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Apple: o Rubinho Barrichello dos smartphones

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Neste ano de 2017, houve muitas reviravoltas no mercado de smartphones. A Apple, com seus queridos e cobiçados smartphones, completou a décima geração, iniciada por Steve Jobs. Apesar disso, quem começou com um pé na frente no mercado Ocidental este ano foi sua principal concorrente, que lançou antes do iPhone X – edição comemorativa da décima geração – o Samsung Galaxy S8 e S8 Plus.

Em março, a empresa internacional sul-coreana apresentou ao mundo seu novo aparelho com o conceito da tela infinita que chegou para ficar. O aparelho sensação do momento ganhou visibilidade a ponto de manifestarem que a Apple, ao lançar o iPhone X neste mês de setembro, copiou o novo modelo da Samsung, assim como todo ano fazem.

Apesar disso, a Apple procurou não ficar para trás e trabalhou para trazer novidades aos consumidores como a inovação de realidade virtual, modo retrato na câmera frontal e configurações de iluminação de estúdio. Por um lado, a Apple inovou em alguns aspectos ao seu novo lançamento. Por outro, ela deixou a desejar, limitou-se a manter duas cores dos aparelhos e também deixou de inovar no design, algo que a destacou nos primórdios da era dos smartphones.

Esses atrasos fazem com que o valor da Apple não se torne tão bons por não atrair tanto os consumidores que ainda não são fiéis à marca. Permitindo que outras empresas tomem o espaço que poderia pertencer à maçã. Consequentemente, a empresa fica restrita aos mais fiéis. Isso é só um dos atrasos da Apple, lembrando que isso já se repetiu quando a Apple lançou a tampa traseira de vidro, a opção multi janelas e a resistência À água e poeira.

Novamente tenho a sensação de que a Apple é o Rubinho Barrichello dos smartphones. Enquanto a Apple está lançando a tela infinita, que em teoria é uma inovação, muitos outros fabricantes já lançaram em questão de meses ou em questão de ano.

Me pergunto quando a Apple irá lançar a tela curva que desde 2015 já se encontra na sua principal concorrente!?

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Como ter independência (ou morte)

Independência ou morte – Opinão – Creativos BR – Multiprofissional – Empreendedorismo – Comunicador

O conceito de independência, em grego… Os senhores estão anotando? De acordo com o “grande oráculo” da atualidade, Google, as principais definições são:

  1. Estado, condição, caráter do que ou de quem goza de autonomia, de liberdade com relação a alguém ou algo.
  2. Caráter daquilo ou daquele que não se deixa influenciar, que é imparcial; imparcialidade.

Autonomia, liberdade e imparcialidade podem ser a própria independência ou o caminho para chegar até ela. Se você “dormiu no ponto” pode ser que a granada esteja na sua mão, e se deixar essa granada cair, o senhor vai explodir o turno de comunicadores inteiro. Caso o senhor seja do tipo “mimimi”, pede pra sair e nem continue a leitura.

Vou retomar o raciocínio. O “conceito” em questão é sobre independência profissional e se trata basicamente de empreendedorismo na carreira. Creio que não esteja falando grego, empreender é bem diferente de abrir empresa ou startup. É muito possível e viável ter uma atitude empreendedora no local onde está agora, seja ele qual for.

Bom, mas a pergunta que não quer calar é: como ter independência (e não morrer)?

É preciso ter autonomia. Governe-se, seja dono da sua ideia. Vista a camisa preta dos seus objetivos profissionais, você merece. Se posicione, faça mais pela sua profissão do que pelo seu emprego ou empresa. Acredite em você, defenda seus ideais mesmo que isto lhe custe o emprego ou o cliente, você é maior que isso.  Se for o caso, “peça as contas”, demita o cliente. O sistema (capitalista) é foda, mas não se venda.

Seja livre. Faça o que tiver que fazer, mas não seja inconsequente. Arrisque, permita-se errar, mas faça o possível para que isso não aconteça. E se acontecer, tenha humildade, reconheça e cresça. Goze do seu direito de ir e vir. Troque de emprego, mude de casa, abra outra empresa. Se jogue.

Seja imparcial. Jamais confunda feeling profissional com gosto pessoal. Não se abale com uma porta fechada, uma ideia reprovada ou com um NÃO em caixa-alta. A cada derrota, nasça de novo. Se cair dez vezes, levante onze.

Faça mais. Reclame menos. Se disponibilize a fazer mais do que sua obrigação, permita o aprendizado. Sem vitimismo… Acumule funções. Pratique a empatia, seja líder sendo funcionário. Seja funcional mesmo sendo o “dono da p*%#@ toda”. Seja diferente quando for conveniente e clichê quando necessário. Seja a disrupção que você quer ver.

Fique atento às mudanças, escute o mercado. Deve significar alguma coisa ter tantas vagas exigindo o tal perfil “multiprofissional”. Lembre-se, se a granada cair, o senhor vai explodir os seus colegas de profissão, o senhor vai explodir os clientes, o senhor vai me explodir. Estamos todos confiando no senhor.

P.S: Dos reclamões, vulgo “mimimis”, não vai subir ninguém. Nunca serão.

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Os 4 erros comuns no atendimento das Mídias Sociais

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Em tempo de Mídias Sociais, conteúdo é rei! E as empresas estão começando a entender isso, buscando mais técnicas para melhorar o que têm a oferecer e trazer coisas diferentes para o seu cliente.  Mas o foco no conteúdo é tão certeiro que acabam esquecendo do que é essencial: o atendimento. É ele quem dá todo sentido a você estar nas mídias sociais, afinal, ela é social, o que sugere que você tenha uma relação para com o seu público, não apenas utilizar esses meios apenas como um álbum de fotografia, onde você posta e deixa lá para os outros verem.

Um bom atendimento sempre foi um ponto forte na hora da decisão de compra no mundo off-line, e se tornou uma chave para o atendimento digital, que propõe que você faça isso com mais facilidade e agilidade, melhorando a experiência do seu cliente com sua marca.

Alguns erros são mais comuns do que se imagina quando se trata de atendimento nas mídias sociais, então fique de olho nos 4 erros mais comuns:

  • Não responder feedbacks negativos: é de extrema importância também responder as críticas, afinal, elas não estão lá por acaso; e uma boa resposta pode acabar mudando a opinião desse cliente que teve uma experiência ruim com sua empresa.
  • Perder oportunidade de responder com atenção feedbacks positivos: se alguém está falando bem da sua empresa, agradecer é o mínimo. Lembre-se que ela dedicou um tempo para fazer isso, então é importante conservar esse cliente.
  • Oferecer respostas automatizadas: aquelas velhas respostas-padrão, que facilitam o atendimento, mas não respondem o cliente totalmente e muitas vezes não resolvem o problema dele.
  • Não treinar a equipe de atendimento adequadamente: e por último e não menos importante, sua equipe precisa estar treinada para responder adequadamente. Se você tem uma sede fixa e faz divulgação on-line, é bom que ambas tenham a mesma linguagem; não adianta o cliente ser tratado bem nas mídias sociais e pessoalmente ter um péssimo atendimento.

Percebeu como alguns detalhes são importantes? Então não deixe eles passarem em branco, fique mais atento ao atendimento e tenha bons resultados nas suas Mídias Sociais.

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O Fator Uau e o Marketing 3.0

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É comum, em um mundo cada vez mais exigente, que surjam novas formas de surpreender o cliente. Essa mais “nova” forma é o Fator Uau, baseado na experiência que o consumidor tem com sua marca ou serviço. O Fator Uau muito tem a ver com o já conhecido Marketing 3.0, que tem o objetivo de fazer com que os consumidores se tornem fãs da sua marca.

Grande exemplo do Fator Uau é a Disney, que é referência mundial na oferta de experiências únicas e praticamente perfeitas. Na Disney, o Fator Uau é praticado num conceito 360°, abrangendo clientes internos e externos. Os colaboradores da Disney são treinados e motivados para a perfeição e felicidade certa dos consumidores. “A Disney não tem clientes, tem convidados” é uma das frases que definem a essência do mais famoso parque do mundo.

Maior case mundial do Fator Uau, a Disney proporciona a sensação de magia e fantasia como ninguém. Seu elenco, como é chamado o grupo de funcionários, está pronto para qualquer esforço que faça os “convidados” serem surpreendidos o tempo todo. Para que os clientes não percam seus carros no estacionamento, por exemplo, a Disney coloca os carros em ordem de chegada em vagas demarcadas para específicos horários, então, quando um convidado não sabe aonde estacionou, um membro do elenco consegue achar o carro dado a hora que o convidado chegou ao parque.

Outros exemplos de Fator Uau nós podemos ver nas redes sociais, onde marcas como Ponto Frio personificam perfis das redes para conversar de maneira mais humanizada com seu público. O perfil da Prefeitura de Curitiba, aliás, é um grande exemplo na internet de como usar o humor e a criatividade para se aproximar dos seus curtidores.

O Fator Uau se funde ao Marketing 3.0, que tem seu maior exemplo a Apple, que faz com que seus consumidores se tornem apaixonados por sua marca e façam parte de um “clube”. Softwares exclusivos, entradas de carregadores e fones entre outros acessórios só podem ser utilizados para quem é Apple.

Ambos os “fatores”, se assim podemos chamar, têm o consumidor como foco. A humanização é um fator em comum entre o Fator Uau e o Marketing 3.0 e chega para mostrar que as marcas têm sentimentos, têm vida. É a empatia cada vez mais presente nas marcas, fazendo com que os consumidores saiam ganhando e, claro, dando lucro às empresas.

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Comunicação na medida

Comunicação na Medida – Opinião – Creativos BR

Estamos numa era completamente plural. Temos muitas funções, muitos objetivos e muitas fontes. São tantas facilidades para acessar conteúdo de qualidade, que corremos o risco de nos perder em meio a tanta informação. Temos muitas referências, gurus e “influencers”. São tantas certezas recheadas de dúvidas. Temos muitas opções, muitos canais para comunicar, muitos pontos de contato para estabelecer proximidade. Temos muitas ideias.

O consumidor tem poder. A verdade é que sempre teve e a diferença é que agora ele sabe disso e tem voz ativa. A Diretora de serviços, customer success e vendas da Scup, Juliana Vital, também afirma que estamos na era do empoderamento do consumidor. Para ela, o consumidor agora é multicanal e para as marcas conseguirem estabelecer boas relações com esse novo perfil comportamental precisam de uma comunicação constante e positiva, independentemente do canal.

São diversas inovações tecnológicas, muitas delas capazes até de gerar mudança em hábitos. Diante desse cenário com informações acessíveis e concorrência acirrada, as marcas que visam ter destaque precisam estar atentas ao que os clientes mais do que pedem, gritam: querem um bom atendimento, uma boa experiência.

Para se ter uma ideia da negligência corporativa quanto às preferências dos consumidores, uma pesquisa recente realizada pelo Centro de Inteligência Padrão (CIP) levantou como as empresas disponibilizam seus canais de relacionamento e os níveis de satisfação dos clientes relacionados a cada um deles. O telefone tem a prioridade com taxa de 100% de adesão das empresas e conta com 79,2% de satisfação. Parece satisfatório, mas não é. Levando em conta que o chat é um canal que as empresas dão menor valor (60,1%) e dentre os atendimentos nessa plataforma (e nas redes sociais) mais de 90% são satisfatórios para seus clientes.

Os números dessa pesquisa tendem a dizer que as marcas não estão adaptadas às novas necessidades de comunicação dos consumidores. Por mais que apontem para um canal ou outro específico, o fato é que os consumidores são cada vez mais plurais, mais multicanais e precisam ser bem atendidos por todos os canais. E viva a pluralidade.

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Trabalhar com o que ama

creativosbr-blogdocrespo- trabalhar com o que ama – opinião

Romantizar o trabalho pode parecer até meio piegas, mas brilho nos olhos de quem ama o que faz é uma coisa rara, é motivador e inspirador.

Descobri isso após pedir demissão pela segunda vez e passar por todo corredor de questionamentos que as pessoas te fazem: “Por que você fez isso? Perdeu o juízo? Emprego está difícil!”, e você continua a caminhar como se nada tivesse acontecido.

É complicado, mas se hoje o dinheiro não tivesse valor, mesmo assim você iria trabalhar fazendo o que faz hoje? Ou jogaria tudo para cima e viraria cantor ou se revelaria um poeta? Quem sabe tocaria em frente aquela sua vontade de abrir uma empresa?!

Na maioria das vezes condicionamos nossas vidas profissionais por caminhos que não nos trazem tanta satisfação, simples para seguir uma condição exigente da sociedade, e isso acontece geração em geração. Tente entrar agora em uma turma de terceiro ano do ensino médio, que está prestes a fazer vestibular, e pergunte o que eles querem fazer. Será que todos vão fazer o que querem? Ou o que os pais acham a escolha mais viável? E você, fez o que quis fazer?

A partir do momento que fazemos escolha que não nos identificamos, que aceitamos atitudes que não queremos aceitar e situações que não queremos passar, simplesmente para cumprir uma tabela, nosso eu profissional vai morrendo um pouquinho, e começa com reclamações diárias, desânimo e falta de confiança no seu trabalho e empresa.

Fazer o que gosta nem sempre é fácil, longe disso, mas te dá mais coragem, deixa mais feliz com simples resultados, porque você está crente da escolha que fez. Você trabalha motivado a buscar coisas para resolver problemas e não pensa neles como uma barreira.

Fazer o que ama é libertador, é você acordar feliz por estar indo fazer o que faz, é o brilho no olhar na hora de falar sobre trabalho, é o nó na garganta depois de ouvir um elogio, é uma vontade que surge de dentro para vencer as circunstâncias.

Eu escolhi fazer o que gosto, e os resultados têm sido bons, mas não fáceis, porque nada é fácil. Mas você, agora está fazendo o que ama?

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TRATE BEM OS STAKEHOLDERS

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Há duas semanas eu fiz uma encomenda via contato WhatsApp e durante todo o processo de compra até a entrega fui atendido de uma maneira muito atenciosa e cortês pela fundadora dessa linha de produtos. Tive diversos problemas que atrasaram, e muito, a entrega da minha compra fazendo com que recebesse o produto somente após duas semanas.

Por mais que se trate de um pequeno negócio, a empreendedora agiu como muitas empresas médias e de grande porte deveriam, mas não agem. Depois de tantas adversidades, fui contemplado com a minha compra e como brinde, recebi alguns outros produtos de sua linha.

Ainda recordo do que foi dito pela empreendedora, “Se fosse outro cliente já estaria gritando comigo” e, realmente, quantos estariam gritando aos prantos e cuspindo críticas por suas frustrações? Em vez disso, pensei que tratá-la de uma maneira humanizada com toda educação e paciência seria um estímulo maior para que os meus problemas fossem resolvidos por ela. Dito e feito!

Durante todo o tempo a dona da marca procurou resolver o meu problema e acredito que a minha tolerância e compreensão serviram de estímulo para que meus problemas fossem resolvidos ainda mais rápido e de quebra, com um ótimo exemplo de como gerenciar crise no final da história. Então, não trate bem somente o seu cliente, mas também o seu fornecedor, seu funcionário, etc. Este tipo de comportamento só vai te agregar.

Somos seres humanos e frustrações e situações de fúria são totalmente normais, por isso que aqueles que mantêm a calma e serenidade se sobressaem perante aos demais.

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O LinkedIn como seu aliado

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Há alguns anos o LinkedIn deu o ar da graça na internet com a promessa de estreitar o relacionamento entre candidatos à vagas e empregadores. A ferramenta cumpriu e continua cumprindo o seu papel com eficiência, embora nem todos saibam aproveitar a rede social da maneira correta. A assinatura do Premium, que dá direito a contatar 5 pessoas via mensagem privada e ficar em destaque na visibilidade da procura de headhunters, custa aproximadamente R$ 50 por mês e tem seus benefícios, desde que você os aproveite, claro.

Eu, particularmente, já fui assinante do Premium por alguns meses e desfrutei bem dos benefícios. Como plataforma de vagas eu acredito que a ferramenta tenha suas deficiências, até porque, na maioria dos casos, as vagas são direcionadas para sites terceiros, muitas vezes pagos, o que dificulta a inscrição na vaga. Todavia, sempre usei o LinkedIn como um complemento na busca de empregos. Por exemplo: eu encontrava uma vaga na empresa X em anúncio no Facebook, procurava o responsável da área ou do RH no LinkedIn e entrava em contato com ele falando a respeito da vaga. Dessa forma, eu usava um dos meus créditos, e ficava mais visível na hora de participar do processo seletivo. Se você receber uma resposta do responsável, o crédito é devolvido a você.

Vale lembrar que o LinkedIn é uma ferramenta profissional, não cabendo às pessoas usar a rede social para fazer amizades e postar conteúdo inútil. Tudo o que você faz ali pode ser visto por inúmeras pessoas que atuam na sua área de interesse. Logo, evite colocar como imagem de perfil uma foto na balada, com uma bebida na mão, sem camisa, de óculos escuros entre outros acessórios inapropriados. Lembre-se que a ferramenta tem cunho totalmente profissional e você pode estar sendo visto por alguém que trabalha naquela empresa que você sempre sonhou.

O LinkedIn, novamente frisando, é uma excelente ferramenta para colocar você próximo aos empregadores. Diariamente, inúmeras pessoas são contratadas pelo LinkedIn, e ter um perfil completo e bem elaborado o coloca um passo a frente dos outros. Se você ainda não tem um perfil, já passou da hora de fazê-lo. Se ainda não assinou o Premium, vale experimentar (eles oferecem um plano free de um mês), desde que você utilize a ferramenta da maneira correta.

Boa sorte na busca por uma nova oportunidade.

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Não foque em resultados

Não foque em resultados – Opinião – Creativos Br – Blog do Crespo

É isso mesmo, não foque em resultados. Tê-los como objetivo principal pode ser cruel com você mesmo que está por trás dessa missão. Se a “perfeição” é a meta, não atingi-la será frustrante. Além de que, a busca frenética por resultados poderá ser desumana, considerando o nível da entrega pessoal necessária para tal realização, extrapolando horários que qualquer profissional trabalharia com satisfação.

Defendi por muito tempo (e trabalhei nesse molde) o foco em resultados, sem considerar a “hipótese” de que somos humanos e, como todo bom humano, passíveis ao erro. Não é necessário ser bom o bastante ao ponto de não se permitir errar. Erros acontecem, nas melhores e piores famílias, com os melhores e piores profissionais, e se o foco é o resultado isso será uma fatalidade, sendo que a pior acusação é a sua própria de achar que não é bom o suficiente por ter pecado logo naquele errinho “simples”, logo você que se dedicou tanto.

Talvez isso seja uma transição.  Complemento a frase do título: não foque em resultados, foque ativamente em crescimento. Os erros e acertos são fatos que acontecem e acontecerão com todos, a diferença é como nos posicionaremos diante deles. Encare o erro como uma crise e lembre-se que na crise estão as melhores oportunidades. No erro está a melhor oportunidade de crescimento. Não ignore o erro, aprenda com ele, cresça com ele.

Sequências de erros, explicações e discussões com a minha fonte de inspiração vem me fazendo perceber que as justificativas podem servir para terceirizar a culpa com as circunstâncias, afinal somos muito bons para errar daquela maneira, certo? Errado, somos bons o suficiente para reconhecer as falhas e convertê-las em sucesso. Talvez esse seja o verdadeiro sentido de humildade.

Foque em crescimento e terá resultado como consequência. Pra profissão e pra vida.

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A eterna volta às aulas de um publicitário

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As férias estão dando adeus aos estudantes, que – em sua maioria – retornam às aulas na próxima semana, encaram mais um semestre e ficam mais perto da formatura. Mas e aí, você está preparado para isso?

Nesse clima todo de início de semestre me vem uma cena que acho que ocorreu com todos os alunos de publicidade no seu primeiro semestre de faculdade: que área você quer seguir? Não sei você, mas quando eu entrei para a publicidade não sabia que ela tinha uma segmentação tão grande e de áreas completamente diferentes e eu não soube responder ao professor naquele dia.

Ao longo dos semestres a gente vai aprendendo um pouco, e às vezes o insuficiente, sobre o que a gente pode escolher para seguir no mercado publicitário. O tempo vai passando, a pressão aumentando e você não se sente preparado para vivenciar aquilo tudo, como também, acho que na maioria das vezes, você não encontra oportunidade para pôr em prática tudo aquilo que é lindo na teoria.

Seus pais continuam sem saber entender o que você faz, dizem para tentar um concurso público, porque só assim terá estabilidade financeira, e você nunca vê um concurso de publicidade (se é que abriu algum nessa última década rsrs). Daí bate a famosa bad e para pra pensar o que você fez com a sua vida.

Agora eu volto para a pergunta que eu fiz no primeiro parágrafo com dois acréscimos: você está preparado para TUDO isso DE NOVO? Só quem vivencia esse drama universitário publicitário sabe do que eu estou falando. Quem nunca, não é mesmo? Somos cobrados de todos os lados. Muitas vezes temos que dar conta de receber pedido de parente para fazer aquela arte marota gratuitamente, além da xerox da faculdade e ainda temos que juntar as moedas para fazer cursos para complementar o currículo (porque uma faculdade de quatro anos não é o suficiente)… Desanimador, para um início de semestre, não é?

Sabe a parte boa de tudo isso? Também estou procurando. A parte ruim foi mais fácil de escrever, confesso. A parte boa é que tudo isso nos força a amadurecer e aprender a tomar decisões e ser responsáveis por ela, afinal, ser adulto – além de pagar boleto – é isso, certo? As oportunidades vão surgir se você se esforçar e permanecer atento ao que acontece no mercado publicitário local e ao nacional. O networking é o mais legal de fazer faculdade, é recompensador e dá um up na nossa saúde mental. Construir um repertório cultural diariamente é a tarefa de todo publicitário e que eu aprendi com o mesmo professor do primeiro semestre.

A faculdade é o primeiro passo para aprender publicidade. Ser bom requer muito mais aprofundamento e dedicação e não dá para ser superficial. Profissionais do mercado de longas datas passam por isso também. Ou seja, a jornada de aprendizagem é dura, é diária e é para a vida toda.

Enfim, ânimo! Um brinde de café para esse semestre que inicia.

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