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Entrevista: Eco Moliterno

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Blog do Crespo – Como você avalia a criatividade publicitária brasileira dos dias atuais e quais seriam as principais diferenças do que produzimos hoje em relação ao que tínhamos dez ou vinte anos atrás?

Eco Moliterno – A criatividade publicitária brasileira, felizmente, continua sendo referência mundial. No entanto, com as mídias todas digitalizadas, as formas de se fazer publicidade hoje são infinitamente maiores do que há dez ou vinte anos – e nesse ponto, infelizmente, ainda estamos anos-luz atrás de países como EUA, Suécia e Japão.

 

Blog do Crespo – Como é trabalhar com um dos maiores nomes da publicidade, Nizan Guanaes e qual a participação dele no processo criativo das campanhas desenvolvidas para os clientes da Agência Africa?

Eco Moliterno – No final dos anos 90, quando eu ainda era um estudante de publicidade na ECA-USP, jamais imaginaria que um dia fosse duplar com aquele cara que estava ganhando todos os Leões em Cannes na época. E hoje, na Africa, já tive a honra – e a sorte – de fazer isso algumas vezes. O Nizan tem o poder de resumir raciocínios bastante complexos em frases muito simples e diretas, partindo sempre de princípios humanos essenciais para criar conceitos capazes de tocar qualquer um, de qualquer classe social. Com ele, aprendo todos os dias como transformar o óbvio em algo totalmente novo.

 

Blog do Crespo – Seria ele um de seus ídolos na publicidade?
Quais outros nomes você tem como referência na profissão?

Eco Moliterno – Por falar em
sorte, eu trabalhei – e ainda trabalho – com algumas das maiores referências do
mercado, tanto em direção de arte como em redação. Além de fazer jobs com o
Nizan, uma lenda viva da propaganda, minha sala hoje é vizinha à do Ricardo
Chester, um dos maiores redatores que o país já teve e pra quem eu tenho a
honra de pedir a opinião sobre alguns filmes antes deles irem pro ar. Quando eu
era VP de Criação da Wunderman, tive a chance de participar de muitos trabalhos
e apresentar algumas concorrências junto com o saudoso Tomás Lorente, na época
VP de criação da Y&R e considerado um dos maiores diretores de arte da
história da publicidade brasileira. Além de tudo isso, meu chefe hoje, o Sérgio
Gordilho, também é um ícone nacional em direção de arte, dono de um
refinamento artístico único e de umas das estéticas visuais mais apuradas do
mercado. Ou seja, em relação a referências criativas, eu não poderia estar
melhor 🙂

 

Blog do Crespo – Em sua opinião, o que torna uma pessoa criativa?
Ócio, lazer e repertório cultural ajudam de alguma forma?

Eco Moliterno – Eu não acredito
que uma pessoa se "torna" criativa. Pra mim, ela já nasce assim e
apenas vai desenvolvendo sua criatividade ao longo da vida. Para isso,
repertório cultural e lazer são, inegavelmente, dois ótimos combustíveis –
quanto ao ócio, desde que comecei a trabalhar com publicidade eu não sei mais o
que é isso, rs…

 

Blog do Crespo – Muitos dos leitores do Blog do Crespo são
estudantes de Publicidade ou jovens profissionais que ainda buscam uma primeira
oportunidade na profissão. Quais as dicas que você daria para um estudante que
busca uma vaga num departamento de criação de uma grande agência de publicidade?

Eco Moliterno – Por melhor que
ela seja, não leve na entrevista apenas a sua pasta. Mostre também pro diretor
de criação algo que ele jamais esperaria ver. Algo que não pode ser impresso.
Que não é on, nem off. Que nunca foi feito. Que ainda não tem nome. E que não
caberia em nenhuma pasta. Em outras palavras: se você quer ser visto, faça o
que ninguém nunca viu. Simples – e complexo – assim.

 

Blog do Crespo – Você criou campanhas de grande repercussão, que
se tornaram sucesso na web e que até hoje estão na boca do povo, como por exemplo,
a campanha com Joel Santana (Head&Shoulders – P&G), entre outras
tantas. Para isso acontecer é necessário que haja uma grande sintonia entre
agência e cliente. Até que ponto, os anunciantes estão dispostos a embarcarem
no ineditismo muitas vezes proposto pelos criativos das agências?

Eco Moliterno – No momento que
vivemos hoje na propaganda – onde os pré-testes e as pesquisas de opinião estão
reinando como nunca -, os clientes estão cada vez menos dispostos a arriscar as
verbas das mídias 'tradicionais' em ações ousadas e inovadoras. Na internet,
porém, ainda temos uma liberdade para criar bastante semelhante com a que os
criativos tinham nas décadas de 80 e 90 – e aí a parceria entre agência e
cliente é fundamental para viabilizar projetos diferenciados. E somente graças
à ótima relação que temos com a P&G, conseguimos colocar no ar projetos
como o 
Donti Révi Caspa, pra Head&Shoulders, A Volta do
Atchim & Espirro
, pra Vick, Vai Amarelar, pra Gillette, e Strip
da Gisele
, pra Oral-B – ideias que, se não tivessem sido criadas para a
internet e para um cliente tão parceiro, dificilmente teriam ido pro ar.

 

Blog do Crespo –  Muito
do que você criou para web acabou sendo posteriormente levado para a TV aberta,
de forma adaptada. Porém, anos atrás era nem imaginado que um dia algo criado
para internet pudesse, somente depois, ganhar espaço na TV. Quais as principais
diferenças de criar para web e para TV? É difícil ser um criativo digital num
mercado em que a TV aberta ainda possui mais de 60% dos investimentos em mídia?

Eco Moliterno – A maior
dificuldade para um criativo digital – mais do que o investimento em mídia – é,
sem dúvida, ser considerado apenas um criativo digital. Vivemos hoje um momento
de convergência das mídias onde qualquer profissional rotulado como
especialista em uma área só está fadado ao fracasso. Eu mesmo já me livrei faz
tempo desse fardo, e hoje crio conteúdos para as marcas – que nascem na web e
depois vão parar no cinema e na TV. Afinal, é muito mais fácil adaptar um filme
interativo para os meios tradicionais do que o caminho inverso.

 

Blog do Crespo –  Você
foi eleito o Profissional de Criação no Caboré 2013. Antes mesmo da premiação,
seu nome já era dado nos bastidores como o favorito ao prêmio por todo o
trabalho fenomenal desenvolvido ao longo do ano.  Seu discurso na
cerimônia de entrega foi bastante comentado e elogiado por inúmeros
profissionais do mercado. Falou da nova geração de profissionais e pediu palmas
para os outros dois indicados ao prêmio, algo infelizmente pouco comum nos
discursos dos vencedores. Você foi o primeiro profissional criativo digital
premiado no Caboré. Qual a importância desse prêmio para você e para o mercado
criativo digital?

Eco Moliterno – Acho que esse meu
prêmio no Caboré é a prova definitiva de que não existem mais barreiras na
criação. Fiquei muito honrado em ser o primeiro profissional digital a ganhar a
tão desejada coruja, ainda mais concorrendo com dois caras tão talentosos da
mesma geração de criativos da qual faço parte – e que abocanharam,
recentemente, vários leões de ouro e GP's em Cannes. Espero essa minha
conquista sirva de exemplo pra todos os novos criativos que sonham em um dia
ganhar esse reconhecimento e que, quando eles subirem no palco, também peçam
palmas para seus concorrentes. Afinal, a era da rivalidade entre criativos já
era.

 

Blog do Crespo –  Para fechar, a pergunta que todo criativo
certamente já respondeu uma vez na vida. Qual campanha publicitária que você
gostaria de ter criado, que você olha e diz: “Caramba,
que idéia animal! Queria que fosse minha.”
?

Eco Moliterno – Dumb ways to die. Além de ser  brilhante
em todos os sentidos (música, letra, arte, animação), tem algo que torna essa
peça ainda mais genial: o briefing, além de chato, era dificílimo de resolver.
Mas os australianos, brilhantemente, conseguiram transformar esse osso em um
saborosíssimo filé.

 

Blog do Crespo – O Blog do Crespo
agradece sua participação e atenção nessa entrevista que marca os 5 anos de
vida do nosso projeto. Parabenizamos por tudo o que tem feito e desejamos ainda
mais sucesso para os dias que virão. Um grande abraço de toda a equipe. 

Eco Moliterno – Eu que agradeço a
oportunidade. E parabéns pelos 5 anos! Abs!
 

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Entrevista: Amadeu Nogueira

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Blog do Crespo – Como você avalia o ensino da Mídia nas Universidades? Em sua opinião, a grade curricular da disciplina é de qualidade e está alinhada com a exigência do mercado atual?

Amadeu Nogueira – A grande dificuldade da prática de mídia é a ausência de pesquisa de mídia nos ambientes universitários. A prática mesmo profissionalmente é tão mais eficiente quanto for o embasamento de pesquisa seja ela de qualquer fonte confiável. É difícil praticar dentro das universidades sem os estudos regulares do mercado. Melhorou muito até porque o Marplan e Ibope tem colocado alguns estudos básicos em algumas das escolas mas o universo é bem maior de escolas e de alunos.

 

Blog do Crespo – Qual o interesse dos estudantes do curso de Publicidade pelos departamentos de mídia das agências?

Amadeu Nogueira Felizmente o quadro tem tido uma mudança. Antes, quase nenhum aluno tinha interesse pela área, todos praticamente queriam criação, agora entenderam que mídia é Planejamento, e mais do que isso, planejamento estratégico de contatos.

 

Blog do Crespo – Neste longo tempo na atividade de docente, você lecionou para alunos que se tornaram grandes nomes do cenário nacional e até mundial da propaganda. É possível identificar ainda na faculdade, essas “joias raras” que muito possivelmente irão se destacar na profissão? Qual o perfil desses “diferenciados”? Gostaria que falasse um pouco a respeito.

Amadeu Nogueira – Realmente dar aulas é uma experiência incrível. Parece que quem mais aprende é quem ensina. No ambiente da classe fica evidente o sucesso profissional quando o aluno "de fato" participa da aula. É aquele questionador, participante que se dará bem no mercado. Tirar nota alta não significa mais sucesso. Pode identificar o aluno que estuda mas a nota verdadeira é dada pelo mercado ou pela vida. Essa nota vai depender do interesse que nasce quando ainda aluno.

 

Blog do Crespo – A Prova de Certificação do Grupo de Mídia de São Paulo está no quarto ano e por ela já passaram centenas de profissionais. Porém da mesma forma, que muitos elogiaram a iniciativa, muitos outros profissionais reclamaram deste “atestado” de conhecimento para aqueles que já atuam no mercado. Você é a favor da Prova de Certificação de Mídia?

Amadeu Nogueira – Eu acredito que a certificação pode contribuir até mesmo para demonstrar quem não está preparado plenamente. Na certificação existe o contato com pessoas do mercado que fazem parte do Grupo de Mídia e que são profissionais altamente qualificados. Lembro-me que quando comecei a ter contato com o planejamento de televisão e o GRP era algo desconhecido ou novo no mercado, embora já tivesse feito o curso de comunicação, fui aprender num curso da APP feito pelo Otávio Florisbal que acontecia muito cedo uma vez por semana e que me demonstrou não só o que era o tal GRP mas como adaptá-lo a realidade do mercado brasileiro, algo que só poderia ser exemplificado por um profissional do nível do Otávio.

 

Blog do Crespo – Você sempre foi um defensor do rádio e até recentemente escreveu um livro a respeito. Embora o meio tenha se mantido estável no que diz respeito ao faturamento, o rádio não consegue aumentar o seu share de investimento ano após ano, em nosso país. Você acredita que a nova maneira de consumir mídia nas grandes cidades, e principalmente dos jovens, seja o principal motivo?

Amadeu Nogueira – Eu acredito mas não tenho a certeza é muito difícil concluir principalmente para o público jovem que ficou multimeios, multiatitudes e multiinovadores. Se o rádio também for inovador no formato de contato com o público jovem também existirá uma nova oportunidade do jovem participar. O rádio não é mais só o aparelho é um som que pode estar em inúmeras plataformas.

 

Blog do Crespo – Recentemente, proprietários das principais emissoras de rádio do país se reuniram para discutir a o meio e uma das conclusões a que chegaram foi de que há uma necessidade na revisão das pesquisas e processos que norteiam os trabalhos do meio. Entre os profissionais, é unânime a reclamação de que as atuais pesquisas de audiência, distorcem o real alcance dos veículos, por não considerarem o consumo do meio nas plataformas digitais. Você concorda que com a aferição da audiência digital, o mercado daria maior atenção ao meio e poderia então, voltar a atrair maiores investimentos para o rádio?

Amadeu Nogueira – O rádio tem o problema crônico de pesquisa. Não são feitas boas pesquisas porque poucos compram ou compram esporadicamente. Os institutos aprimoram tudo que tem demanda. Essa é a oportunidade de mercado. Se não se compra pesquisa também não se pode aprimorar. O rádio já teve boas pesquisas e regulares mas hoje em dia o que vemos são compras isoladas e, se for fora de SP então são pesquisas semestrais ou anuais. Uma coisa leva a outra.

 

Blog do Crespo – Em sua opinião, o próprio rádio precisa se auto-avaliar? Você acredita que falte ao meio se modernizar, buscar novas oportunidades para atrair antigos e até novos anunciantes? 

Amadeu Nogueira – Todo o meio de comunicação deve fazer sua auto avaliação se possível toda semana, para analisar, conferir e criar novas oportunidades. O rádio em novas plataformas pode atrair anunciantes da mesma forma que essas plataformas alcançam consumidores. É preciso estar dentro delas.

 

Blog do Crespo – Recentemente foi
lançado o livro "Jornalismo e Publicidade no Rádio – como fazer" escrito
por ti em parceria com a jornalista Roseann Kennedy. É possível
realmente quebrar o paradigma do distanciamento e fazer departamentos de
jornalismo e comercial trabalharem juntos dentro de uma rádio? Conte um
pouco sobre o que pretende o livro e a quem se destina.

Amadeu Nogueira – A idéia do livro
surgiu para resolver duas situações dos cursos de comunicação: Os alunos
de jornalismo não tinham contato com a estrutura comercial que envolvem
as emissoras de rádio e o inverso é válido, os alunos de cursos de
publicidade pouco conhecem do funcionamento do jornalismo dentro do
contexto editorial das emissoras. A Roseann teve experiência com seus alunos de jornalismo e ao juntar-nos
percebi o quanto seria importante para o pessoal de propaganda. Acho que o livro esclarece esse objetivo principal e demonstra o quanto o
jornalismo pode ser melhor aproveitado no sentido de ser o difusor de
boas notícias dos produtos, marcas e serviços. Com a experiência do livro e com o entendimento que tive na visão da 
Roseann, percebi o quanto o jornalismo pode ser aproveitado como formato
de contato até mesmo para o trabalho de difusão de assessoria de
imprensa, dentro das emissoras sem perder o brilho da notícia. Quanto ao paradigma dentro das emissoras hoje em dia diminuiu muito, e a
tendência é dessas áreas estarem próximas para assuntos específicos de
divulgação de editoriais que agradem ao ouvinte. 

 

Blog do Crespo – Em seu extenso currículo como profissional, gostaria de citar a inédita promoção JuntaBrasil, criada em 2003 em parceria com a agência  McCann Erickson (hoje W/McCann) para a Nestlé, em comemoração dos seus 80 anos no Brasil. Foi a primeira vez que emissoras e apresentadores concorrentes se uniram em prol de uma marca. Conte um pouco para nossos leitores sobre essa que é considerada por muitos, a maior promoção em TV que já ocorreu em nosso país.

Amadeu Nogueira – A promoção Junta Brasil  embora seja antiga com resultados de cartas colocadas no correio, pagas pelo consumidor para participar é um clássico da mídia porque juntos meios, veículos e pessoas em torno do próprio "slogan" da campanha que era juntar, juntar embalagens, juntar mídias, juntar apresentadores e artistas e colaborar com o programa fome zero porque quando o ganhador recebeu a sua casa, o mesmo valor foi doado para instituições sociais. Nesse sentido todos gostaram de participar e as emissoras de TV grandes canais aceitaram essa junção de comunicação na mídia. Nessa campanha havia um outro fato espetacular que era a entrada da Hebe por exemplo dentro do programa da Ana Maria Braga de manhã na Globo que, por sua vez entrava no programa da Hebe de noite no SBT. O lançamento foi feito juntando Faustão e GUGU em duas emissoras diferentes mas a junção aconteceu em tdos os sentidos. Para exemplificar, fora da tv,  em emissoras de rádio foi feita a mesma coisa. Nós utilizávamos o locutor de SP em emissora de SP falando por exemplo com locutores e emissoras do nordeste. Diariamente eles entravam simultaneamente no ar para falar e entrevistas ganhadores locais que faziam parte do programa que existia ao vivo.

 

Blog do Crespo – Prof. Amadeu, o Blog do Crespo agradece sua atenção em
responder detalhadamente cada uma das perguntas e deseja um excelente 2014. Um
abraço e mais uma vez, obrigado.

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Entrevista: Marcelo Passos

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Blog do Crespo – É notório que o profissional de
atendimento vem ganhando cada vez mais relevância no contexto da publicidade. O
Grupo de Atendimento surge a partir desta ideia?


Marcelo Passos – O GA surgiu do
paradoxo de que, ao olhar para as grandes lideranças do mercado de agências de
publicidade, seus presidentes e dirigentes, e as novas lideranças nas mesmas
agências, observa-se que sempre há um profissional neste comando que veio do
departamento de atendimento, o que demonstra a força da área. Em contrapartida,
essas mesmas lideranças, quando precisam contratar novos atendimentos para suas
equipes, encontram enorme dificuldade para identificar profissionais
devidamente preparados, treinados e prontos para comandar grupos de contas e,
por fim, ajudar a própria agência no negócio dela. O atendimento era a única área
da publicidade que não tinha uma entidade que a representasse, pois há o Clube
de Criação, para os criativos; o Grupo de Planejamento, para os planejadores; e
o Grupo de Mídia, para os profissionais de mídia.

 

Blog do Crespo – No lançamento do
Grupo de Atendimento muito foi dito sobre a importância de se ter foco na
formação e aprimoramento dos profissionais. Em sua opinião, o que falta ao
profissional de atendimento atual?

Marcelo Passos – O GA chega
empunhando a bandeira de promover a capacitação profissional, por meio de
cursos e treinamentos, a fim de preparar melhor aqueles que se posicionam como
líderes de negócios dentro de suas agências e também junto a seus clientes. São
gestores que entendem de maneira completa quais são as necessidades de comunicação
de seus parceiros anunciantes. Com isso, consegue encaminhá-las de forma que
todos ganham: suas próprias agências e as empresas para as quais elas atuam. E
fazer um anunciante feliz com os resultados de seus investimentos em marketing
é o principal combustível que move a indústria da comunicação. Para começar a
colaborar efetivamente para a formação profissional, por meio de cursos de
especialização e palestras de conteúdo relevante à atividade, o Grupo de
Atendimento lançará dois cursos, um em cada semestre deste ano, criados com a
meta de promover o aprimoramento da qualificação em negócios desses
profissionais. Cada curso terá duração de três meses. A primeira iniciativa do
Grupo de Atendimento será a realização de cursos com início previsto para abril.
Os programas de capacitação acontecerão nas dependências da FAAP.
Cada módulo do curso será apresentado em três horas, sendo cada hora com
um profissional diferente: um convidado de outra área, como o Major Miranda,
que foi responsável pela negociação durante o sequestro do apresentador Silvio
Santos, em 2001; um grande nome da área de atendimento, que colocará vínculos
práticos do dia a dia da profissão; e, por fim, uma aula prática, com
exercícios em grupo. Os temas das aulas serão negociação, administração de
crise, gestão de pessoas, liderança e técnicas de apresentação e venda.

 

Blog do Crespo – Em sua última
coluna na Revista Meio e Mensagem, a jornalista Regina Augusto fala da
dificuldade de se encontrar jovens talentos que queiram atuar no Atendimento,
uma vez que hoje, o leque de possibilidades é muito maior dentro do mercado.
Você concorda com essa afirmação? Qual sua opinião sobre o assunto?

Marcelo Passos – Há muita gente
querendo atuar na área de atendimento, mas há a necessidade de se estimular a
permanência dos profissionais nessa atividade, pois a dificuldade de evoluir na
profissão é maior, já que, até o momento, tudo o que o profissional de
atendimento aprendeu foi na prática de sua atividade profissional. O GA surge
para ser um polo de apoio à atividade de atendimento, um centro de
aprimoramento profissional aos que escolheram essa área de atuação nas
agências, um incentivador às ideias e ao conhecimento. Acho que, bem
estimuladas e apoiadas, quem entra para o atendimento não vai se sentir tão às
cegas, ou seja, poderá contar com o apoio ao seu desenvolvimento profissional
além daquele aprendizado em seu dia a dia de trabalho. A história do
atendimento está começando a mudar, para melhor, com o surgimento do GA.

 

Blog do Crespo – Existe uma
previsão de quando serão ministrados os primeiros cursos do Grupo de
Atendimento? Estudantes universitários de Publicidade e Propaganda, ainda em
formação, poderão se inscrever nesses cursos, como ocorre no Grupo de Mídia,
por exemplo?

Marcelo Passos – Os cursos são direcionados a todos os profissionais do mercado publicitário, inclusive
aqueles que ainda estão em formação. Para 2013, temos a previsão de duas
turmas, uma a cada semestre. Com duas aulas semanais, ministradas na Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP), os
cursos têm duração média de três meses cada.

 


Blog do Crespo – Como você enxerga
o ensino da disciplina “Atendimento Publicitário” dentro dos cursos de
graduação? O Grupo de Atendimento pretende atuar nesse sentido junto às
faculdades?

Marcelo Passos – Seria um grande
passo para as faculdades de publicidade. É importante que tanto estudantes, quanto
educadores, entendam a necessidade deste profissional. É preciso reformular uma
imagem equivocada que existe de que o profissional de atendimento publicitário
é uma espécie de “faz-tudo”. O Grupo de Atendimento irá atuar em parceria com as
faculdades para que haja melhorias na área.

 

Blog do Crespo – De que forma, os
interessados em fazer parte ou participar de eventos promovidos pelo Grupo de
Atendimento podem contatá-los?

Marcelo Passos – Primeiramente precisarão se associar ao Grupo de Atendimento. Os eventos, cursos e demais
atividades do GA terão como prioridades a participação de seus sócios. Depois,
se houver vagas para não sócios, nos as abriremos, mas com custos bem
diferentes (mais altos) do que aqueles praticados aos associados.

 

Blog do Crespo – O Blog do Crespo agradece demais a
entrevista concedida, desejando os parabéns pela conquista e principalmente
muito boa sorte ao Grupo de Atendimento, que em muito engrandece o nosso
mercado. Obrigado.

Marcelo Passos – O Grupo de Atendimento agradece pela
oportunidade de poder mostrar a que veio, poder contar com a força do Blog do
Crespo para difundir seus princípios de atuação, seu trabalho visando o
aprimoramento do profissional de atendimento e de toda a atividade
publicitária.

 

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Entrevista: Sérgio Valente

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Blog do Crespo – Pouca gente sabe, mas Sérgio Valente é formado em Engenharia Civil, não é isso? Conte um pouco aos leitores do Blog do Crespo como esse 'cara' foi parar no mundo da Propaganda.

Sérgio Valente – Rapaz, essa história é realmente longa, mas vou tentar resumir. Eu nasci na Bahia e minha família não tinha muita grana. Não tem drama nisso, a questão é que a vida era difícil e eu queria mudar essa situação. E na Bahia daquele tempo, para se ganhar dinheiro, ou você se tornava médico, advogado ou engenheiro. Eu não queria ser médico, nem advogado e aproveitando que meu tio tinha uma construtora, resolvi fazer Engenharia. Chguei a construir um prédio – que ainda está de pé – mas, a verdade é que eu gostava mais de vender apartamentos do que de construí-los. Nessa época, eu já ganhava um dinheiro compondo música e tocando na noite. Um certo dia, resolvi que Engenharia não era a minha e aí recomecei a vida para ser publicitário. Eu estava decidido. Trabalhei duro, fiz carreira na Bahia, vim para São Paulo, recomecerei de novo e aqui estou eu.

 

Blog do Crespo –  Desde 2005, você ocupa o cargo de Presidente de uma das agências mais premiadas e importantes do Brasil. A DM9 foi e é uma agência importante na formação de grandes nomes do atual cenário da Propaganda e desejada por jovens profissionais. Neste ano, a agência atingiu a incrível marca de 100 leões conquistados em Cannes. Em sua opinião, o que tem a DM9 de diferente das demais agências?

Sérgio Valente – Acho que o que faz a DM9 diferente das demais é um mix de coisas. O nosso DNA, nosso jeito, nossa cultura. A DM9 tem personalidade, tem um jeito próprio de trabalhar que traz um pouco de inconformismo, de paixão pela propaganda, de sangue nos olhos. Então, a cultura da DM9 é um diferencial. E o outro sem dúvida, são as pessoas que constroem a DM9 dia após dia. É uma turma que gosta de trabalhar em turma e o nosso "turma" não tem um significado de um grupo fechado, mas sim de trabalho em equipe de gente que gosta de formar gente e que sabe que nenhum gênio é melhor do que um grupo de pessoas.

 

Blog do Crespo – Palestras com profissionais de atuações diferentes, home office e até feijoada. Em sua gestão à frente da DM9, são inúmeras ações em prol da valorização e reconhecimento do profissional que atua na agência. Num mercado tão "pesado" como é o nosso, em que se trabalha arduamente, em finais de semana e muitas vezes até tarde da noite, qual a importância de programas desse tipo na vida dos funcionários e até mesmo da agência?

Sérgio Valente – Bem, eu não acho que o nosso mercado seja "pesado". Acho que é uma profissão escolhida por gente que gosta de trabalhar e que pensa o tempo todo de uma maneira diferente. Até porque não dá pra você ser criativo só das 9h às 18h. Quem trabalha com ideias, em que a oportunidade é o alimento para a criatividade, está ligado 24h por dia. Agora, isso não significa que você precisa trabalhar 24h por dia. Para conseguir aproveitar as oportunidades é preciso alimentar a alma, é preciso viver. É este alimento que procuro oferecer aos talentos da DM9. Vivo dizendo para as pessoas chegarem às 9h en ponto na DM9. Faço isso porque odeio ver gente trabalhando de noite, de madrugada e nos fins de semana. Quem não vai ao cinema, não se diverte, não dá risada, não vive, não consegue ser criativo.

 

Blog do Crespo – O Blog do Crespo possui um grande número de leitores que são estudantes de Publicidade e Propaganda ou ainda recém formados na área. Você é um profissional que possui um contato muito próximo com esse público, dando-lhes atenção, respondendo perguntas e até palestrando em Universidades. Porém, sabe-se de um "abismo" existente entre academia e mercado. Qual sua visão a respeito? O mercado não tem interesse em se aproximar das Universidades?

Sérgio Valente – Tem sim, e acho que a academia e o mercado estão cada vez mais próximos. Agora é preciso entender que a academia é a hora de construir uma base teórica, de estudar conceitos, de formar a base do profissional. E o mercado, é a hora de colocar a mão na massa, de trabalhar. Cada coisa tem seu tempo. São duas etapas importantes e necessárias. Agora, aqueles períodos de junção das duas etapas, quando a academia facilita o ingresso do estudante no mercado, e quando o mercado estimula o profissional a estudar, a se reciclar são também muito importantes. E isso acontece.

 

Blog do Crespo – A DM9 possui um programa de atendimento aos estudantes de Publicidade que queiram conhecer a agência? Como isso funciona?

Sérgio Valente – É o seguinte: sempre acreditamos que visitar a agência por visitar não leva a lugar nenhum. Então, estruturamos um programa de visita guiada. O estudante, e aí é preciso estar na faculdade para que haja realmente um aprendizado, manda um email para visitas@dm9ddb.com.br. Nosso pessoal entra em contato e agenda uma visita. Ao chegar na DM9, o grupo assiste uma apresentação que traz um pouco da nossa história, do nosso jeito de trabalhar, dos nossos trabalhos. Depois disso, os estudantes vão para o campo. Eles passam por toda a agência conhecendo cada departamento e aprendendo como é o fluxo de trabalho de uma área com a outra. Esse foi o jeito que encontramos, por exemplo, de aumentar a interface da nossa rotina com a academia. Por uma questão de aproveitamento de tempo e informações, as visitas acontecem 3 vezes por mês: nos dias 9, 19 e 29. Por isso, algumas vezes, há uma certa espera entre o primeiro contato e a visita. Mas, sempre atendemos todo mundo.

 

Blog do Crespo – Diploma na mão, um curso de inglês não concluído no exterior e sem experiência no mercado. Mais ou menos desta forma, milhares de novos profissionais recém formados chegam ao mercado todos os anos. Como esse jovem deve buscar a diferenciação e se enquadrar no perfil de profissional que busca uma grande agência de publicidade?

Sérgio Valente – Acho que é preciso mirar alto e começar pequeno. Cara, se você quer ser presidente da DM9, acredite, trabalhe, que um dia você será. O caminho é longo e desafiador, muita gente acaba desistindo ou mudando de rumo no meio do caminho e aí acho que o diferencial é a persistência de cada um.

 

Blog do Crespo – Em 25 anos de profissão são inúmeros trabalhos memoráveis de que fez parte, vários prêmios conquistados. Pergunto: o que falta mais ao Sérgio Valente dentro da Publicidade?

Sérgio Valente – Muita coisa. Se eu tivesse conquistado tudo que quero, eu estaria aposentado. E vou te falar que estou longe disso. Agora, o que falta ainda fazer, só conto depois que eu tiver feito…

 

Blog do Crespo –  Sérgio Valente está no Facebook e no Twitter. Participa de mais alguma outra rede social? Você é mesmo um aficionado por redes sociais? Aproveitando o tema, como você enxerga essas ferramentas como canais de contato de anunciantes com seus consumidores?

Sérgio Valente – Eu sou aficonado por tecnologia, por conhecimento, por comportamento. Curto muito estar nas redes. E se eu te falar que é só porque é importante para a minha profissão, eu estarei dizendo meia verdade. Eu gosto de me comunicar, de compartilhar, de estar perto das pessoas de quem gosto e que gostam de mim. A tecnologia permite isso. Acho o máximo usar o Skype para falar com minha filha, de trocar mensagens com estudantes pelo Facebook, de conhecer pessoas pelo Twitter. Fazendo tudo isso, também vou estudando as reações das pessoas, as utilidades das ferramentas e isso é matéria-prima para o meu trabalho. E isso me permite te responder sua outra pergunta: acho que quando as marcas conseguem usar as ferramentas dentro de suas características para se comunicar com a mensagem que faz sentido ao consumidor naquela plataforma, no momento do contato, a marca cria uma relação de confiança muito rica e uma experiência de marca que fará diferença para o consumidor.

 

Blog do Crespo – Sérgio, o Blog do Crespo agradece demais por ter concedido esta entrevista. Parabéns ao excelente trabalho que vem desenvolvendo à frente da DM9!

Sérgio Valente – Obrigado. O prazer foi meu. Ah, aproveita e anota: @sergio_valente.

 

 

Entrevista concedida ao Blog do Crespo no dia 13 de Novembro de 2012. Todos os direitos reservados ao Blog do Crespo.

 

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Entrevista: Victor Lymberopoulos

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Blog
do Crespo – Em menos de 1 (um) ano de vida, o Mídia Publicitária se
tornou um sucesso na internet e hoje, somente no Facebook, possui mais
de 137 mil likes, fazendo inveja à muita grande marca por aí. Como
surgiu a ideia de criar o Mídia Publicitária e a que se deve esse
sucesso tão rápido?

Victor Lymberopoulos –  O Mídia
Publicitária surgiu com a ideia de proporcionar aos estudantes, uma
forma diferente de aprender, se tornando uma extensão da própria
faculdade, pois muitos universitários sentem a necessidade de entender
mais sobre o que eles irão encontrar futuramente. As faculdades possuem
uma certa deficiência para apresentar o "mundo da publicidade". Esse foi
o maior objetivo para criá-lo. O sucesso rápido veio com a força de
vontade de querer fazer algo diferente e marcante, além de não ter medo
de arriscar. O ramo da comunicação é muito grande e felizmente o
conteúdo de qualidade é propagado de forma rápida. Esse foi o lema desde
o início: "Criar algo que se tornasse eterno e merecedor de resultados
positivos".

 

Blog do Crespo – Como funciona o Mídia
Publicitária na questão de conteúdo? Quantas pessoas escrevem e quais os
requisitos que essas pessoas devem ter para ser um redator do site. São
todos estudantes, é isso?

Victor Lymberopoulos – Nós
tentamos colocar sempre conteúdos originais e atualizados no blog, pois
notícias comuns nós vemos em muitos outros e queremos ser diferentes.
Atualmente nossa equipe é formada por 25 pessoas divididas em:
redatores, diagramadores, designers, revisores e administradores. Sim,
são todos estudantes, pois foi a forma que encontramos de falar mais "a
fundo" com o público-alvo.

 

Blog do Crespo – De forma
geral, infelizmente os estudantes de Publicidade e Propaganda são
esquecidos pelo mercado publicitário. Existe pouquíssima abertura para
esses estudantes que buscam uma primeira oportunidade de trabalho. O
Blog do Crespo inclusive, procura diminuir esse "abismo" existente entre
academia e mercado. Você acredita que o Mídia Publicitária seja uma
forma de unir esses profissionais ainda em formação, com muita vontade,
mas que ainda são "rejeitados" pelo mercado?

Victor Lymberopoulos –  Nós
tentamos atuar por várias linhas de frente no Mídia Publicitária.
Emprego somado à falta de experiência era uma barreira que não estávamos
conseguindo ultrapassar. Porém, algumas semanas atrás criamos uma
página chamada "Get Me Jobs" (link: http://www.facebook.com/GetMeAJobs),
onde colocamos diariamente vagas de emprego para todos. Enfim,
acreditamos que a falta de experiência não seja um problema muito grande
para as vagas de estágios, pois afinal de contas, o estudante estará lá
para aprender.

 

Blog do Crespo – Temos notado que
vocês procuram interação a todo momento com seus fãs. Qual a importância
de se estabelecer esse tipo de contato com seu público?

Victor Lymberopoulos –
Nós temos a ideologia que o público gosta de se comunicar com outras
pessoas e não como um robô. Por isso, tentamos deixar uma linguagem bem
dinâmica nas mensagens, utilizando "rostinhos"  e afins, tudo isso para
deixar o público ainda mais próximo de nós. Utilizamos ainda outras
ações, como promoções, enquetes, debates, além do chat que criamos para
tirar dúvidas.

 

Blog do Crespo – Quais as maiores angústias e dúvidas deste estudante que está em buca de "um lugar ao Sol"?

Victor Lymberopoulos –
Acredito que como todo estudante, ainda sinto o medo do que irá
acontecer futuramente em relação às metas, objetivos, "lugar ao Sol",
etc, pois minha vida muda todos os dias seja com uma nova palestra
agendada ou uma entrevista realizada. O medo aparece sempre que preciso
arriscar em alguma decisão, mas a aprendi a lidar com ele e se o medo
não existisse, eu não teria tanta determinação para alcançar meus
objetivos. Existe uma frase que gosto muito e gostaria qui de
compartilhar com vocês: "Faça sempre o que tiver medo de fazer" – Ralph
Emerson. E por fim, para sanar essas dúvidas e angústias, tento me
lembrar de que meus esforços serão recompensados e que tudo que eu fizer
de bom hoje, poderei colher amanhã. Isso me motiva e me faz querer
melhorar sempre.

 

Blog do Crespo – Como lidar com os pedidos de posts pagos que provavelmente surgem a todo momento, por conta do sucesso de vocês? Qual a política do Mídia Publicitária nesse sentido?

Victor Lymberopoulos – 
Post pago é uma coisa até que simples, pois normalmente os clientes
possuem uma ideia bem exata do que deseja. Quando isso não ocorre, nós
fazemos o papel de agência e ajudamos. Porém, nós só postamos aquilo que
realmente acreditamos, pois não adiantaria mentirmos em uma postagem.
Nosso público é mais valioso do que qualquer dinheiro. Além de serem o
combustível do Mídia Publicitária, claro!

 

Blog do
Crespo – Como o mercado de agências tem encarado o trabalho de vocês? Ao
Mídia Publicitária, interessa um maior envolvimento com o mercado ou a
ideia é mesmo ser um espaço voltado ao estudante e ponto final?

Victor Lymberopoulos – Nós
queremos ter um envolvimento maior com o mercado sim, tanto que estamos
patrocinando eventos enormes de comunicação, pois asism conseguiremos
juntar um portfólio grande para ações futuras que acontecerão com o
Mídia Publicitária. As agências são parceiras de noso site, pois nosso
objetivo é apresentar conteúdo relevante e nada melhor que mostrar as
ações de comunicação do nosso próprio país, certo? Nosso e-mail vive
lotado de recados de agências que criaram campanhas ou que nos dão
sugestões para o aperfeiçoamento do site.

 

Blog do
Crespo – Além do site, o Mídia Publicitária também está presente no
Twitter e no Facebook, certo? Vocês possuem seguidores de todo o Brasil e
até do exterior. Recentemente, lançaram a primeira edição da revista
digital. Como foi essa experiência e o que vem mais por aí?

Victor Lymberopoulos –
As redes sociais são ferramentas importantes para quem precisa propagar
notícias e acredito que estamos fazendo um bom trabalho nesse sentido,
mostrando que um blog pode ser mais que conteúdo. No começo de Setembro,
lançamos a Revista Mídia Publicitária que superou as nossas
expectativas de todas as formas, chegando em 9 mil views e mais de 4 mil
downloads, três vezes mais do que o planejado.

 

Blog do
Crespo – Nesta semana, você iniciou uma nova etapa em sua vida
profissional, com o lançamento da Agência Loovus. Conte um pouco para
nossos leitores, a proposta de sua agência, qual será o ramo de atuação
dela e como contatá-la caso algum leitor se interesse.

Victor Lymberopoulos – A
Agência Loovus surgiu com a ideia de ser uma agência diferente, que
preza a ligação entre agência/cliente/usuário. Temos nossos meios de
comunicação pessoais e personificamos a agência, proporcionando a
interação com pessoas que não irão utilizar nosso trabalho, mas que
podem nos indicar a qualquer amigo, familiar, chefe, etc. Com uma ação
da própria agência, criamos o "Diário de uma agência"
(http://diariodeumaagencia.tumblr.com/) que arrecadou 2 mil visitas e
900 likes (http://facebook.com/diariodeumaagencia) em menos de 36
horas.A idéia é mostrar o dia a dia de uma agência nova, com pouca
experiência em seu currículo, mas com uma vontade enorme de se tornar
umas das maiores do país.

 

Blog do Crespo – O Mídia
Publicitária e o Blog do Crespo anunciaram hoje uma parceria. Para o
grande número de leitores de ambos sites, o que você diria que teremos
com essa parceria? O que esses leitores podem esperar daqui por diante?

Victor Lymberopoulos –
Tanto o Mídia Publicitária quanto o Blog do Crespo possuem públicos bem
alternativos, dispostos a terem novas experiências para completarem sua
vontade de aprendizado. Com isso, acredito que ambos se completarão,
fornecendo conteúdo de primeira qualidade, além de grande interação que
ambos vem fazendo em suas respectivas páginas. As novidades nunca podem
parar e projetos deverão ser desenvolvidos em conjunto. Quem sabe alguma
coisa garnde pode vir? (clima de suspense)

 

Blog do Crespo – Como surgiu essa ideia de fazer uma parceria com o Blog do Crespo?

Victor Lymberopoulos –
Conheci o Filipe Crespo por uma entrevista que ele concedeu ao Mídia
Publicitária e hoje estamos nós aqui, fazendo uma parceria. A força de
vontade de ambos é clara e eu gosto de fazer parcerias com pessoas que
possuem o mesmo ânimo que eu. Encontrei o Filipe e fechamos a parceria
após ambos demonstrarem interesse, Incrível!

 

Blog
do Crespo – Com a parceria feita, convide então os leitores do Blog do
Crespo, que por ventura, ainda não conhecem o Mídia Publicitária, a
estarem com vocês, também!

Victor Lymberopoulos –
Primeiramente gostaria de agradecer ao Filipe Crespo pela oportunidade
concedida de proporcionar a mim e ao blog Mídia Publicitária, uma maior
abrangência. E gostaria de convidar a todos para fazer uma visitinha no
blog http://midiapublicitaria.com/ e na fanpage
http://facebook.com/MidiaPublicitaria. Temos um conteúdo bem
interessante e queremos que nossa ideia de ajudar os universitários
cresça ainda mais, proporcionando uma nova geração e ao mercado de
trabalho, melhores profissionais. Obrigado.

 

Blog do
Crespo – O Blog do Crespo, que reconhece e admira bastante o trabalho
de vocês, agradece a oportunidade da parceria e também o fato de ter nos
concedido esta entrevista. Um grande abraço e até a próxima.

 

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Entrevistas

Entrevista: Prof. Me. Adélio (Lelo) Brito

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Em continuidade aos posts sobre a 13. Semana de Publicidade da PUC-SP, o Blog do Crespo traz hoje para seus leitores, uma entrevista com o Professor Adélio (Lelo) Brito, um grande amigo que hoje, está a frente da AgênciaPUC, que é responsável pela organização do evento.

Além de professor na PUC-São Paulo, Lelo também leciona na FAAP e na UniSant´Anna. Possui ainda uma vasta experiência no mercado de anunciante, agência e veículo.

Desta vez, ele nos concede entrevista para falar um pouco da relação faculdade x mercado de trabalho, do seu dia a dia como professor e principalmente sobre a 13. Semana de Publicidade da PUC-SP, que acontece já apartir de Segunda-Feira, dia 10.

Não é porque ele é meu amigo, mas achei as respostas geniais e faz com que pensemos ainda mais sobre o futuro de nossa profissão.

Confiram:

 

Adélio (Lelo) Brito

Quem é ele?

Publicitário (Redator), Mestre em Comunicação e Semiótica pela PUCSP, MBA pela Universidade Anhembi Morumbi e graduado em Publicidade e Propaganda pela mesma instituição. Coordenador da Agência PUC Comunicação. Professor do curso de Publicidade e Propaganda da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo – PUCSP. Professor do curso de Relações Públicas da Fundação Armando Álvares Penteado – FAAP. Experiência nas áreas de Comunicação e Marketing, com ênfase em Publicidade e Propaganda, tendo atuado como Redator em Agências de Publicidade e, posteriormente, como responsável pelo Marketing de empresas como Ri Happy Brinquedos, Rede TV! e Portugal Telecom (Dedic).

 

Blog do Crespo – Como você avalia o ensino das disciplinas de nossa profissão dentro das Universidades? Se comparado às décadas anteriores, houve alguma mudança na forma como o assunto é abordado dentro da sala de aula?  

Prof. Me. Adélio Brito – Atualmente temos cursos muito bons no ensino de nossa profissão, outros nem tanto, porém é um erro acreditar que apenas as tradicionais têm qualidade. Por exemplo, a Facamp, uma Fundação da Unicamp, tem um curso de Publicidade pequeno, com poucos alunos, mas com uma matriz curricular sensacional, além de excelentes professores. A Coordenação do curso de Publicidade da Uninove tem uma preocupação acima da média com a qualidade, além de promover a pesquisa na área. Ao lado desses dois exemplos, temos as mais tradicionais, como PUC, ESPM, FAAP, Fecap, Mackenzie, Belas Artes, ECA-USP e Cásper Líbero. Para afirmarmos que o ensino da Publicidade tem qualidade, é preciso analisar as instituições que investem nesse ensino, seja em constantes atualizações nas matrizes curriculares, a fim de atender às necessidades do mercado, seja construindo um corpo docente qualificado (que não necessariamente significa títulos). Felizmente, instituições que não seguiam essas duas regras básicas estão se preocupando com isso, já que temos alguns exemplos de cursos que foram fechados ou descredenciados por essa falta de cuidado. Assim, o que eu vejo, pelo menos nas faculdades anteriormente citadas e uma ou duas outras, é que o ensino da Publicidade está entre o padrão para o mercado e um nível que excede tais expectativas. Mas, se comparado às décadas anteriores, algumas coisas não ficaram tão legais. O MEC, periodicamente, determina algumas alterações em relação às cargas horárias dos cursos. De uns anos para cá, a carga mínima do curso de Publicidade diminuiu razoavelmente, tirando o espaço de disciplinas importantes para a nossa formação, como Semiótica (a pura, não as variantes), Estética e Cultura de Massas etc. Os cursos que optaram por seguir o mínimo, pelo menos, tiraram essas e outras disciplinas de suas grades, sendo que os mais tradicionais as mantiveram, por entenderem que o mínimo não é o suficiente. Para piorar a situação, vivemos um momento em que o politicamente correto é superestimado, fazendo com que "se torne necessária" a inclusão nas matrizes de disciplinas como Empreendedorismo, Cidadania, Sustentabilidade etc. Não quero discutir aqui a relevância dessas disciplinas para a formação do cidadão, mas para o Publicitário não fazem falta alguma. Alguns assuntos de cidadania já eram discutidos em Ética e Legislação da Publicidade, mas o que vemos é uma disciplina que está mais preocupada em ensinar a diferença entre papelão e plástico na hora de reciclar. Pode não parecer, mas sou a favor dessas disciplinas na nossa formação, mas como complementares e não como fundamentais. Um outro problema que vejo nessa recente diminuição da carga é a consequente redução da carga da disciplina individualmente. Me lembro de ter tido na faculdade, por exemplo, dois anos de Pesquisa, dois de Redação Publicitária, um ano de Teoria da Comunicação, um de Semiótica e por aí vai. A gente mal tinha tempo de respirar na época, já que Comportamento do Consumidor era uma disciplina, e não um complemento à Pesquisa como vemos em alguns cursos. Por outro lado, temos outras novas disciplinas mais úteis, como Mídias Eletrônicas, Produção Eletrônica, Criação na Web etc. Essas disciplinas, sim, são importantes e relevantes para a formação do Publicitário. Posso afirmar que, atualmente, o ensino de Publicidade não está pior nem melhor, mas bem diferente mesmo. Para algumas coisas, melhor.  

 

Blog do Crespo – Você leciona em grandes universidades na cidade de São Paulo, que é o maior mercado de comunicação do país. Desta forma, pode-se dizer que você prepara e forma os profissionais que hoje chegam às agências de publicidade. Qual a verdadeira pretensão de um estudante do curso de Publicidade e Propaganda, nos dias de hoje? Ainda existe dentro da sala de aula, aquela ambição por trabalhar em grandes agências, busca incessante por prêmios e glamour ou você acredita que tenha havido alguma mudança nesse sentido? A Criação ainda é a preferência dos estudantes?  

Prof. Me. Adélio Brito – Uma coisa que não mudou da minha época de graduando é o fator "nome da faculdade". O mercado ainda favorece os egressos de instituições renomadas ou tradicionais. Outra coisa que não mudou também é o paradigma "É o aluno quem faz o curso". Não é difícil vermos profissionais bem sucedidos vindos de instituições que estão fora do que costumo chamar de "preferencialmente" (por causa daqueles anúncios que dizem "formados 'preferencialmente' pelas faculdades…"). A Anhembi Morumbi, que tem um ótimo curso de Publicidade, mas não figura entre os cursos "preferencialmente", formou o Gustavo Gaion e o Hugo Rodrigues (e eu, claro, hehehehehe!). Eu tive orientados em uma faculdade mais modesta que se deram muito bem também: Marcos Valeta, coordenador de projetos por muitos anos na Rapp Brasil; Jonatas Guedes, diretor de arte premiado por anos seguidos no Profissionais do Ano da Globo; Néia Almeida, que está tocando sua própria agência; entre outros. Independente da instituição em que se formou, o aluno quer é trabalhar em uma grande empresa, seja uma agência, veículo, fornecedor ou cliente. Quanto à área, por incrível que pareça, a coisa é bastante heterogênea e igualmente distribuída. Se fizermos um mapeamento dos meus alunos na PUC, por exemplo, as quantidades de alunos que querem trabalhar em Criação, Mídia, Planejamento, Atendimento, Produção, Depto. de Comunicação e Depto. de Marketing são relativamente iguais. A diferença entre uma e outra é tão pequena que não vale a pena considerar. Agora, quanto àquele desejo de ganhar prêmios, muita coisa mudou. Claro, ainda tem aluno que acha que assim que botar o pé no mercado, vai ganhar Clios, APPs, Cannes e muito dinheiro. É uma minoria. A maioria dos alunos é mais pé no chão, mais pragmática e tem ambições profissionais mais maduras e de longo prazo, como cargos de chefia, altos salários e oportunidades em outros países. Em relação ao eterno brilho da Criação, como disse anteriormente, muita coisa mudou. Ainda há a procura pela área, mas ela divide a atenção com os outros setores da Agência e com fornecedores e clientes. Uma coisa que não disse ainda é que, independente da área, o aluno vive sua escolha mais intensamente do que antes. Essa intensidade, de fato, víamos mais nos criativos, mas atualmente, o menino ou menina que escolhe ser Mídia, por exemplo, devora livros sobre o assunto, se filia mais cedo no Grupo de Mídia e defende calorosamente a importância da sua área, já na academia. E isso é uma coisa muito legal de se ver, pois tenho certeza que veremos essa nova geração, independente da área, resgatar aquele orgulho de ser Publicitário que víamos nos profissionais na década de 1970 e 1980. 

 

Blog do Crespo – No início deste ano, o Sindicato dos Publicitários do Estado de São Paulo publicou uma pesquisa de cargos e salários das principais agências do mercado paulista. Tal atitude foi prontamente repreendida pela SINAPRO e alguns publicitários chegaram a se manifestar contra a publicação, manifestando que se tratava de uma publicação de informações confidenciais das agências. O Sindicato rebateu as críticas, dizendo que tal publicação, entre outras coisas, serve para atender uma lacuna que existe nos estudantes de Publicidade e Propaganda quanto ao assunto. Qual sua opinião à respeito?  

Prof. Me. Adélio Brito – Uma das perguntas mais complicadas de se responder aos alunos é referente à faixa salarial da nossa profissão. Sabemos que ela pode variar de agência para agência, quanto ao tamanho de empresa, quanto à quantidade e tamanho dos clientes etc. Esse estudo, por um lado facilitou a resposta à pergunta recorrente das primeiras aulas no primeiro ano, mas deve ter causado uma saia justa interna nas agências ao expor o gap salarial existente entre os cargos. Pessoalmente, eu acho um assunto meio espinhoso, pois tive uma criação em que um dos dogmas é o de não falar de seu salário, muito menos perguntar quanto o outro ganha. "É falta de educação", dizem meus pais e meus avós. Por isso, até entendo o lado das agências ao criticarem o Sinapro. Infelizmente, não temos (nós brasileiros) maturidade suficiente para entender que a variação dos salários deve ser vista como um estímulo para buscarmos algo sempre melhor. O que o Sinapro fez foi botar mais lenha na fogueira da velha (e ultrapassada) luta entre classes. Pode apostar que vai ter um monte de gente reclamando que trabalha mais e recebe dez vezes menos que o seu superior imediato. Se estivéssemos numa sociedade em que a meritocracia não fosse tão criticada, essa tabela poderia inflamar a ambição de muita gente que já está no mercado. Talvez, esse seja o efeito no tipo de aluno que descrevi anteriormente, pois planeja sua carreira no médio e no longo prazo, além de entender um pouco melhor seu papel no sistema.  

 

Blog do Crespo – Muito se fala em um abismo profundo existente entre o mercado de trabalho e as universidades. Você concorda com essa afirmação e em caso positivo, de quem é a culpa desse distanciamento e à quem não interessa manter esse relacionamento mais estreito?  

Prof. Me. Adélio Brito – Ah! Existe um abismo, mesmo, entre o mercado e a "academia" (como dizem os decanos), mas, nem sempre foi assim. Houve um tempo em que os dois caminhavam de mãos dadas, quando da criação da ESPM. Depois, com o tempo, parece que as agências começaram a sentir um certo receio de se relacionar com as faculdades. Acho que isso é um pouco de culpa dos dois lados. A conversa recorrente do pessoal de mercado é a que os professores são demasiadamente teóricos, não observando os ditames do mercado. Por outro lado, os professores, ao detectar gaps ou inconsistências nas campanhas, criticam, apontando um desrespeito à teoria. Ou seja, professores querem mais teoria na prática da Publicidade, profissionais querem nenhuma, pois atrapalharia a prática, e assim segue a nação publicitária, sem acordo entre as partes. Ainda há uma terceira vertente, da qual nós dois fazemos parte, que é a dos professores que vêm do mercado, que ficam flutuando entre os dois lados e, infelizmente, apanhando dos dois lados. Se há alguém interessado em manter essa situação de distância, não sei. O que sei é que vejo pouca gente dos dois lados se mexendo para mudar isso. Uma tristeza, pois ambos têm a ganhar.  

 

Blog do Crespo – Você desenvolve um trabalho excelente dentro da PUC, através de uma agência laboratório, chamada AgênciaPUC, certo? Explique um pouco aos leitores do Blog do Crespo quais os trabalhos realizados pela AgênciaPUC e qual a importância de uma agência laboratório ou experimental para os alunos da Universidade?  

Prof. Me. Adélio Brito – Primeiramente, obrigado pelo 'excelente'! Eu sou o tipo do cara que quando recebe uma tarefa, faz direito, só isso. Na verdade, se o trabalho é excelente, a responsabilidade é também dos alunos que fazem parte da Agência PUC. Desde a sua criação, em 2005, excelentes alunos do Curso de Publicidade e Propaganda da PUC-SP passaram por ela. Quando assumi a Coordenação, em 2010, a equipe na época era muito boa e meu desafio era dar continuidade àquela tradição de força e qualidade da Agência. À medida que o tempo vai passando, e diversas seleções depois, você passa a identificar, cada vez com mais facilidade, os talentos e isso contribui para essa impressão que você tem da gente. Inicialmente, a agência experimental foi criada para, além de ser a primeira experiência de muitos alunos do curso, atender as necessidades de Comunicação da PUC-SP e seus departamentos. Diferente dos anos anteriores, a Agência, desde 2010, passou a atender clientes externos à instituição, trazendo novos e estimulantes desafios aos estudantes que lá estão. Vale salientar que não deixamos de atender aos nossos clientes internos, o que me levou a aumentar o quadro de colaboradores para 16 alunos, além de reformular a estrutura organizacional da Agência. Antes, eram dois departamentos, que se desdobravam informalmente em sub-áreas: Atendimento/Planejamento e Criação/Produção. Além disso, não havia uma distinção entre redação e direção de arte na Criação, o que fazia com que muitos alunos tivessem uma certa dificuldade em se posicionar dentro da Agência. Atualmente, a Agência PUC tem 3 grandes departamentos: Atendimento, Planejamento e Criação. Além da nova organização, cada um desses departamentos tem funções mais bem definidas. O Atendimento faz prospecções e atende aos clientes da Agência, acompanhando os jobs e fornecendo feedbacks executivos. O Planejamento passou a ter uma importância estratégica na Agência, pois, além de planejar cada um dos jobs, cuida do planejamento estratégico da Agência. A Criação tem 3 duplas, com funções definidas, e um revisor, sendo que todos cuidam da produção das peças.Tudo isso, sempre com a minha supervisão direta, assim como sempre foi com os meus antecessores docentes. Nesses dois anos em que estou na Agência PUC como Coordenador, desenvolvi um carinho especial por ela, pois vi muitos alunos chegarem lá crus, inseguros, mas com muita vontade de aprender, e saírem tarimbados, experientes e confiantes, todos para grandes agências e empresas. Isso, cara, é gratificante demais! Em um mercado cada vez mais exigente, em que se procura "estagiários com experiência", não consigo mais ver um curso de Publicidade, ou de qualquer outra habilitação da Comunicação, sem uma empresa experimental.  

 

Blog do Crespo – Na próxima semana, inicia a 13. Semana de Publicidade da PUC-SP, uma realização da AgênciaPUC com a apoio da Instituição. Explique um pouco para os nossos leitores o que se pode esperar desse evento e qual a importância de eventos como este voltado aos estudantes.  

Prof. Me. Adélio Brito – A Agência PUC organiza o evento desde a 10a. edição e, desde essa época, buscamos atender às expectativas dos alunos e profissionais que frequentam o evento. A partir da 11a. passamos a fazer uma pesquisa para identificar o que o pessoal gostaria de ver como próximo tema. Assim, atendendo ao resultado, o tema da 12a. foi "A Publicidade do outro lado do balcão", pois o pessoal queria escutar os clientes-anunciantes e os profissionais das agências que eram responsáveis por representar o cliente dentro das agências. Já a pesquisa seguinte nos levou ao tema "Inovação na Publicidade". O público está cansado da mesma conversa "Nós ganhamos Cannes, nós somos os melhores". Querem ver o que o mercado está fazendo de diferente, de inovador e fora do batido "viralzinho no Youtube". Assim, escolhemos a dedo profissionais do mercado que tem algo a dizer sobre o assunto. Os alunos dos cursos de Publicidade não se contentam mais só com cases bacanas e histórias mirabolantes de como eles pensaram naquela ideia matadora que rendeu um leão. Posso garantir que os leitores, e quem mais aparecer por lá, terão uma grata surpresa a cada palestra assistida, assim como nas oficinas que preparamos na parte da tarde.  

 

Blog do Crespo – Analisando a programação do evento divulgada nesta semana pelo Blog do Crespo, a 13. Semana de Publicidade trará excelentes profissionais do mercado como Julio Ribeiro, Marcello Magalhães e Eduardo Bicudo.  Como foi a receptividade desses profissionais aos convites que lhes foram feitos?  

Prof. Me. Adélio Brito – A princípio, o pessoal fica um pouco desconfiado, mas todos toparam de imediato. O Julio Ribeiro foi a melhor surpresa! Quem imaginaria que uma lenda da Publicidade toparia logo de início participar da Semana? Alguns nomes, além de bastante receptivos ao convite, se mostraram entusiasmados, outros (pasme) nos procuraram. O que eu posso dizer é que a Semana de Publicidade vem, a cada ano, tomando um vulto cada vez maior e ganhando mais importância, não só interna, mas geral. Para o ano que vem, só para você ter uma ideia, já temos alguns nomes que nos procuraram interessados. Isso mostra que a situação que descrevi na quarta questão pode mudar.  Tenho até medo de soar arrogante, pretensioso e megalomaníaco, mas quero muito que a Semana de Publicidade da PUC-SP se torne um evento referência para a área de Publicidade, ajudando a (re)aproximar o mercado da universidade. Na verdade, gostaria muito de ver esse tipo de iniciativa bombando nas outras faculdades. Aí, sim, a gente teria um cenário bem mais apropriado para essa (re)aproximação.  

 

Blog do Crespo – Quem tiver interessado em participar das palestras ou dos workshops da 13. Semana de Publicidade da PUC-SP, ainda dá tempo? Como a pessoa deve fazer?  

Prof. Me. Adélio Brito – Ainda há vagas, mas poucas. Limitamos 30 vagas para cada e logo que abrimos as inscrições batemos mais de 50 inscrições. Até a quinta-feira antes do feriado, tínhamos umas duas ou três vagas. Neste ano, como teste, programamos apenas duas oficinas. A julgar pelo sucesso das inscrições, com certeza repetiremos as oficinas, talvez todos os dias da 14a. Semana.

Blog do Crespo – O Blog do Crespo possui um número grande de leitores que residem em outras regiões do país, mas que acompanham tudo o que acontece no nosso mercado principalmente no eixo Rio-São Paulo. Como esse pessoal consegue fica sabendo de tudo o que rola na Semana?  

Prof. Me. Adélio Brito – Além da cobertura do Blog do Crespo, quem quiser saber o que está acontecendo na 13a. Semana de Publicidade, pode nos seguir no Twitter (@semanapp), no Facebook (/semanapp), no Instagram (agenciapuc) e no nosso blog (semanapp.wordpress.com).  

 

Blog do Crespo – Lelo, o Blog do Crespo agradece sua entrevista e deseja uma excelente Semana de Publicidade à você, aos seus orientados da AgênciaPUC e principalmente aos estudantes que poderão desfrutar de tão importante conteúdo. Parabéns pelo trabalho!  

Prof. Me. Adélio Brito – Eu é que agradeço, irmão! É sempre bom contar com amigos como você!

 

Entrevista exclusiva ao Blog do Crespo, em 06/09/2012. Todos os direitos reservados. Proibida a reprodução sem autorização.

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Entrevistas

Entrevista: Josué Brazil

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É bem verdade que o Blog do Crespo demorou um pouco mais do desejável para retomar a maratona de entrevistas, prometida quando este blog completou 2 anos.

Porém, o que posso adiantar, é que uma série de entrevistas já foram feitas, estão arquivadas e aos poucos, serão aqui postadas para vocês.

Hoje, trago para vocês, uma entrevista feita dias atrás com o publicitário, professor, radialista e blogueiro, Josué Brazil.

Profissional atuante no Vale do Paraíba, contou pro Blog do Crespo, sobre suas atividades na região e como vê o futuro da nossa publicidade. 

Depois, se desejarem, nos mandem emails ou comentem o post, com suas observações.

Confiram aí:

Josué Brazil

Quem é ele?

Publicitário e professor universitário de Propaganda, atualmente lecionando na Universidade de Taubaté. Foi proprietário de duas agências de propaganda (Trio Comunicação Mercadológica e Publicus Comunicação Publicitária) e teve passagens por veículo de comunicação e outras agências de propaganda. É apaixonado pela atividade publicitária e através do seu blog, o ValePublicitando (www.valepublicitando.com) divide um pouco desta paixão com seus alunos e colegas de profissão. Como radialista, apresenta os programas Bossa, Jazz&Cia e o Publicitando, ambos pela Rádio Unitau.

 

Blog do Crespo – O Blog do Crespo conhece o Josué Brazil, como professor e blogueiro, mas parece que antes disso, você foi proprietário de duas agências de publicidade. É isso mesmo? Conte um pouco dessa sua experiência aos nossos leitores.

Josué Brazil – É verdade, fui dono de duas agências. Uma de cada vez. A primeira abri quando ainda estava no terceiro ano de faculdade e, em função da absoluta falta de experiência e de vários planos econômicos, durou uns três ou quatro anos apenas. Aí dei um tempo e fui trabalhar com turismo. Quando soube que a Globo vinha para SJCampos chamei três amigos e abrimos a Publicus. Essa teve vida mais longa, cerca de treze anos. Fechei-a em 2011 para me dedicar somente à carreira acadêmica.

 

Blog do Crespo – É fato que o Vale do Paraíba é uma região sócio-econômica importantíssima para o país, por conta de seu potencial industrial e "estratégica" localização, que serve como rota entre os Estados de São Paulo e Rio de Janeiro. Mas tratando especificamente da indústria da comunicação: Qual o nível de desenvolvimento desse mercado de comunicação no Vale? Existe ainda receio das empresas quando se fala em Publicidade? Existem boas agências na Região? 

Josué Brazil – Ainda estamos num estágio de formação e consolidação de uma cultura de marketing e comunicação. O fato de várias empresas terem passado a regionalizar sua comunicação tem sido decisivo para a mudança (positiva) do mercado. É o caso das grandes construtoras/imobiliárias/incorporadoras. O mercado vive uma fase ótima de uns três anos para cá, com profissionalização das agências e fornecedores, novos anunciantes e crescimento econômico. Há boas agências no Vale do Paraíba, notadamente em SJCampos e Taubaté.

 

Blog do Crespo – Quais seriam hoje os anunciantes de destaque? As contas publicitárias desses anunciantes estão concentradas nas mãos de agências paulistanas, cariocas ou agências locais? Qual sua visão sobre isso?

Josué Brazil – Os setores que mais anunciam são a construção civil e o varejo de automóveis. Temos também algumas prefeituras e câmaras municipais que são importantes anunciantes. Depois, temos o restante do varejo e o setor de serviços que vem crescendo ano a ano. E a maioria é atendida por agências regionais. Normalmente, as indústrias nacionais que têm planta na região são atendidas por agências de São Paulo. O Rio de Janeiro nunca teve muita presença aqui. Mas mesmo neste segmento já há serviços de comunicação, principalmente internos, contratados junto a agências locais.

 

Blog do Crespo – O Blog do Crespo acompanha relativamente de perto, o trabalho e o envolvimento que tem com seus alunos na UNITAU, extrapolando a relação aluno x professor e sim, tornando-se parceiro deles durante o período de faculdade e principalmente, depois. Partindo dessa análise, conta um pouco pra gente, como é o trabalho que realiza na UNITAU.   

Josué Brazil – Isso tem muito a ver com paixão, emoção e envolvimento. Eu me formei na UNITAU. Tenho verdadeira adoração pelo trabalho lá. Mas também tenho muita ligação com o mercado regional de propaganda. Sou compelido por emoção e razão a batalhar para que ele cresça. Quanto aos alunos e ex-alunos acho que é um processo evolutivo como professor. Já fui do tipo durão e distante, mas percebi que era melhor se aproximar e entender de perto esse público. Adoro me aproximar da garotada. Comecei a blogar por causa deles. E todo o mais das redes sociais que veio depois também tem origem nessa vontade de ser próximo dos alunos. Eu vibro quando um deles vai para o mercado ou consegue se destacar em sua atividade. Sou meio pai babão hoje em dia. Mas ainda sei cobrar com força os trabalhos, exercícios e avaliações.

 

Blog do Crespo – Muito se fala sobre a distância que existe entre o que se aprende na faculdade e a realidade do mercado publicitário. Você entende dessa forma também? Como minimizar essa possível distância?

Josué Brazil – Acho que isso sempre existiu e sempre vai existir. E não é porque a faculdade não ensine direito. É porque trabalho é diferente de estudo. Só isso. Aqui tentamos ao máximo aproximar o mercado da academia, através de palestras, eventos, encontros e debates. Troxemos o capítulo regional da APP (APPVale) para dentro da faculdade. Eles estão sediados lá. Como temos muitos ex-alunos no mercado, sempre os trazemos para trocar ideias com os que estão começando. Temos tembém muitas ofertas de estágio. E mesclar professores com forte atuação no mercado com professores com ampla formação acadêmica me parece o melhor caminho para sanar esse problema. 

 

Blog do Crespo – Como professor e publicitário que é, quando um aluno lhe pede conselhos sobre seu futuro, você o orienta a atuar no mecado no qual está se formando, no caso, o Vale, ou ir para mercados como São Paulo e Rio de Janeiro, por exemplo?

Josué Brazil – Sempre digo que depende do que ele quer, do que ele sonha. Tem gente que quer muito fazer carreira em São Paulo, principalmente. Então eu digo: "Prepare-se muito. A briga é feia." Mas como a região é ótima para viver, a maioria quer ficar e ajudar o mercado a se desenvolver para poder pagar bem. Temos muitos ex-alunos que estão bem aqui, em São Paulo, no Rio e até no exterior.

 

Blog do Crespo – O mercado paulistano tem contratado muitos profissionais do interior e litoral do Estado. Existe algum motivo para isso, na sua opinião?

Josué Brazil – Acho que quem vem do interior vem disposto a mais. Não tem vergonha de fazer anúncio de varejo e malinha direta porque já fazia isso de onde veio e vai fazer melhor porque vai trabalhar com mais verba. Se conseguir emprego numa agência de promoção média vai achar legal. Não escolhe entre apenas as dez maiores do ranking. Tenho uma aluna que ainda está no quarto ano mas está numa agência de promoção em Sampa. Na primeira entrevista em que apresentou o portfólio, foi contratada. O cara do interior, acredito, é mais flexível. E entende melhor todos os públicos, já que no interior estamos todos mais próximos. Como há boas escolas no interior e a digitalização aproximou tudo profissionais do interior reduziram a diferença para os das capitais.

 

Blog do Crespo – Qual sua opinião sobre a Prova de Certificação, criada no ano passado pelo Grupo de Mídia de São Paulo?

Josué Brazil – Acho positiva. Embora seja meio cético a essas certificações e provas, tipo OAB, por exemplo. Mas acho que a ideia é criar uma melhoria no nível dos profissionais e isso é válido. Mas devemos ficar atentos. Não pode virar OAB!

 

Blog do Crespo – Para finalizar, gostaria de saber sobre o novo desafio: um programa de rádio chamado Publicitando. Conte um pouco pra gente sobre essa nova empreitada do Josué Brazil. Quem mora em São Paulo, por exemplo, consegue acompanhar o programa?

Josué Brazil – Já vinha com a ideia de levar de alguma maneira o conteúdo do blog para o rádio. Até demorei demais. Adoro rádio. Sonhava em ter uma emissora. Aí, quando a UNITAU colocou no ar sua emissora educativa e convidou professores de comunicação para desenvolver conteúdo eu pensei um pouco e me arrisquei: pus no ar o Bossa, Jazz&Cia, que está no ar há uns 05 ou 06 anos. Depois que peguei o jeito da coisa resolvi levar o Publicitando para o rádio. E está indo bem, apesar de ainda precisar de alguns ajustes. Quem mora em São Paulo pode acompanhar o programa pela internet. É só acessar http://site.unitau.br/scripts/radio/ O programa vai ao ar todo Sábado das 12 às 13 horas.

 

Blog do Crespo – Agradecemos muito por sua entrevista. Acompanhamos de perto seu trabalho, por blog, twitter ou facebook. Agora, pelo rádio! Temos ainda o ValePublicitando como blog parceiro do Blog do Crespo. Mais uma vez, obrigado. Abraços.

Josué Brazil – Eu é que agradeço a oportunidade e aproveito para agradecer também pela força que o Blog do Crespo sempre deu para as minhas iniciativas. Seguimos na parceria! Grande abraço! 

 

Entrevista exclusiva ao Blog do Crespo, em 08/11/2011. Todos os direitos reservados. Proibida a reprodução sem autorização.

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Entrevistas

Entrevista: Ângelo Franzão

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Ainda tratando das comemorações de 2 anos do Blog do Crespo, novas seções estão sendo criadas no blog e as já existentes, atualizadas.

Uma dessas novidades, é que a partir desse mês de Abril, o Blog do Crespo trará entrevistas com grandes nomes do mercado publicitário. São entrevistas exclusivas ao Blog do Crespo e que trarão questões que tem muito a ver com vocês.

Todas essas entrevistas ficarão disponíveis na área de post do blog e também na seção ENTREVISTAS criada recentemente no Blog do Crespo.

Nessa primeira edição, temos a honra de trazer a todos vocês, a entrevista que fizemos com Ângelo Franzão.

Vejam:

Angelo Franzão Neto 

 

Quem é ele?

Iniciou sua carreira, como pesquiseiro de mídia na Almap ainda na década de 70, passando posteriormente para a Norton. Transferiu-se para a Ogilvy, onde dois anos mais tarde, assumiu a gerência de todo o departamento. A partir de 1980, foi para a McCann, onde permaneceu por 30 anos e chegou a VP de Mídia e Chairman do McCann Worldgroup. Anunciou sua saída da empresa e assumiu a função de Vice Presidente da PointLogic no Brasil. Foi ainda sócio da Hullaboom, Presidente do Grupo de Mídia de São Paulo e é hoje, um dos profissioanis de mídia mais premiados do mercado. Recentemente, transferiu-se para a AACD, onde atua como Vice Presidente Voluntário e Superintendente de Captação de Recursos e Marketing da entidade.

 

Blog do Crespo – Qual sua opinião sobre a atuação do Brasil no cenário mundial da propaganda?
Ângelo Franzão –  ASSIM COMO COMPROVAM OS GRANDE FESTIVAIS DE PUBLICIDADE NO MUNDO TODO, O BRASIL, HÁ MUITO, POSICIONA-SE COMO PAÍS DE PRIMEIRO MUNDO NA ÁREA. INVARIAVELMENTE ESTÁ CLASSIFICADO ENTRE OS PAÍSES QUE ELEGEM A CRIATIVIDADE, A OUSADIA, COMO CONCEITO DE QUALIDADE. O QUE SINTO É QUE NO MOMENTO EM QUE A PROPAGANDA ESTÁ INCORPORANDO NOVOS E FUNDAMENTAIS INGREDIENTES NA SUA COMPOSIÇÃO, MUITOS AVALIADOS NA CATEGORIA TITANIUN EM CANNES, AÍ SIM, O MERCADO BRASILEIRO ESTÁ EM DESVANTAGEM. AINDA NÃO TIVEMOS NENHUM DESTAQUE NA ÁREA O QUE ACABA NOS AFASTANDO DO “BLOCO” DA FRENTE. MAS ENTENDO TAMBÉM QUE TEMOS
MUITAS RAZÕES PARA JUSTIFICAR O DESEMPENHO NÃO MUITO FAVORÁVEL NA CATEGORIA QUE CONTEMPLA A INTEGRAÇÃO DOS CANAIS E DAS IDEIAS INUSITADAS. TENHO CERTEZA QUE LOGO MAIS NOS DESTACAREMOS TAMBÉM NESTA CATEGORIA.  


Blog do Crespo – O Brasil tem o departamento de mídia inserido dentro das agências, diferentemente do que ocorre nos EUA e na Europa, que trabalham com os bureaus . Qual formato é melhor?
Ângelo Franzão – SEM DÚVIDA ALGUMA O NOSSO FORMATO É O MELHOR. PRIMEIRO PORQUE FORÇA A INTEGRAÇÃO DA MÍDIA COM TODAS AS ÁREAS DA COMUNICAÇÃO, NOTADAMENTE A CRIAÇÃO. SEGUNDO PORQUE A INFORMAÇÃO DA MÍDIA (PENETRAÇÃO, PERFIL, IDENTIDADE COM O CONSUMIDOR, REANTABILIDADE, ENTRE OUTRAS) É Q QUE INDICA OS CAMINHOS NÃO APENAS PARA O DESENVOLVIMENTO DA PLATAFORMA CRIATIVA, MAS ATÉ A BASE DO PRÓPRIO PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO. AS EMPRESAS DE MÍDIA LÁ FORA SENTEM, E MUITO, A AUSÊNCIA DA SINERGIA QUE DESFRUTAMOS AQUI NO BRASIL. ESTE SENTIMENTO É TÃO GRANDE POR LÁ A PONTO DE ALGUMAS EMPRESAS DE MÍDIA JÁ TEREM EM SEUS QUADROS, PROFISSIONAIS DE CRIAÇÃO E ATÉ PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO. CONCLUSÃO – É O RETORNO AO NOSSO FORMATO, SÓ QUE AGORA PELO ÂNGULO DA MÍDIA!!!
 

Blog do Crespo – Qual é o melhor caminho hoje, pra quem sai de uma faculdade e quer trabalhar nesse negócio de Mídia. Agência, veículo ou cliente?
Ãngelo Franzão – ESTA É UMA EXCELENTE PERGUNTA. OLHA, SINCERAMENTE EU ACHO QUE QUEM SAI HOJE DAS UNIVERSIDADES DEVE AVALIAR MUITO AS OPORTUNIDADES, ESPECIALMENTE VINDAS DAS ÁREAS DE VEÍCULOS DE COMUNICAÇÃO E CLIENTES. PERCEBMOS QUE ESSAS DUAS ÁREAS OFERECEM TANTAS OPORTUNIDADES COMO AS AGÊNCIAS DE PROPAGANDA. OS VEÍCULOS, ESPECIALMENTE PARA ALIMENTAR O DIÁLOGO TANTO COM AS AGÊNCIAS COMO COM OS CLIENTES, PRECISAM FORTALECER PROFISSIONALMENTE SEUS QUADROS, E O PROFISSIONAL DE MÍDIA PODERÁ AGREGAR UM VALOR INESGOTÁVEL A OPERAÇÃO. JÁ O CLIENTE, ALÉM DE VIVER A MESMA SITUAÇÃO, TEM COMO FOCO OUTRAS PREOCUPAÇÕES QUE NEM SEMPRE SÃO VALORIZADOS NO PROCESSO. O ROI – RETORNO DO INVESTIMENTO EM QUALQUER FASE DO PROCESSO (MÍDIA, CRIAÇÃO, PROMOÇÃO, ETC.) JÁ É DEFAUT EM QUALQUER ANUNCIANTE, EM QUALQUER CATEGORIA. E ESSAS ATIVIDADES ESTÃO LÁ NO DNA DO PROFISSIONAL DE MÍDIA. PORTANTO, ACHO QUE O PROFISSIONAL INICIANTE NA ÁREA DE MÍDIA DEVE TER A MENTE BEM ABERTA PARA DETECTAR OPORTUNIDADES.  AS AGÊNCIAS, INFELIZMENTE, ESTREITAM DIA A DIA SUAS PORTAS,NÃO APENAS NAS OPORTUNIDADES, MAS TAMBÉM NO PRÓPRIO DESENVOLVIMENTO. POTANTO, QUEM AGREGAR AS POSSIBILIDADES VINDAS DO CLIENTE E DO VEÍCULO DE COMUNICAÇÃO NO LEQUE DE OPÇÕES, PERCEBERÁ, COM CERTEZA QUE A SUA SITUAÇÃO FICARÁ MUITO MAIS INTERESSANTE;
 

Blog do Crespo – O que é mais importante para ser um profissional de mídia? A técnica, a experiência ou a força de vontade?
Ângelo Franzão – RISOS….TUDO ISSO MEU CARO AMIGO FILIPE, E MUITO MAIS. A TÉCNICA É FUNDAMENTAL, AFINAL NADA SE REALIZA SEM A COMPROVAÇÃO DO ACERTO, SEM A GARANTIA DA RENTABILIDADE, SEM A CERTEZA DA PERTINÊNCIA,ETC. A EXPERIÊNCIA É INDISPENSÁVEL PORQUE QUALQUER ERRO HOJE É IMPERDOÁVEL. E MÍDIA É BOLA DE CRISTAL, NÉ? PROGRAMA-SE VEÍCULO BASEADO EM AUDIÊNCIA, CIRCULAÇÃO, ACESSO E SEMPRE COM MUITOA ANTECEDÊNCIA.  E APENAS NO MOMENTO DA VEICULAÇÃO É QUE O PLANEJAMENTO SE CONCRETIZA. NESSE MOMENTO, OS NÚMEROS PREVISTOS NO PLANEJAMENTO DEVEM SER ATINGIDOS OU SUPERADOS E ISTO SÓ É POSSÍVEL COM A EXPERIÊNCIA, O DOMÍNIO E A SEGURANÇA QUE QUALQUER SURPRESA PODERÁ SER EVITADA. E A FORÇA DE VONTADE, DEDICAÇÃO, EMPENHO, ENTRE OUTROS PREDICADOS É O QUE DÁ VIDA E GARANTE O DESTAQUE DO PROFISSIONAL. EU AINDA CITARIA MAIS ALGUNS INGREDIENTES PARA QUE O PROFISSIONAL DE MÍDIA SEJA DESTACADO NO PROCESSO: INGLÊS, HABILIDADE COM INFORMÁTICA/TECNOLOGIA, BOA INFORMAÇÃO, EXERCITAR A CRIATIVIDADE (TODOS NÓS SOMOS CRIATIVOS – BASTA EXERCITÁ-LO), ETC.
 

Blog do Crespo– Estudantes de faculdades não renomadas, obviamente encontram dificuldades maiores em processos de seleção dentro das agências. De que forma, esses estudantes podem buscar uma diferenciação na tentativa de compensarem essa questão?
Ângelo Franzão – O PREPARO. SEM DÚVIDA, UMA UNIVERSIDADE RENOMADA PODE APRESENTAR MELHOR O CANDIDATO, MAS SOMENTE ISSO. O DIA A DIA IRÁ MOSTRAR QUEM ELE  É DE FATO. PORTANTO ACHO QUE ISSO NÃO FUNCIONA MUITO. BASTA O CANDIDATO ESTAR BEM PREPARADO, ATENDENDO OS REQUISITOS BÁSICOS DESCRITOS NA PERGUNTA ANTERIOR, POR EXEMPLO, E TENHO CERTEZA QUE ELE TERÁ AS MESMAS OU MAIORES OPORTUNIDADES DOS DEMAIS. POR ISSO QUE SOU RADICALMENTE CONTRA ESSAS COTAS QUE EXISTEM POR AI. BASTA TER VOCAÇÃO (FUNDAMENTAL), DETERMINAÇÃO (INDISPENSÁVEL), DISPOSIÇÃO (DESEJÁVEL) QUE COM O DOMÍNIO DA TÉCNICA, DO CONHECIMENTO E, COM O TEMPO, DA EXPERIÊNCIA, TUDO SE RESOLVERÁ ADEQUADAMENTE.  


Blog do Crespo – Você já passou por diversas agências, foi Presidente do Grupo de Mídia, foi empresário e agora vai trabalhar na AACD. Explique como será esse seu novo trabalho.
Ângelo Franzão – FILIPE, A AACD É UM PROJETO DE VIDA. QUANDO RESOLVI A SER VOLUNTÁRIO, HÁ 12 ANOS ATRÁS, TENTEI ME ENTREGAR DE CORPO E ALMA À ENTIDADE. COM O TEMPO PERCEBI QUE APENAS CONSEGUIA ENTREGAR A ALMA, JÁ QUE O CORPO TINHA QUE ESTAR EM OUTRAS ÁREAS PARA A GARANTIA DO LEITE DE LÁ DE CASA..RISOS. ISSO ME FRUSTRAVA MUITO PORQUE A CAUSA DA AACD, ENTRE OUTRAS, É EXTREMAMENTE NOBRE.  ATUAR NO TERCEIRO SETOR É MUITO GRATIFICANTE. ESTÁ EM PLENO DESENVOLVIMENTO E PROFISSIONALIZAÇÃO E NO CASO DA AACD, TRABALHAR PARA AS CRIANÇAS ESPECIAIS E COM OS PARCEIROS, OS COLABORADORES, OS DIRETORES, OS CONSELHEIROS E OS FUNCIONÁRIOS É AINDA MAIS GRATIFICANTE. ISSO ME FEZ CRIAR UM PROJETO DE VIDA – TRABALHAR FULL TIME PARA A ASSOCIAÇÃO UM DIA. E AGORA CHEGOU O MOMENTO, PARA A MINHA FELICIDADE. REALIZAR ESSE PROJETO SERÁ UMA GRANDE FELICIDADE MESMO. ESTOU NA AACD À FRENTE DA ÁREA DE CAPTAÇÃO DE RECURSOS E MARKETING E ESTOU TENTANDO EMPREGAR TODOS OS PREDICADOS QUE DESCREVI ANTES (PARA QUEM QUER SER UM BOM PROFISSIONAL DE MÍDIA). AGORA ESTOU DE CORPO E ALMA LITERALMENTE E MAIS, COM A DETERMINAÇÃO, COM A VONTADE, COM A DISPOSIÇÃO DE ENTREGAR O MEU MELHOR – NÃO IMPORTA DE QUE ÁREA PARA QUE A AACD SEJA AINDA MAIS ÚTIL A SOCIEDADE. A DISPOSIÇÃO DE MUITOS QUE JÁ ATUAM COM A AACD, CADA UM NO SEU FORMATO, É EXTREMAMENTE CONTAGIANTE E QUERO HUMILDEMENTE ME UNIR À TODOS PARA ENGRANDECERMOS AINDA MAIS ESSE CENTRO QUE HOJE JÁ É SINÔNIMO DE EXCELÊNCIA NO PAÍS E ATÉ NA AMÉRICA LATINA. NOSSO PRESIDENTE – EDUARDO CARNEIRO, NOSSO CEO – JOÃO OTAVIANO MACHADO, PRESIDENTE DO CONSELHO – HORACIO PIVA REPRESENTAM, CADA UM NA SUA ÁREA, EXEMPLOS DE REALIZAÇÃO, DE PROFISSIONALISMO, DE CAPACITAÇÃO ENTRE OUTROS. E TRABALHAR COM ESSAS EMBALAGEM GRATIFICAM MUITO. ESTOU MUITO FELIZ MESMO.    
 

Blog do Crespo – Você tem um ídolo na Propaganda? Quem seria?
Ângelo Franzão – TENHO MUITOS. SERIA ATÉ INJUSTIÇA CITAR NOMES PORQUE INEVITAVELMENTE ESQUECERIA DE MUITOS QUE, EM ALGUM MOMENTO, FORAM DETERMINANTES PARA A MINHA FORMAÇÃO, TANTO PROFISSIONAL COMO PESSOAL. MAS PARA NÃO FICAR SEM RESPOSTAS, VOU LEMBRAR AQUI OS MEUS CHEFES AO LONGO DE MINHA CARREIRA. TODOS AO SEU ESTILO ME ENSINARAM MUITO (MUITOS ATÉ SEM PERCEBER..RS). O OTTO DE BARROS VIDAL FOI O PRIMEIRO, NA ALMAP. FOI ELE QUE ME INDICOU O CAMINHO DA ÉTICA PROFISSIONAL, DA NECESSIDADE DO DOMÍNIO DA TÉCNICA, DA DISCIPLINA, DA JUSTIÇA NA NOSSA ATIVIDADE DE MIDIA. O HÉLIO ABUD, QUE JÁ NÃO ESTÁ ENTRE NÓS, ME ENSINOU A ARTE DA NEGOCIAÇÃO DE MÍDIA. O EDSON BENETTI (O EDSON – PROFISSIONAL DE AGÊNCIA, DIRETOR DE MÍDIA, NÃO O EDSON “AUDITOR”) TAMBÉM FOI UMA GRANDE E BOA REFERÊNCIA NA MINHA VIDA PROFISSIONAL. DEPOIS O CALÉ – CARLOS ALBERTO PARENTE, MEU DIRETOR NA NORTON. O CALÉ FOI E É MUITO IMPORTANTE PRA MIM. PARA SE TER UMA IDEIA, SEMPRE QUE ALGUMA PEDRA ENTRA SEM QUERER NO MEU SAPATO, CORRO LÁ PRA ME ACONSELHAR COM ELE. O ALTINO JOÃO DE BARROS TAMBÉM FOI UMA GRANDE REFERÊNCIA PROFISSIONAL PRA MIM. CLARO QUE EXISTEM  MUITOS OUTROS. MEU CONVÍVIO NO GRUPO DE MIDIA, NÃO APENAS NAS DUAS GESTÕES COMO PRESIDENTE, MAS EM TODA A MINHA ATIVIDADE, ME COLOCOU EM CONTATO COM GRANDES PROFISSIONAIS E MUITAS REFERÊNCIAS NOBRES: DANIEL BARBARÁ, PAULO CHUEIRI, JOSÉ FRANCISCO, WALDEMAR LISF….(SEMPRE TIVE DIFICULDADES EM ESCREVER O SOBRENOME DELE), JOSÉ ALVES, ENFIM, COM CERTEZA DIVERSOS OUTROS. ISSO SEM ENTRAR NO BLOCO DOS PARCEIROS DE DIRETORIA DO GRUPO DE MIDIA.


Blog do Crespo – Qual a campanha que você mais se orgulha de ter feito parte?
Ângelo Franzão – FILIPE, FORAM DIVERSAS, MAS QUE MAIS ME MARCARAM FORAM AS GRANDES PROMOÇÕES DA NESTLÉ (SHOW DO MILHÃO, E AS DEMAIS); OS LANÇAMENTOS DA GENERAL MOTOS: MONZA (ANTIGO NÉ?), CELTA; OUTRA ANTIGA: LOUCO POR LEE – VOZ INCONFUNDÍVEL DO GRANDE LUIS ORQUESTRA; DIVERSAS CAMPANHAS DE COCA COLA; LANÇAMENTO DO SANTANDER (COM JOGADORES BRASILEIROS DO REAL MADRI); ENFIM, FORAM DIVERSAS. O QUE ME GARANTIA SATISFAÇÃO PLENA ERA, JUNTAMENTE COM A CRIAÇÃO, CRIAMOS PROJETOS, INDEPENDENTEMENTE DOS VALORES. E NESSA LINHA TENHO MUITOS EXEMPLOS JÁ QUE MINHA ATUAÇÃO SEMPRE PRIVILEGIOU O CONTATO MUITO PRÓXIMO, TANTO COM A CRIAÇÃO COMO COM O PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO. OUTRA ATIVIDADES QUE ME ORGULHAVAM FORAM OS GRANDES PATROCÍNIOS, OS GRANDES PROJETOS DE MIDIA, ALGUNS VENCEDORES DOS CONCURSOS DE CRIATIVIDADE, OS DOIS LEÕES DE OUTRO EM CANNES, OS 5 SHORTLISTS, ETC…  


Blog do Crespo – Muitos estudantes enviam perguntas ao Blog do Crespo, com dúvidas referentes à importância que o mercado dará ao Certificado dos Profissionais de Mídia, lançada recentemente pelo Grupo de Mídia de São Paulo. Como você vê essa questão?
Ângelo Franzão – A CERTIFICAÇÃO É FUNDAMENTAL E SERÁ DEFAUT DENTRO DE POUCO TEMPO. A CERTIFICAÇÃO VEIO PARA SELECIONAR OS MÍDIAS DOS NÃO MÍDIAS. A GENTE QUE TEM A OPORTUNIDADE DE VIAJAR POR AI AFORA, SABE QUE MUITOS SE APRESENTAM COMO PROFISSIONAIS DE MÍDIA, MAS NO FUNDO SÃO MEROS ASSISTENTES, EX-SECRETÁRIAS (NADA CONTRA AS SECRETÁRIAS) E ATÉ DONOS DE AGÊNCIAS QUE FAZEM DA NOSSA ATIVIDADE UMA SALADA DE FRUTAS (PODRES). A CERTIFICAÇÃO, ALÉM DE QUALIFICAR AINDA MAIS OS PROFISSIONAIS DE MIDIA, IRÁ GARANTIR O MAIOR CONCEITO, A MAIOR VALORIZAÇÃO – INCLUSIVE SALARIAL, E O “QUEM É QUEM” DEFINITIVO NA NOSSA ATIVIDADE. ACHO QUE TODOS QUE ATUAM NA ÁREA DEVEM SE PREOCUPAR E SE PREPARAR PARA A CERTIFICAÇÃO PORQUE NO FUTURO QUEM NÃO ESTIVER CERTIFICADO NÃO TERÁ VEZ. 
 

Blog do Crespo – Se desejar, deixe uma mensagem por conta dos 2 anos do Blog do Crespo.
Ângelo Franzão – O BLOG  DO CRESPO É UM DOS EXEMPLOS DE CRIATIVIDADE, DE OUSADIA, DE DETERMINAÇÃO, DE VOCAÇÃO, ENFIM, EXEMPLOS TODOS NOBRES. NÃO É POR ACASO QUE O FILIPE CRESPO, QUE EU TANTO ACOMPANHO E ADMIRO, É HOJE UM DOS GRANDES TALENTOS E REAL PROMESSA DA MÍDIA E DA COMUNICAÇÃO. FICO MUITO FELIZ EM PARTICIPAR DAS SUAS MANIFESTAÇÕES PORQUE PERCEBO O CARINHO E O DESEJO DELE EM ENTREGAR O MELHOR PARA TODOS NÓS. EU MESMO ME INFORMO NO SEU BLOG E POSSO GARANTIR QUE HOJE, O QUE ELE DISPONIBILIZA LÁ, É UMA GRANDE REFERÊNCIA PARA TODOS OS PROFISSIONAIS DE MÍDIA. PARABÉNS NÃO APENAS PELOS DOIS ANOS, MAS PELO “TODO DIA”. UM ABRAÇO PARA TODOS E EM ESPECIAL AO FILIPE CRESPO. ANGELO FRANZÃO

 

Entrevista exclusiva ao Blog do Crespo, em 07/04/2011. Todos os direitos reservados. Proibida a reprodução sem autorização.

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