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Como a P&G ajudou na luta contra a fraude publicitária

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O Trustworthy Accountability Group, um organismo de vigilância da indústria focado principalmente na luta contra a fraude publicitária, disse nesta terça-feira que o número de empresas que receberam o selo “Certified Against Fraud” aumentou mais do que o dobro desde abril, com 26 companhias adicionadas desde então.

A notícia chega aproximadamente um ano depois que Marc Pritchard, diretor de marca da Procter & Gamble, disse que sua empresa exigiria que “qualquer entidade que trabalhe com mídia digital” teria que passar pelo programa Certified Against Fraud da TAG ou arriscar perder o negócio da P&G. A P&G é considerada o maior anunciante do mundo, gastando US$ 4 bilhões por ano.

“Sem dúvida, quando Marc Pritchard fez sua ligação à ação, criou uma incrível quantidade de impulso em torno da TAG”, diz Mike Zaneis, CEO da TAG.

“As empresas não estão fazendo isso porque querem lucrar com a P&G, mas porque outros comerciantes estão exigindo”, diz Zaneis. “E eles querem trazer segurança a marca e impedir a fraude”.

Zaneis também diz que a participação na iniciativa “ads.txt” da indústria, que foi criada este ano para eliminar a “falsificação de domínio”, se tornará um dos requisitos da Certidão Contra a Fraude da TAG no próximo ano.

A TAG certificou seu primeiro lote de empresas em dezembro de 2016, uma pequena multidão com apenas 17 companhias. O total hoje é de 49, com mais 120 no processo de revisão ou aprovação. “Mais de 80 empresas de fora dos Estados Unidos se inscreveram para a certificação TAG este ano, uma grande parte da qual vem da Europa e da Ásia”, diz Zaneis.

O programa de certificação antifraude da TAG tem como objetivo frustrar a fraude publicitária ao “marcar” todo mundo no ecossistema de anúncios digitais, desde compradores e vendedores de mídia até vendedores e intermediários de fraudes publicitárias.

A certificação não é gratuita, uma vez que as empresas devem pagar pelo menos US$ 20.000 por ano para manter o selo Certified Against Fraud do Watchdog.

Enquanto isso, ninguém sabe quanto se perdeu com a fraude publicitária nos canais digitais a cada ano porque o ecossistema de anúncios digitais é muito complexo para contar.

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Alberto Fachin

O autor Alberto Fachin

Publicitário e paulistano. Atua como Mídia numa agência em São Paulo, onde atende contas do setor público. É formado pela Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (FECAP) e profissional certificado pelo Grupo de Mídia de São Paulo. Focado, determinado e apaixonado por novas tecnologias. Conteudista do creativosbr.

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