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Opinião

30 anos da emissora mais feliz do Brasil

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Vamos lá. Antes tarde do que nunca!

Na última Sexta-Feira, dia 19, o SBT comemorou 30 anos de vida.

A emissora de Silvio Santos, que se auto-intitula como a "mais feliz do Brasil" até então, tem uma trajetória de bastante sucesso.

Se você tem algo em torno de 30 anos de idade, como eu, certamente concorda comigo, se eu disser que o SBT foi a emissora da nossa infância.

Quem não se lembra, de Sérgio Mallandro e sua Porta dos Desesperados? Ou então das charadas nos intervalos do desenho do Duck Tales?

O que falar então de Chaves e Chapolim? Assisti todos os episódios de amos seriados. Lembram-se de "Férias no Acapulco"?

Ou então das telenovelas mexicanas como "Carrossel" e "Vovô e Eu"?

Para paulistanos como eu, fica ainda na memória, os desfiles de apresentadores do SBT na Avenida 23 de Maio, muitos anos atrás.

Eu concordo que o SBT, seja sim a emissora mais feliz do Brasil.

Mas ser a mais feliz, não é garantia de maior audiência. De 10 ou 15 anos atrás para cá, a emissora de Silvio Santos perdeu a vice liderança de audiência, para a concorrente Record.

Vários foram os motivos, é claro. E embora não seja somente esse o motivo, quero aqui lembrar que o SBT perdeu um pouco a "veia" infantil que tinha.

Hoje, 30 anos mais tarde, a emissora de Silvio Santos luta para manter um 3. lugar na preferência do público.

E talvez, seja por esse motivo, que ainda hoje, o maior apresentador da TV brasileira, Silvio Santos não abandona seu programa aos domingos, que é o líder de audiência da emissora.

Aposta também, em apresentadores como Celso Portiolli e Ratinho e não se envergonha de dizer que é a emissora mais classe C do país.

Muitas foram as perdas do SBT nos últimos anos: Gugu, Hebe e Justus foram as principais.

Mas Silvio Santos não se abala. Hoje, em seu programa, comentou sobre os 30 anos do SBT e disse que quem sai da emissora sempre se lamenta, ao lembrar que a emissora era um ótimo ligar para se trabalhar. Não duvido!

Como disse no começo do post, minha infância foi marcada pelo SBT. Hoje, pouca coisa ou nada me agrada, na programação da emissora.

Nao curto Ratinho, Carlos Nascimento e nem o Portiolli.

Porém, tenho um carinho especial pela emissora e tenho certeza que muita gente, como eu, também.

Pensando nessa força quesua emissora tem com esse público que teve sua infância marcada pela programação da emissora, é que Silvio Santos deveria retomar o interesse desse público.

Acho que falta para a emissora, uma atenção especial para esse grande público, ainda jovem, que um dia foi o "defensor" da emissora.

E para atrair esse público, não vejo nenhum milagre. Basta retomar aqueles programas antigos, em suas versões originais mesmo.

Por que não volta à programação, aquela versão mexicana da novela Carrossel? Não tem sentido uma versão brasileira agora.

Por que não volta à programação, o Passa ou Repassa, ainda que com outro apresentador?

Por que a emissora não coloca na programação diária matutina, um bom programa infantil e não aquelas crianças ridículas?

Até a Globo criou o "Vale a Pena ver de Novo" para buscar a antiga audiência. Ou você acha que quem assiste o Vale a Pena ver de Novo, é um novo público e que não assistiu a primeira versão?

Prova de que isso dá certo é o Chaves, que o próprio SBT mantém na grade em vários horários e que marca 5 ou 6 pontos cada vez que vai ao ar.

Acho que falta um pouco de estratégia da emissora nesse sentido, para buscar um públiv que tem um carinho pela emissora, mas não assiste.

Eu diria que o SBT é para os paulistanos, assim como o time da Portuguesa é para sãopaulinos, palmeirenses e corinthianos. rs

Sim, é minha simples opinião. Não é minha pretensão saber saber mais do que os caras que estão lá.

Mas é minha humilde como ex-telespectador da emissora que marcou minha infância.

Hoje, pouca coisa na emissora me prende a atenção.

De qualquer modo, parabenizo a todos que lá trabalham, por fazer do SBT, a emissora mais feliz do Brasil.

Sei que na Sexta, houve uma festa bacana para todos os funcionários da emissora.

Já no final de semana, foi a vez do mercado publicitário comemorar os 30 anos junto com o SBT, no Hotel Jequitimar, no Guarujá.

Sim, o SBT é feliz, mas poderia ser, mais feliz ainda.

Boa semana a todos.

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Marketing

Clipe: “Eu sei” – Fresno

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Por que o Blog do Crespo traria um clipe da Banda Fresno?

Eu sei que você, assim como eu, dificilmente assistiria um clipe inteiro de uma música dessa, mas nesse caso específico, peço que vejam o vídeo. 

E caso você já tenha visto, saiba que o clipe que você viu acima foi patrocinado por uma marca.

Agora pergunto: Você conseguiria adivinhar que marca é essa?

De um tempo para cá, isso vem acontecendo bastante aqui no Brasil: bandas patrocinadas por grandes marcas e a contrapartida acaba sendo a presença dos produtos dentro de um clipe da banda.

É como se fosse um merchandising, já que o produto aparece inserido dentro de uma situação no clipe da banda.

Nesse caso específico da Banda Fresno, o patrocínio é do Chocoloate M&M.

A marca, patrocinadora da banda, bolou uma promoção com os fãs da banda e como prêmio, levaria 4 pessoas para participarem do clipe que vocês viram acima.

Notem que o chocoloate só vai mesmo aparecer mais ao final da música. Porém, por todo o tempo, já desde as primeiras cenas do clipe, inclusive, uma série de cores e formatos fazem uma referência clara ao chocolate M&M.

Qual sua opinião sobre esse novo tipo de promoção de marca?

Boa Segunda-Feira a todos.

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Opinião

Bate Papo com alunos da ESPM

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Nesta Terça-Feira, dia 17, estive nas dependências da Escola Superior de Propaganda e Marketing, na Vila Mariana, para um bate papo com alunos.

O convite veio do professor e amigo Amadeu Nogueira de Paula, dias antes.

Os assuntos tratados em sala de aula foram: tática de mídia e a importância da criatividade para o profissional de mídia.

Um encontro bacana, inclusive com apresentação de alguns cases.

Com a exibição de alguns filmes, tentei demonstrar que a ideia criativa pode vir da mídia, através de ações realizadas em conjunto com os veículos de comunicação, sempre em total alinhamento com o posicionamento do produto.

Confesso o meu nervosismo em falar, especialmente para o Amadeu, que além de meu professor, foi o "homem da mídia" na antiga McCann e o "homem da Comunicação" da Nestlé, por mais alguns bons anos.

Mas no final, tudo deu certo.

Obrigado a todos que lá estiveram.

Mais uma vez, foi um prazer poder estar em contato com alunos interessados em Mídia.

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Artigo: Junior (por Nizan Guanaes)

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Júnior


Se quiser pensar diferente, ver como o mundo está mudando, ouça seus filhos, seus netos, a turma deles



NASCI EM 9 de maio de 1958, numa casa bem modesta no Carmo.

Tem gente que tem vergonha de sua origem. Eu tenho muito orgulho. O chão da nossa casa era de cimento, não havia água encanada. Tomávamos banho a partir de uma lata de água esquentada no fogo, usando a embalagem de queijo prato como cuia.

Inesquecível.

Televisão e refrigerante, só aos sábados. Meu avô era comunista ferrenho, me botava para ler Castro Alves, Monteiro Lobato.

São essas coisas que dão forma à vida. Você é o que você é. A sua história é a sua maior diferença. O que só você pode contribuir será sempre a sua maior contribuição ao longo da sua vida toda.

Hoje, tenho 52 anos, e tudo isso ecoa numa carcaça cada vez mais velha. Ter 52 anos é chato, mas a outra opção é dramática…

Passei 157 dias no exterior no ano passado. Vendo, ouvindo, me reciclando e aprendendo.

Sou de 1958, e não há quem seja de 58 que não precise de uma boa reforma.

Sou um homem de meia-idade.

Tenho gastrite, quase uma hérnia de disco, refluxo, minha memória, principalmente a recente, se foi, minha vista é péssima.

Por causa do refluxo, meu médico disse que devo evitar gelo, água com gás, refrigerante, bebida, cigarro, pimenta, comidas condimentadas.

Ou seja, ele está pedindo a um baiano que seja um suíço.

Tudo na vida tem seu lado bom.

Eu, que sempre fui arrogante, intolerante, de péssimo humor, eu, que de tão mala, quando viajo sem mala, pago excesso, estou aprendendo com os anos a não me levar tão a sério.

Tenho três filhos. Uma menina de 25 anos e dois aborrecentes.

Os dois aborrecentes me botaram o apelido de Júnior. Porque, segundo eles, sou mais infantil e mais mimado do que eles dois.

Nem meu pior inimigo poderia ter me dado um apelido mais cáustico e mais cirúrgico.

É uma desmoralização e ao mesmo tempo uma graça ser chamado de Júnior.

Delícia maior é viajar com eles e ser esculhambado e desmoralizado na frente dos outros por criaturas que eu amo tanto.

Antes, ser pai era ensinar. Hoje, ser pai é aprender.

A última campanha do Itaú foi criada com eles. Eles me ensinam muito. Animam-me quando estou triste, baixam a minha bola quando estou me achando demais.

Adoro viajar sozinho com eles para descobrir o mundo em dimensões diferentes da minha. Passam semanas e dias inteiros comigo na China, em Roma, em Dubai, na Cidade do Cabo, na Sardenha.

Odeio e amo. Além de me chamarem de Júnior na frente das outras pessoas, no particular eles ainda me chamam de Juju.

Juju é a suprema desmoralização.

A verdade é que, como pai tardio, sou quase como um avô para meus filhos. E eles me renovam mais do que qualquer vitamina. Tantas vezes eles já me fizerem mudar de roupa, de cabelo, de pensamento.

A moral da história deste artigo é que, se você quer pensar diferente, se quer ver como o mundo está mudando, posicionar sua empresa na forma moderna, para que o futuro não seja uma ameaça, mas uma promessa, não contrate só consultores.

Ouça seus filhos, seus netos, a turma deles.

Eles esculhambam a gente, o nosso trabalho, os nossos clientes. Mas eles são ar puro entrando pela janela, guias para o presente e um atalho para o futuro.

A gente fica possesso na hora da esculhambação, dorme pensando e acorda iluminado.

E eu, Júnior, agradeço aos meus filhos por me desmoralizarem a cada segundo e me iluminarem a cada dia.


NIZAN GUANAES, publicitário e presidente do Grupo ABC, escreve às terças, a cada 15 dias, nesta coluna. 

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