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Marketing

Oportunidade jogada no lixo

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Se eu pudesse fazer um ranking das novelas que assisti e mais gostei, seria mais ou menos assim:

1º. lugar: Senhora do Destino

2º. lugar: Quatro por Quatro

3º. lugar: Carrossel

4º. lugar: Cobras e Lagartos

5º. lugar: Top Model

6. lugar: Vovô e Eu

7º. lugar: Insensato Coração

É um ranking que vai até sete mesmo. Pra mim, o resto é tudo igual. Ah… e Vovô e Eu foi demais mesmo! Era com o Sr. Firmino, do Carrossel.

Estou escrevendo sobre novelas, neste post, porque como publicitário que sou, tenho que acompanhá-las e principalmente identificar oportunidades de merchandising para meus clientes.

A tal da FINA ESTAMPA que passa depois do Jornal Nacional e no nosso mundo é conhecida como Novela III, ainda não me conquistou e nem ao menos me convenceu.

As vezes, seja da agência ou de casa, tento assistir uma cena ou outra para tentar mudar de opinião. Mas não rola.

Talvez, na última Segunda-Feira, o que tenha me chamado a atenção no capítulo, foi uma cena em que trazia uma discussão entre mãe e filho, por conta desse filho ter comprado um carro ZERO da KIA  MOTORS.

Achei estranho esse tipo de situação para um anunciante que faz merchandising na novela já tem tempo. 

"A personagem de Lília Cabral, símbolo da novela, obrigando um filho a devolver um carro da marca anunciante da novela?"

Tinha que entender melhor isso.

Fui melhor entender a cena e na verdade, a mãe queria que o filho devolvesse o carro, não por o carro ser ruim ou algo do tipo, mas pelo fato de ele ter comprado o bem, de forma escondida e contra a vontade da mãe.

Até aí, normal. Eu já não concordaria em colocar minha marca numa situação dessa, mas pode ser meu lado mais "ácido" e então, ok. É válido! Eu que sou chato mesmo.

A cena mais trágida, no meu ponto de vista foi a seguinte.

A mãe, tal de Pereirão, personagem interpretada por Lilia Cabral, vai até uma concessionária Kia Motors para devolver o carro comprado pelo filho trapalhão e irresponsável.

Ela então, senta de frente à um vendedor da loja vestido com camisa da KIA MOTORS.

Pensei: "Que sacada essa da Kia e da Moma. Conseguiram interferir na história da novela e trabalhar mais de 1 minuto dentro de uma concessionária, com exposição de marca. Gol aberto, sem goleiro. Agora esse vendedor fala da marca, dos carros e pronto! Convence Pereirão a ficar com o carro. É GOL!

Pensa tudo ao contrário. Foi isso que aconteceu.

O "vendedor" em cena, cagou geral. Chutou pra fora mesmo! 

No início, ele tenta convencer Pereirão de ficar com o carro. Com a negativa, tenta lhe vender um carro ainda mais caro e bonito, que aparecia ao fundo.

Pô, a mulher não queria nem o primeiro, por qual motivo desejaria o segundo? Porém, o vendedor começa a forçar a cliente.

A cagada final, se dá quando ela diz que vai pensar sobre a proposta de ter um carro maior, mais caro e bonito. Mesmo ela dizendo que não precisava disso.

O vendedor então manda algo do tipo: "Você tem um dinheirão. Ganhou uma bolada. Melhor não ir pra casa e pensar, não. Compra agora, assim, sem pensar." (sim, ele fazia cara de mau)

Claro. Não foram essas as palavras utilizadas. Mas como telespectador impactado que fui, essa foi a minha interpretação para aquela cena que assisti.

Achei cruel, desnecessária e abusiva.

Nem sei se capítulos depois, ela mudou de ideia e voltou lá pra pegar um carro maior. Não vi mais a novela.

É assim que um vendedor da Kia Motors trata um cliente?

O rapaz, aos meus olhos, passou a imagem de um vendedor do mal.

Que chance jogada fora teve a Kia Motors. Merchan na novela, possibilidade de citar modelos e características de seus carros em horário nobre na Globo e por fim, só conseguiu passar a imagem de que tem vendedores chatos e deselegantes.

Quem me conhece, sabe que estava super afim de comprar um Kia Cerato. Acho bonito pacas. Mas devo mesmo acreditar num vendedor da Kia? Será que ele sabe da minha situação financeira? MEDO!!!

Terrível demais! Senti vergonha alheia!

Era isso.

Bom Sábado a todos.

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