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Capa e contracapa: a beleza da contradição

Fonte: Pexels

O título é bonito, né? Mas saiba que a inspiração dele veio de um músico chamado Fernando Anitelli, da banda O Teatro Mágico, que diz em uma das suas músicas: “Sejamos também a contracapa. Porque ser a capa e ser contracapa é a beleza da contradição”.

Não sei se Anitelli quis dizer isso em sua poesia, e talvez até não, mas a minha interpretação é que a capa só brilha devido à existência da contracapa. O equilíbrio é necessário, o contraponto é mais do que preciso para que a capa tenha o seu brilhantismo. Vejo isso nos filmes, na música, nos textos e – sim – na nossa profissão. Tanto os coadjuvantes quanto os contratempos – fica aí a sua interpretação de contracapa – são necessários na jornada do dia a dia. São eles que nos fazem crescer, que nos fazem amadurecer e também nos desafiar para algo maior. São eles os responsáveis pelas chamadas às batalhadas, aos duelos.

Anitelli pode ler este texto e pensar: “mas que cara louco; escrevi uma música pensando em uma coisa, e o cara interpretou outra totalmente diferente. Minha música falava de poesia, e ele está falando de publicidade.”

Caso isso ocorra, não me julgue, Anitelli. Saiba que minha interpretação é válida e, assim como a capa e a contracapa, a interpretação que eu trago como uma analogia para o mundo da publicidade é a mais pura beleza da contradição.

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Guilherme Crespo

The author Guilherme Crespo

Publicitário com pós-graduação em Gestão de Negócios em Marketing pela ESPM, fez sua carreira como Redator com passagens pelo Groupon Brasil, All Set, AT2D e V20, atendendo Nestlé, AIG Seguros, The Fifties, MetroFit, A&E, Siemens, GE e Michelin. Em 2019 foi indicado ao Prêmio amigos do Mercado na categoria Criação, onde conquistou o 2° lugar. É sócio-fundador e Diretor de Criação da agência Creativosbr.

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