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Brasil – Um produtor de memes

g1

“O brasileiro precisa ser estudado.” É comum lermos essa frase nos perfis dos amigos nas redes sociais. Mas a brincadeira tem um fundo de verdade. O brasileiro, de fato, precisa ser estudado. Não é normal a forma sarcástica com que o brasileiro lida com os problemas e com as alegrias. Quase tudo o que acontece na internet vira meme e viraliza, principalmente os acontecimentos ruins.

São milhares de memes sobre os mesmos assuntos. Quase que um concurso de quem é o mais criativo e original. E acredite: o brasileiro é muito criativo. São diversos os memes feitos em velocidade incrível e entregues mais rápidos que muitos jobs que os clientes pedem. A agilidade que o brasileiro tem de transformar algo ou alguém em meme chega a ser incrível.

Seja pelas quedas de Neymar ou pelo personagem russo criado como um torcedor macabro, o brasileiro aproveita a Copa para se divertir e divulgar suas piadas. Usa a Copa também para invadir as redes sociais de desafetos que criticam a seleção ou nosso jogador principal. E saem em defesa: “só quem critica um jogador do Brasil é a gente, ninguém mais.”

Os brasileiros invadiram o Twitter do jogador Miguel Layún, do México, após um pisão maldoso no tornozelo do nosso craque. Até ameaça de morte o jogador recebeu. Usaram o Twitter para xingar o ator Matthew Lewis, de Harry Potter, dizendo que o Neymar é melhor ator que ele. Incrível como o brasileiro faz piadas com tudo e toma as dores de quem fala mal do nosso país.

Mas a viralização pode ser perigosa, e acabar com a vida profissional de muitas pessoas públicas, como aconteceu com o youtuber Júlio Cocielo, que após ofender o jogador Mbappe, da França, perdeu seus principais patrocínios e ainda recebeu ameaças de outros artistas na internet.

E você? O que acha dos memes? O que acha da força que a internet tem em viralizar tanto coisas boas quanto ruins? O brasileiro precisa mesmo ser estudado?

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O que os Mídias esperam dos veículos?

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Antes de falar sobre isso, precisamos considerar algumas questões que dizem respeito principalmente ao comportamento de consumo e também aos desafios empresariais. Não é nenhuma novidade dizer que somos “multitelas”. Estamos em celulares, computadores e televisões quase sempre. Nos celulares são diversos aplicativos competindo pelo nosso tempo, assim como nos computadores acessamos vários sites e deixamos sei lá quantas abas abertas; e ao assistir TV são bem amplas as opções de canais. Trabalhamos com um notebook, pegamos o celular diversas vezes e fitamos a TV, não necessariamente nessa ordem. Mas também lemos livros, blogs e revistas, somos impactados por mídias out-of-home enquanto ouvimos uma música via streaming. A nossa realidade é fazer muita coisa “ao mesmo tempo”. Temos dois ou três empregos, mais de uma empresa, participamos de alguns projetos, defendemos muitas causas, enfim, são muitas as bandeiras que levantamos. E bem neste cenário cresce a repulsa por propaganda. Pulamos anúncios, instalamos bloqueadores, pagamos streaming para não ouvir e ver propagandas, não pegamos folhetos em semáforos. Ok, mas o que isso tem a ver?

Em um passado não tão distante era possível atingir os objetivos dos clientes praticamente fazendo publicidade, comprar mídia nos veículos de maior audiência e afinidade com o público resolvia. Mas agora a mídia é segmentada, e o anunciante precisa falar adequadamente com seu público em vários canais diferentes. E precisa também integrar o PDV, eventos, marketing direto, endomarketing, marketing digital… e por aí vai. Ah, e tem que ser interessante, tem que ter conteúdo relevante. Todo esse conjunto precisa estimular interatividade e ser passível de mensuração. Culpa ou mérito da evolução digital? Tanto faz, o que importa é que o consumidor quer falar (e ser ouvido) e o cliente quer/precisa saber dos “números”. O Mídia precisa comprovar efetividade e também precisa prover inovação constante.

Hum… e como é a realidade de um departamento de Mídia hoje?

O cliente é como um investidor, e a mídia naturalmente detém o maior montante do investimento. Talvez esse conjunto de fatores pode ter influenciado o crescimento da relevância desse departamento perante os clientes. As equipes estão menores, apesar de terem crescido as responsabilidades. A mídia tem incorporado funções como inteligência de dados (B.I.). Consequentemente os profissionais do departamento têm menos tempo, e precisam de agilidade e assertividade mais do que nunca. Pode ser que alguns departamentos se deparem com outro problema: a “juniorização” da equipe. E aí, meu amigo, por mais inteligente e dedicado que um “júnior” possa ser, por tempo de mercado (e de vida), dificilmente terá a sagacidade que um profissionalmente experiente tem para lidar com problemas, planos e relacionamento com veículos.

E o que os mídias esperam dos veículos?

Primeiramente, que resolvam os problemas dos clientes. Mas para que isso aconteça, o veículo precisa conhecer o cliente, saber das suas dores e intenções. Bom, se é falta de preparo do veículo ou falta de briefing da agência… não sei. Mas sei que se tiver maior proximidade entre veículos e os departamentos de mídia (e entre os departamentos da agência), o cliente sai ganhando, provavelmente com problemas resolvidos e objetivos concretizados.

De acordo com Filipe Crespo, Diretor de Mídia da Aktuellmix, o Mídia precisa das melhores oportunidades de tempo e espaço, que promova diferenciação da concorrência, tenha adequação ao target, traga rentabilidade, e que principalmente estejam atreladas aos objetivos de campanha determinados.

Os Mídias precisam:

  • De propostas claras, focadas no cliente, que tenham dados para basear argumentação tática para defender porquê investir no veículo X para atingir o target da campanha (ranking de audiência, afinidade com o target e análise de concorrência, por exemplo).
  • Apresentações sucintas (pouco importa o layout, o conteúdo tem muito mais valor).  Com tempo bem escasso do mídia e também do cliente, não há tempo para brincar de leilão com o plano de mídia, então espera-se que o veículo apresente sua melhor negociação ou corre risco de ser cortado do plano.
  • Enxergar no veículo a possibilidade de saber das possibilidades de veiculação. Não somente as novidades, mas as características importantes do veículo (por exemplo, as possibilidades de segmentações).
  • Que o veículo se interesse verdadeiramente pelo seu cliente (e não em bater meta de venda). Se o veículo sabe o que o cliente quer comunicar ao seu público… a solução pode ser incrível.

E se a equipe é quase toda júnior? Abrace-a, dê dados e argumentos. Leve-a pra dentro do veículo, mostre a realidade, dê conteúdo, ensine. Contribua com o crescimento desses profissionais. Lembre-se que todo senior já foi júnior um dia.

 

Comente o que os veículos ou os mídias podem fazer para facilitar o seu dia e te ajudar a ser mais assertivo.

 

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Influenciadores digitais nas táticas de mídia

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Que os “influenciadores digitais” estão cada vez mais presentes em nossas vidas, é inegável, mas você já parou para pensar o tanto que as suas respectivas presenças cresceram nos budgets de mídia? Antes de mais nada, o que é um influenciador digital mesmo?

Influência, segundo o dicionário Michaelis significa o poder de influenciar e modificar o pensamento ou o comportamento de outrem sem o uso da força ou imposição. E digital… dispensa comentários. Então pra fechar a ideia, influenciador digital é aquele ser que através de meios digitais tem poder de alterar pensamentos e comportamentos de outras pessoas… interessante, e é aí que está a sacada. É ai que as marcas estão apostando.

Arrisco dizer que os influenciadores digitais podem ser como veículos de mídia especializados, ou melhor, segmentados. Ao definir um veículo de mídia segmentado, como um canal fechado de TV ou uma revista de carros, para uma campanha é preciso conhecer a “linha editorial”, tiragem, circulação, audiência, alcance, entre outras variáveis e opções até chegar a uma decisão do melhor custo-benefício para a campanha e/ou para o cliente. Com o influenciador digital não pode ser diferente, é preciso estar atento a todas as nuances para certificar que aquela pessoa escolhida realmente detém o poder de influenciar comportamento do público de interesse da marca. Ou no final da campanha você pode olhar pro relatório pensando “Influência de quê?”.

Foi-se o tempo em que a efetividade de uma campanha era medida pela abrangência (se é que esse tempo existiu um dia). Então não ache que o melhor influenciador digital é aquele que tem a maior quantidade de fãs, seguidores ou inscritos no seu canal, o melhor é aquele que tem maior proximidade com o público a qual a mensagem se destina. Reforço aqui que o influenciador digital não é necessariamente aquele ser famoso com vários dígitos de seguidores, para comprovar o que estou dizendo veja como a Adorocinema definiu influenciadores para suas ações.

Poderia até listar vários cases de diferentes formas de como os influencers estão cada vez mais presentes na mídia. Mas prefiro encerrar com uma mensagem e um convite. Influenciador digital não é a função é a consequência de um posicionamento coerente com conteúdos frequentes e de qualidade.

Se você quer (ou precisa) saber mais a respeito de como planejar e comprar influenciadores digitais para se destacar no mercado…

OBJETIVO DO CURSO:

Capacitar os alunos presentes quanto ao entendimento dos conceitos e tendências da mídia digital e sua aplicabilidade no dia a dia, possibilitando assim, a construção de um bom e estratégico plano de mídia com influenciadores digitais para marcas de empresas de pequeno, médio ou grande porte. Entender as características do marketing de influência e quem são esses influenciadores e como eles alteraram o negócio da publicidade na mídia digital nos últimos anos. Através de inúmeras atividades práticas, os alunos trabalharão e exercitarão habilidades da técnica da disciplina, que passam por análises de adequação e relevância, alcance e engajamento, além das etapas de segmentação, rankeamento, negociação e mensuração da mídia comprada. O curso inclui o fornecimento do material por parte do professor e certificado de participação.

Mais informações, conteúdo programático e inscrições: https://bit.ly/2Ibe2O4

 

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Social Media de que?

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Já está bem claro para todo mundo a importância das mídias sociais. Um terço da população mundial está presente nelas. Na fila do banco, no ônibus, no trânsito, nos shoppings, as pessoas estão sempre conectadas. E as empresas, por sua vez, precisam estar onde os clientes estão. Não é o Marketing que muda, é a sociedade.

Com a demanda crescente de empresas querendo se destacar, não demorou muito para Social Media ser uma das profissões mais comentadas do século 21, colocada como uma das carreiras mais promissoras hoje e para a próxima década no Brasil e no mundo, segundo dados do relatório O Futuro do Trabalho, do Fórum Econômico Mundial.

Trabalho há 4 anos na área, e no primeiro ano a demanda de profissionais ainda não era tão intensa. Atualmente tenho até amigos Engenheiros que se especializaram no mundo das Mídias Sociais e estão trabalhando com isso. Acreditem!

Todo mundo deseja fazer o novo, o diferente. Muito conhecimento, ferramentas, artes bem elaboradas, mas o principal em falta, a estratégia. Resultado? Clientes impacientes por resultados e profissionais sem saber o que fazer.

Criar conteúdo com layouts atraentes é o de menos, a ideia é fazer isso se converter no foco principal do seu cliente. E pasmem, não é número de curtidas ou seguidores, isso são apenas métricas de ego. Ou você entra de cabeça na empresa do seu cliente e explora dados que precisam fazer uma interconexão com o processo de vendas, ou você expira.

Mas não se preocupe, isso não é nada complexo, é apenas desligar o modo “máquina” da criação desenfreada sem nexo, e ligar o modo “profissional criativo e inteirado”. Mais do que entender bem das mídias sociais, você precisa entender de pessoas e fazer comunicação real com elas.

 

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Big Brother o ano inteiro?

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Recentemente o Facebook protagonizou um escândalo sobre compartilhamento indevido de dados de usuários de um quizz com a empresa de consultoria Cambridge Analytica. A vulnerabilidade em que nossas informações se encontram nas mídias sociais me traz o questionamento de até que ponto estamos protegidos quando conectados.

Quando publicamos algo, fazemos check-in em determinado local, quando interagimos com nossos amigos e quando aceitamos os termos de uso do que clicamos na internet, confiamos que aquilo ficará em modo privado e que nada irá acontecer. O que atualmente vemos e que se revela é que esses dados podem ser expostos com mais facilidade do que pensamos.

Somos vigiados o tempo inteiro e há anos Foucault já nos alertava sobre isso. Essa vigilância intensa e de 24 horas por dia nos controla, viabiliza a produção do saber e torna possível nos conhecer, uma vez que o saber produzido reforça as possibilidades de exercer poder sobre nós. As marcas, por exemplo, muito se interessam em conhecer o seu público-alvo, e a ter essa proximidade, estando tão conectadas nas mídias como nós.

É importante sempre manter cautela no conteúdo que vamos expor na internet, uma vez que, após postado, aquilo se eterniza e não temos controle do que isso pode ter. Afinal, a sociedade da vigilância faz parte do nosso cotidiano e, ativamente, somos parte de sua engrenagem.

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Não seja publicitário

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Estava em uma daquelas reuniões de família onde todos os primos mais novos sentam-se no chão e eu agradeço por ser a mais velha e ocupar o último lugar à mesa. Se não fosse por aquele tio que insiste em conversar sobre os mais diversificados assuntos até chegar à famosa pergunta: “mas o que você faz mesmo na faculdade?” e eu prontamente responder: “Publicidade e Propaganda”. Aí ele me olha enquanto passa um único e simples pensamento em sua mente: “mas isso todo mundo já nasce sabendo”.

Pois é. Essa é uma das maiores ou talvez mais certas conclusões acerca da publicidade. Todo mundo já nasce sabendo.

Mas ainda tenho uma definição melhor: todo mundo nasce criativo, isso é verdade, e talvez até um pouco de publicitário, afinal quando você precisa conquistar uma gata na balada você apela para o marketing pessoal para gerar um buzzmarketing, não é verdade? Mas nem todos são publicitários em sua essência.

A questão é que ser publicitário é muito mais que andar descolado por toda agência, e ostentar uma biblioteca com diversos livros “cult.”; é muito mais que ter aquela fantasiada rotina flexível enquanto se dedica 12 horas consecutivas a um projeto, e o cliente manda um famoso “textão” com várias alterações. É, de fato, muito mais que ser o “diferentão” da família.

Seus dias são regados a café a ponto de ser seu melhor combustível, ou talvez parte de você, pois só assim você aguentará o dia agitado entre os almoços com veículos e reuniões que poderiam ter sido um simples e-mail.

A verdade é que a publicidade não envolve somente ser criativo e descolado, envolve muito do seu conhecimento e sua visão sobre o mundo; exige que você se dedique a ela e entenda todos os seus detalhes e as curvas de seu corpo. É preciso arquitetar cada peça e montar uma boa estratégia, além da soberania em dominar Exatas e Humanas, e acordar diariamente disposto a resolver problemas que ainda não existem com inovações geniais, por que o que era novo ontem, hoje já não é mais.

Portanto, se não deseja ser um apaixonado pela vida e não queira saber de cor todos os bordões publicitários, além de nunca poder se sentir orgulhoso por ter feito parte de uma campanha incrível que mudou a vida de alguém, não seja publicitário.

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Uma baiana em São Paulo

Near the hotel

Eu, baiana da gema, conheci São Paulo há 3 anos, e desde então a capital paulistana se tornou frequente nos meus destinos de viagens anuais, mas a trabalho, é claro.

Costumo dividir as pessoas em dois tipos: as que amam São Paulo de paixão e as que odeiam. Eu sou dessas que amam e ficam encantadas.  No auge dessa paixão, eu mudei pra Sampa, larguei a Bahia, o calor, o mar, o aconchego e a família, Me assumi bicho dessa selva e mergulhei de cabeça na capital paulistana.

Em meio aos comentários: “Lá é muito frio!”, “Lá é muito perigoso”, “Eu moro em SP e quero ir embora”, estava eu, com menos de 1,60 m de altura e toda coragem do mundo. Hoje, enquanto os dias passam em São Paulo e todos os sons se misturam com as cores, os cheiros e as formas, eu observo em silêncio, e ainda um pouco constrangida por sempre tentar dar o segundo beijo, esqueço, aqui é só um. Que chato!

Pego a Marginal Pinheiros um pouco antes do horário de almoço no Uber Pool, tem trânsito, todos reclamam, motorista reclama, passageiro reclama e eu apenas penso: “Mesmo devagar o trânsito se movimenta.”, já vi coisas piores.

Confesso: comer tem sido o melhor passatempo que tenho feito. Ganhei 2 kg em 2 meses. Não sei se São Paulo tem amor, mas com certeza tem comida, muita comida, de todos os tipos, da Vila Sofia à Vila Madalena, da 25 de Março ao Morumbi. Aqui se come muito bem.

Gosto também como me chamam, de “Lai”. Virei “Lá”. Deve ser para poupar tempo. Para os mais formais: “Ferrari”, uma maneira um tanto quanto diferente de se referir pelo sobrenome. Apesar de adorar o “Imagina” depois do “Obrigada”, fico confusa quando me chamam de “mano”.

Sinto falta de ver o mar, da praia aos finais de semana, mas tenho os ‘rolés’ no ‘Ibira’, que não substituem, mas estão sendo divertidos. E mesmo com a dificuldade para ver o céu com tantas luzes e prédios, gosto de ver as luzes, de imaginar a diversidade que existe ali.

A cidade que não dorme espalha cultura em suas ruas, e tem momentos tranquilos em meio ao verde, que acreditem, existe muito. Na cidade mais inteligente do Brasil, se locomover é fácil, é regra; e manual é o que não falta.

Perdida em tanta informação, percebo, Salvador é meu lar, mas não é minha casa, e São Paulo será até existir vontade, pois a mudança é necessária para percebermos que podemos viver em outros meios, de outras formas que não serão fáceis, mas que deixarão lições.

Com uma perspectiva melhor, a gente encontra paz em meio ao caos, a gente se encontra.

 

 

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As mulheres da minha vida… profissional

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Que as mulheres fazem a diferença na vida de um homem… isso é fato. Não é preciso dizer mais.

Mas hoje, nesse post que marca o meu retorno às páginas do creativosbr, quero destacar a importância que algumas mulheres tiveram em minha vida profissional.

E acreditem: foram muitas mulheres que passaram e que ainda passam pela minha vida profissional. Com elas, aprendi e aprendo e por isso, só tenho a agradecer.

Se me permitem, quero aqui relembrar o que aprendi com cada uma dessas mulheres importantes na minha formação profissional.

Começarei pela querida Helena Lourenço, ainda lá em 1998, quando eu tinha apenas 16 anos de idade. Dela, aprendi CONFIANÇA, já deixava comigo, muitas vezes sozinho, grupos imensos de turistas estrangeiros. Quantas vezes, a Helena me passou a missão de ir ao Aeroporto de Guarulhos junto com um motorista de ônibus fretado que eu nunca tinha visto, buscar gringos que eu também nunca tinha visto? E aquela vez que tive que levar um gringo que passou mal, ao hospital? Fomos de ambulância, ele gritava e o médico olhava pra mim, perguntando: “O que ele está dizendo?”. Meu Deus…. Na frente do médico já no pronto socorro, tive medo de errar a tradução de um sintoma e aquele paraguaio empalhar ali na minha frente. Já pensou? Obrigado pela confiança por todo o tempo que trabalhamos juntos, Helena.

Anos mais tarde, em 2001, tive como chefe, a Kelly, na Totalchem. Meu primeiro emprego mesmo, sentado em mesa de escritório, com roupinha meio que social, relógio de ponto e tal. Com a Kelly aprendi a ter RESPONSABILIDADE. Responsável pelo Departamento de Marketing da empresa, tínhamos prazos curtos a respeitar. Kelly me cobrava status diário, reports frequentes aos outros departamentos e gerava novos jobs e compromissos a partir da conclusão dos meus. Com ela, aprendi que só deveria levantar pra tomar café ou para bater papo, quando tinha certeza que terminaria o trabalho a tempo de ir embora.

Com a passagem no concurso público, assumi a função de agente administrativo na Prefeitura de Praia Grande. Lá, fui trabalhar numa escola. Era uma creche, na verdade, no bairro da Vila Sônia, em Praia Grande. Naquela época, bairro considerado perigoso. Chamava Centro Recreativo Sônia Regina. Minha chefe lá era a Dulcinéia, a diretora. Mulher de fala firme, cara fechada e que me ensinou rapidamente o que era  PONTUALIDADE. Com a Dulcineia não tinha conversa. “Tu não pode exigir obediência de um aluno se tu não obedece as regras de um colégio”. Estava eu lá, todos os dias 07 da matina, juntamente com o Seu Félix, abrindo a porta da creche para os alunos. Os professores sofriam com a direção rígida da Dulcinéia.

Mudei de função dentro da Prefeitura e veio então a Magali Oliveira. Talvez a chefe com quem mais aprendi. Foram muitos anos, muitas brigas, muitos pedidos de desculpas para ambos lados, mas também muito respeito. Que baixinha arretada aquela na Prefeitura. Podia ser vereador, secretário municipal ou delegado. Todo mundo que precisava falar com ela, respirava fundo, rezava e ia. Com ela, não tinha quebra galho e nem politicagem. Quer ser atendido? Fila! Quer seu processo analisado? Fila. Quer seja lá o que for? Fila. Magali me ensinou dentro do ambiente profissional, a IGUALDADE e HONESTIDADE.

Cheguei na Ogilvy & Mather. Primeira agência grande que tive a oportunidade de trabalhar.  Quando lá cheguei, cai no time de Inteligência de Mídia. Além de trabalhar para o público interno da agência, minhas chefes Márcia Mendonça e Fernanda Lima me cobravam sempre a PROATIVIDADE na nossa função. Tínhamos o melhor e mais bem estruturado ferramental de mídia do mercado, sabíamos muitas vezes o valor que aquilo poderia agregar aos planos de mídia dos clientes da agência. Então… por que não propor algo a mais? Com o volume de trabalho que tínhamos, parecia bastante loucura entregar essa tal da proatividade, mas com o tempo, passei a entender o quão importante isso era. Por conta delas, hoje mexo em algumas das mais importantes do mercado publicitário. Sou grato. Elas sabem. Envio e-mail sempre agradecendo.

Tem uma passagem na minha vida que nunca esqueço. Mais do que isso: conto pra todo mundo quando tenho a oportunidade. Era uma tarde e eu estava na Y&R trabalhando em um dia qualquer. Toca meu celular e uma pessoa do outro lado da linha se identifica como Teca. Diz ser uma diretora de grupo de mídia da JWT e queria saber se eu tinha interesse em conversar com ela, para uma vaga que ela tinha em aberto em seu time. Disse que naquele mesmo dia, mais gente da agência dela me ligaria para também convidar para uma entrevista. Curioso que sou, questionei qual a conta que ela cuidava e foi justamente a resposta dela que me “ganhou”. No telefone, a Teca respondeu: “Se eu falar as contas que eu atendo, talvez tu não queria vir trabalhar comigo, porque talvez não sejam as contas mais legais aqui da agência. Mas eu sou legal e prometo que tu vai gostar se vir trabalhar no meu time”. Pronto. Nada mais me fazia poder ter outra escolha que não fosse essa. Ter a Teca como chefe nos anos seguintes foi um aprendizado enorme pra mim. Ela me ensinou que num time, devemos exercitar o ESPÍRITO DE EQUIPE sempre e em qualquer situação. Me ensinou que assim somos mais fortes. Que saudade que eu tenho da Teca. Me lembro do dia que ela anunciou sua saída da agência. Muitos da equipe que ela comandava ficaram estarrecidos. Teve gente que chegou a dizer que não fazia mais sentido trabalhar ali sem ela por perto. Hoje, Tequinha querida, brilha montão lá na Unilever.

Trabalhar na W/McCann era um sonho pra mim. Creio que para muitos também. Cruzar o corredor ou participar de discussões com um dos maiores nomes da publicidade mundial rotineiramente é espetacular e talvez só quem tenha tido essa oportunidade é que saiba disso. Foi nessa agência que conheci a Yara Apparício. Ela me convidou, me entrevistou e bancou a minha troca de agência da JWT pra lá. Me levou promovido. Me deu novos desafios. Passar de supervisor pra gerente foi o degrau mais difícil da minha vida profissional. Ela me ajudou. Ela me fez aprender o significado de RESILIÊNCIA, característica mais do que necessária para quem trabalha nessa área. Quem me conhece sabe que sou explosivo, mas Yara me ensinou que contar até 10 algumas vezes pode valer a pena. Quando ela não esteve por perto, estourei. Fiquei aliviado, confesso!

Por último, mas não menos importante, quero aqui trazer a minha mais recente chefe, a Leslye Revely, Coordenadora do curso de Publicidade e Propaganda da Fecap. Foi ela quem me contratou para lecionar na Instituição ainda em 2014. A Leslye tinha um estilo de liderança diferente de tudo o que eu já havia encontrado em um ambiente profissional. É bem verdade que estava acostumado com chefia de agência e talvez eu achasse que na faculdade seria igual. Mas trabalhar com a Leslye era assim: ciente de que seus comandados sabiam das regras, de seus direitos e de suas obrigações, ela deixava a coisa acontecer. Com ela, aprendi a LIBERDADE. Quando eu digo liberdade é no sentido de deixar trabalhar. Quem trabalha livre trabalha melhor. Quem tem liberdade de planejamento e execução, entrega melhor. Isso é fato. Obrigado, Leslye. Tentarei ser assim. Não sei se consigo. Confesso!

Em resumo, essas são as mulheres profissionais da minha vida e com quem muito aprendi.

Para esse texto aqui, preferi focar nas minhas chefes, o que não quer dizer que tenham tido outras mulheres igualmente importantes nesses meus anos dentro da Publicidade.

A todas elas, meu muito obrigado.

Filipe Crespo

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A incrível arte de criticar

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Tem gente que nasceu para criticar. Veio ao mundo com o objetivo de ser do contra e achar tudo ruim ou sem qualidade. Chegou para cumprir a missão de ser o chato da internet e, desde pequeno, já assume o papel de ranzinza entre os amigos. Faz de tudo para achar defeitos onde não há ou destacar os erros alheios que o dono do equívoco reza para que ninguém perceba.

Mas até onde criticar é ruim? Existem diversos tipos de críticas. Uma delas, a construtiva, é muito bem-vinda e necessária para o crescimento pessoal e profissional. É ela quem direciona, quem ajuda e abre o olho de quem gostaria de estar no caminho certo mas anda em pedras pelo errado. É a crítica construtiva que molda caráter e auxilia aqueles que buscam sempre o melhor para si e para os outros ao seu redor.

E as críticas destrutivas? Essas existem para aniquilar sonhos e humilhar as pessoas. São gratuitas e nem sempre vem acompanhadas de argumentos plausíveis. Ela só que destruir mesmo e fazer com que o equívoco se torne falha das feias. Aliás, nem sempre a crítica é direcionada a um erro. Muitas das críticas destrutivas são direcionadas para atitudes do bem, artes bem feitas, escolhas altruístas.

A verdade é que em um mundo onde a internet dá voz a qualquer pessoa, toda obra está suscetível à críticas, sejam elas construtivas, com o objetivo de fazê-lo melhor, ou destrutivas, a fim de fazer apenas você se sentir mal mesmo. Que comecem as críticas sobre este post.

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A linha tênue entre presente e futuro, pessoas e tecnologias

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Com tantos adventos tecnológicos, percebo – entre várias mudanças – alterações no comportamento das pessoas em relação à comunicação (pessoal e corporativa) e à propaganda. Muitas ferramentas (celulares, redes sociais e aplicativos, por exemplo) estão mais acessíveis e as pessoas se mostram cada vez mais dispostas e abertas a relacionamentos, sendo cada vez mais fechadas à “propaganda” (ou pelo modelo “tradicional” da propaganda).

Estes dois fatos se comprovam com as ascensões das redes sociais, dos bloqueadores de propaganda, vulgo ad blocks, e de plataformas como Netflix, que traz filmes e seriados sem intervalos comerciais. As pessoas demonstram interesse em se relacionar (com marcas e com pessoas), e relacionamento se constrói através de comunicação, e de verdade. Generalizando, ninguém gosta de sentir um “número”, nem de ser usado por marcas que só se relacionam interessadas em venda.

Ultimamente muito tem se falado em tendências, entre elas estão: inteligência artificial, realidade alterada (interações entre realidade aumentada e virtual), novos formatos para publicidade digital, vídeos interativos, influenciadores digitais nas estratégias das marcas, e a luta contra as “fakenews”. Esse futuro já começou.

A Cognizant, empresa de consultoria especializada em tecnologia e negócios, baseada em dados e tendências corporativas, listou prováveis profissões promissoras para um futuro próximo (5 e 10 anos). As principais funções envolvem gestão de dados necessitando de verificação, ética e olhar humano para muitos segmentos.

Com todo esse papo de futuro e de comportamento, vale citar Peter Drucker, que diz que a melhor maneira de prever o futuro é criá-lo; e minha esposa, publicitária Karlla Medeiros, que diz incansavelmente para pessoas e marcas: “Seja interessante, não interesseira (o)”.

 

 

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