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Opinião

O mercado brasileiro está preparado para o data marketing?

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Pixabay

Não é nenhuma novidade que atualmente as empresas vêm utilizando dados para transformar em informação a fim de desenvolver seus produtos e serviços, alavancar vendas e aumentar suas receitas.

Apesar desse cenário cada vez mais comum, será que no Brasil as empresas estão realizando essa mudança ou apenas fazendo parte dela? É importante ressaltar que em grandes multinacionais existem departamentos, profissionais qualificados e até empresas e agências qualificados para tirar insights, mas mesmo assim ainda grande parte das empresas não possui esse know-how de como usufruir de todas as informações que têm disponíveis. Com isso, empresas terceirizadas como instituto de pesquisas, consultorias e empresas com vasta base de dados entram no jogo.

Na publicidade, marketing e comunicação, por exemplo, existem 4 maneiras de como as empresas se relacionam com dados:

Nascente: campanhas de marketing usando majoritariamente dados de terceiros e compra direta de mídia, com baixa ligação a resultados de venda.

Emergente: campanhas baseadas em dados próprios e compra de mídia programática com otimização e teste de forma independente por canal de mídia.

Conectado: dados integrados e ativados ao longo de múltiplos canais de mídia com clara conexão a ROI e resultado de vendas.

Multimomento: execução dinâmica, otimizada e personalizada baseada no resultado individual de cada cliente em todos os canais de mídia.

Essas classificações foram feitas por um estudo do Google com a Boston Consulting Group (BCG) que avaliou as 60 principais companhias brasileiras.

O estudo indicou que mais de 55% das empresas estão no estágio emergente e quase 2% no Multimomento. Pode-se dizer que as empresas que atuam no Brasil, de maneira geral, não estão explorando totalmente o potencial que possuem.

Com tanta informação disponível, tratar esses dados, criar audiências e extrair informações relevantes para alavancar vendas é o maior dos desafios que, aparentemente, as empresas ainda não estão nem de longe alinhadas em executar com perfeição, até porque esse tipo de evolução necessita de aprendizado.
Vale ressaltar que, se tecnologicamente as empresas estão aperfeiçoando a maneira de tratar e ler os dados, quem dirá de como executá-los nos demais canais que ainda não estão adaptados a todo esse dinamismo repleto de transformações. É clara a existência de um desalinhamento interno que muitas vezes provoca competição entre os próprios canais de e-commerce, o que torna a situação mais desorganizada. A comunicação integrada deve ser impecável neste cenário.

Por fim, acredita-se que é com o tempo, com o erro e o aprendizado que as empresas irão se aperfeiçoar no processo como um todo. Assim como ondas de som, essa transformação que está começando nos departamentos de digital analytics logo em breve atingirá as áreas mais tradicionais de uma organização que, quando começarem a se adaptar, verão os resultados na economia de escala e no aumento de receita, o principal objetivo de toda essa revolução da informação.

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Alberto Fachin

O autor Alberto Fachin

O paulistano Alberto Fachin é publicitário formado pela Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (FECAP). Certificado pelo Grupo de Mídia SP, trabalhou com contas públicas em uma agência paulistana e também teve uma breve experiência com OOH. Atualmente, trabalha na Cadastra, agência que pertence a DBG, com Gestão e Análise de Dados. Além disso é colaborador e conteudista do creativosbr levando conteúdo atualizado e de qualidade sobre o mercado publicitário.

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