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Opinião

Continuando a história…

No último post, contei para vocês como estava sendo a minha semana "diferente", utilizando o metrô como meio de transporte.

Olha gente: estou muito mais calmo por não ter que aguentar o trânsito paulistano. Não me estresso mais e nem tenho que xingar mais ninguém.

Mas como eu havia prometido, hoje vou contar um pouco da minha percepção sobre o uso da publicidade no metrô paulistano.

É fato, que de 2007 para cá, desde que a Lei Cidade Limpa foi implantada em São Paulo, muitos anunciantes migraram parte das suas verbas de mídia para outros meios de comunicação. Na minha maneira de ver, o meio de comunicação que mais se beneficiou com tudo isso, foi a mídia indoor, ou o OOH, se preferirem.

Com isso, o Metrô Mídia passou a ser veículo (de comunicação) certo em muitos planos de mídia.

Formatos novos foram criados para atender a demanda de anunciantes que buscavam e ainda buscam a mídia. Além das já tradicionais sancas, painéis de estação e escada, outros formatos surgiram, como as catracas, painéis de trilhos e a tão conhecida e admirada TV Minuto.

Vamos falar da TV Minuto. São 5.232 monitores instalados nos 109 trens das três linhas do Metrô, atualmente em funcionamento.

Um sucesso comercial, sem dúvida, uma vez que anunciar alí, é certeza de cobertura.

Só para se ter uma idéia (caso você não seja de São Paulo e não saiba), o metrô de São Paulo transporta diariamente 3 milhões de pessoas e cada uma dessas pessoas fica diariamante, em média, 40 minutos dentro do Metrô.

Bom, sendo assim, resolvi analisar anúncios nos mais variados formatos do Metrô, mas especialmente na TV Minuto.

Como percorri a Linha Verde (que vai da Vila Madalena à Sacomã) antes da Azul, notei que os painéis de trilhos e sancas internas dos vagões trazem anúncios voltados para os jovens. São anúncios de Universidades, Empréstimos Bancários e Cursos de Inglês. Só na Vila Madalena, por exemplo, três Universidades disputam a atenção dos usuários na mesma plataforma do Metrô. Sõ elas: São Judas, FECAP e Anhanguera. Será que é bacana isso para o anunciante? Eu não acho.

Já dentro do trem, prestei atenção nos anúncios da TV Minuto. Como vocês sabem, as inserções ali veiculadas não dispõem de som, logo, possuem uma legenda, com  aquilo que seria o áudio do comercial. Bacana, aceitável, no mundo inteiro é assim. A ideia é fazer com que o cara no metrô compreenda o anúncio, ainda que esse não possua som.

Muitos anunciantes, utilizam para veiculação na TV Minuto, as mesmas peças produzidas para TV. Normal também. Para que produzir anúncios específicos para um veículo de comunicação?

Acontece, que reparei em algo bastante tosco.

Tá bem, sei que sou chato e não poderia terminar o post sem reclamar de alguma coisa. Mas quem utiliza o metrô diariamente, pode observar o que eu vou escrever aqui e depois me contar se estou certo ou errado.

Em um anúncio de 30 segundos, da Prefeitura de São Paulo (novidade!), em que falava sobre a prevenção à Dengue, tinha algo bastante terrível e que jamais deveria ter sido aprovado e veiculado. Como eu já disse que acontece, resolveram utilizar um vídeo que provavelmente era de tv aberta.

O vídeo já possuia por si só, informações escritas em tela (o que chamamos de GC) e aliado com a leganda (necessária por falta do áudio) criou uma confusão para aqueles que observavam o anúncio. Isso mesmo: dois textos diferentes em tela no mesmo momento. Era tanta coisa escrita que o cidadão não sabia o que ler. Ler a legenda do anúncio ou o GC da peça?

Tentei encontrar a peça na Internet, mas não achei.

Como pode uma coisa dessas? Que falta de bom senso!!!!

Boa semana a todos. 

 

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Filipe Crespo

The author Filipe Crespo

Publicitário formado e Mestre em Administração com ênfase em Finanças. Profissional de mídia certificado pelo Grupo de Mídia de São Paulo construiu carreira em agências como Ogilvy, Africa, Y&R, JWT, W/McCann e Lowe, atendendo clientes como: P&G, Unilever, BRFoods, LG, Bradesco e Mastercard. Atualmente é Sócio Diretor do Creativosbr e Consultor de Mídia do McDonalds no Brasil. É idealizador do Amigos do Mercado. É também professor de Planejamento de Mídia na FECAP, na FAAP e no MBA do Mackenzie.

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