Lições de Suits

Foto Suits

Confesso que nunca fui muito fã do curso de Direito e nem como certos advogados se portam diante de certas situações, porém tudo não passava de um “preconceito” da minha parte perante um certo estereótipo que se tem sobre a área. Mas há 8 anos eu comecei a mudar um pouco essa perspectiva, ao começar a assistir uma série chamada Suits, que basicamente, bem resumidamente mesmo, acontece em um escritório de advocacia resolvendo casos jurídicos. Harvey Specter (Gabriel Macht), o melhor advogado de Manhattan, encontra um garoto chamado Mike Ross (Patrick J. Adams) que foi expulso do colégio, porém tem uma memória fantástica que lhe proporcionou boa nota na prova de admissão do curso de Direito mesmo sem ter entrado em nenhuma faculdade.

A série é transmitida no canal USA Network, e já foi nomeada a premiações como TV Guide Awards e o People’s Choice Awards. Sua 9ª temporada está marcada para 17 de julho. Além de ser um ótimo seriado, é possível tirar várias lições profissionais apenas observando a forma e a maneira que Harvey Specter se porta diante das situações, então para ser mais objetivo, separei 5 pontos que são apontados no seriado e podemos levar para nossas vidas profissionais:

1 – Aparência importa

Provavelmente você já ouvi diversas vezes que o mais importante é o conteúdo, que aparência é um detalhe meramente superficial e vago. Porém, a primeira impressão é a que fica, ou seja, sua aparência é o seu cartão de visita. Antes mesmo de você abrir a boca ou mostrar todo o seu potencial ou conteúdo, provavelmente as pessoas que você quer impactar já te julgaram dos pés a cabeça, querendo ou não. Então, primeira lição, ande sempre bem “apresentado”; o seu cartão de visitas não é apenas o papel que você entrega com o seu nome e o contato, mas principalmente você e como você é.

2 – Vença as batalhas antes de lutar

É preciso está preparado para tudo que você se propõe a fazer. No seriado, Mike começa a planejar a defesa dos casos mesmo antes de ser solicitado pelo Harvey e sempre pensa em vários cenários para que possa ter o controle nas mãos de todas as situações que provavelmente possam acontecer e, assim, não é pego de surpresa; e o pior: não arrisca suas estratégias de forma equivocada.

3 – Não demonstre insegurança

Se você se propôs a fazer algo é porque tem capacidade para entregar o que foi prometido. Acredite no seu potencial e se dedique ao máximo para resolver os problemas em que se envolve. Não importa se você terá que estudar uma outra área que não tem muito conhecimento. Se você aceitou, sabendo os riscos que iria correr, faça tudo o que for capaz para resolver da melhor forma.

4 – Ande com pessoas inteligentes

Harvey contrata Mike não pelo diploma, mas sim pela capacidade que ele tem de agregar valor ao seu escritório a gama de informações que ele tem sobre leis e processos. Dessa forma, cerque-se de pessoas inteligentes, pois qualquer “dois dedos de prosa” vão te proporcionar uma quantidade de informações bem maiores.

5 – Aceite sua personalidade

Quando damos a devida importância ao autoconhecimento, passamos a identificar nossos pontos fortes e fracos, nossos defeitos e qualidades. Com base nisso, você tem a capacidade de ir ao seu limite sem perder a postura. E mais, você não precisará criar uma outra persona para mascarar seus defeitos, pelo contrário, suas desvantagens podem se tornar um diferencial.

Espero que os pontos que levantei tenham servido para refletirmos sobre alguns pontos e passarmos a ver o seriado por outras perspectivas.

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Marketing

Marvel: da crise ao sucesso de bilheteria

Marvel site

Segundo Deadline, a Marvel investiu US$ 200 milhões para o marketing de seu filme,
Vingadores: Ultimato, US$ 50 milhões a mais do que o seu último filme Vingadores:
Guerra Infinita. Para Mindy Hamilton, responsável pelo departamento de marketing da
Disney, o investimento foi necessário. “Nós crescemos além do nosso público-alvo dos
tradicionais fanboys (…) Agora temos milennials, adolescentes. É multicultural e
familiar.”


Atualmente, o universo cinematográfico da Marvel é uma das principais fontes de
renda da empresa, com um faturamento de US$ 18,6 bilhões desde 2008, quando o
primeiro filme entrou nas telonas (Homem de Ferro). Especula-se que Vingadores
Ultimato faça US$ 300 milhões na semana de estreia nos EUA e US$ 1 bilhão
internacionalmente, de acordo com o site Deadline.


Porém, nos anos 90, a empresa passou pela sua pior crise, e boa parte do seu
portfólio de heróis teve que ser vendido para outras empresas. Em 1999, a New Line
Cinema, depois de várias tentativas frustradas de criar um roteiro para o Homem de
Ferro, achou por bem devolver o personagem a Marvel e então o “personagem entrou
para o topo da lista da Marvel”, afirmou Kevin Feige, presidente da Marvel Studios.


Antes da aquisição pela Disney, a Marvel já havia lançado a ideia do MCU no filme do
Homem de Ferro e, para reverter a situação crítica que a empresa passava, foi um
plano de estratégia para recuperação da companhia, junto com o licenciamento de
seus heróis. “Essa foi também a maneira de maximizar a exposição das nossas
marcas em todo o mundo em um curto espaço de tempo”, afirmou Peter Cuneo, CEO
da companhia em 1999.


Com os resultados de US$ 98 milhões faturados na primeira semana do lançamento
do filme Homem de Ferro, foi possível traçar toda a jornada dos heróis da Marvel em
que ao longo desses anos conseguiram entregar ao público 22 filmes interconectados
e hoje nas telas os fãs podem acompanhar esse desfecho épico no quarto capítulo da
saga dos Vingadores: Ultimato; com direção dos Irmãos Russo (Capitão América:
Guerra Civil). E elenco traz Robert Downey Jr. (Homem de Ferro), Chris Evans
(Capitão América), Scarlett Johansson (Viúva Negra), Chris Hemsworth (Thor), Mark
Ruffalo (Hulk), Jeremy Renner (Gavião Arqueiro), Elizabeth Olsen (Wanda Maximoff),
Paul Bethany (Visão), Chadwick Boseman (Pantera Negra), Don Cheadle (Máquina de
Combate), Paul Rudd (Homem-Formiga), Chris Pratt (Peter Quill), Zoe Saldana
(Gamora), Bradley Cooper (Rocket Raccoon), Dave Bautista (Drax), Karen Gillan
(Nebula), Pom Klementieff (Mantis), Vin Diesel (Groot), Tom Hiddleston (Loki), Benedict
Cumberbatch (Dr. Estranho), Tom Holland (Homem-Aranha), Josh Brolin (Thanos),
Peter Dinklage (Eitri), Sebastian Stan (Soldado Invernal), Danai Gurira (Okoye),
Benedict Wong( Wong), Jon Favreau (Happy Hogan).

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Mídia

Elemidia disponibiliza compra programática

elemidia

“Inaugurar esse novo modelo está diretamente relacionado à nossa crença de que a
comunicação das marcas precisa ser cada vez mais contextualizada e associada ao que
as pessoas de fato estão buscando – o uso da tecnologia e de dados a favor disso é um
caminho sem volta. Relevância será sinônimo de eficiência daqui para frente”.

É com essa afirmação que o diretor de marketing do Itaú Unibanco Eduardo Tracanella
anuncia o Itaú como uma das primeiras marcas a utilizar a plataforma de compra
programática lançada pela Elemidia em parceria tecnológica do Rubicon Project e da
Verizon Media.

Lucio Schneider, diretor de marketing da Elemidia, diz que além da empresa
disponibilizar a compra programática em toda sua rede de ambientes corporativos,
residenciais e shoppings, também é possível fazer integração das campanhas em suas
telas com estratégias digitais, principalmente mobile.

“O modelo de compra programática era um caminho natural para a Elemidia. Somos
uma empresa 100% digital, e por isso, capaz de disponibilizar o inventário completo
para essa solução” – Lucio Schneider.

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Conteúdo

Leica faz tributo a fotógrafos

Frame Leica The Hunt 6

Inspirada por histórias de fotógrafos que não medem esforços para que todos vejam a realidade, a Leica estreia nova produção dedicada a esses profissionais.

 

Luiz Marinho, fotógrafo e representante da marca no Brasil, afirma que “sem a paixão e o olhar dessas pessoas, nenhuma câmera faria história sozinha. Por isso, sentimos que seria justo e verdadeiro homenageá-las, pois são nossos olhos pelo mundo”.

 

Na produção “The Hunt”, a marca resgata o Protesto na Praça da Paz Celestial (1989), mas também retrata outros momentos densos, da guerra à natureza selvagem, para traduzir a coragem desses homens e mulheres.

 

Para a dupla de diretores de cena, Kid Burro (Stink Films) “são raros os filmes que permitem uma imersão em conceito e desenvolvimento como este. Estudamos, por mais de um ano, diversas histórias de fotógrafos e, principalmente, os obstáculos por que passaram para conseguir as fotos marcantes de suas carreiras. Sem a bravura e ousadia deles, talvez muitas histórias nunca tivessem percorrido o mundo”.

 

Criado pela F/Nazca Saatchi & Saatchi, o tributo tem quase 5 minutos de duração para envolver o espectador numa narrativa única sobre risco, paixão e história. “Que fotos têm o poder de transformar o mundo, ninguém duvida. Mas a gente achou que estava na hora de contar, também, as histórias dos heróis por trás das fotos”, declaram Rodrigo Castellari e Pedro Prado, criativos responsáveis pelo filme.

 

Acesse o link e confira o Vídeo: https://youtu.be/yQDinkcvb9M

 

 

 

FICHA TÉCNICA

AGÊNCIA: F/Nazca Saatchi & Saatchi
CLIENTE: Leica
TÍTULO: The Hunt
PRODUTO: Leica Institucional

CCO: Fabio Fernandes

DIRETOR DE CRIAÇÃO: Pedro Prado | Rodrigo Castellari

CRIAÇÃO: Pedro Prado | Rodrigo Castellari

RTVC: Elucieli Nascimento | Fernanda Sousa | Giuliano Springhetti | Henrique Tupã | Rafael Paes | Rosana Sallum | Victor Alloza
ATENDIMENTO: Saulo Sanchez | Gabriela Marques
MÍDIA: Maurício Almeida
PRODUTORA: Stink Films

PRODUCTION SERVICE (KIEV): Radioaktive Film
DIRETOR DE CENA: Kid Burro

ASSISTENTE DE DIREÇÃO: Joana Duchiade
DIRETOR DE FOTOGRAFIA: Adolpho Veloso

DIRETORA DE ARTE: Luana Demange
DIRETORA EXECUTIVA: Ingrid Raszl

PRODUTOR EXECUTIVO: Guilherme Passos | Renata Dumont | Carolina Junqueira
COORDENAÇÃO DE PRODUÇÃO: Marcella Feo

PRODUÇÃO: Rafael Rocha

FIGURINISTA: Marina Vieira

PRODUÇÃO DE ELENCO BR: Carminha Prado | Eduardo Piva

PRODUÇÃO DE ELENCO L.A: Fernando Camargo
MONTADOR: Danilo Abraham
PÓS-PRODUTORA: Nash

COLOR GRADING: Bleach

PÓS-PRODUÇÃO: Nash

PRODUTORA DE SOM: Satélite Áudio
PRODUÇÃO: Equipe Satélite Áudio

MAESTRO: Kito Siqueira | Roberto Coelho

LOCUTOR: William Mark McCullough
APROVAÇÃO CLIENTE: Luiz Marinho

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Opinião

Como anda o seu tempo?

Woman businesswoman with giant alarm clock


Você já parou pra pensar que todos nós temos algo em comum?
Independentemente da nacionalidade, idade, religião, etnia, todos nós
temos 24 horas por dia, nem mais e nem menos.

O tempo não é diferente para ninguém, do mais rico ao menos afortunado,
do mais velho ao mais jovem, a única coisa que diferencia é a forma como
você utiliza o seu  tempo da maneira como acha melhor.

Trago essa reflexão porque estamos sempre correndo contra o tempo, por
mais que esteja tudo sob controle falamos que estamos na “correria” como
se isso fosse algo positivo e que a correria significasse produtividade
e resultados.

Ledo engano, todos já ouviram o velho ditado: “tempo é dinheiro”. Eu
digo mais: tempo é vida. Tempo vale mais do que dinheiro.
Se temos a consciência de fazer uma educação financeira ou uma gestão de
recursos para deixar nossa vida no azul e tirar do vermelho, a gente
esquece de fazer uma gestão de tempo e acaba perdendo “vida” por algo
desnecessário.

Quem nunca falou “perdi x horas da minha vida com essa besteira!”. Isso
é uma má administração ou má gestão de tempo, o que acaba acarretando
no mau gerenciamento dos líderes, pois como alguém que não consegue
gerenciar seu próprio tempo vai gerar demanda ou prazos na agenda de sua
equipe?

Trinta segundos podem ser um tempo curto ou longo, depende do ponto de
vista de quem analisa. E muitas vezes vale mais a pena “perder” uns dois
minutos antes planejando as 12 horas de trabalho do dia do que perder a
metade do dia com imprevistos ou “assuntos fura pauta”.

Por fim, deixo aqui algumas dicas pra evitar a procrastinação e a otimização do tempo:

– Priorize o trabalho
– Agende as tarefas
– Evite o estresse
– Defina prazos
– Faça uma coisa de cada vez
– Ordene tarefas
– Diminua a procrastinação
– Aprenda a dizer não
– Programe cedo
– Faça pausas
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Conteúdo

AsteriscoNão

Capa

A NuBank surgiu como uma Fintech que trouxe ao mercado financeiro uma nova alternativa de cartões de crédito. David Vélez, CEO da NuBank, diz que ao chegar no Brasil teve que abrir uma conta bancária e, ao entrar em uma agência, passou por uma péssima experiência. Por ser profissional da área de finanças, já sabia que o mercado do Brasil cobra os maiores juros do mundo e aplicam elevadas tarifas. Ao ligar os pontos, percebeu uma ótima oportunidade de mercado, já que o oligopólio financeiro não valorizava os seus clientes e sim o dinheiro deles.

 

Então a solução que David encontrou foi formatar seu primeiro produto, cartão de crédito NuBank, onde o cliente era valorizado antes do seu dinheiro, com taxa zero, transparência e um excelente atendimento. O NuBank logo se tornou o “roxinho” mais querido do Brasil, pois simplesmente foi a primeira instituição financeira que saiu do do discurso de “fazer acontecer” e realmente “fez acontecer”, com destaque para sua comunicação e posicionamento.

 

Logo após o cartão de crédito veio a NuConta e em dezembro de 2018, a NuBank colocou uma referência das agências bancárias na Pinacoteca, a porta giratória, simbolizando que a burocratização dos bancos e das instituições financeiras ficou no passado.

 

Neste mês a marca lança mais uma provocação ao mercado. Com o seu posicionamento bem claro, a NuBank utiliza os mobiliários urbanos (relógios de rua) para alfinetar os bancos e alertar os clientes reforçando seu posicionamento.

 

#AsteriscoNão é um combate as meias-verdades, é a mensagem que sua nova campanha passa. As peças utilizam os motes das campanhas de seu s concorrentes para alertar os clientes sobre as informações com asteriscos que geralmente viram uma armadilha para o público.

“Asterisco. Feito para você não ler.” Fazendo referência ao banco conhecido como digital.

“Vem pra esse movimento você também. Vem?” Referência ao banco mais popular do Brasil.

“O que o seu banco pode fazer por você hoje? Acabar com os asteriscos.” Alusão ao banco aberto aos empreendedores do Brasil.

 

Uma campanha contra os asteriscos e a favor de mais transparência entre os bancos e seus clientes.

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Mídia

Um elefante no metrô de São Paulo

Elefante dumbo

O elefante mais famoso dos desenhos agora pode ser encontrado no mezanino da Estação Sé. Com um cenário novo, a Disney – junto com a agência Wieden+Kennedy – usou a mídia out of home da JCDecaux no Brasil para divulgar o lançamento do filme de Dumbo.

A mídia de metrô impacta aproximadamente 6 milhões de pessoas nas linhas vermelha, azul e verde. O pessoal que passa pelo metrô de São Paulo pode conferir a campanha e tirar foto.

Segundo Andrea Salinas, diretora de marketing e inovação da JCDecaux, a empresa está desenvolvendo projetos especiais voltados para o metrô. Vincent Letang, vice-presidente executivo de inteligência de marketing global da Magna, diz “O OOH é o último formato de publicidade que os consumidores não podem pular ou bloquear e ainda alcança os jovens urbanos antigos”.

Com a estreia do filme marcada para o dia 29 de março, a mídia da campanha ficará disponível até o dia 7 de abril.

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Opinião

A exceção virou regra

foto para site creativosbr

Escasso significa um adjetivo sem fartura, em pequena quantidade que muitos associam a algo negativo, pois representa a falta e a ausência de alguma coisa, enquanto a abundância é algo valorizado, sendo que representa a fartura e a comodidade.

Por muito tempo, o homem era escasso de muitas coisas e, quando era nômade, precisava caçar para sobreviver. Com isso, pôde desenvolver várias ferramentas e até dominar a técnica de produzir o fogo. Pois bem, depois começaram a desenvolver a agricultura, domesticar animais e passaram a construir cidades, estados e formar sociedades, nas quais os elementos que antes eram escassos, passaram a se tornar fartos e abundantes. Com isso, veio o progresso, a revolução industrial, a tecnológica, a era da informação, até chegar o ponto de dar apenas um Google para saber o significado da palavra “escassez”.

Ou seja, o mundo virou abundante, e isso é um “problema”. Mehta e Zhu, que realizaram um estudo em 2015 sobre o teste do plástico-bolha, concluíram que a abundância inibe o olhar inovador, pois gera em nossa memória o uso de recursos previamente realizado antes e diminui a possibilidade de enxergarmos uma situação por outro aspecto, pois sempre iremos utilizar padrões já testados antes que obtiveram resultados positivos.

Psicólogos perceberam que quanto menos recursos, maior a possibilidade de sermos mais “criativos”, no sentido de buscarmos outras ligações neurais para resolver o problema proposto e enxergar outras formas de ressignificar o objeto sugerido.

Por isso, uma das técnicas utilizadas para desenvolver a criatividade no sentido de solucionar problemas é a restrição que consiste em colocar limites de recursos a um problema a ser solucionado.

Quando eu estava lendo sobre isso, me veio o questionamento: o quanto as agências de pequeno porte estão sendo “criativas”? Pois naturalmente elas enfrentam uma restrição que é conhecido por todos nós, o cliente sempre tem pouca verba.

Naturalmente, seguindo a lógica da restrição, era para essas agências darem uma aula de criatividade todos os dias, porém o que mais se observa é a abundância tomando de conta do seu cotidiano. A verba curta já virou padrão e isso não é mais um elemento restritivo para estimular um olhar inovador sobre o problema. A exceção virou regra? Como podemos reverter essa situação sem cair nos clichês e nas formulas prontas?

Desculpe se dessa vez eu não lhe dei respostas ou cheguei na conclusão que você esperava. É porque eu acho que refletir é tão importante quanto consumir. Vamos deixar um pouco a abundância de lado e nos restringir para chegarmos a nossas próprias conclusões.

 

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As marcas e o Dia da Mulher

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Com certeza você já ouviu falar sobre feminismo. Seu conceito não está tão claro para todo mundo pois sempre há os extremos que por sua vez acabam distorcendo o real sentido e o principal motivo desta luta, mas o fato é que a publicidade vem evoluindo junto com a sociedade e com isso atrelando seu discurso em sua comunicação.

Recapitulando as palavras da psicanalista, professora e integrante da casa do saber, Maria Lucia Homem, “o feminismo é uma luta necessária ainda, porque ao longo de séculos a mulher foi colocada no lugar de subalterna e sendo dominada por uma lógica patriarcal, machista e, hoje em dia, salvo raras exceções, repetem o discurso que mulher é fraquejada[…] O feminismo é falar: Opa! Para tudo, que narrativa é essa? Que discurso milenar equivocado é esse?”

Por muito tempo, as propagandas referentes ao Dia Internacional da Mulher se resumiam a homenagear a mulher por sua beleza, delicadeza e doçura, sempre acompanhado de flores, doces ou joias, pois era uma época em que as marcas viam apenas como uma oportunidade de vendas. Com o feminismo em pauta e a sociedade tentando mudar o estereótipo da mulher, o discurso das marcas também mudam e passam a usar a data do Dia Internacional da Mulher para dialogar com suas consumidoras trazendo uma imagem de força, garra e determinação para sua comunicação.

Um exemplo disso é a nova campanha da Nike, que lançou no dia do Oscar, o seu novo comercial com a tenista Serena Williams, reforçando o discurso de superação e coragem. Com o titulo “Dream Crazier”, o comercial ainda conta com a presença de Alex Morgan, da seleção americana de futebol, Lisa Leslie, ex-jogadora de basquete, e Simone Biles, ginasta olímpica. Todas elas provando que a mulher não é frágil e que pode quebrar tabus culturais através do seu talento e determinação.

Com as marcas entendendo essa mudança de comportamento e passando a colocar esse assunto na pauta da sua comunicação, é sinal de que estão seguindo o caminho certo, até porque as mulheres ainda sofrem bastante com a jornada dupla ou até mesmo tripla e vão precisar de mais alguns anos lutando para equiparar seus direitos e mudar a imagem criada ao longo dos anos. O que nos conforta é saber que ao menos as marcas estão entrando nessa causa para mudar o jogo.

 

 

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Mídia

MUDANÇAS NO OSCAR 2019 PARA RECONQUISTAR AUDIÊNCIA

Oscar 2019

Domingo, 24 de fevereiro, pela 91ª vez o tapete vermelho receberá as grandes estrelas de Hollywood. Porém, nem tudo são champanhes e estatuetas. Na edição anterior, foi registrada a menor audiência da história do evento com uma queda de 19% em relação a edição de 2017. A cerimônia mais badalada de cinema foi acompanhada por apenas 26,5 milhões de telespectadores.

 

A The Hollywood Report – revista especializada em cobrir as notícias de Hollywood e entretenimento – afirmou que esta foi a primeira vez que o Oscar teve menos de 30 milhões de telespectadores. Diante deste cenário, a Academia fez algumas mudanças com o intuito de aumentar a audiência e modernizar um dos eventos mais tradicionais do cinema.

 

O filme Pantera Negra teve 7 indicações à estatueta de ouro incluindo a categoria de Melhor Filme. Isso pode não representar muita coisa, mas a Academia tem apresentado interesse por filmes mais populares para expandir sua audiência, lembrando que Pantera Negra fez uma bilheteria de US$ 1,5 bilhão no mundo todo, e especialistas afirmam que a intenção é aproximar mais do grande público para melhorar sua audiência na TV.

 

Foi mencionado também que quatro categorias não serão televisionadas, segundo John Bailey, presidente da Academia. Ele afirma que isso será necessário para diminuir o tempo do Oscar e evolução da cerimônia, atraindo um público jovem e se adequando aos padrões da atual televisão. Dessa forma, o Oscar terá apenas 3 horas, e as categorias cortadas serão exibidas via streaming no site Oscar.com, que também será uma novidade este ano com a transmissão além da TV.

 

Outra revelação é a ausência de um “anfitrião” da cerimônia, que provavelmente seria o ator Dwayne “The Rock” Johnson, mas ele desistiu do convite por motivos de conflito em sua agenda de trabalho.

 

Preocupados com a audiência, a Academia está montando um batalhão de nomes populares para orquestrar o evento e assim, quem sabe, elevar os números da audiência. A lista inclui: Sarah Pauloson, Samuel L. Jackson e James McAyoy (“Vidro”), Melissa McCarthy (“Poderia me Perdoar?”), Jason Momoa (“Aquaman”), Emilia Clarke (“Han Solo: Uma História Star Wars”), Javier Bardem (“Todos Já Sabem”), Stephan James e KiKi Layne (“Se a Rua Beale Falasse”), Laura Dern (“Star Wars: Os Últimos Jedi”), Key Keegan-Michael (“O Predador”), Angela Bassett e Chadwick Boseman (ambos de “Pantera Negra”).

 

Muitos não gostaram das mudanças, mas o certo é que a academia não pode ignorar os números; e se a audiência está caindo, é sinal de que o publico não está gostando. Porém, só no dia 24 podemos saber se as mudanças conquistaram os cinéfilos e resgataram a audiência perdida.

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