close
Digital

Redes Sociais: monitorar e saber como agir

Demorou, mas alguns anunciantes, enfim entenderam a importância das já famosas redes sociais.

E ao contrário do que pensavam, estar em redes sociais não é simplesmente montar uma conta no twitter ou uma fan page no Facebook.

Quando uma empresa aceita o desafio de se mostrar em uma rede social, ela passa a estabelecer mais um canal de relacionamento com seu cliente e desta forma, deve estar preparada para tal.

Caso a empresa não tenha a sensibilidade para entender que a rede serve tanto para elogio quanto para crítica, o resultado certamente será desastroso. Até porque, recuar e sair da rede, seria um segundo grande erro.

E muitas empresas tem aprendido bastante com as críticas que recebem pela internet. Empresas especializadas em controle de ações de marca em social media ganham mais clientes a cada dia.

Eu mesmo, já tive, quando ainda estava na Ogilvy, um job em que deveria buscar nas redes sociais, mensagens de teor positivo e negativo sobre um determinado cliente da casa. Foi uma experiência legal e que me valeu, grande descobertas sobre a marca, baseadas é claro, em percepções dos clientes.

Quando a crítica é grande e fundamentada, a primeira grande questão é a seguinte: Devemos responder ou ignorar? Se responde, pode "jogar a merda no ventilador" de vez e estabelecer um conflito direto com o reclamante. Se optar pela omissão, pode estar passando a imagem de empresa desatenta com seus clientes.

São dúvidas que batem diariamente nas portas das agências que tem esse controle de social media como uma de suas atribuições.

Existe a possibilidade de entrar na onda do reclamante, de uma forma divertida, engraçada e obviamente, se defendendo de tal acusação.

Exemplo disso, é a história que conto a seguir.

Como sabem, quando grandes games são lançados, milhares de "gamers" malucos, não se contentam apenas em "zerar" o jogo ou na jogabilidade dele e sim, em encontrar possíveis erros que aquele jogo trouxe, quando lançado. E por mais programadores que tenham os grandes jogos, sempre existe um ou outro erro, que acaba sendo percebido pelos seus "heavy users". É natural.

E isso ocorreu com o jogo Tiger Woods, da EA Sports.

Um rapaz, de 25 anos, encontrou um erro no jogo e ao invés de entrar em contato com a empresa para relatar o ocorrido, resolveu fazer "melhor": postar um vídeo no Youtube mostrando a todos, que o jogo, lamentavelmente, permitia que o astro Tiger Woods, batesse na bola de golfe, mesmo dentro da água.

Qualquer um que jogue golfe, sabe que embora Tiger Woods seja o melhor golfista do mundo, não seria possível bater numa bola que se encontrasse dentro da água e desta forma, o erro por parte da EA Sports estava sacramentado.

Veja o vídeo feito pelo garoto.

 

A empresa, começou então a monitorar o vídeo postado pelo "gamer'. Com o alto índice de views, a empresa então resolveu responder ao vídeo.

Respostas à vídeos são bem comuns, é verdade. Porém, desta vez, a EA Sports resolveu a questão de uma forma bastante humorada e até irônica.

Veja o vídeo produzido pela empresa e divulgado da mesma forma do primeiro.

 

Fantástico!

Sim, assumiu o erro, é claro. Trata-se de um vídeo, mas de uma forma singela, engraçada e até irônica, respondeu o vídeo do rapaz, em alto nível, sem prejudicá-lo ou algo parecido.

Colocou até o nome do garoto no filme, o que com certeza, ajudou a promover o rapaz que encontrou o erro do game.

Pergunto: empresas brasileiras pensariam dessa maneira?

Boa semana a todos.

 

Tags : blogblog do crespoclienteea sportsfilipe crespogamejogomídiapropagandapublicidaderede socialrelacionamentosacsocial mediatiger woodsyoutube
Filipe Crespo

The author Filipe Crespo

Publicitário formado e Mestre em Administração com ênfase em Finanças. Profissional de mídia certificado pelo Grupo de Mídia de São Paulo construiu carreira em agências como Ogilvy, Africa, Y&R, JWT, W/McCann e Lowe, atendendo clientes como: P&G, Unilever, BRFoods, LG, Bradesco e Mastercard. Atualmente é Sócio Diretor do Creativosbr e Consultor de Mídia do McDonalds no Brasil. É idealizador do Amigos do Mercado. É também professor de Planejamento de Mídia na FECAP, na FAAP e no MBA do Mackenzie.

Comentários no Facebook