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Mercedes-Benz faz pulseira para smartwatch com borracha de pneu

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Durante o Salão do Automóvel de São Paulo, a Mercedes-Benz foi além do portfólio automotivo e anunciou a criação de uma pulseira para smartwatch.

Idealizada pela F/Nazca Saatchi & Saatchi (agência que atende a montadora através da operação Publicis Emil), a estratégia integra os esforços da marca Mercedes-AMG e utiliza a força e potência do automóvel para liberar o principal insumo do processo de fabricação da pulseira: a borracha do pneu.

Por isso, a partir de hoje, a marca divulga nas suas redes sociais um filme produzido pela Underdogs que revela mais detalhes sobre a produção da série limitada de pulseiras. Confira aqui em primeira mão.

“Nossa missão é rejuvenescer uma marca forte sem abrir mão de todas as qualidades e atributos que ela representa, como confiança, qualidade e elegância. É por isso que acreditamos no poder que essa ideia tem: unindo tecnologia e inovação para promover conceitos antes abstratos”, explica Evandro Bastos, gerente de Marketing de Automóveis da Mercedes-Benz do Brasil.

Para os criativos responsáveis, o projeto dá oportunidade de colocar na prática um novo modelo de pensamento. “Criamos um produto a partir da análise de dados. E para essa entrega, tivemos de pensar e estar perto de todas as etapas de desenvolvimento, produção, divulgação e operação comercial junto ao cliente” lembra João Paulo Testa.

“Esse projeto nos deu a oportunidade de materializar o que são 612 cavalos de potência em diferentes frentes. Do desenho da pulseira feito por um designer de automóveis que convidamos, a um filme sensorial, passando por pôsteres feitos realmente das marcas de pneus que a Mercedes-AMG deixou no chão”, completa Bruno Zampoli.

As pulseiras podem ser adquiridas na loja MB Collection do Salão do Automóvel ou no e-commerce da loja em sistema de pré-venda.

 

AGÊNCIA: F/Nazca Saatchi & Saatchi / Publicis Emil

CLIENTE: Mercedes-Benz Brasil

PRODUTO: Mercedes-AMG

TÍTULO: Projeto 63 

DIREÇÃO GERAL DE CRIAÇÃO: Fabio Fernandes

DIREÇÃO DE CRIAÇÃO:  Pedro Prado | Rodrigo Castellari
CRIAÇÃO: João Paulo Testa | Bruno Zampoli

ATENDIMENTO: Saulo Sanchez | Claudia Razzé | Marcelo Bocchini | Flavia Paladini

PLANEJAMENTO: Rita Almeida | Quentin Mahé | Patrícia Mendes

PRODUÇÃO GRÁFICA: Jomar Farias | Leandro Ferreira | Guilherme Gaggl

DESIGNER DE PRODUTO: Leonardo Testa

RTV: Fernanda Sousa | Elucieli Nascimento | Rafael Paes | Victor Alloza

PRODUTORA: Underdogs

DIREÇÃO DE CENA: Maurício Castro

PRODUÇÃO EXECUTIVA: Fábio Colaneri Dedding | Henrique de Oliveira Campos

ATENDIMENTO: Mônica Silveira

COORDENADORA DE PRODUÇÃO: Marlette Cella

DIRETOR DE FOTOGRAFIA: Rhebling Junior

MONTAGEM: Daniel Varotto

FINALIZAÇÃO: Átomo VFX

PRODUÇÃO DE SOM E TRILHA: Tesis

MAESTRO: Henrique Racz | Will Bone | Silvio Piesco

ATENDIMENTO: Alline Pecci

APROVAÇÃO CLIENTE: Evandro Bastos | Thiago Mourão

 

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FIRE Festival: confira o que rolou no maior evento do mercado digital

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O maior evento do mercado digital aconteceu nesta última semana, dos dias 27 a 29 de setembro, em Belo Horizonte. Promovido pelo Hotmart, o FIRE Festival reuniu inovação, entretenimento e empreendedorismo de forma única.

Entre as inúmeras possibilidades, o evento apresentou diversos cases de sucesso na área, em um ambiente totalmente propício para desenvolver ideias e networking. As palestras aconteceram em dois palcos simultâneos. Os temas de cada um dos palcos foram os mais diversos possíveis, com foco em assuntos mais técnicos no Palco Park e os demais no Palco Palace.

As temáticas abordadas foram divididas nos seguintes segmentos:

Produtores Digitais e Influenciadores

Técnicas e estratégias já comprovadas pelos maiores nomes do mercado. Tráfego, SEO, Branding.

Comunicadores

Marcas de primeira grandeza e com cases de sucesso atuais em branding, marketing e relações públicas. As principais tendências em comunicação do mundo.

Artistas e Desenvolvedores

Conteúdo técnico, voltado para que o talento não só se transforme em um negócio lucrativo, mas para que ele encontre outras aplicações para o que mais sabe e ama fazer.

Empresários e Startups

Principais players de um mercado em amplo crescimento. Ambiente ideal para que ideias ou proposta encontre o parceiro, investidor e timing certos.

Entre as palestras que mais me chamaram atenção, uma delas foi a do Mairo Vergara. Palestrando pela primeira vez em um evento em toda sua vida, Mairo Vergara, primeiro produtor a se tornar Black Sun, veio animado para compartilhar as 3 estratégias que ele usou para se tornar Top 1 da Hotmart. Quer saber quais são? Confira:

Seu produto é a base de todo seu negócio. Por isso, ele tem que estar no topo do seu mercado. Escolha e domine uma única estratégia de marketing. Assim, você consegue melhorar cada vez mais suas ações de divulgação.

Crie conteúdo gratuito para gerar valor para sua audiência e reforçar sua marca. É isso que fará com que você consiga vender depois para o público que consome seu material.

DICA BÔNUS: entenda qual é o verdadeiro motivo do que você está fazendo. É esse motivo que fará com que você aguente todos seus problemas como empreendedor.

Dica do Mairo Vergara: quando você gera mais valor do que qualquer outro produtor de seu mercado, a única opção de seu cliente é comprar seu produto.

Pausa para foto no evento devidamente vestida de CreativosBR
Pausa para foto no evento devidamente vestida de CreativosBR

Outro momento bastante interessante foi o bate-papo no Painel Profissão Internet. Os participantes Danilo Basso, Felipe Titto, Pathy dos Reis e Karina Milanesi debateram sobre como as marcas, os especialistas e os influenciadores digitais estão redefinindo o mercado digital e as principais estratégias de marketing. Eles traçaram um paralelo entre a queda da audiência das mídias tradicionais e a ascensão da visibilidade dos influenciadores digitais. Por isso, reforçaram a importância das marcas investirem em ações de marketing com personalidades que reforcem os seus valores e propósitos.

O músico Kiko Loureiro também participou do FIRE Festival. Ele, que também é especialista em marketing musical e gestão de carreiras, contou a sua história com a música e como ele está usando o music business para mudar a vida de pessoas em todo mundo. Para ele, a conexão de ensinar é totalmente diferente da conexão da música e da banda. Por isso, ele levou um tempo até entender o que seus alunos verdadeiramente precisavam. “O que o músico precisa não é de uma nova escala, é de elevar a sua carreira, poder viver da música e não desistir do sonho de tocar.” Por meio de uma pesquisa, Kiko percebeu que estava equivocado ao pensar que o objetivo dos músicos interessados em music business era alcançar a fama. Ele compreendeu que o que os seus alunos realmente querem é conseguir viver de música e serem reconhecidos em seu meio familiar.

Um dos pontos altos do Festival foi a palestra da Nathalia Arcuri, fundadora do Me Poupe!. Ela compartilhou um pouco da sua trajetória falando sobre como economizar dinheiro desde criança refletiu em sua vida. Além disso, ela reforçou que identificar a origem dos problemas ajuda a resolvê-los mais facilmente. Outra dica valiosa é que, muitas vezes, precisamos bater o pé e seguir em frente, já que a maioria das pessoas não conhece nosso negócio como a gente.

Dica da Nathalia Arcuri: ofereça um serviço de excelência e você terá mais do que clientes, mas embaixadores do seu produto.

Acredito que o momento mais esperado foi a palestra da cantora e empresária Anitta. Além de contar como foi o começo da sua história na música, ela compartilhou seus maiores erros, acertos e aprendizados enquanto líder de uma equipe de sucesso. Uma das dicas mais poderosas sobre gestão de pessoas é que o líder deve sempre se colocar no lugar da sua equipe e, principalmente, convencê-la de que suas ideias são boas para que eles façam com o coração. “Para me comunicar com as pessoas que trabalham comigo, eu faço um exercício de lembrar como é a visão do colaborador.” Anitta também contou sobre as estratégias para se lançar no mercado exterior. Para ela, o segredo foi entender que, mesmo já sendo um sucesso no Brasil, era preciso começar em passos pequenos lá fora. “Quando você começa em outro mercado, é preciso entender que tudo começa do zero de novo. Você não pode chegar em outro país, outra cultura, com os mesmo pensamentos e estratégias do mercado que já conquistou.” Anitta ainda falou sobre como lida com o desafio de tentar coisas novas. Para a cantora, é importante arriscar sem se colocar em risco. “Eu gosto de tentar coisas novas, mas sabendo que eu consigo alcançar o que está perto da minha mão.”

Foram dias intensos de muito conhecimento e imersão no digital. A proximidade com diversos nomes influentes e com as maiores marcas que detêm grande poder na atualidade, sem dúvidas foi bastante esclarecedora. São eventos como esse que ajudam a esclarecer ideias, colocá-las em prática para ver novas possibilidades para pensar além do óbvio.

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Observatório de Propaganda Eleitoral é criado por estudantes e analisa técnicas de persuasão de Presidenciáveis

Equipe Observatório de Propaganda Eleitoral

Os estudantes observam desde o início da campanha eleitoral, doze critérios baseados em técnicas de Propaganda

 

Alunos do segundo semestre matutino do curso de Publicidade e Propaganda da FECAP (Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado) estão bem atentos ao comportamento dos Presidenciáveis 2018, nessa campanha eleitoral.

Orientados pelo professor e coordenador do curso, Prof. Filipe Crespo, os alunos desenvolveram o Observatório de Propaganda Eleitoral e desde o dia 07 de Agosto, observam atentamente 12 critérios técnicos de propaganda dos candidatos que concorrem ao Palácio do Planalto. Entre os pilares observados pelos alunos estão pontos, como: discurso e linguagem; material de campanha; atuação em redes sociais; apresentação pessoal; entre outras.

O estudo que é apartidário, tem por objetivo trabalhar de forma prática e atual, as mais variadas técnicas de Propaganda. “Muitas vezes, dentro do curso, o foco se dá em Publicidade. Com esse estudo idealizado pelos estudantes, a oportunidade que temos de tratar Propaganda de forma prática, é imensa”, diz o professor Filipe Crespo.

Outro ponto importante a ser destacado é que o Observatório de Propaganda Eleitoral não tem o intuito de ditar regras ou apontar erros na técnicas de persuasão dos candidatos à Presidência. A ideia é apenas observar os fatos e a partir disso relacionar o conteúdo com as tradicionais técnicas de persuasão trabalhadas em Propaganda.

O estudo que se dará durante as cinco semanas de campanha eleitoral e parece ser inédito no ambiente universitário, resultará em um infográfico que trará os dados mais importantes observados pelos estudantes e também em um painel para ser discutido e tratado com um número maior de estudantes.

Fazem parte do estudo, os estudantes: Gabriela Gouveia Barbosa, Julia Oliveira, Mateus Cardoso Ferraz, Murilo Teófilo Leite, Raquel Rocha Vieira  e Rhayna Lebrão Augusto.

 

 

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Entrevista: Adão Casares

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Blog do Crespo – Você tem quase 30 anos de experiência em mídia. Teve passagens por diversas agências, atendeu inúmeros clientes, de todos os segmentos e tamanhos. Também trabalhou com todos os tipos de profissionais. Diga pra gente: Vale a pena ser mídia nos dias de hoje?

Adão Casares Claro que vale(e muito) ser mídia nos dias de hoje, tendo os recursos
necessários é bem mais atraente e assertivo do que quando comecei. Agora,
existem dois tipos de mídia, o tático (importante, mas hoje em dia é o que mais
existe por aí) e o estratégico (esse é o que tem de ser, é o que está fazendo
falta). Completando, certo tempo atrás, assistia uma palestra do
Nelson Sirostkji – Grupo RBS. Perguntaram para ele se o jornal tradicional (de papel) ia
acabar? Ele disse que não, apenas ia se adaptar aos novos tempos. Ele estava
certo, é o que vem acontecendo. Temos o N.Y.Times, F.S.Paulo, cobrando por
conteúdo. Comparou o jornal a uma cadeira que, no decorrer dos tempos, foi
mudando: madeira, cordas, estofada, colorida, de praia, trono, com rodas, etc.
Mas continuava uma cadeira, um objeto para sentar.
Com a Mídia
é a mesma coisa, o digital abriu uma nova frente de negócios, melhorou muito,
vamos correr atrás, aprender, colocar em prática tudo aquilo que acumulamos com
os anos de trabalho.

 

Blog do Crespo – Muitos dos leitores do Blog do Crespo
são estudantes de Publicidade ou recém formados na área da Propaganda. Em sua
opinião, o que deve ter um profissional de mídia para conseguir se adequar às
exigências do mercado no dia de hoje?

Adão Casares – Primeiro,
tem que gostar do que faz! Se escolheu, dedique-se de verdade, tem que estar
disposto para aprender toda hora. Ter interesse de verdade no que faz, não ler
só titulo do texto ou a orelha do livro, tem que conhecer, ir fundo. O mundo
hoje funciona sob a base dos intangíveis: conhecimento + redes de
relacionamento e compaixão. A
tecnologia revolucionou nossa paisagem. Antes da revolução da informática, do
digital, o mundo dos negócios mudava gradualmente e os modelos gerenciais
ficavam obsoletos mais lentamente ainda. A progressão dos valores se fazia
notar a cada uma ou duas décadas. O conhecimento adquirido no trabalho não
perdia a importância. Isso foi ontem e trate de esquecer o dia de hoje, porque
o amanhã está batendo a nossa porta. Se
não adicionarmos valor para o nosso empregador, somos perda de valor, vampiros
de valor. Valor agregado é o seguinte: em determinada área, o valor com você é
maior do que o valor sem você. Pense em conhecimento agregado. Isso o torna
mais atraente.

 

Blog do Crespo – Qual sua opinião sobre a Prova de
Certificação recentemente lançada pelo Grupo de Mídia de São Paulo e já também
ocorrendo em outros estados brasileiros. O mercado irá exigir essa Certificação
dos profissionais de mídia a partir de agora?

Adão Casares – Muito
correto, parabéns ao Grupo de Mídia, o qual eu tenho muito orgulho em
participar. A certificação é uma maneira de atestar às agências e anunciantes
que um determinado profissional é realmente conhecedor dos conceitos mais
relevantes de mídia, o dinheiro anda curto, tem que saber onde e como está
sendo investido. Pelo o que eu sei, a prova é dividida em duas partes, você
(Crespo) que fez pode falar melhor: Lógica e Interpretação de Dados com 15
questões e Mídia com 30 questões, sendo 15 sobre conceitos básicos e pesquisa
de mídia e 15 sobre planejamento e negociação. É importante o profissional de mídia
conhecer com profundidade estes fundamentos, isso é necessário para a gestão
das verbas de mídia.

 

Blog do Crespo – Com as transformações que nosso mercado
teve nos últimos anos, no que diz respeito às novas possibilidades de interagir
com o consumidor, ficou mais fácil ou mais complexo fazer mídia?

Adão Casares – O
mercado está cada vez mais complexo, especialmente na mídia, que hoje é a área
da agência que mais precisa de recursos e atualização constante, devido à
rapidez com que se multiplicam os canais (Infelizmente os patrões não dão a
importância necessária. O cliente não cobra como devia). Ao
mesmo tempo toda essa inteligência torna a vida do mídia mais interessante,
mais assertiva. Hoje temos que conquistar o share of heart mais que o share of mind.
Inspiração existe, mas ela precisa encontrar você trabalhando. Hoje
em dia, tudo é mídia. Veja essa brilhante iniciativa da estudante catarinense
Isadora Faber, criadora do “Diário de Classe”, que já conquistou cerca de 250
mil seguidores (eu, inclusive). Ela denunciou as más condições estruturais e os
problemas pedagógicos da instituição que estuda. Suas reivindicações deram
resultado, a escola passou por uma reforma, as coisas caminharam para um final
feliz. Animados com as vitórias da catarinense, vários estudantes resolveram
seguir seu exemplo. Isso
é mídia! Interfere na imagem da escola, será que para o ano que vem seu quadro
de matrículas vai aumentar ou diminuir? Não basta ter somente o posicionamento
no papel, no quadro, tem que estar em constante movimento para que a proposta
seja verdadeira 30 horas por dia/noite.

 

Blog do Crespo – O que é um bom trabalho de mídia? Conta
pra gente algum trabalho seu e de sua equipe que você tenha como um case de
sucesso para você, agência e cliente.

Adão CasaresMeus
melhores trabalhos são antigos como eu, com a tecnologia que temos caducaram, mas
vamos lá: Atendia
na Fischer & Justus (olha a idade) a conta da Vila Romana, conceito novo,
loja de fábrica, venda direta, uma bela ideia. Todas as quintas, sextas e sábados, ocupávamos as
capas dos cadernos de lazer dos jornais onde o cliente possuía loja. Naquela época,
o mídia ainda usava terno e gravata. Fui com a patroa comprar na loja da Vila Romana
Anhanguera. Chegamos por volta das 11h00, o local estava cheio. Começamos nossa
pesquisa: quais ternos, cor, combinar com camisa, etc. Depois de tanta escolha,
fechei em três ternos, pagamos e vamos sair deste tumulto, afinal era sábado. Durante
o caminho para o carro, vimos que o estacionamento estava ocupado por
automóveis de Jundiaí, Campinas, Sorocaba, Piracicaba, Mogi Mirim, muitos carros
de fora da capital. Não deu outra, o plano de mídia foi criado ali, no
estacionamento da Vila Romana! Na semana seguinte, reduzimos um dos três
anúncios semanais que fazíamos nos jornais na capital e apontamos para as
cidades acima e mais algumas. Sucesso, Sucesso. Podemos
fazer excelentes trabalhos a partir da nossa mesa, com nossos PCs, Macs, iPads,
mas o insight está lá fora, na rua, no show, no jornal, no trem, no
supermercado e por aí vai. O
segundo trabalho: quando trabalhava como veículo, com a pegada de mídia (está
no sangue). Comercializava a Radio Manchete SP FM, junto com Lélio Teixeira
(hoje no divertido programa Na Geral – Rádio Bandeirantes).  Tínhamos
na mão uma rádio que não saía do 10º lugar. Ranking razoável para época, acho
que trinta emissoras perfilavam no Ibope. Nas programações das agências sempre
entram as primeiras, as qualificadas, as com estilo x,y,z. Vida difícil, eu e Lélio
criávamos de tudo, mas vingava pouco. Para somar, o patrão que vivia no RJ, cobrava
muito bem, um profissional no assunto. Viramos
um pouco o jogo quando criamos o formato “carona”. O rádio tem uma vantagem ímpar, pensou de manhã a idéia,
na hora do almoço ela já está no ar.
Geralmente
íamos à agência, buscávamos a venda, às vezes dava certo, às vezes não, enfim,
fazíamos o nosso trabalho. Quando
a venda não acontecia e o material era bom, o importante era tê-lo no ar.
Coisa
boa traz coisa boa, ter intervalos com bons anunciantes valoriza muito, está aí
a Rede Globo que não nos deixa mentir. Solicitávamos
o material, vamos veicular de graça, sim, bonificado, qual mídia e cliente não
gosta disso? Qual era
a idéia: vou pegar um clássico como exemplo. A DM9 colocou uma peça maravilhosa
no ar, TV e Rádio: Guaraná Antarctica e Pipoca (“pipoca na panela…”), na
época uma das melhores que já escutei, dá vontade de comer pipoca com guaraná. Colocávamos
no ar, gravávamos o intervalo, junto com o material da emissora, apresentávamos
para as empresas, que por “alguma” coincidência teria o produto pipoca na sua
linha de produtos. O mote consistia em “grudar” um material no outro.
Embalávamos como uma idéia original, uma oportunidade desenvolvida
especialmente para aquele cliente e dava muito certo. Sendo anunciantes
menores, a produção era por nossa conta, estava no pacote. Batíamos a meta! Deu
muito certo, funcionava muito bem com o varejo de carros no final de semana. As montadoras
veiculavam suas campanhas (na época) as quintas, sextas, sábados, domingos.
Eram poucas na época. Na quinta ligávamos para as agências: vai ter varejo? Posso
participar? “Não dá, o dinheiro tá curto”. Então falávamos, “Manda aí, colocamos
sem custo”. Corríamos nas lojas de carro, nas concessionárias, montávamos o break,
colávamos um no outro. Bem rudimentar, mas dava para fazer algum dinheiro.
Inovação não é uma corrida para velocistas, mas para fundistas.

 

Blog do Crespo –  De uns anos para cá, alguns
departamentos de mídia têm adotado o discurso de “INTEGRAÇÃO”, colocando o
pessoal de on e off juntos no trabalho do dia a dia. Outras agências procuram
manter um departamento de mídia digital separado, argumentando que assim é necessário
pela importância dessa plataforma aos anunciantes. Em sua opinião, ON e OFF são
uma coisa só? Devem trabalhar juntos?

Adão Casares – Vale o
primeiro parágrafo da sua pergunta, não existe mais on ou off, é tudo uma coisa
só, tudo é propaganda. A estratégia, a venda tem mais chance de funcionar
quando está alinhada, integrada. Por
outro lado, vejo que não estamos sabendo cobrar corretamente este trabalho
digital que desenvolvemos (minha percepção), isso é algo que precisamos estar
atentos, criar um anúncio para revista tem todo seu valor, criar um site,
acompanhar, fazer métricas, atualizar, tem que ter um custo próprio. Talvez a
separação das áreas ajude neste ponto.

 

Blog do Crespo – Adão,
grande amigo: o Blog do Crespo agradece demais sua atenção e entrevista. Um
grande abraço de toda a equipe!

Adão Casares – Filipe, eu que agradeço a paciência, obrigado, muito obrigado pela
visita ao Laus Beer na sexta passada, um dos melhores bares de cerveja Premium.

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Vamos falar de produção

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A música Oração do grupo a banda mais bonita da cidade virou sucesso essa semana nas redes sociais.

Se você ainda não, vai aí o clip (ou seria clipe?) da música.

O que aqui pretendo discutir é a produção desse filme.

Na leitura de um leigo, que sou, creio que tenha sido baratíssimo e inusitado.

Gostei pacas do resultado.

Me fez lembrar do clip da música Sweetest Thing, da banda irlanddesa U2.

O que acharam do clipe Oração?

Boa Sexta-Feira a todos.

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