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Por que fazer o curso de Publicidade e Propaganda

Estava refletindo esses dias que nos tempos que a gente está vivendo se animar para algo tem sido um pouco difícil, até sendo algo que a gente gosta muito. Uma delas é a vida universitária.

Eu mesma me peguei me questionando as motivações para fazer o meu curso e foi muito bom poder tirar um tempo para lembrar, então, queria compartilhar uma reflexão sobre isso com quem estiver precisando (mesmo sem saber) também.

Este é um texto escrito por uma estudante de 3º semestre do curso de Publicidade e Propaganda para estudantes do mesmo curso e para qualquer um que esteja pensando ou questionando a ideia de entrar nesse cursá-lo.

Na época que estava escolhendo meu curso, perguntei a alguns conhecidos que já tinham feito ele sobre como era, e eles descreveram, em geral, como tinha a ver com a criatividade e com o entendimento das pessoas. Eu fiquei muito animada, mesmo sem ter entendido muito bem.

Então fui pensar um pouco mais e pesquisar um pouco, e pensava: a Publicidade é importante demais. Ela contribui para a formação da nossa cultura e para a forma como enxergamos os outros e o mundo, e, se for feita com responsabilidade, pode trazer impactos positivos.

Mas foi só quando comecei o curso e fui avançando nos estudos que descobri o quão grande isso é.

Fazer publicidade é ter a chance de mudar o mundo aos pouquinhos com a sua criatividade (e aprender a construi-la no processo). É participar da criação e desenvolvimento de uma ideia que pode falar com públicos que não se sentem ouvidos e trazer reflexões indispensáveis ao contexto social. É vender um produto ou uma marca, sim, mas ter a oportunidade de falar e transformar muita coisa mesmo com uma simples imagem ou frase. É poder ver aquela pequena ideia atingindo o mundo ao seu redor da forma mais incrível, criativa e positiva possível. É ter a oportunidade de entender melhor a nossa cultura e participar ativamente dela.

Eu sei que posso soar muito otimista e sonhadora falando assim, mas a Publicidade é empolgante e acho que deve ser estudada e feita com entusiasmo.

Esse é um texto escrito por uma estudante de 3º semestre do curso de Publicidade e Propaganda que acabou de fazer uma prova de Semiótica e está com sono e completamente entusiasmada com sua escolha. E eu desejo esse sentimento a todo mundo.

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Pink Money

Junho é mundialmente conhecido como o Mês do Orgulho LGBTQIA+, onde há a tão célebre e importante Parada LGBT+ que é popularmente conhecida por transmitir mensagens de amor, festa e alegria. Mas, além disso tudo, ela é principalmente uma manifestação da comunidade em prol de luta pelos direitos que por muitas vezes são negados perante a sociedade como um todo. Para se aprofundar mais sobre a origem desta data tão importante, há um excelente texto da conteudista Gabriela Coyado que fala especificamente sobre isto.

Conforme as pautas LGBT+ alcançaram maior destaque na sociedade, houve, consequentemente, impacto direto em alguns setores de consumo. Uma vez que a possibilidade de atingir novos nichos se tornou maior, as empresas começam a focar em marketing e propagandas com o público em questão, surgindo deste modo o termo Pink Money.

A expressão em questão traz como significado o poder de compra da comunidade LGBTQIA+. É um conceito que caracteriza a comercialização de produtos para esse público, sendo mais do que uma ação mercadológica, mas também uma causa social na qual as marcas podem se posicionar em apoio à luta.

É comum vermos a nomenclatura “Pink Money” sendo usada para questionar ações e marcas que lançam mão de causas somente com fins lucrativos, mas o conceito correto para isto é “Pinkwashing”, utilizado quando há apropriação do movimento LGBTQIA+ para se autopromover mesmo não estando realmente comprometido com a causa.

Foi divulgado um estudo feito pelo IBGE, que mostra que a renda de casais homoafetivos é 65% maior do que a de heterossexuais, por exemplo. Além disso, uma pesquisa realizada Out Leadership,  em 2018, demonstra que o público LGBT+ tem mais peso na economia do país, somando cerca de R$ 420 bilhões somente no Brasil.

Os dados citados são tentadores para as marcas, mas apostar em uma estratégia de marketing apenas visando o lucro pode ser perigoso já que a audiência busca construir uma relação de confiança com as empresas. De nada adianta colocar uma bandeira de arco-íris em seus produtos, se a porcentagem de funcionários LGBTQIA+ da sua empresa é quase nula, por exemplo.

Por isso, questione se é mais necessário e benéfico sua marca propagar uma campanha publicitária com um casal homoafetivo para que a comunidade em foco compre roupas e produtos coloridos, quando não neutras pelo dobro do preço com a descrição de ser algo “não-binário”, entre outros exemplos de marketing apelativos, ou promover chances reais para as pessoas trabalharem em todos os cargos. Lembrando que a porcentagem de discriminação no mercado de trabalho com a comunidade LGBT+ ainda é de 61%, segundo a Folha de S.Paulo

A representatividade para a comunidade LGBTQIA+ é fundamental, mas obviamente sua empresa não pode ter como foco apenas o Pinkwashing, por isso, não se beneficie de pautas importantes, principalmente em meses propícios, para ter maior engajamento ou lucro para autopromoção, mas sim para de fato lutar com a comunidade que precisa de muita visibilidade!

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Assédio sexual e moral na indústria de comunicação

O assédio na indústria global de comunicação é uma questão que evidencia a gravidade do tema. Pesquisas recentes apresentam dados preocupantes nos quais 90% das mulheres afirmam já terem sido vítimas de assédio sexual e 89% de assédio moral em ambiente profissional, segundo o Meio&Mensagem.

É importante ressaltar que nos ambientes profissionais de comunicação há mais casos de assédio moral do que consideramos, isso resulta muitas vezes em um local de pressão diária para os funcionários, pois nota-se constantemente cobranças de tarefas em prazos quase impossíveis de serem cumpridos, jornadas extenuantes de trabalho (incluindo noites, feriados e finais de semana) e humilhação moral por parte de superiores ou clientes.

Com relação ao assédio sexual os dados comprovam que as principais vítimas são as mulheres. Uma pesquisa, realizada em 2017, pelo Grupo de Planejamento (GP) ouviu 1.400 pessoas (homens e mulheres) que trabalham em empresas de comunicação da região metropolitana de São Paulo. 51% das mulheres afirmaram já ter sofrido assédio sexual e 39% delas acrescentaram que houve alguma forma de contato físico durante a situação.

Vídeo | Pesquisa sobre Assédio Moral e Sexual do Grupo de Planejamento (GP)

“[…] Chorei todas as vezes que isso aconteceu. Contei no RH, mas eles disseram que eu deveria agradecer por gostarem de mim”, disse uma das entrevistadas anônimas do vídeo anexado acima. O estudo trouxe luz para uma realidade que é amplamente conhecida, porque é partilhada por todos, mas absolutamente naturalizada: a toxicidade do ambiente de trabalho e das relações no mercado de comunicação.

Experiências como as citadas, ou até mesmo piores, têm um impacto enorme na saúde física e psicológica das vítimas. E, consequentemente, prejudicando assim a saúde da empresa como um todo já que os funcionários são espelhos da corporação e merecem respeito como tal.

A psicóloga Alessandra Costa, especialista em assédios e corrupção, fala um pouco sobre como esses assédios, ainda tão frequentes, podem ser solucionados. Inicialmente ela reforça a importância da indústria de comunicação ter um Código de Ética e colocá-lo em prática diariamente com todos os funcionários, independentemente da função exercida e hierarquia na instituição.

A CreativosBr convida o mercado de comunicação a refletir sobre o tema que é tão sério e, infelizmente, ainda tão recente. Para ajudar, deixamos em anexo um documento interessante sobre o tema que pode ajudar na análise sobre o assunto. Sendo um pdf feito pela Agência Wunderman Thompson, a qual realizou uma campanha intitulada: “Agência sem assédio”.

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Você já leu “Macarrão sem queijo é como namoro sem beijo”?

O título diferente do livro já anuncia um pouco da experiência que será ler esse livro, mas eu garanto que ler com papel e caneta ao lado até o final é ainda melhor do que a primeira impressão.

“Macarrão sem queijo é como namoro sem beijo”, do Filippo Salvia Junior, é um livro que fala sobre comunicação por inteiro: com os outros, com o mundo e consigo mesmo, através de palavras, imagens e expressões corporais, e sobre todos os efeitos que ela tem em seus emissores e receptores.

É essa característica ampla que faz dessa obra ser uma experiência tão rica, porque além de aprendermos uma chave para aprimorar nosso trabalho como comunicadores, ele nos guia por um processo de expansão mental. É muito mais do que apenas dicas de como se comunicar melhor para fazer uma campanha, é sobre a vida e a nossa perspectiva sobre ela.

E com isso ele consegue uma coisa muito valiosa que é fazer o leitor, como profissional ou estudante da área, entender como o seu trabalho faz a diferença para os outros e para si mesmo. E, através disso, ser bem-sucedido e feliz ao mesmo tempo.

O livro ainda conta com uma linguagem muito fluida, citações e imagens ilustrativas e exemplos muito bons. Já pensou no que tem por trás da comunicação de alguns programas de TV e livros famosos? Ele te fala de alguns logo nas primeiras páginas.

Acredito que seja uma leitura extremamente valorosa para qualquer pessoa interessada no assunto, mas diria que é ainda mais especial para quem é estudante de comunicação porque dá uma perspectiva especial para a nossa formação.

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A nova experiência Piticas

Uma das compras mais especiais que fiz em uma loja geek foi em uma que entrei só para conhecer o espaço, a vendedora começou uma conversa comigo por uns quinze minutos sobre animes, e saí de lá com um chaveiro lindo de dez reais e muita vontade de voltar e recomendar.

Ah não, essa loja não foi a Piticas.

A Piticas é uma das minhas marcas favoritas desde que a conheci por causa de seus produtos, por conversarem bastante comigo, por ser geek declarada. Só que não sentia muito o mesmo da marca em si.

Acompanhando as mídias sociais, via o foco sempre se voltando quase que exclusivamente aos produtos. Embora eles sejam realmente lindos, uma das verdades que você descobre quando começa a estudar marketing digital mais a fundo é que, tão — ou até mais — importante do que aquilo que você vende é os conteúdos que você cria para seus seguidores e potenciais consumidores e como você se comunica com eles, duas coisas que estavam sendo deixadas muito de lado pela marca até então.

Esses conteúdos são o que agregam valor e falam muito sobre a identidade da própria marca. São eles que vão fazer o novo consumidor conhecer do que a marca se trata e se identificar com ela, para, então, se tornar cliente.

Aliás, pessoalmente, acho que essa parte da identificação é uma das partes mais importantes para o público geek, porque, em meio a tanto estereótipo, a gente gosta de saber que nossa paixão é compreendida e levada a sério. Foi por isso que aquela loja que mencionei no começo me marcou e me convenceu muito a voltar.

E para isso acontecer, tudo é importante. Agora que eles passaram a explorar suas redes para investir mais em conteúdo e apresentar claramente seu próprio discurso, a marca dá um passo para oferecer ao consumidor de hoje o que ele quer:  não simplesmente seus produtos, mas toda a experiência que ela possa lhe proporcionar.

Com essa nova proposta, a Piticas começou a dar maior credibilidade ao seu próprio discurso, mostrando de verdade que a marca em si também é geek e não apenas faz produtos bonitos.

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A página virada de um final não tão feliz

Desde janeiro de 2019, algumas livrarias físicas como Saraiva e Cultura têm desaparecido das ruas e shoppings, pois também foram levadas a se adequar ao futuro.

Lembro de estar passando pelos corredores do shopping Anália Franco, onde havia uma Mega Store, e pedir para minha mãe ir comigo à livraria Saraiva, e quando chegamos lá, parecia um cenário fantasma. Portas abaixadas, faixas e avisos na porta dizendo que tanto aquela unidade como mais 40 do país iriam fechar as portas fisicamente e iriam permanecer apenas com os sites de venda on-line.

Especialistas dizem que isso é um resultado do efeito Amazon.com desde 2014 que, além das vendas de e-books e audiolivros, também começou a lucrar com a venda de livros com preços menores das livrarias físicas, além de oferecer aos leitores a comodidade de receber o livro na própria residência.

Editores e autores criticam, pois a Lei do Preço Único diz que todos os livros vendidos na internet devem ter o mesmo valor. ‘’Não adianta ter um preço único, no entanto, se a Amazon vai oferecer frete grátis para quem assina o Amazon Prime’’, diz Eduardo Lacerda, proprietário da editora Patuá.

Contudo, a Amazon não foi a única responsável para o fechamento das livrarias físicas, a inflação determina quais serviços são essenciais no país. A taxa de leitores também interfere nesse contexto. No Brasil, essa taxa é bem baixa, pois além de possuir um número significativo de analfabetos, o preço dos livros é alto. Contudo, vale lembrar que segundo a Market Research World, países como a Índia apresentam a taxa de leitura alta, notou-se também o enfraquecimento das livrarias físicas.

Fonte: https://www.tecmundo.com.br/software/152697-pandemia-apps-wish-amazon-ifood-crescem-brasil.htm

Vale mencionar que com a chegada da pandemia da COVID-19 a economia mundial sofreu significativos abalos, fechando muitas livrarias e lojas físicas, mesmo aumentando os pedidos on-line, configurando assim o desfecho das livrarias físicas.

Há motivos suficientes para ficarmos perplexos com o fechamento das livrarias físicas como o aumento da quantidade de desempregos, o gosto pela leitura de pegar um livro na mão, folheá-lo e até sentir aquele cheirinho de livro novo, além de andar pelos corredores das livrarias e marcar um encontro com amigos ou companheiros.

Lamentavelmente, as crianças de hoje em dia nunca saberão como é sentir tudo isso, porém ainda que existam os livros, mesmo que sejam de forma digital (e-books), toda forma de cultura é válida e de fundamental importância preservá-la.

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As duas faces do LinkedIn

A saúde psicológica das pessoas que procuram se inserir no mercado em tempos de pandemia e como o LinkedIn pode servir de gatilho mental.

Com o aniversário de um ano da quarentena, o aumento dos casos de brasileiros que sofrem com transtornos mentais, como a depressão, a ansiedade e o estresse, é cada vez maior. As notícias rotineiras sobre os números de casos fatais por covid-19 desanimam qualquer um e é comum que, com isso, a produtividade individual desacelere. Em contrapartida, devido a diminuição da mão de obra nas empresas, as qualificações exigidas pelo mercado estão tornando-se cada vez maiores.

O medo do desemprego desencadeou em uma pressa (ainda maior) em se mostrar essencial naquilo que faz ou que pode fazer dentro do mercado. Um exemplo disso é o aumento na procura de cursos livres. Trabalhadores estão buscando, como sempre, se destacar. E, a mídia social corporativa é o lugar exato para isso.

O LinkedIn se tornou uma ferramenta imprescindível para a recolocação de indivíduos no mercado de trabalho. Ele é a ponte de comunicação que faltava entre trabalhadores e empresas.

Entretanto, sua excessividade pode ser prejudicial.

Assim como toda e qualquer mídia social, a situação de comparação, dentro do LinkedIn, é real e presente. Isso porque há uma movimentação comum e abundante da exposição do desenvolvimento próprio que, diante do cenário atual, pode trazer um sentimento de inferioridade em qualquer pessoa que sofre com a exaustão psicológica.

E, dessa forma, ficamos sem saída. A explosão de sentimentos é devastadora.

Precisamos nos reinventar como indivíduos, concorrer com outros e a nós mesmos, durante uma epidemia mundial. O desafio é elevado ao quadrado.

Por isso, não ponderar o uso da ferramenta é estar suscetível à mais gatilhos mentais.

É necessário mediar o que é absorvido em qualquer ambiente, seja ele virtual ou não, e entender o tempo de cada um.

Precisamos desacelerar para apreciar a vista.
E enxergar calma em momentos preocupantes.

Pois a ansiedade se espreita lugares tão pequenos, que passa despercebida.

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A representatividade de minorias nas campanhas publicitárias do BrasiL

Os últimos acontecidos, no que diz respeito ao racismo, me faz lembrar e reafirmar do quanto ainda é injusto a representatividade dessas minorias nas marcas, na frente de grandes publicidades, capas de grandes editoriais, ganhando frente, voz e vez. Assim, esse texto carrega muitas entre-palavras, porque o que escrevo aqui, ainda assim, é muito pouco do que sinto e do que penso sobre esse tema.

Em uma breve pesquisa no Google sobre o tema é fácil enxergar como ainda engatinhamos no que diz respeito a pouca visibilidade das minorias na publicidade. Em um dos sites, que
fala sobre um estudo realizado pela Elife e a agência SA365 sobre diversidade na publicidade brasileira, analisou 5.261 posts no Facebook e no Instagram feitos por 20 dos principais anunciantes brasileiros entre janeiro e dezembro de 2019, trouxe os seguintes dados:

– Grupos minoritários como LGBTQIA+ corresponderam a somente 4% das peças publicitárias, sendo identificados a partir de figuras públicas e demonstrações afetivas nas publicações.

– A presença de pessoas com deficiências (PCDs) que respondem por 1% das amostras.

– Negros, a porcentagem de participação caiu dez pontos percentuais em relação ao período anterior de comparação.

– Grupos como os amarelos tiveram representatividade em menos de 1%.

– A presença de grupos indígenas não foi registrada em nenhum dos materiais coletados.

Dados estes que dão vergonha, mas que mostram que o viés da publicidade do Brasil ainda tem muito para crescer e as marcas precisam agir e fazer as minorias “virarem estratégias” também, além do básico que é mostrado.

Enfim, qual o nosso papel diante disso? O que a gente pode fazer pelas minorias hoje? Discussão essa que abre várias possibilidades, podemos tirar disso tudo: somos únicos e a representatividade está estampada no nosso rosto. Que saibamos dar frente, voz e vez às minorias, pois o espaço a ser conquistado por elas ainda está só no começo.

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Publicitário professor. Professor publicitário.

Publicitário professor. Professor publicitário. Uma coisa não fica em pé sem a outra… pra mim, pelo menos.
Sabe que tem muitos anos que divido meu tempo entre agência de publicidade (agora empreendendo) e salas de aula (tão importantes e gratificantes quanto). Difícil, jornada diária de 15, 16 horas.
A sala de aula é minha segunda casa. Exatamente isso.
Nos últimos meses, minha segunda casa aconteceu de dentro da minha primeira casa. Literalmente. Consequências de uma quarentena dura, talvez nunca vista antes. Algum tempo para adaptação, compreensão de todos os lados e tudo tem funcionado bem desde então.
Sabe… Agradeço à Deus pela oportunidade que me foi dada de ser professor. Só quem é, sabe o que significa isso. Poder compartilhar conteúdo é algo extremamente gratificante.
Não é nada fácil, é verdade.
Estudo demais pra levar sempre o melhor para os alunos.
Desde 2007 tenho essa atividade em minha rotina. De lá pra cá, não teve um dia sequer que eu tenha deixado de lecionar, corrigir ou pensar nas atividades acadêmicas. Todos os dias da semana, estou dentro de uma sala de aula por pelo menos quatro horas, acreditando levar conteúdo novo, relevante e aplicável à atividade publicitária. Faço isso com muito amor, comprometimento, satisfação.
Sempre me dei bem com meus alunos. Respeito recíproco sempre foi o primeiro valor acordado nas minhas salas de aula que entrei. Quem não gosta disso? Sempre deu certo. De forma espontânea, natural, tento me conectar aos alunos, com discurso leve, informal, verdadeiro e sempre exemplificado às suas realidades. Se não sei algo, a humildade bate em minha porta. Se não sei, digo que não sei, mas que irei buscar a resposta onde quer que ela esteja. Aliás, quem sabe tudo?!
Tem uma coisa que muita gente sabe, mas pouca gente fala: A vitória de um aluno é infinitamente mais prazeirosa do que a própria vitória. Acreditem! Luto por essas vitórias dos meus alunos, todo dia e peço ao Papai do Céu que ocorram cada vez em maior número. Só ontem, duas delas: uma aluna Fecap que entrou numa grande agência e um aluno Faap me falando de uma etapa de um processo seletivo. Eu vibro por eles, eu vibro com eles.
Ser professor não é fácil nesse país. Tenho consciência que tenho uma posição privilegiada dentro desse mercado. Tenho as melhores condições de trabalho e atuo em casas que oferecem o melhor aos docentes e discentes.
Obrigado Fecap. Obrigado FAAP. Obrigado Mackenzie. Obrigado PlugSchool.
Mas, registro aqui que admiro muito e bato palmas para milhares de professores e professoras por esse Brasil que possuem uma realidade diferente da minha. São profissionais da educação que sofrem diariamente com a falta de recursos, a inexistência de reconhecimento e de respeito e ainda assim, continuam lecionando diariamente com sorriso no rosto, torcendo para um futuro de sucesso aos seus alunos. Todos esses, na busca por uma melhor entrega de conteúdo, se desdobraram e reaprenderam muito nos últimos meses para fazerem das aulas virtuais, as mais proveitosas possíveis para seus alunos.
Lembro quase que sempre dos meus professores. Gente que me ajudou bastante. Difícil citar alguns sem esquecer outros, mas ainda sim, farei: obrigado Amadeu, Russell, Bucci, Edson, Guaíra, Davidson, Cida, Lelo, Mecca, Adão, Ângelo, Marcinha, Alberto, Paulo Roberto. Alguns desses citados me deram aula, outros me incentivaram e outros ainda me deram a primeira oportunidade.
Feliz Dia dos Professores aos meus colegas, aos meus professores da escola, da faculdade e da vida e também a todos os que lecionam pelo Brasil, independente da dificuldade ou da falta de reconhecimento que tenham.
Que orgulho de vocês!
#diadosprofessores
por Filipe Crespo
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Creatividade

Ciao, parli italiano, conosci l’agenzia pubblicitaria Creativosbr?

Hola, hablas español, conoces la agencia de publicidad Creativosbr?

Muito feliz com este artigo para CREATIVOSBR. Nunca imaginei escrever para uma multinacional, ora pois, os brilhantes rapazes da agência miram longe. “Creativos” é a denominação de criatividade nestes idiomas, a expansão está próxima. Sto già facendo domanda per la filiale di Venezia.

Creativosbr = criatividade, que indica a capacidade de criar, produzir ou inventar coisas novas. Uma obra criativa pode ser uma pintura, um livro, uma escultura, um edifício, um anúncio, um filme, uma campanha publicitaria, por aí vai. Será somente alguns que possuem o dom, ou todos nós?

Em um de seus relatórios sobre o futuro do trabalho, o Fórum Econômico Mundial apontou a criatividade como a habilidade mais importante para o futuro. Já um levantamento do LinkedIn, feito em 2018 (em 2019 deu a mesma coisa), revelou que ela foi a soft skill mais procurada em ofertas de emprego daquele ano.

Antes disto, a Adobe anunciou os resultados da pesquisa “StateofCreate2016”, comprovando que os investimentos em criatividade recompensam e com benefícios tangíveis: do crescimento de renda até uma maior competitividade e produtividade nacional. O relatório, que entrevistou mais de 5 mil adultos em 5 países, revelou que as pessoas que se identificam como criativas têm uma renda 13% maior do que as não-criativas. Globalmente, mais de dois terços (70%) acreditam que ser criativo ajuda a fazer com que as pessoas sejam melhores trabalhadores, líderes, pais e alunos.

Criatividade faz muita diferença e nascemos todos com as mesmas chances de brilhar. Nunca é tarde para desenvolver, libertar essa veia escondida no calabouço! Criativos não são gênios, são apenas pessoas comuns como eu e você. Criativo é um indivíduo que empenha seu coração/cérebro para aprimorar-se como profissional/pessoal, sempre com entusiasmo. Obviamente, é inquestionável o valor do conhecimento, devemos estar abertos, sempre prontos, para: “aprender a conhecer”, “aprender a fazer”, “aprender a conviver” e “aprender a ser”. Neste mundo VUCA que vivemos, com tantas incertezas e desafios complexos, com novas profissões brotando, consumir conteúdo não é mais o suficiente.

Em minha opinião, criatividade também é gerada por quantidade e diversidade (hoje mais do nunca), que permite aprimoramento. No distante ano de 2019 li a biografia de Leonardo da Vinci (Walter Iassacson), a qual mostra que o gênio era um polímata, uma pessoa cujo conhecimento não está restrito a uma única área. Não é somente o autor de obras como os quadros Monalisa ou A Santa Ceia. Era também engenheiro, arquiteto, matemático, escultor, inventor e vegetariano. O livro apresenta o processo mental de Da Vinci ver o mundo, o qual acordava e tinha perguntas que podem parecer até infantis, como: “por que o céu é azul?”, “por que hoje o vento vai para o leste”, “por que a lagarta não voa e a borboleta sim?”. Desta forma pensava o gênio. Entendia que a pergunta é mais importante que a resposta, contrário do que vivemos hoje. As lições de criatividade de Da Vinci são muito validas para hoje, me acompanhem: mantenha-se curioso por toda vida, geralmente abandonamos isso por volta dos cinco anos de idade. Tenha pensamento independente, é sempre importante buscar pontos de vista diferentes do seu e da convenção estabelecida. Apure os sentidos, isso pode ser traduzido como ouvir bem e ser observador. Abrace a incerteza, aceite a dúvida como impulso para uma nova criação e não faça as coisas sempre do mesmo jeito. Equilíbrio entre corpo e mente, Leonardo era um atleta excepcional.

Caminhando para o fim, vendo criatividade por outro ponto de vista, falemos de William Shakespeare, um exemplo de gênio das novas ideias, ninguém duvida do talento do escritor inglês. Li no jornal O Estado de São Paulo, na coluna do mestre Leandro Karnal, um conhecedor profundo do bardo que, das 37 peças que temos acesso hoje, 36 foram baseadas em enredos que já existiam. Pois é, foram transcritos de alguma outra fonte. Tomando o exemplo de William Shakespeare, criatividade não é uma ideia extraordinária, surgida no nada, porém uma capacidade de recriar partes, parcialmente concebida por outra pessoa.

O futuro demanda, mais do que nunca de pessoas ‘creativas’.

“É com o coração que se vê corretamente. O essencial é invisível aos olhos.” (Antoine de Saint-Exupéry).

Obrigado.

Adão Casares, pai da Nathalia e do Bruno.

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