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Digital

6 dicas infalíveis para exercitar a criatividade

Que caia por terra o conceito de que criatividade é uma espécie de poder mágico que ou você tem ou não tem. Como diz Stalimir Vieira, em seu livro “Raciocínio Criativo na Publicidade”, a criatividade já está latente em todos nós desde sempre e exige paixão para se expandir.

O problema que muitas vezes temos então não é não ter criatividade, e sim, não conseguir usá-la. E isso faz todo o sentido no contexto em que vivemos hoje, com tanto estresse, tantas coisas acontecendo e o fato de ter o ambiente de trabalho dentro de casa e tudo o que isso pode repercutir. Então, quem trabalha ou quer trabalhar com criatividade precisa fazer um esforcinho para manter a cabeça funcionando ou evitar o tal do “bloqueio criativo” em algum momento do caminho.

Por isso vamos juntar aqui algumas dicas básicas para continuar exercitando seu potencial criativo no dia a dia:

  • Buscar novos repertórios – criativo, é imprescindível que você não se deixe parar apenas nas coisas que você já conhece ou gosta. É muito importante conhecer novas coisas, novos estilos, novos gêneros, para expandir sua capacidade criativa a novos ambientes e atingir mais universos. Sem contar que o simples ato de conhecer algo novo e sair de seu lugar comum já ajuda sua cabeça a pensar em novas coisas.
  • Reorganizar seu espaço de trabalho – o exercício de, periodicamente, mudar um pouco a organização de sua mesa e todo o espaço de trabalho (além de limpá-lo, é claro) é algo que pequeno que ajuda a oxigenar a cabeça. Isso porque ficar no mesmo ambiente sempre do mesmo jeito, ainda mais no modelo home-office, acaba nos fazendo ficar muito acostumados a um padrão; quando movemos arrumamos e movemos as coisas de lugar, abrimos pequenos novos olhares também.
  • Manter contato humano – principalmente nos dias de hoje, o processo criativo não é algo totalmente solitário. O contato com outras pessoas nos permite conhecer novos mundos também, e, além de servir para aumentar nosso repertório, também contribui para aprendermos a falar e criar com novas linguagens e pensamentos. Então, nada de ficar trancado no quarto sozinho, hein?
  • Cultivar hobbies – seja tocar um violão, ler uns livros, desenhar, escrever, pintar, montar quebra-cabeça, o que seja; hobbies são muito úteis pra gente refrescar um pouco a cabeça ao mesmo tempo em que trabalhamos novas habilidades e artes, e o resultado disso vai aparecer na próxima vez que for criar alguma coisa, seja em novas ideias ou novo ânimo.
  • Se permitir parar – existe uma utilidade muito grande em tirar momentos para simplesmente relaxar sem fazer nada de “produtivo”. Além de ser fundamental pra saúde física, mental e emocional, uma pausa também é muitas vezes necessária para oxigenar um pouco a cabeça e conseguir “resetar” os pensamentos um pouquinho para revisar aquele projeto com a mente mais fresca e saber melhor onde aprimorar.
  • Treinar – por fim, se você trabalha com criatividade, não dá para esperar que ela simplesmente vai brotar do nada quando você precisar realizar algum trabalho. Exercícios no dia a dia, por menores que sejam, ajudam esse potencial criativo sempre desperto. Então, além de fazer alguma coisa dessa lista, busque também usar momentos livres que tiver para treinar ou aprender uma nova técnica ou criar uma peça pequena só por prazer e para praticar.

São dicas simples, mas que podem ajudar muito. Lembre-se que você, também, é uma pessoa criativa, e que não há uma regra única para ela se manifestar!

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Vídeo Mapping: Aposta para o futuro

Imagine que você está olhando para um prédio e de repente as paredes mudam de cor e mostram objetos, pessoas, nomes etc. Isso é o vídeo mapping.

E, antes de explicar e mostrar o porquê dessa ferramenta ser uma aposta para o futuro, precisamos entender o que é essa técnica.

Chamada também de projeção mapeada, o mapping é um recurso que projeta conteúdos audiovisuais em diferentes superfícies, ou seja, tudo que será projetado terá o formato que o prédio e suas paredes possuem, por exemplo.

Ele pode ser usado para diferentes eventos e, também, por instituições de forma que venha a impactar o seu público de maneira criativa e envolvente.

Além disso, essa técnica possui muitos recursos como:

  • Experiência única para impressionar o público, uma vez que muitas pessoas são impactadas pelas projeções, no qual elas tiram fotos e fazem vídeos, viralizando o evento.
  • Grande potencial para envolver o público com a sua marca, uma vez que essa técnica não é muito utilizada por outras empresas.
  • Flexibilidade para criar projetos em diferentes superfícies, espaços e formatos.
  • Facilidade de realização – é claro que aqui se encaixa projetos com baixa complexidade.

Assim, como vimos, há muitos benefícios de se usar a técnica do vídeo mapping e pode ser usada por diferentes empresas e ramos, desde restaurantes, até o próprio governo.

E, apesar de não ser um recurso novo, ele ainda não se faz tão presente em muitos lugares, então, que tal refletir e levantar novamente essa opção para o mundo publicitário?

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Eventos

Amigos do Mercado premia cases com o Festival Élan

O Amigos do Mercado, que há 5 anos conecta publicitários com o propósito de tornar o mercado mais amigável através de networking, lives, encontros e um prêmio anual voltado ao profissional, agora traz uma iniciativa voltada aos melhores jobs. E é daí que surgiu o Festival Élan.

Com a intenção de mostrar que a inspiração pode vir de muitos lugares, o Amigos do Mercado pretende criar um novo palco para trabalhos do dia a dia, daqueles que dão orgulho de ser vistos na rua!

“A ideia é reunir e premiar os melhores cases do último ano, sejam eles acadêmicos ou do mercado, dando espaço para novas perspectivas e oportunidades de conexão”, diz Marcos Braga, um dos idealizadores do Amigos do Mercado.

Conforme apresentado em Live exclusiva na última quarta-feira com Leandro Bernardes, da Agência PB, serão três os pilares que regem o evento: inspiração, reconhecimento e networking; alinhados com o propósito do Amigos do Mercado. Outra novidade que ganha destaque no festival é o networking gamificado, que trará uma nova forma de conexão mais próxima da experiência real, com conversas, atrações e conteúdo, e acontecerá no after dos três dias de evento.

As inscrições dos trabalhos estarão abertas até o dia 30/06, após a escolha dos melhores jobs pelos Top 100 Gestores eleitos pelo Amigos do Mercado. A partir daí, o público conhecerá o vencedor no último dia do evento (27, 28 e 29/07), onde todos poderão assistir ao case campeão.

Para saber mais como participar, tanto para inscrição dos trabalhos quanto como apoiador do projeto, entre em contato com a gente através do e-mail elan@amigosdomercado.com.br

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MoodBoard: inspiração na certa

Sabe aquela sensação de quando precisamos fazer algo, mas nenhuma ideia vem à mente? Então, essa ferramenta te ajuda a começar e transformar a ideia em algo mais visual!

 

O MoodBoard, que significa “quadro de humor”, permite que façamos um tipo de colagem digital, e é também chamado de Painel Semântico. Ele é usado na moda, na arquitetura, design de interiores, no marketing, e por aí vai. Essa ferramenta é especialmente usada para inspiração para projetos e campanhas.

São basicamente a reunião de imagens, cores, frases, objetos, texturas e até vídeos que traduzam a essência (ou o mood) de alguma marca ou produto. Mas, você sabe como fazer isso?

Na maioria das vezes, não temos ideia de como a começar a construção dessas colagens, e por isso, vamos te dar algumas dicas e direcionamentos para facilitar a sua inspiração visual em poucos passos.

 

Templates e modelos

Para começar, é legal lembrar que existem vários sites e aplicativos que acabam disponibilizando templates que facilitam na sua colagem! Assim, você já terá um modelo pronto para que apenas preencha com o que quiser.

Imagens e Vídeos

Quando vamos começar um painel semântico, a primeira coisa que vem em nossa mente, são as fotos ou videos que iremos colocar, e por isso, esse passo pode causar muitas dúvidas: vemos muitos materiais e ficamos perdidos e indecisos sobre o que inserir.

Precisamos então, organizar nossos pensamentos (e se facilitar, coloque no papel) qual é o mood que você quer passar. Algo mais minimalista, sem tanta informação, algo mais calmo, com sons e imagens da natureza… Para isso, categorize primeiramente e depois vá com tudo! E se o foco for a venda de seus bens ou produtos, tente combinar isso com seu painel visual.

Você pode achar as imagens e vídeos bases vagando na internet e nas redes sociais, principalmente no Pinterest, que é uma grande rede social para buscar referências.

Texturas

Elas materializam a sua criação, dando uma outra visão e adicionando uma certa profundidade, diferenciando seu trabalho e percepção. Na sua colagem, você pode usar texturas diferentes dependendo do seu projeto.

Por exemplo, se ele for rústico, você pode usar uma textura de madeira. Se for mais delicado, tente usar tecidos leves, como véus e seda… E por aí vai.

Tipografia

A tipografia faz com que prendamos os olhares e com uma simples fonte, pode ter um grande impacto. Claro, que não é necessário escrever muito, mas algumas frases soltas fazem que fique bem mais claro entender novamente, qual é seu objetivo a ser passado.

Cores

Uma das coisas mais importantes do Moodboard é a paleta de cores. A combinação certa faz com que transmita a mensagem e os sentimentos que a sua colagem quer passar.

Existem muitas maneiras de combinar as cores, mas tenha em mente que o estilo da sua colagem deve estar conectado aos elementos que representam e compõem a identidade visual do projeto e que esteja condizente com a personalidade do seu público-alvo. Procure se apoiar em combinações harmoniosas do círculo cromático, ele pode te ajudar muito.

 

Agora você já pode arrasar nas suas produções, saindo do bloqueio criativo, e criando facilmente seus projetos. Tente não se prender muito, deixando a imaginação fluir, se arriscando, pois o MoodBoard é exatamente para isso. Você também não precisa seguir todos os passos mostrados aqui, fique livre para fazer o que quiser!

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Marketing

Novas dicas para um briefing perfeito

Para muitos publicitários e designers, a produção do briefing acaba sendo um desafio. Separamos aqui algumas dicas para facilitar seu trabalho e obter sucesso!

O briefing é uma das principais e uma das mais importantes ferramentas da publicidade, sendo usado para entender qual é o desejo do cliente facilmente.

Vamos imaginar uma empresa de jogos. Ela decide fazer uma campanha grande para ser vista por mais pessoas e te contrata para fazer isso. Mas, ela não te dá nenhuma informação: Nem as cores da marca, nem o que ela gostaria ou não de ver, nem nada.

Isso acaba sendo um problemão se o cliente não deixar especificado antes, e consequentemente não gostar de todo o trabalho feito. E especialmente por isso, precisamos do briefing. Ele ajuda os dois lados e acaba poupando muita dor de cabeça mais para frente.

Ele faz a ponte entre todas as ideias, fazendo com que o produto final fique com a cara da marca. Por esse motivo, precisamos deixar tudo bem esclarecido.

Anteriormente, foi postado aqui na CreativosBr, o método 5W2H, que também pode te auxiliar bastante! Mas aqui trazemos novas dicas para você! Vale a pena conferir!

 

Perguntas necessárias para o briefing de sucesso

Objetivo do projeto

Tente entender o motivo do projeto, as mensagens que o cliente quer passar com ele e o porquê. Veja como o produto é: Seus diferenciais, pontos negativos e positivos. Estude bastante também, o mercado desse produto ou serviço, além dos seus concorrentes.

Gostos do cliente

Talvez essa seja uma das perguntas mais importantes de todas. Se o dono não sabe o que gosta, pergunte o que ele não gostaria de ver! O cliente nem sempre tem razão, mas tem opinião, e quando ele acaba gostando do seu trabalho, isso te faz ser bem-sucedido.

Público-alvo e canais de comunicação

Também é importante saber quem irá ser o consumidor dessa marca. Perguntas adicionais como localização, gênero, ou faixa etária também são muito úteis! Além disso, é essencial entender por onde tudo isso será divulgado, pois cada canal de comunicação possui sua característica.

Material prévio

Além do nome da marca (que parece ser algo bem óbvio, mas que ás vezes acontece de ser entendido errado), é bom perguntar se há algum material que o dono possa te enviar para poupar tempo e trabalho!

Personalidade da Marca/Tom de voz

Verifique como é a personalidade da marca, como ela age e como ela aparenta para o público. Busque entender como o consumidor olhará para essa marca: Se ela vai ser séria ou engraçada, formal ou informal, e por aí vai.

História da empresa e o porquê do seu nome

Parece ser besteira, mas essa pergunta às vezes pode te salvar. Em alguns casos, as empresas possuem alguma história muito interessante por trás, e isso faz com que você consiga captar as ideias e histórias aplicando no projeto.

 

Dica bônus: Por onde obter essas informações

Podemos obter as informações necessárias por vários canais, mas estes acabam sendo mais facilitadores:

  • Reunião (online ou presencial com sua equipe)
  • Ligação (preferivelmente por vídeo chamada para conseguir analisar as expressões do cliente para saber se ele está ficando satisfeito ou não)

Caso não haja tempo para você ou para o cliente, opte por essas ferramentas

  • Google Forms
  • Survey Monkey

 

Por fim, algo essencial para se ter em mente, é que o produto final não é seu. Após o projeto entrar em desenvolvimento, você precisa deixar suas opiniões de lado e seguir à risca o que está sendo determinado no briefing.

Entretanto, você pode dar sugestões quando está tendo a conversa inicial com o dono. Isso acaba sendo fundamental, pois em alguns casos, os donos acabam ficando perdidos, e por isso precisam de algumas sugestões, assim, construindo os projetos juntos!

Eai, gostou? Aproveita e manda para aquela pessoa que já fica apavorada só pensar de produzir um briefing!

 

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Descubra agora como usar o círculo cromático

Uma das maiores dificuldades de profissionais da área de Criação é como fazer o uso correto do tão famoso círculo cromático. Por isso, preparamos esse post especialmente para você!

Seja na fotografia, no cinema ou nas roupas, o círculo cromático é uma das principais ferramentas que precisamos entender para que nosso trabalho, junto das fontes e imagens, transmitam a mensagem que desejamos passar.

É por ele que podemos formar das mais variadas criações e transformá-las em emoções, ainda tendo harmonia.

Primeiro precisamos entender:

Cores primárias

São as cores que não são adquiridas por misturas de outras cores. (Não confunda com as cores aditivas: o sistema RGB, que é utilizado em monitores e na fotografia!)

São elas: vermelho, amarelo e azul.

Cores secundárias

Mescla das cores primárias.

São elas:  laranja, verde e violeta.

Cores terciárias

Mescla das cores primárias e secundárias.

São elas: vermelho + roxo = vermelho-arroxeado;

Vermelho + laranja = vermelho-alaranjado ou laranja-escuro;

Amarelo + verde = amarelo-esverdeado ou verde-claro;

Amarelo + laranja = amarelo-alaranjado.

 

Tendo isso em mente, vamos para algumas das combinações:

Combinações complementares

São as junções de cores opostas do ciclo cromático. São uma combinação vibrante e com saturação. Utilizado para dar contraste para as artes mostrar muita personalidade.

Exemplo: laranja e azul ou vermelho e verde.

Combinação em fenda

Variante das cores complementares, para fazer a combinação é só escolher uma cor primária e duas complementares. O resultado é de contraste, mas com menos saturação.

Exemplo: verde, amarelo e violeta ou laranja, azul e amarelo.

Combinações análogas

Usado muito em design de interiores, essa combinação traz pouco contraste sem perder a harmonia. Isso acontece porque pegamos cores (duas ou três) vizinhas entre si ou de até 3 cores com um intervalo de uma cor entre elas. Isso cria criações e agradáveis e moderno.

Exemplo: tons de roxo e azul, tons de laranja e vermelho.

Combinações de três cores (Tríade)

Está é uma combinação de três cores que estão equidistantes dentro do círculo, produzindo um efeito de alto contraste, porém sem perder a harmonia. Esse tipo de composição cria uma sensação “vibrante” mesmo quando utilizado cores claras e sem saturação.

Exemplo: verde, laranja e violeta ou vermelho, amarelo e azul.

Combinações de quatro cores (Quadrado)

Um pouco diferente das outras composições, essa usa quatro cores equidistantes, mas são usadas cores complementares nos tons entre si. Isso cria um resultado colorido e divertido.

Exemplo: ciano, roxo, laranja avermelhado ou amarelo ou verde, laranja, azul e vermelho.

Monocromático

É o uso das mesmas cores, porém, com diferentes matizes. Há uma variedade entre tons entre as mesmas cores, usando o preto e o branco para clarear ou escurecer as cores selecionadas. Esse método acaba sendo bem atraente, chamativo e inspirador para quem vê.

Exemplo: preto e branco (clássico) ou todas as outras cores em várias tonalidades.

 

Cada cor sozinha representa uma emoção, como o azul, que traz paz. Porém, quando fazemos combinações harmoniosas, podemos subir o nível do nosso trabalho, chamando atenção dos nossos clientes e nos destacando dos demais. Mas, fique livre para se desprender das regras e criar as suas próprias combinações!

 

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O flanelinha de layout

– Mais pra esquerda, um pouco mais; vem vindo, vem… vem…. Aí, tá bom. Agora desce o logo.

Eu não sou Diretor de Arte, mas ao longo dos meus 10 anos como Redator, duplei com muitos deles, e hoje coordeno um time de DAs e busco não fazer o papel do sujeito que dá o título a este texto. Claro que a linha é tênue entre coordenar e ser o chato dos pitacos, mas é exatamente isso que quero trazer nessa reflexão.

– Agora joga pra direita; sobe um pouco, isso. Dá um zoom e tá show de bola. Bota um efeito nessa picanha, tá muito malpassada…

Em toda a minha vida de anunciantes e agências, 102% dos diretores de artes com quem trabalhei reclamavam dos conhecidos como flanelinhas (ou manobristas) de layout. É incômodo trabalhar com alguém na sua orelha dizendo como é que você tem que fazer o seu trabalho. É como dirigir com alguém do lado dizendo em que faixa você tem que estar no trânsito; é como cozinhar com alguém dizendo que você tem que mexer o molho; é como trocar a fralda do seu bebê (que você já faz há 1 ano) com alguém falando que você está fazendo errado.

– Coloca um degradê que vai ficar top, Zé. E muda essa fonte pra uma Comic Sans que vai ficar mais moderna, que tal, hein, hein? Tô te falando que eu conheço o cliente! Vem na minha….

Ninguém merece conviver com os flanelinhas de layout. Se você – em sua vida de Diretor de Arte – ainda não se deparou com um deles, continue sem abrir o vidro do seu “carro”, mas na hora de estacionar, adivinha quem estará lá pra te ajudar (?):

– Joga um pouco pra direita… agora esterça, agora joga pra esquerda…. Vem um pouco mais pra trás. Aí tá show!.

 

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Deadlines: no limite da morte

Ainda me lembro do meu primeiro emprego/estágio como Redator, na Diretoria de TI do banco Bradesco, numa reunião com os desenvolvedores de projeto, quando minha parceira de trabalho perguntou para o cliente: “Qual o deadline do job?”

Tela azul.

Voltamos para a mesa e, no caminho, ela me explicava o que era o tal do deadline. Era o tal prazo, que mais cedo ou mais tarde, eu saberia que – em meio à refações – ele nem sempre seria cumprido. Talvez por isso teria “dead” no nome.

No âmbito da publicidade, o deadline é o tempo limite para a realização de um job, o qual pode ser negociado com o cliente, e que muitas vezes acaba sendo alterado durante a execução do trabalho; mas é ele quem dita a regra do jogo.

É fato que cada dia mais as empresas têm trabalhado com deadlines mais apertados dentro de suas equipes, o que faz com que os jobs cheguem com menos qualidade no cliente; por isso, é fundamental que, na hora de negociar o prazo com o cliente, todas as etapas do processo sejam pensadas, desde a elaboração do briefing, planejamento, criação, aprovação e ainda contar com as refações que podem acontecer no meio do caminho.

Devemos sempre contar com uma folguinha no prazo para contratempos. Por isso que os programas internos de organização de processos são importantes, assim como os cronogramas, para que possamos enxergar o todo e ter o controle dos jobs. Dessa forma os deadlines se tornam nossos parceiros, e deixam de se tornar símbolos da morte.

E você, lida bem com os deadlines na sua empresa?

 

 

 

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Um job sem defesa é um filho pequeno indo sozinho pra escola

É bem comum, nas agências de publicidade, que o time da Criação fique até altas horas da noite criando peças e trabalhando nas refações do cliente para melhor entregar o job solicitado. Embora eu nunca fui adepto a esse trabalho noturno, e – hoje – no Creativosbr a gente busca fazer com que todos saiam no horário, é bem natural e sempre foi assim no ramo da publicidade.

Mas o que quero destacar aqui é que todo o carinho e esforço depositado no trabalho do cliente não pode ser jogado fora na hora da apresentação do job. Digo isso porque, desde a elaboração do briefing, até o planejamento, redação e direção de arte, até a finalização da campanha, tudo é feito com muito cuidado, para chegar na hora e simplesmente jogar o job para o cliente sem junto acompanhar uma defesa; é um desperdício.

Um job sem defesa é um filho pequeno indo sozinho pra escola. É mais do que perigoso, é falta de respeito, de amparo, de zelo, é relaxo.

Não é sobre explicar o job ou o processo criativo, mas entender os porquês dos elementos, colocar os pingos nos “is”. É defender o conceito, a estratégia, a ideia, os objetivos que fizeram com que você criasse tal peça, por exemplo.

É fundamental, até para o cliente, entender a estratégia que foi pensada para o seu negócio, pois é ele que vai comprar a ideia. É com a aprovação dele que você terá a confirmação de mais um job entregue com sucesso.

Então já sabe. Que fique como lição de casa o conselho: jamais deixe seu filho pequeno ir sozinho para a escola.

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Mídia

De CPM só conheço o 22

Quando entrei na faculdade de Publicidade e Propaganda, já sabia o que eu queria fazer: ser Redator Publicitário. Com meus livros debaixo do braço, eu caminhava em direção à biblioteca louco para ver os livros que a Universidade Católica de Santos tinha para me disponibilizar e que eu pudesse aprender, com os grandes mestres, um pouco mais sobre a profissão.

Na sala de aula, muitos queriam seguir o caminho do Atendimento, Planejamento, da Criação também, mas na parte de Direção de Arte, e poucos loucos que nem meu irmão, em casa, queriam a tal da Mídia. A tão aterrorizante matéria só me encontrou acho que no terceiro ano, já quando havia mudado pra São Paulo e me transferido para outra universidade, mas parecia que tinha me encontrado no segundo dia de aula.

Até então, o único CPM que eu tinha ouvido falar era o 22*, e na boa, era o único que eu me interessava. Nas aulas eu boiava, os números me tiravam o sono, e eu – com vergonha de perguntar para meu irmão – que devorava Mídia, ficava quieto.

Enquanto isso, em casa, meu irmão – e hoje meu sócio – se tornou um grande profissional de Mídia, com passagem pelas maiores agências do país, professor de três universidades lecionando Mídia, e que tenho o prazer de assistir suas aulas e cursos dados ao longo dos anos, onde consigo ter uma noção básica das coisas.

Nasci pra escrever, pra atuar na Criação. Embora defenda a ideia de que devemos ser generalistas, existem coisas que quando não sabemos fazer, não adianta insistir.

E quando a gente não sabe fazer uma coisa, a gente se junta com quem sabe, e forma um time vencedor; e não há nada de errado nisso.

E formar um time é preciso, até porque de CPM, só conheço o 22.

*CPM 22 foi uma banda de hardcore do início dos anos 2000 que embalou hits como “Dias Atrás”, “Regina Let`s Go”, “Não Sei Viver Sem Ter Você” e “Um Minuto para o Fim do Mundo”.

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