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Mídia

Campanha sobre imposto na venda de cigarros vai parar no CONAR

Foi aberto no CONAR (Conselho Nacional de Auto Regulamentação Publicitária), processo que visa julgar a campanha "Imposto Cresce, Crime Agradece", do Fórum Nacional contra a Pirataria e Ilegalidade.

A decisão foi tomada pelo CONAR após o recebimento de 7 denúncias de consumidores.

Os filmes da campanha que veiculam inclusive em TV Aberta, trazem artistas renomados do cenário nacional como Jackson Antunes e Caco Ciocler.

A mensagem é de que o aumento de imposto na venda de cigarros favorece o crime.

A FNCP, mencionada acima, afirma que os comerciais não fazem nenhum tipo de apologia ao crime. 

Até que o CONAR julgue a questão, os filmes seguem veiculando normalmente na mídia.

No Youtube, os vídeos da campanha somam mais de 1 milhão de visualizações. 

Abaixo, veja um desses criativos:

 

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CONAR analisando o CONAR? A coisa está ficando chata, hein!

Os textos voltaram ao Blog do Crespo. Pelo menos de vez em quando.

Ontem fui supreendido por uma notícia publicada no CCSP e que depois foi amplamente divulgada nos demais veículos de comunicação do nosso meio.

Algo como: "CONAR TERÁ DE ANALISAR IRREGULARIDADE EM FILME DA PRÓPRIA ENTIDADE"! 

Sim, você leu certo. 

Segundo informação publicada, o Conselho Nacional de Auto Regulamentação Publicitária, o CONAR teria recebido denúncia de irregularidade em filme da sua última campanha, criada pela Almap.

As peças criadas pela agência utilizam do bom humor para levar ao telespectador que a entidade recebe diariamente inúmeras reclamações, mas que nem todas fazem sentido.

A campanha foi lançadas meses atrás e teve aceitação imediata por parte do público, onde muitos até desconheciam o trabalho da entidade. 

Pelo que consta, o filme objeto da possível denúncia seria o "Palhaço" em que no roteiro, o pai de uma criança questiona o palhaço de suas artimanhas para "enganar" as crianças. 

E então estaria aí o grande "problema" do filme. Algo como fazer apologia à violência, no filme em que o palhaço chama Peteleco.

Pelo amor de Deus! Me belisquem e digam que não é verdade! 

O Blog do Crespo chegou a publicar esse vídeo aqui meses atrás. O filme é sensacional.

Mas pensar que esse filme engraçado e que atinge os objetivos de comunicação propostos, pode de alguma forma incitar violência é no mínimo babaca.

Para onde nossa publicidade caminha? O que tem esse filme de ilegal ou agressivo?

Sinceramente, onde iremos parar? Nada mais pode, nada mais é permitido.

Como disse um amigo ontem no Facebook, saber de algo do tipo chega a dar vergonha dos rumos que toma a profissão que escolhemos.

Que "radicalismo" barato e sem o menor sentido.

Deixe nossa publicidade, que já foi uma das melhores do mundo, fluir. Temos excelente trabalhos e queremos mostrar ao mundo.

Por favor, nos deixem trabalhar!

Bom final de semana a todos. 

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Em campanha, CONAR ironiza denúncias, muitas vezes sem sentido, que chegam à entidade

Criada pela AlmapBBDO, o CONAR estreia campanha em que divulga e reforça a confiabilidade do órgão que atua como regulador do mercado publicitário por décadas.

Em forma de sátira, os filmes mostram reclamações públicas, muitas vezes sem cabimento, que chegam à entidade constantemente.

Vale a pena dar uma conferida nos dois filmes: 

 

 

 

 

 

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Opinião

Movimento “Sofre” o Torcedor

MOVIMENTO “SOFRE” O TORCEDOR

O texto é longo, mas retrata a indignação de um trabalhador
que paga suas contas corretamente e só quer que os seus direitos sejam
atendidos. Nada mais que isso!

Meu nome é Filipe, tenho 30 anos e moro em São Paulo.
Sócio-torcedor do SPFC passei hoje, um dos maiores constrangimentos da minha
vida.

Por querer exercer um único direito: descontos na compra de
produtos participantes do Movimento Futebol Melhor – Sócio Torcedor, mantido
por grandes clubes e empresas como Ambev e Unilever.

Tudo ocorreu por volta da hora do almoço, quando fui com
meus pais ao Hipermercado Extra, localizado na Av. Dr. Ricardo Jaffet, zona Sul
de São Paulo.

Já no caixa, com o carrinho de compras cheio dos produtos
que dariam o desconto prometido e amplamente divulgado na mídia, tomei o
cuidado de informar o meu CPF antes de qualquer compra que fosse cadastrada
pelo operador de caixa. Não apenas o CPF, mas disse que queria o desconto de
Sócio Torcedor, apontando então para uma placa que ali estava e confirmava a
tal promoção.

Convidado a digitar meu CPF, assim o fiz. O operador então
disse que meu CPF não estava cadastrado e solicitou que eu repetisse a ação.
Assim foi feito e com a não aceitação, resolvi então entrar em contato com o
Movimento Futebol Melhor, conforme orientação constante no site do próprio
Movimento. Fiz ali mesmo, do caixa, com meu próprio celular.

Fui atendido por uma moça que se identificou como Amanda e
que, ao analisar meu CPF, constatou que eu além de Sócio-Torcedor ativo e bom
pagador (ou seja, em dia com minhas mensalidades) poderia eu então ter direito
a tais descontos.  Solicitei então a ela,
como eu deveria proceder, uma vez que ela dizia que eu tinha o direito aos
descontos, mas o operador de caixa, dizia o contrário.

A atendente Amanda pediu então para falar com um Gerente da
Loja, o que foi de imediato negado por uma funcionária do Extra. Aquelas garotas
de patins, manjam?

Nesse exato momento, o operador de caixa, confuso que só,
disse que o sistema havia sim aceito meu nome e que poderia passar as compras.
Achei estranho e disse a ele para que tivesse certeza do abatimento do
desconto. Pedi que tivesse certeza, pois a compra era grande e não queria ter
retrabalho.

Com a Amanda (atendente do Futebol Melhor) ao telefone, o
mercado sem querer falar com ela, as compras foram passando e claro, ao término
, já com a compra toda ensacada e no carrinho, constatou-se que o sistema não
havia dado o devido desconto.

Apareceu então um rapaz, chamado Antônio, que quando
perguntei se era gerente, estranhamente se identificou como o “DONO DOS CAIXAS
AQUI”. Embora posteriormente eu tenha constatado que se tratava de um
funcionário do Extra, vi que executava também a função de operador de caixa do
mesmo, ainda que sem o tradicional uniforme utilizado por todos os outros que
executavam a mesma função. Sabe-se lá porque!

O tal Antônio não resolveu nada e então foi chamar um tal de
Carlos, que prontamente se identificou como o GERENTE DE OPERAÇÕES daquela loja
Extra. Pedi seu nome completo e ele disse chamar CARLOS DE LIMA LEMOS.

Eu mesmo contei todo o ocorrido e da necessidade da pronta
resolução do caso, uma vez que eu queria apenas os descontos que me eram
devidos, conforme acabara de atestar a atendente Amanda do Movimento Futebol
Melhor.

Disse a ele que a orientação que eu havia recebido através
da atendente Amanda era de que o mercado entrasse em contato com eles, mas naquele
momento, ele preferiu “resolver” de uma outra forma.

Como primeira tentativa, o tal CARLOS solicitou que eu
tentasse digitar meu CPF em outro caixa, para quem sabe, por conta de atualização
de sistema, etc, conseguíssemos através de outro caixa, passar as minhas
compras, só que desta vez com o desconto. (que na verdade já haviam sido
passadas e estavam embaladas, mas sem o desconto)

Sem sucesso, o tal de CARLOS me fez uma das propostas mais
indecorosas e sujas que eu já vi na minha vida.

Estão sentados? Leiam isso com atenção!

Segundo ele, eu poderia passar as compras num número de CPF
que ele trazia em mãos, que era um “CPF DE SÓCIO TORCEDOR” e desta forma, eu
conseguiria que os meus descontos fossem considerados no final da compra.

Sim, o Extra me sugeriu em alto e bom tom, que eu efetuasse
a compra em um CPF desconhecido!!! Fiquei pasmo e neguei de imediato aquela proposta
anti-ética e criminosa. O tal ANTONIO, (lembram dele?) disse ser um “CPF
genérico” e que não teria problema.

Inconformado e até surpreso com o que ouvira, eu disse em
alto e bom tom, que não existe “CPF genérico” e que aquela numeração pertencia
a alguém (vivo ou morto) que desconhecia toda aquela discussão.

Pedi para chamarem o Papa, se necessário, mas eu não aceitaria
de forma alguma passar minhas compras no CPF de outra pessoa. Queria o meu
direito, que como sócio-torcedor, bom pagador e cadastrado dentro do prazo
solicitado, eu tinha como direito!!!

O tal Antonio chegou a dizer que era um “CPF Ambev”. Notem o
despreparo dessas pessoas. Disse a eles, que Ambev é uma pessoa jurídica e não
tem CPF. Não existe “CPF Ambev”!

Reprovado e indignado com tal atitude daqueles funcionários
que viram nessa história do “CPF genérico” a possibilidade de tirar “o deles”
da reta, eu disse que iria chamar a Polícia Militar e entrar em contato
imediatamente com a Ambev, informando da solução proposta.

Eles pareciam não saber, mas deixei bem claro pra eles, que
aquilo que o Extra estava me propondo era crime. Falsidade ideológica!!!

Duvidando da conivência da Ambev com o que a loja me
propunha, liguei imediatamente ao Movimento Futebol Melhor e fui atendido pela
mesma Amanda.

Contei a solução proposta pelo Extra e atendente Amanda
ficou sem saber o que fazer naquele momento.

O tal Gerente CARLOS solicitou o telefone e tentou convencer
Amanda da resolução via “CPF genérico”. Absurdo!!!!!

 Vendo a gravidade do
caso, Amanda consultou alguns de seus superiores e me retornou com a informação
de que uma tal de MEIRE, funcionária do Extra estava alinhada sobre o
procedimento correto a ser tomado quando algo do tipo acontecesse.

Enquanto eu aguardava uma resolução, seguranças
caracterizados e também à paisana me rodeavam, como se eu fosse um bandido ou
algo do tipo. Solicitei ao Gerente que retirasse aqueles seguranças, pois eu
não era bandido e não apresentava dano algum ao local. Muito pelo contrário, o
local é que apresentava alto dano à mim.

Eu queria o meu direito de Sócio Torcedor! Ah, e não queria
comprar no CPF de outra pessoa porque isso é crime!!! Só isso!

O Gerente do Extra, o Carlos deveria então falar com a tal
Meire. Ele relutou, relutou mas ao fim, pegou seu celular e discou alguns
números.

Enquanto ele falava com alguém no telefone (que eu pensei
ser a tal MEIRE somente), outros funcionários tentavam me convencer de que
efetuar as compras em outro CPF “o genérico”, era o melhor para acabar com toda
aquela confusão.

Em vão, eles não me conhecem!!! Pediram pra voltar no dia
seguinte e colocariam alguma outra compra em meu CPF!

Manja coisa errada?

Depois de alguns minutos ao telefone, o Gerente Carlos pediu
que eu falasse ao telefone. Não quis, não sabia quem era e nem o que iriam me
falar, mas como deveria ser a tal Meire, resolvi atender.

Quando eu disse “alô”, um cara respondeu do outro lado. E
uma mulher. Era um call! Sim, era um call, tipo daqueles que fazemos em nosso trabalho.

Tínhamos Vinícius de outro lado da linha, que se identificou
como trabalhando na Ambev ou em alguma empresa prestadora de serviços para ela.
Ao invés de tentar me convencer de algo, suas palavras foram de desabafo.
Vinicius estava louco da vida, de saber que a loja Extra estava usando seu
número de CPF para casos como o meu.

Olhem só!!! Havia achado o dono do até então “CPF genérico”,
como denominou o funcionário do Extra. Vinicius estava tão p… ou até mais
nervoso do que eu. Vejam só!!!

Me disse ao telefone, que havia informado seu CPF para uma
situação de testes e não para ser utilizado quando houvessem problemas como o
meu.

Vejam, como eu já imaginava, a Ambev não era mesmo conivente
com tal situação e o mais alarmante: o dono do CPF não sabia o que estava sendo
proposto!

Coisa de novela, não?

Mas e o Extra? Bem, como era um call falou então ao
telefone, a tal de MEIRE, que muito objetiva e pragmática, se apresentou como
COORDENADORA DE FRENTE DE CAIXA DO EXTRA. Estava certo que ela iria tentar me
convencer de algo, quando não foi minha surpresa, ela (sim, a MEIRE) dizer que
era um absurdo o que o mercado me propunha.

Calma… a funcionária do Extra divergindo do Gerente da
Loja, o Carlos? Sim, isso mesmo!

Segundo ela, o Extra não aceitava de forma alguma que a
compra fosse passada em CPF alheio e que todo o procedimento informado pelo
mercado estava errado. Para Meire, que parecia bastante alarmada ao telefone, o
mercado estava conduzindo a situação de forma equivocada.

Perguntei então qual era a solução e ela foi tão simples
como deveria ser qualquer pessoa que atende o público. Disse que tínhamos que
resolver e que quando (lá atrás) constatado que meu CPF não entrava, o Movimento
deveria ser contatado (como foi, por mim) e constatando assim que eu era merecedor
do desconto, o desconto deveria ser dado no caixa, de forma manual!

Perceberam a diferença?

Nada de CPF de desconhecido. A resolução era simples: liga
no SAC do Movimento. Se o cara tem direito, o desconto tá na mão!

Pronto! Simples!

Já Carlos visivelmente contrariado com a resolução proposta
pela tal de MEIRE, quis anotar os meus dados para algum procedimento interno
que preferi não questionar.

Espero que não venham na minha casa!

Como contrapartida, quis os dados dele. Justo, não? Mas ele
não quis me dar o número de CPF dele. Deve ter achado que eu compraria coisas
por aí com o número dele.

Definitivamente Carlos não me conhece!!!

Teríamos então que retornar as compras já embaladas para a
esteira.  Lá no início disse ao operador
que não faria isso novamente mas pelo bem da resolução e principalmente em
respeito aos meus pais que estavam ali comigo já tinham 2 horas, resolvi colaborar.

Me atendeu Isabel, operadora de caixa, que percebendo toda a
situação, teve sensibilidade absurda. Aliás, Isabel deveria dar aula de
gerenciamento de crise para Carlos e sua equipe.

Fica a dica, pessoal do Extra! A Isabel manja do que não
manja Carlos!

O desconto foi dado na mão, com uma calculadora Casio
antiga. De uma compra total de R$ 578,00, onde parte disso era produtos  que deveriam ter descontos, paguei algo em
torno de R$ 509,00. O stress foi grande e talvez nem tenha valido os quase R$ 70,00
de desconto.

Bom, era isso.

Sei que não fui conciso, objetivo e elegante, mas ao lembrar
de cada momento, fico novamente furioso.

Nesse momento, agora escrevendo, não me interessa de quem
foi a culpa: Extra, Ambev, ou sei lá quem.

Sei que ficaram algumas certezas. Primeiro de que o
Movimento Futebol Melhor mantido por clubes e empresas não está pronto. O
formato parece bacana, inovador, mas existe um claro problema operacional.

Segunda certeza e que não posso deixar de registrar, foi a
maneira que fui tratado pelo Extra Ricardo Jaffet. Cercado por seguranças, eu
estava pedindo o que eu tinha como direito. Aos demais consumidores, passou sim
a ideia de que eu poderia ter roubado algo ou estava arrumando confusão por
algum fato onde a culpa era minha. Meus pais, com idade na faixa dos 60 anos,
ficaram em pé, nervosos e sem atenção especial alguma!

Passei vexame e medo. Fui convidado a agir como criminoso
para obter meu desconto. Se eu assim o fizesse, estaria resolvendo um problema
ali, de momento, junto ao Extra, mas estaria também sendo conivente e autor de
um crime.

Eu durmo tranquilo toda noite. Graças a Deus!

Fica aqui meu desabafo. Ainda é Domingo e preferia estar
agora com minha família, mas estou mentalmente revivendo cena à cena daquela situação
vexatória e humilhante que tive que passar.

Como disse, não importa de quem foi a culpa, mas sei que não
foi minha.

E mais do que isso: a falta da ÉTICA se fez presente. Ou
pelo menos se tentou fazer presente.

Tenho boa educação. Recebi de meus pais bons valores e bons
princípios. Tem gente que não sabe o que é isso.

Escrevo essa minha carta à mídia, ao Grupo Pão de Açúcar e à
Ambev  para que daqui por diante pessoas
de bem, pais de família, não tenham que passar pelo que passei hoje.

Filipe Vietri Crespo

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Opinião

Senzala, mas com lesma!

Alguém me disse, semanas atrás, que sentia falta daqueles meus posts que falavam mal de um atendimento que tive em um restaurante ou um produto de baixa qualidade que havia comprado.

Pois bem, a voz do povo é a voz de Deus. rs

Depois de algum tempo sem contar uma experiência mais ou menos trágica, volto hoje, a contar para vocês o meu trágico almoço do último Domingo.

Era Domingo, por volta de 11h00 e voltava do litoral com minha namorada. Já é costume voltarmos do litoral nos Domingos, porém, desta vez, para evitarmos o trânsito, resolvemos subir a serra pela manhã. Ideia excelente!!! Ou não!!!

Assunto vai, assunto vem e então começamos a pensar onde iríamos almoçar. Pensamos em restautrantes mais próximos de casa, mas nada nos agradou. Pensamos também em praças de alimentação de shoppings, mas logo desistimos. Pensamos no Bixiga, mas não estava muito afim de ver famílias enormes, falando alto e se lambuzando com molho de macarrão. (também sou descendente de italiano e posso falar assim).

Então pensei em um restaurante "bacanudo", que já tinha ido uma vez e que era considerado um dos melhores de São Paulo. Sabe aquele negócio de: "ah…vamos extravasar. Eu trabalho pra isso. Dinheiro foi feito pra gastar!"

Chegamos então ao Senzala´s Restaurante, localizado na Praça Panamericana, região oeste de São Paulo. O local já foi indicado pela Veja São Paulo como um dos melhores restaurantes de São Paulo. Tudo muito bonito, sem famílias enormes com molho na camisa, sentamos em uma mesa que o maitre nos indicou.

Sentamos e fizemos nosso pedido. Pedi ao graçom, muito educado e simpático por sinal, um fillet a parmeggiana e a Lí, sempre querendo inovar pediu um fillet à senzala, prato indicado pela casa.

Ficamos ali e para disfarçar a fome, nada melhor que comentar sobre as pessoas e comidas das mesas próximas. Observamos os finos fratos chegando e as pessoas conversando sobre todos os assuntos possíveis. Coisa de publicitário, acabei por definir o público da casa por AS AB 35+.

A comida chega e eu, todo feliz, por ver que a Li estava adorando lugar. Garfou o rango e a expressão de "comida maravilhosa" logo surgiu em seu rosto.

Ficamos ali, saboreando os pratos da casa, aos olhos atentos do garçom que estava sempre a postos caso eu precisasse de um guardanapo ou uma segunda Pepsi.

O maitre (de nome Rafael) também, muito simpático, brincou sobre o tempo, sobre o suco, sobre o azeite e sobre o fillet. Um brincalhão!

Eis que…..

Aff… de repende a Lí me chama e pergunta o que era aquilo no prato dela.

Enquanto eu mastigava um pedaço de tomate, olhei para a linda folha de alface do prato dela e dei de cara com uma lesma, eu disse LESMA, de mais ou menos 3 cm, olhando prara mim, com os olhos esbugalhados.

Pronto, acabou o almoço do Domingo!

A Lí levantou da mesa e saiu em direção desconhecida, que depois fiquei sabendo que era o banheiro.

Eu, completamente pasmo com a situação fiquei observando a lesma que me encarava com suas antenas que mexiam alternadamente.

Chamei o maitre e o garçom e fiz aquele showzinho que quem me conhece, mais ou menos imagina como foi.

Pediram um milhão de desculpas e tive que escutar do maitre, que essas coisas acontecem.

NÃO, ESSAS COISAS NÃO ACONTECEM!!!

Fico aqui pensando que um fio de cabelo não seria tão nojento. Uma lesma na folha de alface só me faz crer que as verduras não são lavadas naquele lugar.

Como pode isso?

Assim que a Lí retornou, solicitei então a conta para irmos embora.

Num primeiro momento, o maitre, ofereceu um novo prato. Perguntei então, qual era a possibilidade de ter no "novo" prato, os familiares daquela lesma?

O maitre então disse que, como pedido de desculpas, a casa não iria cobrar o almoço e que esperava que voltássemos ao restaurante, num futuro próximo.

"Sim, vou voltar e pedir uma porção de lesmas", eu disse a ele.

Ele me pediu mais uma vez desculpas e chamou um senhor que também ofereceu suas desculpas e um chá. Chá???? Vai entender!!!

O restaurante que estava lotado e parte dele, acompanhando a história da lesma, ainda escutou eu dizer o seguinte:

"Se essa merda fosse mesmo um bom restaurante e preocupado com seus clientes, pedia a todos que aqui estão para irem embora, sem pagar, pois o restaurante iria fechar, por conta de uma lesma encontrada em um dos pratos servidos. Tem coragem, bacana?"

Não, ele não teve.

Saímos de lá, de barriga vazia e enfurecidos com o ocorrido.

Como pôde isso ocorrer no Senzala´s?

Um absurso e que vou sim, divulgar a todos que eu conseguir.

NÃO vão àquela merda que pode parecer chique, ter pratos caros, mas é uma imundice!!!!

Você pode pegar cólera!!!

Pronto, falei.

Bem feito pra mim: Por que não fui comer macarrão com os italianos sujos de molho?

 

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