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Representatividade na publicidade

Pixabay

A reflexão sobre a representatividade como um todo é de grande importância em um mês que carrega a forte presença do público LGBTQIA+ nas campanhas publicitárias e propagandas, mas não são somente eles que não se sentem representados, o tema aborda a população negra, feminina, portadores de deficiência e até mesmo os idosos.

 

Segundo a pesquisa Todxs, um estudo desenvolvido pela ONU Mulheres e Heads Propaganda, viabilizado pela Aliança Sem Estereótipos, com o poder de fala sobre a importância de eliminar estes estereótipos nas campanhas e conscientizar as agências e anunciantes; comparados a dados de 2020, o resultado é de estagnação ou retrocesso. A presença de homens negros como protagonistas na TV teve declínio de 22% para 7%, das mulheres negras alcança o percentual de 25%, no entanto, existe este pico desde 2018; mulheres brancas ainda representam 74% das protagonistas. Dentro disso, existem caracterizações que conquistam espaços, mas de uma forma lenta, como cabelos cacheados e crespos, corpos plus size e midsize, já que a indústria tem dificuldade de romper padrões, possuindo 60% das peças com presenças magras, cabelos lisos, jovens.

 

E quando tratamos do público LGBTQIA+, PCD e maiores de 60 anos, temos os maduros atingindo 12%, porém, novamente na tecla de a maioria ser pessoas brancas, aqueles que representam a diversidade sexual com 1,3% e os portadores de alguma deficiência com os menores números, 0,8%; a diversidade dos consumidores tem crescido constantemente, o que impulsiona as marcas a assumirem papéis defensores e aderir autenticidade.

 

Listarei as 6 marcas que mais trabalham diversidade em suas campanhas no Brasil, (informações de Youpper- Consumer & Midia Insights);

 

– O Boticário

– Natura

– Coca-Cola

– C&A

– Skol

– Dove

 

São pesquisas que prometem movimentar e provocar mudanças não só nas campanhas e propagandas, como também na conscientização da sociedade, o que causa preocupação nas marcas para representar mais esses públicos. Fato desta semana, com a mudança da embalagem, pela primeira vez, da Leite Moça, onde decidiu substituir a camponesa por mulheres reais.

 

Com tudo isso, afinal, você se vê fielmente representado?

Tags : diversidadeidososLGBTQIA+marcasmulherespublicidaderepresentatividade
Rafaela Oliveira

The author Rafaela Oliveira

Estudante de Comunicação Social – Publicidade e Propaganda na FECAP – Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado, Rafaela Oliveira é amante das redes sociais e, por isso, as utiliza 24 horas por dia. Viciada em séries, adora viajar e o faz sempre que pode. Gosta de estar onde tudo acontece, é curiosa, determinada, comunicativa, responsável, com sede de novidade e motivada por fazer a diferença.

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