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Opinião

Como as mídias sociais podem fortalecer transtornos alimentares

Fonte: Pexels

No dia 2 de junho foi o Dia Mundial de Conscientização dos Transtornos Alimentares e a Creativosbr resolveu associar a causa ao fato de como as  mídias sociais podem ser um gatilho para as pessoas que infelizmente vivenciam o sofrimento causado por essas doenças.

A imagem que temos de nós é aprimorada ao longo dos anos com as informações que armazenamos em nossa mente como verdadeiras, entretanto, muitas vezes, essas referências podem sofrer influências negativas e causar inseguranças, traumas ou até mesmo alguns transtornos mentais.

Dados recentes mostram que 90% das pessoas estão insatisfeitas com a própria aparência e o principal foco, normalmente, está no peso corporal, segundo Groupon. Muita se deve ao grande índice de comparação diária que há na internet, principalmente com os perfis do Instagram dedicados exclusivamente a conteúdos sobre emagrecimentos e dietas restritivas.

Essa insatisfação corporal diz respeito à avaliação negativa que temos com o próprio corpo decorrente dessas constantes comparações que são consideradas uma discrepância entre a avaliação do corpo atual e o corpo considerado ideal, sendo por vezes uma meta inalcançável, a qual sempre frustra as pessoas.

Quando foi a última vez que você tirou uma foto sua e não quis editar com qualquer filtro ou modificações como afinar a cintura e deixar os seios maiores? Em 2018, alguns estudiosos começaram a utilizar o termo “Dismorfia Snapchat” como referência aos casos de indivíduos que procuravam profissionais de estética e saúde para atingir uma aparência o mais próximo possível de si mesmos com filtros do aplicativo. Desde então, a procura por cirurgias plásticas tem aumentado proporcionalmente, segundo o JAMA Facial Plastic Surgery.

Os internautas mais influenciáveis para desenvolver transtornos alimentares são adolescentes de 13 a 18 anos. Um estudo com 10.123 indivíduos nesta faixa etária demonstrou que os transtornos alimentares são doenças predominantes do público feminino. É o período onde ocorre a autoaceitação, a qual na adolescência, está condicionada a critérios formulados pelo grupo de amigos que são vigorosamente motivados pelos modelos sociais, principalmente os mais populares nas mídia sociais.

Por isso é sempre importante analisar se o conteúdo que está em seu feed está resultando em alguns minutos de prazer ou se está sendo nocivo para sua saúde mental. Procure sempre ajuda psicológica e converse sobre o que está sentindo. Se comparar constantemente na internet não é normal.

Lembre-se: a internet é um lugar maravilhoso; as pessoas são perfeitas e sempre felizes, mas isso é mentira. Todo mundo tem seus defeitos, pontos fracos e corpos que são reais. Não há pessoas sem poros ou celulites, ter barriga é normal e linhas de expressão também.

“Vivemos em plena cultura da aparência: o contrato de casamento importa mais que o amor, o funeral mais que o morto, as roupas mais do que o corpo e a missa mais do que Deus.” – Eduardo Galeano.

Tags : aparênciainstagrammídias sociaisredes sociaistranstorno alimentar
Daniela Cardoso

The author Daniela Cardoso

Vivendo seu disfarce de terráquea como estudante de Comunicação Social – Publicidade e Propaganda pela FECAP – Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado, tem experiência profissional com Web Design e Marketing Digital (com formação pelas Instituições SENAI São Paulo e ComSchool). Nas horas vagas se arrisca com ilustrações acompanhada de uma boa música! Apreciadora de cafés, conversas e séries medievais.

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