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Mês do Orgulho LGBTQIA+

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C&A: as campanhas de Dia dos Namorados

O Dia dos Namorados é considerado uma das datas mais importantes para o comércio mundial, por isso milhares de marcas se dedicam para destacar seus produtos e serviços em meio a uma janela de ampla concorrência.

Com a pandemia da COVID-19, o setor de e-commerce cresceu 75% em 2020, consequentemente, o comércio online teve que passar por grandes mudanças e adaptações para facilitar e melhorar a experiência do consumidor.

Sabendo disso, a C&A, uma das maiores redes de lojas de departamento do país e a décima segunda maior empresa varejista, tem dado destaque para as campanhas de Dia dos Namorados, visando a inclusão de todos nesse dia tão especial para celebrar o AMOR.

 

C&A: Namorados e Nãomorados

Divulgação: Dia dos Namorados e Nãomorados – C&A

Em 2019, a C&A fez uma campanha voltada a pessoas que namoram e também às que não namoram. O objetivo era mostrar que esse é um dia para todos, pois celebra-se o amor, seja ele de toda e qualquer forma.

A campanha mostra vários casais, alguns namorados, e outros amigos que se reuniam para celebrar o dia, exatamente como outros países fazem quando comemoram o Dia de São Valentim, celebrando a união amorosa e demonstração de carinho entre casais e amigos.

 

Dia dos Namorados – tendências

Divulgação: Tendências – C&A

A C&A lançou em 2018 uma campanha publicitária que une as comemorações do Dia dos Namorados de maneira inclusiva para abraçar todos os tipos de casais.

A marca questiona no vídeo se as pessoas “shipam” algumas combinações de peças como jaquetas, moletons, shorts, camisetas, bodies e acessórios utilizados pelos casais.

Após a grande repercussão dos dois vídeos, somando quase 9 milhões de visualizações, a C&A, assim como outras empresas do mercado de vestuário, participa da luta contra o preconceito e a homofobia. Pautas como essas que têm como objetivo mostrar que o amor deve ser sempre celebrado, seja ele de toda e qualquer forma, estão presentes em massa nas mídias sociais, principalmente na atualidade, com um mundo totalmente diversificado se compararmos com 10 anos atrás.

Abrir espaços para discussões como essas, que valem a pena ter a devida visibilidade, é de extrema importância, principalmente agora durante junho, mês do Orgulho LGBTQIA+.

 

Agora que você já sabe que o Dia dos Namorados não é só para quem namora, e sim uma data para comemorar o poder de um sentimento: o amor, está esperando o quê para celebrar seu jeitinho de amar?

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Opinião

Pink Money

Junho é mundialmente conhecido como o Mês do Orgulho LGBTQIA+, onde há a tão célebre e importante Parada LGBT+ que é popularmente conhecida por transmitir mensagens de amor, festa e alegria. Mas, além disso tudo, ela é principalmente uma manifestação da comunidade em prol de luta pelos direitos que por muitas vezes são negados perante a sociedade como um todo. Para se aprofundar mais sobre a origem desta data tão importante, há um excelente texto da conteudista Gabriela Coyado que fala especificamente sobre isto.

Conforme as pautas LGBT+ alcançaram maior destaque na sociedade, houve, consequentemente, impacto direto em alguns setores de consumo. Uma vez que a possibilidade de atingir novos nichos se tornou maior, as empresas começam a focar em marketing e propagandas com o público em questão, surgindo deste modo o termo Pink Money.

A expressão em questão traz como significado o poder de compra da comunidade LGBTQIA+. É um conceito que caracteriza a comercialização de produtos para esse público, sendo mais do que uma ação mercadológica, mas também uma causa social na qual as marcas podem se posicionar em apoio à luta.

É comum vermos a nomenclatura “Pink Money” sendo usada para questionar ações e marcas que lançam mão de causas somente com fins lucrativos, mas o conceito correto para isto é “Pinkwashing”, utilizado quando há apropriação do movimento LGBTQIA+ para se autopromover mesmo não estando realmente comprometido com a causa.

Foi divulgado um estudo feito pelo IBGE, que mostra que a renda de casais homoafetivos é 65% maior do que a de heterossexuais, por exemplo. Além disso, uma pesquisa realizada Out Leadership,  em 2018, demonstra que o público LGBT+ tem mais peso na economia do país, somando cerca de R$ 420 bilhões somente no Brasil.

Os dados citados são tentadores para as marcas, mas apostar em uma estratégia de marketing apenas visando o lucro pode ser perigoso já que a audiência busca construir uma relação de confiança com as empresas. De nada adianta colocar uma bandeira de arco-íris em seus produtos, se a porcentagem de funcionários LGBTQIA+ da sua empresa é quase nula, por exemplo.

Por isso, questione se é mais necessário e benéfico sua marca propagar uma campanha publicitária com um casal homoafetivo para que a comunidade em foco compre roupas e produtos coloridos, quando não neutras pelo dobro do preço com a descrição de ser algo “não-binário”, entre outros exemplos de marketing apelativos, ou promover chances reais para as pessoas trabalharem em todos os cargos. Lembrando que a porcentagem de discriminação no mercado de trabalho com a comunidade LGBT+ ainda é de 61%, segundo a Folha de S.Paulo

A representatividade para a comunidade LGBTQIA+ é fundamental, mas obviamente sua empresa não pode ter como foco apenas o Pinkwashing, por isso, não se beneficie de pautas importantes, principalmente em meses propícios, para ter maior engajamento ou lucro para autopromoção, mas sim para de fato lutar com a comunidade que precisa de muita visibilidade!

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