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Opinião

Para ser bom mídia, tem que ir pra rua!

Já li essa frase em alguns livros de publicidade. No mínimo, deve ser verdade. 

Sendo assim, nesta última semana, utlizei quase que diarimente o Metrô, como meio de transporte.

Mais do que a média dos usuários do metrô, tive a oportunidade (oportunidade?) de utilizar três vezes por dia, a chamada "minhoca de ferro", como diria o Mano Brown.

Como muitos de vocês sabem, o metrô em São Paulo ainda é o meio de transporte mais seguro e mais rápido que temos na cidade. Caro também.

O problema é que muita gente chegou a mesma conclusão que eu e agora, ele transborda de gente. Fico imaginando quando as novas estações forem inauguradas, levando o metrô para regiões ainda mais carentes e populosas da cidade de São Paulo. Meu Deus!!!! Vai bombar de tanta gente.

Mas voltando a minha semana "diferente" e longe das buzinas do trânsito de São Paulo, resolvi levar jornais e revistas para ler no Metrô. Esquece!!!! Agradeça a Deus se conseguir segurar sua pasta e a barra ao mesmo tempo. Sentar???? Se conseguir, coloque uma faixa em frente sua casa, escrita: AGRADEÇO A GRAÇA ALCANÇADA.

Como não tive tempo para minha leitura, decidi então a analisar o comportamento das pessoas, de um modo geral.

Já disse aqui, que todo publicitário e em especial, o profissional de midia, tem por obrigação, analisar diariamente e em qualquer lugar que se encontre, o comportamento das pessoas.

E mais: eu gosto de fazer isso.

Pude encontrar de tudo. As mais diferentes "tribos" juntas em um mesmo local. Me fez lembrar Londres, mais eespecificamente na Central Line, onde em um mesmo vagão de trem, cheguei a ver punks, negros, asiáticos, freiras e homossexuais.

O mais relevante de toda a minha análise é quanto à educação destas pessoas. Ou a falta dela, como preferirem.

Respeito aos mais velhos não existe e os jovens que ocupam os assentos reservados, fingem dormir quando idosos entram no trem.

O brasileiro ainda é muito mal educado. Sei que isso vem de berço e não é a escol que vai formar o cidadão ensse sentido, mas precisamos de uma força-tarefa nesse sentido.

Nos próximos anos, teremos dois eventos importantes no país: Copa do Mundo e Olimpíadas. Sinto dizer, mas nosso povo não tem preparo nenhum para receber atletas e turistas de todo o mundo.

Nós, como publicitários, temos um papel fundamental nessa "força-tarefa". Pensem nisso!!!

Mas voltando ao Metrô, se vê de tudo e se ouve de tudo. A maioria conversa sobre o trabalho. São intrigas, chefes malditos, prazos incompatíveis com o volume de serviço ou sobre um xaveco que deu ou tomou daquele rapaz ou senhor do escritório.

Também notei muita gente reclamando de professores da escola ou da faculdade. Pow, professores de faculdade são tão bacanas!!!

A idéia não é escrever um livro contando minhas análises comportamentais, mas ainda assim, decidi compartilhar isso com vocês. E olha que beleza: vocês nem precisaram se passar por sardinha, como eu!

Mas, vocês devem estar se perguntando: E a publicidade nisso tudo? Será que ele não prestou atenção na publicidade, hoje tão presente no Metrô paulistano?

Respondo: A publicidade também foi alvo da minha análise. Mas, como o post já está grande e hoje é Sábado, vocês devem ter um monte de coisas a fazer, deixo para um próximo post.

Amanhã, talvez. Ok?

Um excelente sábado a todos e não se esqueçam, Domingão é Dia das Mães.

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Filipe Crespo

The author Filipe Crespo

Publicitário formado e Mestre em Administração com ênfase em Finanças. Profissional de mídia certificado pelo Grupo de Mídia de São Paulo construiu carreira em agências como Ogilvy, Africa, Y&R, JWT, W/McCann e Lowe, atendendo clientes como: P&G, Unilever, BRFoods, LG, Bradesco e Mastercard. Atualmente é Sócio Diretor do Creativosbr e Consultor de Mídia do McDonalds no Brasil. É idealizador do Amigos do Mercado. É também professor de Planejamento de Mídia na FECAP, na FAAP e no MBA do Mackenzie.

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