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Como anda o seu tempo?

Woman businesswoman with giant alarm clock


Você já parou pra pensar que todos nós temos algo em comum?
Independentemente da nacionalidade, idade, religião, etnia, todos nós
temos 24 horas por dia, nem mais e nem menos.

O tempo não é diferente para ninguém, do mais rico ao menos afortunado,
do mais velho ao mais jovem, a única coisa que diferencia é a forma como
você utiliza o seu  tempo da maneira como acha melhor.

Trago essa reflexão porque estamos sempre correndo contra o tempo, por
mais que esteja tudo sob controle falamos que estamos na “correria” como
se isso fosse algo positivo e que a correria significasse produtividade
e resultados.

Ledo engano, todos já ouviram o velho ditado: “tempo é dinheiro”. Eu
digo mais: tempo é vida. Tempo vale mais do que dinheiro.
Se temos a consciência de fazer uma educação financeira ou uma gestão de
recursos para deixar nossa vida no azul e tirar do vermelho, a gente
esquece de fazer uma gestão de tempo e acaba perdendo “vida” por algo
desnecessário.

Quem nunca falou “perdi x horas da minha vida com essa besteira!”. Isso
é uma má administração ou má gestão de tempo, o que acaba acarretando
no mau gerenciamento dos líderes, pois como alguém que não consegue
gerenciar seu próprio tempo vai gerar demanda ou prazos na agenda de sua
equipe?

Trinta segundos podem ser um tempo curto ou longo, depende do ponto de
vista de quem analisa. E muitas vezes vale mais a pena “perder” uns dois
minutos antes planejando as 12 horas de trabalho do dia do que perder a
metade do dia com imprevistos ou “assuntos fura pauta”.

Por fim, deixo aqui algumas dicas pra evitar a procrastinação e a otimização do tempo:

– Priorize o trabalho
– Agende as tarefas
– Evite o estresse
– Defina prazos
– Faça uma coisa de cada vez
– Ordene tarefas
– Diminua a procrastinação
– Aprenda a dizer não
– Programe cedo
– Faça pausas
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A exceção virou regra

foto para site creativosbr

Escasso significa um adjetivo sem fartura, em pequena quantidade que muitos associam a algo negativo, pois representa a falta e a ausência de alguma coisa, enquanto a abundância é algo valorizado, sendo que representa a fartura e a comodidade.

Por muito tempo, o homem era escasso de muitas coisas e, quando era nômade, precisava caçar para sobreviver. Com isso, pôde desenvolver várias ferramentas e até dominar a técnica de produzir o fogo. Pois bem, depois começaram a desenvolver a agricultura, domesticar animais e passaram a construir cidades, estados e formar sociedades, nas quais os elementos que antes eram escassos, passaram a se tornar fartos e abundantes. Com isso, veio o progresso, a revolução industrial, a tecnológica, a era da informação, até chegar o ponto de dar apenas um Google para saber o significado da palavra “escassez”.

Ou seja, o mundo virou abundante, e isso é um “problema”. Mehta e Zhu, que realizaram um estudo em 2015 sobre o teste do plástico-bolha, concluíram que a abundância inibe o olhar inovador, pois gera em nossa memória o uso de recursos previamente realizado antes e diminui a possibilidade de enxergarmos uma situação por outro aspecto, pois sempre iremos utilizar padrões já testados antes que obtiveram resultados positivos.

Psicólogos perceberam que quanto menos recursos, maior a possibilidade de sermos mais “criativos”, no sentido de buscarmos outras ligações neurais para resolver o problema proposto e enxergar outras formas de ressignificar o objeto sugerido.

Por isso, uma das técnicas utilizadas para desenvolver a criatividade no sentido de solucionar problemas é a restrição que consiste em colocar limites de recursos a um problema a ser solucionado.

Quando eu estava lendo sobre isso, me veio o questionamento: o quanto as agências de pequeno porte estão sendo “criativas”? Pois naturalmente elas enfrentam uma restrição que é conhecido por todos nós, o cliente sempre tem pouca verba.

Naturalmente, seguindo a lógica da restrição, era para essas agências darem uma aula de criatividade todos os dias, porém o que mais se observa é a abundância tomando de conta do seu cotidiano. A verba curta já virou padrão e isso não é mais um elemento restritivo para estimular um olhar inovador sobre o problema. A exceção virou regra? Como podemos reverter essa situação sem cair nos clichês e nas formulas prontas?

Desculpe se dessa vez eu não lhe dei respostas ou cheguei na conclusão que você esperava. É porque eu acho que refletir é tão importante quanto consumir. Vamos deixar um pouco a abundância de lado e nos restringir para chegarmos a nossas próprias conclusões.

 

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A visão de uma baiana no Carnaval de São Paulo

creativosbr- a visão de uma baiana no carnaval de são paulo – opinião – laianaferrari

Não é novidade que eu me mudei para São Paulo em 2018. Contei para vocês no texto: Baiana em São Paulo. Mas não contei para vocês, o lado carnavalesco das coisas!

Cheguei em 2018 em São Paulo, uma semana antes de começar o carnaval, e a pergunta que mais ouvi foi: “Vai antes do carnaval?”, e eu, muito confiante na minha decisão respondia: “O ano já começou. Não posso esperar o carnaval passar.”

O primeiro carnaval na capital paulistana em 2018 foi bem tranquilo. Muitas novidades, poucos amigos e sem saber o que fazer. Tirando o dia que eu resolvi sair, fui para 3 bairros diferentes e cheguei atrasada para todos os bloquinhos. Coisas que acontecem, afinal, ainda não sabia que Pinheiros era tão distante do Ibirapuera. Resumindo, fiquei com vontade de ter curtido mais ano passado.

Mas 2019 chegou e em janeiro eu já estava na Rua 25 de março, super foliã, carnavalesca, escolhendo as fantasias que ao total foram 5, com muito glitter, confeite e espuma. Os blocos paulistanos trazem essa característica que eu adoro: cada um sai como deseja sair, os abadás caros podem ser substituídos por fantasias criativas, como um homem vestido de “macaco cidadão” – Só quem é ligado nos memes vai entender essa.

Esse ano, 570 blocos saíram em São Paulo que começou em 22 de Fevereiro e acabou apenas no dia 10 de Março. Alguns desses blocos eram muito grandes e contavam com atrações conhecidas: Bell Marques, Claudia Leitte, Timbalada, Alceu Valença, Elba Ramalho… e outros bloquinhos menores, criados por amigos em bairros com muita bateria (As pessoas adoram baterias aqui).

Os blocos rolavam durante o dia, o que de certa forma, democratiza a folia. As crianças entram na festa e eu posso voltar pra casa antes das 18hrs para comer e dormir. (Isso é muito importante!)

Ainda tratando de blocos durante o dia, é lindo ver o glitter escorrendo com a maquiagem junto com o suor na sauna do verão paulistano, e para “tentar” mandar os foliões embora, vem a chuva porque essa época nunca tem só sol ou só chuva.

Mas fiquei emocionada de ver nordestinos com a camisa de Pernambuco, ou do Esporte Clube Bahia, com bandeiras dos seus estados e roupas de cangaceiro no Bloco do Alceu Valença, e cantando forte e alto, como a força do nosso povo. Eu me senti representada e orgulhosa.

Eu vi cantores de diversos ritmos tocarem músicas baiana e todo mundo cantar em uma só voz, mostrando a energia do carnaval e cultura da Bahia. Vi pessoas no meio do tumulto de um bloco se abaixarem e ajudarem uma senhora a recolher as latinhas do chão.

Vi também mulheres livres para usarem o que quiserem, sem medo ou vergonha do que podem falar, pois elas sabem que quem precisar gostar são elas.

São Paulo em si é pura pluralidade. No carnaval isso fica mais claro: um carnaval democrático para atender tantos gostos que aqui vivem.

E se me perguntarem: “Qual o melhor carnaval do Brasil?”, respondo sem medo de errar: São todos! Cada qual com sua singularidade e diversidade, e se misturar um pouco de tudo, faz o carnaval de São Paulo.

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Agências passivas ou ativas. Em qual delas você está?

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Não, não vamos falar do primeiro assunto que veio à sua cabeça ao ler esse título. Queremos conversar sobre o que diferencia uma grande agência, com pessoas grandes, de um lugar pequeno de se trabalhar.

Hoje os grandes consultores e coaches por aí falam: seja proativo, tenha atitude, seja grande! Como se isso dependesse somente de uma força interior que, de repente, você acorda inspirado e diz: hoje vou ser diferente e levarei uma solução incrível para o meu cliente de surpresa! Bom, ao chegar ao trabalho, você pode se deparar com a realidade de pauta lotada e pessoas que não querem nem conversar umas com as outras… como ser proativo se a ideia não chegará ao cliente?

Pautas lotadas, enxovais fechados de estratégia, planejamento idêntico para todos os clientes, pessoas que não se conversam, profissionais que não falam mais de pessoas (e para pessoas). Parece até que essa é a realidade de agências de outro planeta, mas são as agências passivas que se contentam em receber briefings mal feitos, não questionar e continuar sua vida medíocre para toda a eternidade. Parece surreal, mas é mais comum do que imaginamos.

As ativas são as que se destacam no mercado, que viram referência e inspiração. Que não usam o discurso “agência de publicidade é quem sai da caixa e gera resultados”, mas saem dela de verdade. Elas não precisam gritar para os quatro ventos que buscam coisas diferentes, pois é algo nítido e comprovado. Constantemente apresentam soluções de negócios para os clientes, estudam o mercado, as novas tecnologias, experimentam.

De repente passou pelo seu pensamento: mas gerar novos negócios é função do atendimento, estudar o mercado é do planejamento, o criativo vai pegar essas informações e encontrar algo novo. Cuidado.

A diferença das agências ativas é que elas trabalham com profissionais ativos, em todas as funções, da prospecção até ao arte-final. Colaboradores que querem fazer melhor, fazer mais, e não se contentam só com o “produto que o cliente vai lançar em 2019”. Encontram uma data de conscientização importante e que o cliente não está nem lembrando e propõe uma ação, uma comunicação diferente. Que estudou as tendências que o segmento da conta que ele participa tem e propõe a criação de um novo produto para a marca – por que não?

De fato, agências passivas atraem colaboradores passivos, que vão se contentar sempre em receber um briefing pronto, dar conta daquela pauta insanamente lotada, lidar com refações insanas (cliente de uma agência passiva sempre “sabe mais” de comunicação do que os profissionais da agência). Mas talvez você esteja numa agência destes moldes e se sente sufocado pois quer mais, o que fazer? Primeiro é tentar onde você está, e você pode ser responsável de transformar um lugar medíocre em um inspirador. Comece levantando ideias novas, soluções. Participe de uma reunião com o cliente e exponha ali as novas soluções que encontrou. Seja um novo ponto de partida. Fez de tudo e não deu certo? Faça como no namoro, parte pra outra.

Seja de uma agência ativa, que chama a atenção de quem é inquieto e sabe que a publicidade é mais do que simplesmente aumentar números. Que quer fazer o inovador e de fato – não por um discurso bonito – que fazer a diferença no negócio do cliente.

De que lado você está?

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O Papel das Mídias Sociais nas eleições de 2018

o papel das mídias sociais nas eleições 2018 – creativosbr

As eleições desse ano movimentaram mais que o normal as mídias sociais. Se você não postou nada de política, com certeza viu alguma postagem ou entrou em alguma discussão. No Whatsapp, Facebook, Instagram, Twitter e até no LinkedIn os ânimos estavam aflorados. Mais do que nunca as pessoas precisavam mostrar e falar suas opiniões em seus canais digitais.

A cada ano que passa estamos mais conectados. O velho marketing político começa a perceber a mudança e a população é totalmente instigada a sair da zona de telespectador de propagandas políticas e interagir diretamente com seu candidato, como já dizia McLuhan: “A tecnologia é a extensão do homem. ” E o que é dito em canais tradicionais ultrapassam as discussões em rodas de amigos e ganham o mundo na internet. Se bem explorados, os multicanais conseguem fazer uma comunicação completa, alcançando vários públicos com diferentes linguagens.

Esse ano não foi só o público que mudou seu comportamento diante as eleições, as próprias mídias sociais estavam mais atentas, em especial o Facebook, que criou ferramentas próprias em sua mídia para esse período e ganhou destaque com a liberação de postagens patrocinadas por candidatos durante campanha eleitoral. Com isso, os candidatos de partidos menores, que não tiveram muito tempo em canais tradicionais, investiram mais pesado no digital e ganharam não só seguidores, mas votos e adeptos da campanha.

Com tanto conteúdo sendo gerado nas mídias sociais, a informação é constante mesmo que em muitos casos venha em forma de Fake News, e por mais que as notícias falsas ainda sejam disseminadas como avalanches, o público já começa a entender o perigo e tenta ficar atento quanto a isso, estimulando até mídias convencionais a abordarem mais o assunto.

O fato é: não foi uma campanha convencional; e – para encerrar – ainda tivemos um novo presidente que fez discurso da vitória por Facebook Live. As mídias sociais estão mais que presentes na rotina do brasileiro, e se você ainda não conseguiu enxergar a importância disso, olhe a estratégia de campanha usada pelo novo presidente. Você pode dizer #ElasSim ou #ElasNão para as mídias sociais, mas precisa compreender a representação desses canais no comportamento da sociedade moderna.

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Consultoria ou Agência?

CREATIVOS BR – Opinião – Consultoria ou Agência de comunicação

Dentre as voltas que o mercado (que a vida) dá, vez ou outra me pego pensando: o que será mais eficiente: consultoria ou gestão de comunicação? O que poderá dar melhores retornos para a empresa: concentrar todos os esforços de comunicação ou terceirizar? Posso lhe afirmar que os consultores e agências de consultoria terão ótimos argumentos para convencer de que a consultoria é a melhor opção para a empresa. Por outro lado, gestores e agências de comunicação (e/ou de propaganda) tem toda uma base para contra argumentar e lhe provar que é a gestão que o contratante precisa. Ambas as opções serão eficiente para o cliente, basta entender qual é o momento. Mas o que o cliente precisa de fato? São diversos vieses a serem ponderados para essa decisão.

É evidente o espaço que as consultorias têm ganhado no mercado, incluindo o de comunicação. O fato é que o que vai gerar resultado na empresa pode não ser uma nova comunicação e sim uma reestruturação do negócio, uma evolução do mindset corporativo, ou repensar os processos. Antes de convidar os amigos, organize a casa para recebê-los. O mercado muda muito e as empresas precisam acompanhar essa evolução, e isso incluí as agências de comunicação.

Por outro lado, a agência de comunicação tem a responsabilidade e a expertise de estabelecer diálogo com os públicos de interesse da empresa, que podem ser (e são) extensos e variados. De acordo com o porte e necessidade de comunicação pode ser inviável interiorizar a comunicação e ser importante ter uma agência.

Precisamos entender e acompanhar as voltas que o mercado sempre dá. Vejo empresas que decidiram contratar equipe interna para gerir sua própria comunicação e com isso chamar a responsabilidade pra si sobre a ótica de reduzir custo, ter agilidade e mais relevância. E também vejo empresas que, pelos mesmos motivos, decidem contratar uma agência de comunicação. Diferentes empresas, em diferentes momentos do negócios, carecem de diferentes soluções.

Mas quem disse que não dá para aliar a consultoria e a gestão de comunicação? Principalmente na busca pela relevância, a integração dessas duas frentes podem somar em um resultado sinérgico incrível. Contudo, o que vou dizer serve tanto para o contratado quanto para o contratante, o que fará a diferença é a empatia no negócio. É você, enquanto agência ou consultoria, entender e se preocupar de fato o que será fundamental na empresa, entender e respeitar qual é o momento dela. Ou a você, enquanto cliente, entender o valor da sua verba, olhar para dentro (da empresa), considerar todos os seus recursos, principalmente humanos, e concluir de acordo com os seus desafios (objetivos) o que fará diferença no momento.

Consultoria ou agência? O mercado ganha com as consultorias se envolvendo e balançando as agências e as agências se posicionando e entendendo a essência de uma consultoria.

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Grandes agências e médios prazeres pedem novos caminhos

rota

Tenho horror à gente que não se permite mudar de opinião.

Pessoas que até já mudaram de ideia sobre algumas coisas, mas que preferem não tornar público para não ter que admitir que reavaliou e que agora pensa diferente.

Nizan tem uma frase que sempre repetia pelos corredores da agência: “Eu não tenho compromisso com o erro”.

É mais ou menos isso.

Certa vez, um diretor me perguntou qual era o meu objetivo dentro da mídia. Respondi: “Ser o melhor mídia do Brasil, VP dessa agência e quem sabe, Presidente do Grupo de Mídia”.

Resposta de um sonhador, cheio de garras e vontades. Mais emoção do que razão naquelas palavras ditas.

Mas trabalhei, aprendi, apanhei, cresci.

No dia que eu  pedi demissão dessa mesma agência, chamei o mesmo diretor e disse a ele: “Se hoje tu me perguntasse a mesma coisa eu diria que desejaria ser o melhor profissional de mídia do Brasil na visão dos meus subordinados, dos meus clientes e dos meus superiores. Nessa ordem”.

As pessoas mudam e isso é bacana!

Talvez nem todos saibam, mas meu início de carreira não foi nada fácil.

Me formei em uma faculdade no interior do Estado, onde a realidade do mercado publicitário naquela região me distanciava do que acontecia no eixo Rio-São Paulo.

Vinha à São Paulo uma vez por mês, de ônibus de linha e com meus envelopes de currículos na mão, percorria a pé os bairros do Itaim, Vila Olímpia e Pinheiros.

Sem conhecer gente no mercado, deixava meu currículo impresso na portaria dos luxuosos prédios em que abrigavam as principais agências do país. Por inúmeras vezes, ao entregar o currículo e virar de costas, escutava o amassar ou mesmo o rasgar do envelope que acabara de ser entregue.

Ainda estudante, fui em umas três ou quatro edições do Maximídia com o crachá de outra pessoa. Como? Vinha pra São Paulo, ia pra porta do evento e ficava lá esperando algum executivo sair. Dizia a ele que eu era estudante e que não tinha como desembolsar aquela grana toda. Ele me dava o crachá dele e eu entrava. Pois é! Queria respirar criatividade, estar entre os grandes profissionais, viver um sonho.

Mas certo dia, as coisas começaram a acontecer. Talvez a receita devesse conter bastante de dedicação e preparo, somado à uma pitada de sorte e algumas colheres de oportunidade e de repente eu estava dentro de grandes agências, fazendo aquilo que desejei por anos: mídia.

Nesse caminho, percorri agências grandiosas, atuei em campanhas prazerosas e conheci gente boa ‘pacas’.

Na Ogilvy tive chefes maravilhosos que me deram a oportunidade de propor, questionar, participar. Vivi a publicidade de verdade ali.

Fui então pra África. Gosto sempre de dizer uma coisa sobre essa agência: a mesma fama que tira gente de lá é a que leva gente pra lá. Uma agência que trabalha no limite. Isso faz você crescer profissionalmente, muito rápido. Aos mais próximos, digo sempre que talvez tenha sido a agência que mais aprendi dentre todas que passei.

Na Y&R tive rápida passagem à convite de uma pessoa de um coração enorme (única que cito aqui) e que mesmo quando eu estava longe, fazia questão de me acompanhar e me dar bons conselhos: Gustavo Gaion. Um mentor pra mim. Sempre que o vejo, agradeço tudo o que fez e faz por minha carreira. Duvida? Pergunte a ele se não é verdade!

A passagem pela JWT me deu a oportunidade de trabalhar com um player de varejo. Queria entender aquela rotina maluca, os prazos apertados. Ué, todo mundo tem o seu momento de masoquismo. Me deixa.

Em 2014, recebi o convite para assumir a gestão da Central de Mídia de Bradesco, na W/McCann. Momento de Olimpíadas, cliente do setor financeiro, alto investimento. Muita gente pensa que não, mas ali tive oportunidade de aprimorar muito a minha técnica de mídia. Ainda que tivéssemos uma série de divergências, tive um chefe que foi o melhor negociador de mídia que já conheci. Trabalhando com ele, aprendi muita coisa e evolui muito em vários aspectos profissionais.

Me faltava o topo. Me faltava assumir um cargo de Direção em uma agência. A oportunidade surgiu em 2017. Fui para a aktuellmix, uma das maiores agências de live marketing do país. Ali, tomei um susto. Descobri na pele, que a mídia, que é demais importante, é somente uma das partes de um todo bastante mais complexo de um cliente. Trabalhar ali me deu melhor visibilidade do negócio do cliente. Tive experiências muito bacanas, conheci profissionais mais 360 e fica um carinho especial ao trabalho realizado com “dr. Consulta”, onde ajudamos através de boa comunicação, a mudar o status do cliente.

Missão cumprida? Talvez.

Rol de boas agências, boas campanhas na rua, cliente gigantes, pessoas fodas.

Trabalhei com Nizan, Olivetto, Eco, Mohallem e até Justus. Esse último prometo apagar antes de postar.

Percorri a hierarquia dentro da minha atividade como deve ser. Cheguei onde queria, mas… isso não era mais sinal de felicidade.

Agências têm sempre os mesmos problemas. Agências tradicionais possuem estruturas muito quadradas e não andaram na mesma velocidade das necessidades dos clientes.

Nos últimos anos andei pensando muito nas coisas. Fruto de um olhar mais técnico, as agências já não resolvem boa parte dos problemas de comunicação de seus clientes.

Vi por diversas vezes marcas importantes precisando de 4, 5, 6 agências para terem todas as suas necessidades atendidas.

Isso me fez, muitas vezes, perder o tesão no meio de um job. Publicidade tem que ter tesão, senão você pira, não entrega o melhor de si.

Vivemos um mercado de agências apegadas a um formato de receita que não sabemos até onde dura. E mais: o quanto isso é nocivo à estratégia do cliente anunciante?

Hora de repensar a carreira. Hora de mudar. Hora de tentar fazer de um jeito onde eu possa ser mais relevante para meus clientes.

Com a experiência adquirida aqui e acolá trabalhando com desafiadores clientes, agências enormes e pessoas demais técnicas, acho que posso seguir sozinho daqui por diante, sem me perder.

Não estou abandonando a profissão, mas agora quero seguir com o meu negócio.

Quero focar em clientes pequenos e médios que possuem desafios tanto como as grandes contas que atendi.

São empresas muitas vezes esquecidas pelo mercado e que também precisam de um olhar profissional técnico de marketing e comunicação.

Quero poder entregar competência, atenção, dedicação e um trabalho que não se baseia no óbvio ou nas velhas regras. Status? Vamos deixar de lado.

Montei um bom time para isso. Um time novo, sem vícios profissionais e que pira em pensar.

O creativosbr é uma agência pequena. É familiar. É de resultados. Tem gente competente pra entregar gestão de redes sociais, marketing de busca, consultoria estratégica de marca, criação, compra e controle de mídia, assim como treinamento e desenvolvimento para equipes.

Além de agência, somos portal de comunicação para jovens profissionais e estudantes, legado trazido do Blog do Crespo e que, por ser nossa parte de nossa missão, sempre será levado a diante.

O creativosbr é o meu novo sonho. Fruto de madrugadas sem dormir. Não foram duas ou três. Foram centenas de madrugadas em claro montando esse sonho.

Se quiser conhecer a gente, entra no site, segue a gente no Instagram, no Twitter e no Facebook.

Agora então irei dividir o tempo junto com as aulas de Mídia e Planejamento de Mídia na FAAP e na FECAP, atividades outras que amo fazer. Além dessas, ainda acumulo com muito orgulho a função de coordenador de curso na Fecap e de sócio-idealizador do Amigos do Mercado.

As grandes agências foram importantes, mas me trouxeram médios prazeres. Hora de seguir novos caminhos.

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O mercado brasileiro está preparado para o data marketing?

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Não é nenhuma novidade que atualmente as empresas vêm utilizando dados para transformar em informação a fim de desenvolver seus produtos e serviços, alavancar vendas e aumentar suas receitas.

Apesar desse cenário cada vez mais comum, será que no Brasil as empresas estão realizando essa mudança ou apenas fazendo parte dela? É importante ressaltar que em grandes multinacionais existem departamentos, profissionais qualificados e até empresas e agências qualificados para tirar insights, mas mesmo assim ainda grande parte das empresas não possui esse know-how de como usufruir de todas as informações que têm disponíveis. Com isso, empresas terceirizadas como instituto de pesquisas, consultorias e empresas com vasta base de dados entram no jogo.

Na publicidade, marketing e comunicação, por exemplo, existem 4 maneiras de como as empresas se relacionam com dados:

Nascente: campanhas de marketing usando majoritariamente dados de terceiros e compra direta de mídia, com baixa ligação a resultados de venda.

Emergente: campanhas baseadas em dados próprios e compra de mídia programática com otimização e teste de forma independente por canal de mídia.

Conectado: dados integrados e ativados ao longo de múltiplos canais de mídia com clara conexão a ROI e resultado de vendas.

Multimomento: execução dinâmica, otimizada e personalizada baseada no resultado individual de cada cliente em todos os canais de mídia.

Essas classificações foram feitas por um estudo do Google com a Boston Consulting Group (BCG) que avaliou as 60 principais companhias brasileiras.

O estudo indicou que mais de 55% das empresas estão no estágio emergente e quase 2% no Multimomento. Pode-se dizer que as empresas que atuam no Brasil, de maneira geral, não estão explorando totalmente o potencial que possuem.

Com tanta informação disponível, tratar esses dados, criar audiências e extrair informações relevantes para alavancar vendas é o maior dos desafios que, aparentemente, as empresas ainda não estão nem de longe alinhadas em executar com perfeição, até porque esse tipo de evolução necessita de aprendizado.
Vale ressaltar que, se tecnologicamente as empresas estão aperfeiçoando a maneira de tratar e ler os dados, quem dirá de como executá-los nos demais canais que ainda não estão adaptados a todo esse dinamismo repleto de transformações. É clara a existência de um desalinhamento interno que muitas vezes provoca competição entre os próprios canais de e-commerce, o que torna a situação mais desorganizada. A comunicação integrada deve ser impecável neste cenário.

Por fim, acredita-se que é com o tempo, com o erro e o aprendizado que as empresas irão se aperfeiçoar no processo como um todo. Assim como ondas de som, essa transformação que está começando nos departamentos de digital analytics logo em breve atingirá as áreas mais tradicionais de uma organização que, quando começarem a se adaptar, verão os resultados na economia de escala e no aumento de receita, o principal objetivo de toda essa revolução da informação.

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Brasil – Um produtor de memes

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“O brasileiro precisa ser estudado.” É comum lermos essa frase nos perfis dos amigos nas redes sociais. Mas a brincadeira tem um fundo de verdade. O brasileiro, de fato, precisa ser estudado. Não é normal a forma sarcástica com que o brasileiro lida com os problemas e com as alegrias. Quase tudo o que acontece na internet vira meme e viraliza, principalmente os acontecimentos ruins.

São milhares de memes sobre os mesmos assuntos. Quase que um concurso de quem é o mais criativo e original. E acredite: o brasileiro é muito criativo. São diversos os memes feitos em velocidade incrível e entregues mais rápidos que muitos jobs que os clientes pedem. A agilidade que o brasileiro tem de transformar algo ou alguém em meme chega a ser incrível.

Seja pelas quedas de Neymar ou pelo personagem russo criado como um torcedor macabro, o brasileiro aproveita a Copa para se divertir e divulgar suas piadas. Usa a Copa também para invadir as redes sociais de desafetos que criticam a seleção ou nosso jogador principal. E saem em defesa: “só quem critica um jogador do Brasil é a gente, ninguém mais.”

Os brasileiros invadiram o Twitter do jogador Miguel Layún, do México, após um pisão maldoso no tornozelo do nosso craque. Até ameaça de morte o jogador recebeu. Usaram o Twitter para xingar o ator Matthew Lewis, de Harry Potter, dizendo que o Neymar é melhor ator que ele. Incrível como o brasileiro faz piadas com tudo e toma as dores de quem fala mal do nosso país.

Mas a viralização pode ser perigosa, e acabar com a vida profissional de muitas pessoas públicas, como aconteceu com o youtuber Júlio Cocielo, que após ofender o jogador Mbappe, da França, perdeu seus principais patrocínios e ainda recebeu ameaças de outros artistas na internet.

E você? O que acha dos memes? O que acha da força que a internet tem em viralizar tanto coisas boas quanto ruins? O brasileiro precisa mesmo ser estudado?

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O que os Mídias esperam dos veículos?

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Antes de falar sobre isso, precisamos considerar algumas questões que dizem respeito principalmente ao comportamento de consumo e também aos desafios empresariais. Não é nenhuma novidade dizer que somos “multitelas”. Estamos em celulares, computadores e televisões quase sempre. Nos celulares são diversos aplicativos competindo pelo nosso tempo, assim como nos computadores acessamos vários sites e deixamos sei lá quantas abas abertas; e ao assistir TV são bem amplas as opções de canais. Trabalhamos com um notebook, pegamos o celular diversas vezes e fitamos a TV, não necessariamente nessa ordem. Mas também lemos livros, blogs e revistas, somos impactados por mídias out-of-home enquanto ouvimos uma música via streaming. A nossa realidade é fazer muita coisa “ao mesmo tempo”. Temos dois ou três empregos, mais de uma empresa, participamos de alguns projetos, defendemos muitas causas, enfim, são muitas as bandeiras que levantamos. E bem neste cenário cresce a repulsa por propaganda. Pulamos anúncios, instalamos bloqueadores, pagamos streaming para não ouvir e ver propagandas, não pegamos folhetos em semáforos. Ok, mas o que isso tem a ver?

Em um passado não tão distante era possível atingir os objetivos dos clientes praticamente fazendo publicidade, comprar mídia nos veículos de maior audiência e afinidade com o público resolvia. Mas agora a mídia é segmentada, e o anunciante precisa falar adequadamente com seu público em vários canais diferentes. E precisa também integrar o PDV, eventos, marketing direto, endomarketing, marketing digital… e por aí vai. Ah, e tem que ser interessante, tem que ter conteúdo relevante. Todo esse conjunto precisa estimular interatividade e ser passível de mensuração. Culpa ou mérito da evolução digital? Tanto faz, o que importa é que o consumidor quer falar (e ser ouvido) e o cliente quer/precisa saber dos “números”. O Mídia precisa comprovar efetividade e também precisa prover inovação constante.

Hum… e como é a realidade de um departamento de Mídia hoje?

O cliente é como um investidor, e a mídia naturalmente detém o maior montante do investimento. Talvez esse conjunto de fatores pode ter influenciado o crescimento da relevância desse departamento perante os clientes. As equipes estão menores, apesar de terem crescido as responsabilidades. A mídia tem incorporado funções como inteligência de dados (B.I.). Consequentemente os profissionais do departamento têm menos tempo, e precisam de agilidade e assertividade mais do que nunca. Pode ser que alguns departamentos se deparem com outro problema: a “juniorização” da equipe. E aí, meu amigo, por mais inteligente e dedicado que um “júnior” possa ser, por tempo de mercado (e de vida), dificilmente terá a sagacidade que um profissionalmente experiente tem para lidar com problemas, planos e relacionamento com veículos.

E o que os mídias esperam dos veículos?

Primeiramente, que resolvam os problemas dos clientes. Mas para que isso aconteça, o veículo precisa conhecer o cliente, saber das suas dores e intenções. Bom, se é falta de preparo do veículo ou falta de briefing da agência… não sei. Mas sei que se tiver maior proximidade entre veículos e os departamentos de mídia (e entre os departamentos da agência), o cliente sai ganhando, provavelmente com problemas resolvidos e objetivos concretizados.

De acordo com Filipe Crespo, Diretor de Mídia da Aktuellmix, o Mídia precisa das melhores oportunidades de tempo e espaço, que promova diferenciação da concorrência, tenha adequação ao target, traga rentabilidade, e que principalmente estejam atreladas aos objetivos de campanha determinados.

Os Mídias precisam:

  • De propostas claras, focadas no cliente, que tenham dados para basear argumentação tática para defender porquê investir no veículo X para atingir o target da campanha (ranking de audiência, afinidade com o target e análise de concorrência, por exemplo).
  • Apresentações sucintas (pouco importa o layout, o conteúdo tem muito mais valor).  Com tempo bem escasso do mídia e também do cliente, não há tempo para brincar de leilão com o plano de mídia, então espera-se que o veículo apresente sua melhor negociação ou corre risco de ser cortado do plano.
  • Enxergar no veículo a possibilidade de saber das possibilidades de veiculação. Não somente as novidades, mas as características importantes do veículo (por exemplo, as possibilidades de segmentações).
  • Que o veículo se interesse verdadeiramente pelo seu cliente (e não em bater meta de venda). Se o veículo sabe o que o cliente quer comunicar ao seu público… a solução pode ser incrível.

E se a equipe é quase toda júnior? Abrace-a, dê dados e argumentos. Leve-a pra dentro do veículo, mostre a realidade, dê conteúdo, ensine. Contribua com o crescimento desses profissionais. Lembre-se que todo senior já foi júnior um dia.

 

Comente o que os veículos ou os mídias podem fazer para facilitar o seu dia e te ajudar a ser mais assertivo.

 

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