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Qual o departamento mais importante de uma agência?

Creativos BR

Já parou pra pensar qual atividade merece maior destaque/prestígio? O processo de desenvolvimento de comunicação é bem complexo, necessita que áreas correlatas caminhem alinhadas em prol de um objetivo em comum. Atendimento, Planejamento, Criação, Mídia, Produção, Digital entre outras juntas e misturadas na mesma missão. Mas qual é o departamento mais importante de uma agência?

Muito fácil. Departamento de Mídia, é claro. Obviamente esta é a área mais importante. Afinal, é ela a responsável por gerenciar o maior montante de investimento do cliente. É preciso muita sagacidade pra definir entre “n” possibilidades aquelas que se comunicarão com o target conquistando os melhores resultados para os KPIs definidos e ainda convencer o cliente que o plano apresentado terá abrangência, audiência e a frequência de impacto ideal pra atingir níveis satisfatórios de share of mind e cumprir os objetivos da campanha.

Será? E a mensagem? De nada adianta o anúncio encontrar o receptor certo na hora certa se a mensagem não for convincente. O anúncio precisa ter um tom adequado e estar bem amarrado a um conceito capaz de gerar valor para marca e firmar seu posicionamento. E, para que essa mágica aconteça, é preciso contar com toda a sensibilidade daqueles profissionais que defendem com unhas e dentes a linha criativa “desenhada”. Então seria o departamento de Criação o mais determinante? Ou seria o departamento de Produção que de fato faz a coisa acontecer, que transforma os “sonhos” mirabolantes dos criativos em realidade, impressa ou eletrônica? Verdadeiros malabaristas que desafiam o tempo equilibrando prazo de produção, de aprovação, fechamento de arquivo e etc negociando hoje com fornecedores demandas que deverão ser entregues ontem.

Opa, calma lá. De onde vem a base de tudo isso? É merecedor de toda reverência aquele que entende a realidade do cliente e com maestria contextualiza tudo em um briefing curto o bastante pra ser interessante ao mesmo tempo em que é longo o suficiente para ter todas as informações para embasar todos os outros departamentos. O departamento capaz de vetar peças antes de sair da agência, atento às nuances do mercado e abraça (ou deveria) a missão de gerar negócios é, definitivamente, o Atendimento o mais importante.

Um tal de Abraham Lincoln disse a seguinte frase “Se eu tivesse oito horas para derrubar uma árvore, passaria seis afinado meu machado”. Nitidamente pela proporção dá-se a entender que dentro de um job o Planejamento é o detentor da maior importância. Mas o Digital vem com força total crescendo, multiplicando e se diversificando em estratégias cada vez mais incríveis gerando leads cada vez mais quentes, afinal #somostodosconectados.

Bom, o desfecho dessa história é que não existe um departamento mais importante que o outro, cada qual merece seu destaque dentro de suas competências. E se existe um departamento de maior importância dentro de uma agência ele se chama “Departamento Cliente”, que inclusive precisa daquele resultado frutos da integração de toda a agência.

 

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Propaganda de cerveja, mulher e Cannes

CREATIVOS BR – BLOG DO CRESPO – OPINIAO – CERVEJA, MULHER E CANNES

Ação feita pela Heineken surpreende e gera discussão

Todos nós sabemos o quanto o título desse texto é repetitivo nas campanhas da grande maioria das marcas de cerveja há muitas décadas. Só que o problema não é esse, o problema é como essa relação é retratada nessas propagandas e dos roteiros já bem estereotipados desse perfil de mulher.

Acontece que isso está mudando, mesmo que seja a passos lentos as marcas estão entendendo que todo esse universo já teve o seu tempo e que esse tipo de propaganda já não promove tanto impacto assim, porque querendo ou não é sempre o mais do mesmo. E melhor do que isso: que essa mesma mulher pode estar sentada à mesa, bebendo a sua cerveja na companhia do homem, sem precisar estar servindo e vestindo roupas com objetivo de insinuá-lo. Nessa caminhada de mudanças, aparecem campanhas distorcidas e que tropeçam, mas é notável que a tendência é diminuir cada vez mais ao longos dos anos esse perfil de propaganda nas marcas de cerveja.

Ilustro toda a minha fala com a campanha The Clichê, da Heineken, assinada pela Publicis Brasil e premiada hoje (21), que faturou um Leão de Bronze no Festival Internacional de Criatividade de Cannes, na categoria Media Lions. Resumindo rapidinho para quem não viu ainda, inicialmente, “The Cliché” parece mais uma daquelas ações que estereotipam os gêneros: “homens gostam de futebol, mulheres de beleza”, mas a história sofre uma reviravolta (confiram tudo no vídeo abaixo haha), derruba estereótipos e questiona: “Já pensou que ela pode gostar de futebol tanto quanto você?”.

Eu não sei vocês, mas eu achei muito massa esse filme. Considero a iniciativa exemplar, como também deixa claro que esse tipo de propaganda gera reconhecimento e é super atual. Fato é que temos que continuar observando as campanhas das demais cervejarias e até mesmo da Heineken para ver como que tudo isso vai se comportar daqui um tempo, porque tudo é muito atual e acontece de forma rápida.

Acontece que o vídeo teve muita repercussão, inclusive alguns portais de comunicação disseram que os casais na verdade são atores. Sobre isso, a Heineken soltou a seguinte nota por meio da assessoria de imprensa: “A Heineken não contratou atores para fazer parte da campanha. Os participantes foram selecionados por uma agência de casting que tinha como briefing trazer perfis que preenchessem os seguintes requisitos: formarem casais com uma relação verdadeira (namorados ou casados), ter disponibilidade para viajar e gostarem muito de futebol, independentemente de suas profissões. Os garotos receberam cachê pela participação e as garotas tiveram todas as despesas de viagem pagas, assim como uma ajuda de custo para se manterem em Milão. Nenhum deles foi contratado para atuar. Importante reforçar que as reações no vídeo foram espontâneas e autênticas, e não fruto de scripts e textos pré-escritos.”

 

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Ser generalista ou especialista?

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Ouvir os mais experientes é algo que falta aos jovens nos dias de hoje. Talvez por isso há tanta informação que, em vez de ser bem aproveitada para se tornar conhecimento, continua a ser apenas uma informação.

Logo depois que casei, tive um problema com o chuveiro e não sabia trocar sua resistência. Tentei fuçar e apanhei bastante do chuveiro. Liguei para o meu pai e, em tom de desabafo, disse a ele que estava cansado de não saber fazer nada. Foi aí que ele me deu um dos melhores conselhos que já recebi: você deve aprender a ser generalista, e não especialista.

A verdade é que sempre estudei e foquei meus estudos e dedicação naquilo que eu entendia e era bom. Fiz diversos cursos de Redação, minha profissão. Enquanto eu estava focando no mesmo assunto para me tornar uma especialista, outros estavam aprendendo diferentes áreas. Eu estava errado? Não necessariamente. É bom ser especialista, mas no mercado atual – assim como na vida pessoal – o generalista tende a se dar melhor e ter mais oportunidades.

Resolvi então transformar a informação que recebi em conhecimento. Desde então tenho feito cursos diferentes, e estou buscando conhecer outros mundos. Entrei para uma pós-graduação em Gestão de Negócios, me inscrevi num curso de sommelier, tenho lido livros de diferentes assuntos e estou buscando um espacinho na minha agenda e uma graninha no meu bolso para fazer um curso de culinária. Cursos de mecânica básica e “como se virar em casa com problemas domésticos” também seriam uma boa.

Então sejamos mais generalistas do que especialistas. Como disse, não que seja ruim você ser especialista em algo, mas ser generalista lhe ajudará a ser mais versátil, a sofrer menos no dia a dia e conhecer novos e diferentes mundos, além de – por que não – descobrir um novo talento?!

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A força das redes sociais

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As redes sociais têm cada vez mais importância na imagem de marcas e pessoas. Por meio delas é possível levar uma empresa ao sucesso ou até mesmo ao fracasso. Saber como se portar e que posições tomar é fundamental para que você esteja sempre “de bem” com o seu público.

É verdade também que as pessoas estão mais intolerantes. Não à toa, as redes sociais dão voz e são palco de críticas ou elogios vindos de pessoas de todos os cantos do mundo. Uma opinião endossada por outra pessoa vira bola de neve e os julgamentos refletem em verdadeiras campanhas de ódio.

Uma vez li em um livro, chamado Tudo é Óbvio, que as pessoas tendem a defender aquilo que a maioria defende, como por exemplo em um linchamento. Se você está passando na rua e todos estão falando que a pessoa que está apanhando é um ladrão, você automaticamente a julga como ladrão e entra no linchamento, mesmo sem saber a verdade da história. Lógico que isso é uma tendência do subconsciente, e também não é uma unanimidade, apenas uma tendência.

O mesmo acontece com as marcas. As chances de você odiar uma marca que todos estão criticando são grandes. Quem nunca entrou nas redes sociais de uma empresa e, ao ver muitas críticas, não desistiu de comprar ou adquirir produtos da marca?

Sites como TripAdvisor, Booking e Reclame Aqui são grandes exemplos que vão além das redes sociais e têm papel fundamental na construção das imagens das empresas. São determinantes para você decidir se ficará hospedado naquele hotel, se comerá naquele restaurante ou se comprará o produto daquela marca que atendeu mal o outro.

Fato é que as redes sociais podem se tornar grandes aliadas das empresas se bem administradas. Se comunicar com os críticos, se desculpar quando necessário e se fazer presente nas redes sociais é algo importante para as marcas que prezem pela boa imagem. As redes dão voz ao público, mas também dão voz às empresas, e cabe a elas se posicionarem e aproveitar tão interessante canal de comunicação para estreitar relacionamento com as pessoas.

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Influência de que?

CREATIVOS BR – BLOG DO CRESPO – OPINIAO – INFLUENCIA DE QUE

Em uma roda de amigos, conversa vai e vem, e chegamos a um daqueles assuntos polêmicos que divide opiniões: Os Influenciadores Digitais.

O ponto era, claro, uma campanha usando um influenciador, um orçamento alto e o resultado nulo. E a dúvida foi: “Mas por quê?”

Na era digital, onde novas profissões são criadas e a recomendação faz toda a diferença, é que surge o digital influencer , seja de moda, fitness, alimentação, humor, música ou afins. Uma pessoa que gera um bom conteúdo em determinado segmento acaba se destacando e conquistando um público cativo que deseja saber mais e mais daquela pessoa.

As marcas se apropriam disso de forma que é mais vantajoso uma pessoa recomendando algo do que a marca falando de si própria.

Tudo bem, isso já ficou claro, eu sei!

Mas porque nem todos os influenciadores conseguem gerar um bom resultado para a empresa? Então entra uma questão muito delicada: a demanda desse serviço cresceu, e muitas pessoas se tornam referência apenas por números, que por sua vez pode ser fácil de conseguir. A relevância do conteúdo fica na incógnita de uma selfie no espelho, e as marcas são trocadas apenas pelo fato de quem paga mais. Os recebidos da semana dão credibilidade a vitrine humana; é muita propaganda para pouca relevância.

E sim, nós queremos conteúdo, queremos o diferente, queremos sentir verdade na hora de escutar uma divulgação e pensar: “Se fala e usa, realmente é bom!”, e menos “É mais uma ação publicitária”, porque felizmente o público já entende o que é real e o que aproxima de uma relação humanizada.

E nós, comunicadores, precisamos entender essa relevância na hora de associar uma marca a uma pessoa, pois qualquer passo impróprio nas mídias digitais é crucial para uma empresa.

Às pessoas que realmente criam bons conteúdos, continuem, por que vocês fazem a diferença no mercado.

Esses dias achei um vídeo da Porta dos Fundos falando sobre o assunto, e achei a crítica realmente fantástica.  Assista abaixo.

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Não é bem assim

CREATIVOSBR – BLOG DO CRESPO – OPINIAO – NAO E BEM ASSIM

Muito se ouve que ser Mídia é brincar de batalha naval, que é o queridinho dos veículos de comunicação e sempre é presenteado com convites e ingressos para os mais diversos eventos. Não que estejam errados. Cá entre nós, ser Mídia tem seus mimos e caprichos. Mas esqueceram de mostrar o outro lado da moeda sobre ter afinidade com uma calculadora que se encontra até numa padaria.

Só quem é Mídia sabe a pressão que é reservar um comercial na Globo e rezar para que dê tudo certo; do contrário, corre grande risco de ficar sem sua veiculação, arcar com os custos e ainda parcelar a inserção em 460 suaves prestações.

Também, qual Mídia nunca teve dores de cabeça com relatórios de investimentos devido aos centavos de diferença por trabalhar com números quebrados ou arredondados? Com certeza, se você é Mídia desde os tempos de estagiário, já cortou muito papel e sujou muito suas mãos com jornal. E o primeiro pedido de inserção? Foi emocionante, não?

Dizem que o primeiro plano de mídia a gente nunca esquece, esse eu assino embaixo! Mas há aquela dúvida cruel: devemos colocar uma inserção na Novela III ou 8 inserções no Auto Esporte? Bom, depende. Mas com toda a certeza, uma das tarefas mais desafiadoras de um Mídia é justificar ao cliente aquela verba de mídia para um plano ideal e obter sucesso.

Essas são só algumas peculiaridades que marcar “x” em uma planilha traz. Mas sem dúvida a maior das peculiaridades é quando março está chegando: enquanto os criativos pensam em Cannes, nós Mídias só conseguimos pensar na caixa de Páscoa da Globo e da Record.

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A arte de ser novo, de novo

‘Reinventar’ não é mais uma palavra da moda. É comum dentro do meio publicitário, ou até mesmo da comunicação como um todo, discutirmos a necessidade de nos reinventarmos, e essa necessidade é gerada pela nova configuração que ferozmente toma maior espaço: o digital.

Não é nenhum segredo. O mídia dados do ano de 2016 aponta um crescimento de 16% do acesso a internet em todo Brasil, contando também com um crescimento de aproximadamente 779% no uso de dados (4G), em comparação aos anos de 2014 para 2015 por usuário. – um crescimento impressionante.

O reflexo desses dados para o meio publicitário é impactante, pois precisamos nos reinventar a todo instante, principalmente no meio tecnológico. O número de pessoas que utilizam a internet cresce e o de empresas presentes nela aumenta proporcionalmente, competindo no mesmo espaço pela atenção do consumidor.

É nesse ponto que surge a necessidade de construir novos métodos e identidades. O consumidor está mais crítico com as formas de publicidade que o cercam e o formato conhecido padrão já não o interessa. Desta forma, o primordial está em inovar dentro das ferramentas existentes.

Acredito que muitas empresas pecam por andar em caminhos já percorridos acreditando que obterão sucesso, quando o mais instigante seria fazer de uma nova possibilidade um sucesso assertivo e inovador.

Hoje, os consumidores obcecados por seus tablets, celulares ou que ainda insistem nos meios tradicionais, estão esperando por uma novidade, uma forma inesperada de ser envolvido por uma marca e dar credibilidade a ela.

Assim, se reinventar não é mais uma opção, e sim uma obrigação cotidiana.

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O que eu aprendi sobre trabalhar fora

CREATIVOS BR – BLOG DO CRESPO – OPINIÃO – MORAR FORA

Trabalhar fora é um sonho antigo de todos, e dos pais de todos. Talvez porque morar fora passe uma imagem de que você venceu, e aparecer “Mudou para Los Angeles” no Facebook pode ser uma tremenda de uma inveja para os amigos. Outros porque acham que vão ficar ricos porque passarão a ganhar em outra moeda, e alguns ainda defendem a ideia de que, se nada der certo, ao menos volta com o inglês afiado.

Pois bem, eu nunca trabalhei fora. Mas não se espante. Tudo o que estou dizendo aqui é baseado em fatos reais de amigos ou de pessoas que deram seus testemunhos em um curso que fiz recentemente.

É verdade sim que o mercado lá fora é concorrido, mas é mentira que é muito mais fácil morar lá fora. Por mais que seu inglês seja fluente, você sempre será deslocado por ser o caipira, e não confiável por ser brasileiro. Entre outros pontos, não ter no sangue a paixão pelos esportes americanos e respectivos times de coração também serão motivos para que você se sinta sempre o patinho feio.

Além da adaptação, os costumes são diferentes. Ouvi dizer que americanos não têm hora de almoço. Buscam lanches ou fazem refeições rápidas na própria mesa de trabalho. Ou seja, dificilmente você terá um momento para relaxar e fazer amigos. Em contrapartida, você sai no horário e sua vida social recebe o devido respeito.

A vida nas agências lá fora é bastante corrida. Com grande número de agências, sobram trabalhos e reuniões de todos os tipos e a qualquer hora. Aqueles momentos de descontração vendo vídeos no YouTube durante o horário de trabalho são raros por lá. Se você estiver ocioso, fique tranquilo que o colocarão em uma reunião.

Outro ponto importante é que, sim, você ganhará em dólar, ou euro, mas lembre-se que gastará na mesma moeda. Logo, o bônus e o ônus se anulam. Todavia, é fato que lá você tem uma melhor qualidade de vida devido à estrutura do país (isso falando de Estados Unidos, mas qualquer país da Europa também segue a regra).

Se você for trabalhar fora pensando que vai mudar de vida financeiramente, desista. Mas se você quer uma nova experiência, conhecer outra cultura ou outra forma de fazer propaganda, ir para fora é o caminho mais que certo para se dar bem.

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A nova era da comunicação

CREATIVOS BR – BLOG DO CRESPO – OPINIÃO – A NOVA ERA DA COMUNICAÇÃO

Isso não é uma questão de opinião. Quanto mais estudo, observo e relaciono as diferentes estratégias de comunicação e o que elas influenciam em seus públicos de interesse tenho mais certeza de que o “segredo do sucesso” está na humanização. Precisamos repensar nossas perspectivas de criação, por mais que tenhamos modelos de negócios B2B, B2C e etc. Porque atrás dos CNPJs sempre têm CPFs. E por trás de cada CPF há uma história recheada de emoções, preferências e contextos que com frequência, estão imersos em uma condição bela de metamorfose ambulante.

Hoje, com todos os avanços tecnológicos não deve haver divisão e priorização de canais, a comunicação está cada vez mais se democratizando. A marca que se preza precisa estar acessível nos canais e nos veículos onde seu público se concentra, disposta e aberta a ouvir o que ela tem a dizer. Isso nos convida a uma reflexão desconstrutora e importante: Quem é o real emissor nessa nova era? A comunicação deve ser integrada de fato, o on-line está intimamente ligado ao “off-line”. Cláudia Sciama, Diretora de Varejo do Google Brasil disse no Think With Google: “para os consumidores não existe mais divisão entre os canais, o próprio cliente é o canal”.

O cliente deve ser o foco, e a solução o objetivo. Mudar a maneira como se enxerga um negócio é urgente! Empresas que se capacitam a ajudar o cliente a comprar têm mais espaço que as que querem vender, porque o consumidor busca confiabilidade e tem informações sobre o produto/serviço na palma da mão. Devemos, então, construir marcas interessantes e não interesseiras.

A internet é democrática e, ao mesmo momento em que dá voz e força às pessoas, também promove a captação de informações que podem (e devem) ser usadas para criar cada vez mais experiências de proximidade que de fato vão fazer diferença para as pessoas. O Marketing de massa morreu, agora estamos em outra era, um tanto quanto imediatista e que requer agilidade.

A comunicação e o marketing precisam se integrar desde a origem, a relação entre a empresa e agência deve ser tão próxima quanto à relação entre empresa e cliente final, para de que fato seja comunicada a essência da marca.

Pense. Não é sobre as melhores ferramentas, é sobre as melhores formas de se comunicar.  Mas isso é só uma questão de opinião.

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O dia a dia de um Redator

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Empatia é se colocar no lugar do cursor que pisca esperando pacientemente suas ideias serem inseridas em seu espaço. É se preocupar com o tamanho das palavras a fim de que elas se encerrem no final da linha, mantendo assim uma estética um pouco melhor. É separar as orações de maneira justa, terminando cada ciclo ou pausando-o quando necessário for.

A preocupação do Redator em encontrar uma ideia, um assunto ou um tema criativo enquanto os ponteiros do relógio giram se torna texto quando a empatia surge. A criatividade sai do óbvio e se torna única em um mundo onde os redatores buscam, ou simplesmente são obrigados a, falar de assuntos polêmicos do dia a dia ou atender um pedido de um cliente.

Criatividade, na vida de um Redator, é ser diferente, mas sem esquecer a essência, o português correto e as palavras de efeito. O uso de figuras de linguagem é livre, e um texto pode ficar muito mais rico com hipérboles, assonâncias, aliterações, metáforas, é verdade. Mas escolher outro caminho e pensar de pontos de vista diferentes às vezes é muito mais interessante e autêntico.

A essa hora, o Redator – que no início do texto apenas olhava fixamente no cursor piscando – já tem um texto quase pronto. Disse o que precisava, da forma que queria, sem esquecer a língua portuguesa e mantendo a estrutura de um texto bom, com começo, meio e fim.

É neste momento que o Redator conclui o texto, utilizando este último parágrafo como conclusão e encerramento, terminando o texto com uma frase com bastante efeito e densidade, a fim de que todos nós possamos refletir: “droga, nada me veio à cabeça. Vou começar de novo”.

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