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Opinião

Profissional de mídia on, off ou híbrido! Qual destes é você?

Vira e mexe, surge uma mensagem de algum amigo: “VOCÊ CONHECE ALGUM BOM PLANEJADOR DE MÍDIA ON?” Ou então: “VOCÊ TEM ALGUÉM DE OFF PRA INDICAR MAS QUE MANJE ALGUMA COISA DE ON?”

On” e “Off” são palavras que estão mais do que presentes na vida de um profissional de mídia!

Vamos lá, explicando:

A cada dia que passa, mais brasileiros tem acesso à rede mundial de computadores, ou internet, como chamamos.

É bem verdade, que a penetração do meio ainda está longe de ser algo como a TV ou o Rádio em nosso país, porém o rápido crescimento da Internet chega a ser assombroso nos últimos anos em nosso país.

Por conta disso, obviamente, anunciantes grandes, médios e pequenos começaram de uns anos pra cá, prestarem mais atenção em como estarem presentes e “surfarem essa onda” da internet.

Milhares de cases existem por aí de gente que se deu bem demais divulgando seus produtos e serviços na rede. Da mesma forma, encontamos cases aos montes de empresas que não obtiveram tanto sucesso assim.

Desta forma, agências de publicidade de todo o país, até por uma demanda de seus clientes, se viram obrigadas a trabalharem e oferecerem planejamento, criação e  mídia digital de forma mais profissional aos seus clientes. Faziam isso, ou os clientes procurariam empresas que fizessem esse serviço para eles.

E assim foi feito. Não é a toa, que a compra de mídia no meio Internet cresceu absurdamente nos últimos anos e em 2012, o meio fechou com um share acima do meio Revista, beirando os 5% do total da mídia comprada no país.

E exatamente tratando especificamente da mídia, que é a minha especialização, vi ali, por volta de 2007, 2008 somente, renomadas agências de publicidade remontarem estruturas de seus departamentos de mídia, com um “olho pra lá de atencioso” para a área digital.

Algumas agências como é o caso da Ogilvy, por exemplo, resolveram que cada equipe de mídia teria seu pessoal digital e que logo, todos ali seriam profissionais de mídias on e off. O argumento: “Entendendo a importância da mídia digital, cada anunciante terá sua própria equipe especializada. E tal equipe entenderá igualmente de on e de off.

Outras agências,  como é o caso da África, pensaram de uma outra forma, criando dentro da Mídia, uma célula específica digital para atender todos os clientes da agência. Argumento: “Entendendo a importância da mídia digital, teremos uma equipe 100% especializada em digital para cuidar dos clientes da agência. Pessoal de on é on e pessoal de off é off. Cada um no seu quadrado”.

(Logicamente, o que está entre aspas é fala minha, mas que, ao meu ver, reflete bem o que cada agênca pensava naquele momento).

De um jeito ou de outro, as agências tiveram que se virar e garantir a excelência na prestação de serviço de compra de mídia digital.

Muitos profissionais de mídia, batizados e treinados para a compra de mídia off, viram ali a possibilidade de migrarem para o online. Era uma novidade, nova grana, futuro, tendência.

E muitos realmente tentaram. Alguns desistiram no meio do caminho e retornaram para o off. Outros, se deram bem fazendo mídia on e nunca mais voltaram.

Já com o tempo, o contrário também aconteceu. Profissionais de mídia on, normalmente mais novos, que talvez nunca nem tenham tido contato com a compra de mídia off, também quiseram tentar alguma coisa de off. Da mesma forma, uns deram certo, mas muitos outros não.

Na minha humilde opinião de ontem, de hoje e de sempre é que o cara de off, pode até querer tentar aprender sobre mídia on, por enxergar ali, uma tendência, uma oportunidade futura e tal. Agora, não vejo interesse no contrário.

Os processos são diferentes, o timing, os critérios de avaliação. Mídia off é muito burocrática! É meio que começar do ZERO!

Não adianta o mercado tentar fazer com que um cara seja especialista em algo que o próprio cara não quer ser. Pra sempre, existirão bons caras de off e outros tantos caras bons de mídia on. Tentar forçar um a aprender o outro é uma cagada.

Passado alguns anos, hoje noto uma mudança no pensamento das agências. Ainda bem!

Na minha opinião, o mercado entendeu que existem profissionais de mídia on, profissionais de mídia off e os profissionais de mídia híbridos, que são aqueles que deram certo quando resolveram mudar de um lado para outro.

Os híbridos dominam tanto um quanto o outro (on e off). São caras que manjavam de off e aceitaram começar tudo do zero para aprender on. Deu certo!

Hoje, profissionais de mídia híbridos são valiosos demais no mercado publicitário. São poucos e esses não ficam sem empregos.

Eu não sou um híbrido. Infelizmente. Tenho minha formação toda no offline e sempre trabalhei com gente demais boa em online que me fez ficar demais acomodado. Erro meu até!

E você, é ou pretende ser um profissional de mídia on, off ou híbrido?

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Filipe Crespo

The author Filipe Crespo

Publicitário formado e Mestre em Administração com ênfase em Finanças. Profissional de mídia certificado pelo Grupo de Mídia de São Paulo construiu carreira em agências como Ogilvy, Africa, Y&R, JWT, W/McCann e Lowe, atendendo clientes como: P&G, Unilever, BRFoods, LG, Bradesco e Mastercard. Atualmente é Sócio Diretor do Creativosbr e Consultor de Mídia do McDonalds no Brasil. É idealizador do Amigos do Mercado. É também professor de Planejamento de Mídia na FECAP, na FAAP e no MBA do Mackenzie.

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