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diretor de arte

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O flanelinha de layout

– Mais pra esquerda, um pouco mais; vem vindo, vem… vem…. Aí, tá bom. Agora desce o logo.

Eu não sou Diretor de Arte, mas ao longo dos meus 10 anos como Redator, duplei com muitos deles, e hoje coordeno um time de DAs e busco não fazer o papel do sujeito que dá o título a este texto. Claro que a linha é tênue entre coordenar e ser o chato dos pitacos, mas é exatamente isso que quero trazer nessa reflexão.

– Agora joga pra direita; sobe um pouco, isso. Dá um zoom e tá show de bola. Bota um efeito nessa picanha, tá muito malpassada…

Em toda a minha vida de anunciantes e agências, 102% dos diretores de artes com quem trabalhei reclamavam dos conhecidos como flanelinhas (ou manobristas) de layout. É incômodo trabalhar com alguém na sua orelha dizendo como é que você tem que fazer o seu trabalho. É como dirigir com alguém do lado dizendo em que faixa você tem que estar no trânsito; é como cozinhar com alguém dizendo que você tem que mexer o molho; é como trocar a fralda do seu bebê (que você já faz há 1 ano) com alguém falando que você está fazendo errado.

– Coloca um degradê que vai ficar top, Zé. E muda essa fonte pra uma Comic Sans que vai ficar mais moderna, que tal, hein, hein? Tô te falando que eu conheço o cliente! Vem na minha….

Ninguém merece conviver com os flanelinhas de layout. Se você – em sua vida de Diretor de Arte – ainda não se deparou com um deles, continue sem abrir o vidro do seu “carro”, mas na hora de estacionar, adivinha quem estará lá pra te ajudar (?):

– Joga um pouco pra direita… agora esterça, agora joga pra esquerda…. Vem um pouco mais pra trás. Aí tá show!.

 

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Vai e vem

NEOGAMA reforça o seu time de criativos

 

A agência NEOGAMA anunciou nessa semana a contratação de dois diretores de arte de grande bagagem. 

André Rival é Diretor de Arte com mais de 15 anos de experiência, 10 deles em agências digitais. Trabalhou na DM9DDB, AlmapBBDO, iThink (atual SapientNitro), Tribal (atual DigitasLBi) e TV1 atendendo clientes como Guaraná Antarctica, Vivo, Walmart, Visa, Cyrela, Caixa, Gol Linhas Aéreas, Boticário e Volkswagen e Mercedes-Benz. Rival faz dupla com a redatora Isabella Paulelli.
Ricardo Silveira é Diretor de Arte nascido em São Paulo e tem 15 anos de carreira. Trabalhou nas agências FCB São Paulo, onde foi um dos criadores da Nivea Doll, na DraftFCB Lisboa onde participou de trabalhos para clientes locais e do mercado europeu, e também passou pela Talent e DPZ. Já criou para clientes como Nivea, Modelez, DPA-Nestlé, Net, Alpargatas, Ipiranga, O Estado de S. Paulo, Tigre, Banco Santander entre outros. Ricardo faz dupla com o redator Wolfgang Covi.
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Entretenimento

Como pode uma coisa dessa?

Todos nós sabemos da importância dos softwares existentes que auxiliam na produção das peças publicitárias de qualquer agência, nos dias de hoje.

Vamos falar mais especificamente do Adobe Photoshop. Alguns criativos exageram na dose e acabam deixando a foto forçada demais, dando um entendimento à foto, nada real.

O que eu fico me perguntando é: Como algumas dessas coisas são aprovadas?

Um peça publicitária impressa, por exemplo, passa por vistas de inúmeros profissionais dentro de uma agência e ninguém percebe? Pior… o cliente olha a peça, se encanta, APROVA e não percebe?

Prestem atenção em algumas imagens abaixo e tirem suas próprias conclusões:

1. Jornal alemão traz uma matéria sobre a gripe suína e na foto da matéria, "esquece" um dos dedos do paciente. (que corte tosco)

 

2. Campanha da Azarro. Seia uma foto linda, apaixonante e sensual se não excluíssem uma das pernas da modelo.  

 

3. A primeira coisa que fiz, ao olhar essa foto, foi tentar fazer igual a modelo. Obviamente, não consegui. Teria ela uma rosca em um dos pulsos? A foto foi capa de uma revista filipina.

 

4. Que isso!!! Exageraram aqui. Terrível!!!

Querem ver mais fotos como essas? Entrem em photoshopdisasters.blogspot.com

Boa semana a todos.

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