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O poder dos publicitários

Seja você um publicitário ou não, este texto é para você. O principal objetivo é trazer um debate essencial para os funcionários de pequenas ou grandes agências de publicidade. Caso conheça alguém que esse conteúdo vá ajudar, peço encarecidamente que compartilhe!

O poder das agências de publicidade em influenciar diretamente e indiretamente a vida das pessoas é muito forte. Mesmo que os clientes tenham ideias em mente e definem em alguns casos uma base para o projeto; o responsável para muitos desses quesitos que irei colocar aqui, é a agência; logo, os publicitários.

Esses projetos são as propagandas que vemos diariamente na TV e em nossas redes sociais.

Por conta dessa capacidade de atingir grandes massas de pessoas, é possível para os publicitários, usar dessa ferramenta para tornar o mundo um lugar melhor.

Um exemplo, o estereótipo é um padrão que a sociedade constrói, seja ele de beleza, gênero, classe social e etc. Afetando os que não se encaixam. Concorda que esse poder da publicidade pode ser usado para quebrar esses padrões?

Para isso acontecer é preciso sair da sua zona de conforto e estudar. Porém, existem pessoas que escolhem caminhar na ignorância.

Escolher caminhar na ignorância é uma decisão sua, mas você como publicitário tem um grande poder de influência em mãos; tente ao menos dar uma oportunidade as pessoas também tomarem essa decisão.

Essa oportunidade só vem através de campanhas sem influências preconceituosas. Já dizia o ditado, com grandes poderes vêm grandes responsabilidades.

Isso não é função do Conselho Nacional de Auto Regulamentação Publicitária (CONAR)?

O CONAR é muito importante para o cenário da publicidade. Podemos ver que existem diversos casos impedidos de veicular, envolvendo responsabilidade social, respeitabilidade e etc.

Pode ser ignorância minha, mas acredito que eles não irão interferir em uma campanha só porque tal campanha possui apenas pessoas brancas com um corpo idealizado aparecendo nos comerciais.

Além do mais, você não acredita que é muito importante para nós seres humanos não carregarmos esses preconceitos conosco? Se desenvolver como pessoa é importante e te auxilia tanto na vida pessoal quanto na profissional.

Se olharmos os comerciais antigos fica claro que eles estavam sendo preconceituosos; com situações racistas, machistas e entre outras.

Isso só fica claro para a maioria das pessoas porquê de alguma maneira a informação chegou, através dos meios e veículos de comunicação

Portanto, a desinformação ainda é algo presente em muitas pessoas.

Abrir a dúvida do “será que estou carregando algum tipo de preconceito em meu job?” é de extrema importância, ainda mais como publicitário.

Para compreender e resolver essa dúvida, precisamos entender sobre:

O preconceito sem intenção

Chamado de preconceito implícito, é algo inconsciente, sem intenção. Ideias preconcebidas que pegamos sem ao menos conhecer tal pessoa.

Todos nós temos algum tipo de preconceito; seja racial, social, econômico, religioso e entre outros que fazem parte dessa grande lista.

Publicitários precisam olhar se estão trazendo esses preconceitos para dentro das campanhas.

Para se destacar é necessário pensar fora da caixa. Indo além de ter uma ideia genial ou um bom planejamento, aborda também essa preocupação com as influências que você está passando ao público.

“Estou influenciando algo infeliz em minha campanha?”

Achar que você não vai cometer tais erros é o primeiro passo para cair nessa armadilha.

Essas mudanças não irão acontecer do dia para a noite, aceitar e observar é o primeiro passo. Uma campanha sem estereótipos não depende unicamente de você.

Como saber se estou carregando algum estereótipo?

Estude! Como eu disse, não é do dia para a noite. O passo mais difícil você já conseguiu; reconhecer verdadeiramente que é falho. Agora é só se policiar dentro do que você sabe sobre preconceitos.

Tire alguns minutinhos do seu dia para pesquisar sobre desigualdade e exclusão social, diversidade cultural e outros conhecimentos de extrema importância a todos.

Conforme o tempo de estudo esses preconceitos vão se clareando e ficando mais fáceis de identificar.

Por exemplo, talvez você tenha uma preferência automática em pessoas com traços europeus para suas campanhas, voltando ao padrão da sociedade.

A diversidade em propagandas e publicidades traz representatividade; que acaba gerando um aprendizado direto no respeito e empatia. Trazer isso de maneira natural é o melhor jeito!

Você não tem um controle sobre todas as decisões.

Por esse motivo é essencial você pelo menos tentar. Conversar sobre isso com colegas de trabalho mais próximos, podendo ajuda-los a tirar esse preconceito implícito.

Abrir essas discussões na agência, dar ideias em brainstorms e reuniões é outra tentativa para prevenir futuros estereótipos dentro do projeto.

A agência trabalhando para passar por cima desses preconceitos, futuramente pode ter uma maior harmonia entre os departamentos, motivados a entregar um bom trabalho e dar sua contribuição para um mundo melhor.

Te garanto que os benefícios desse desenvolvimento profissional e pessoal são imensos e gratificantes.

Se você chegou até aqui, fico muito agradecido por ter lido meu texto.

Espero que tenha gostado.

Obrigado!

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#LGBTNãoÉMáInfluência: agências fazem campanha nas mídias contra PL504

Creativosbr se une a outras agências em campanha contra a homofobia

Em apoio à causa LGBT, nós da Agência Creativosbr e toda nossa equipe levantamos a mesma bandeira e manifestamos o repúdio aos discursos de ódio e preconceitos que vêm acontecendo em nossa profissão. Não iremos nos calar.

A publicidade e a propaganda não aceitam e jamais permitirão que a homofobia invada nosso planeta. Nos referimos à PL 504, que será votada nesse dia 22 de abril, na Assembleia Legislativa de São Paulo, que sugere que a presença de pessoas LGBT na publicidade é má influência.

Citações como “desconforto emocional a inúmeras famílias”, “práticas danosas às crianças”, “evitar inadequada influência na formação de jovens e crianças” são inaceitáveis e não vão calar a classe publicitária.

Nos unimos com diversas agências em prol das campanhas #LGBTNãoÉMáInfluência e #AbaixoPL504 para que o projeto de autoria da Deputada Estadual Marta Costa (PSD) não tenha sucesso na Assembleia.

É um absurdo que, em pleno 2021, o ser humano não tenha aprendido que o respeito e a diversidade sejam partes dos elementos básicos de uma sociedade. Somos pessoas, somos diversos, e exigimos que a propaganda seja livre, principalmente do preconceito.

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As mídias sociais e o movimento #StopAsianHate no combate ao preconceito

Desde o início dos primeiros casos de Covid-19 no Brasil, o aumento dos crimes de ódio contra a comunidade asiática foi absurdo. E as vítimas desses ataques de racismo e xenofobia são principalmente mulheres e idosos asiáticos, acusados de serem responsáveis pela disseminação do coronavírus no país.

O movimento #StopAsianHate ganhou muita força nos Estados Unidos nesses tempos de pandemia, principalmente nas mídias sociais.

O impacto das mídias sociais para o movimento #StopAsianHate 

João Luiz (@joaolpedrosa)

Sendo participante do Big Brother Brasil desse ano, João foi alvo de comentários racistas nos últimos dias. Seu perfil no Twitter tem feito feats (parcerias) com influenciadores digitais que combatem o preconceito contra as minorias. O feat foi feito com um vídeo da atriz Ana Hikari, que explica mais o movimento #StopAsianHate, uma luta frente aos crimes de ódio contra asiáticos que cresceram durante a pandemia do covid-19. Ana Hikari respondeu dezenas de comentários com dúvidas sobre o movimento.

A iniciativa do perfil do João Luiz com certeza ajudou a dar visibilidade ao movimento, já que seu perfil alcança diretamente o público do BBB, principalmente os jovens que acompanham o programa, retratando o poder que as mídias sociais apresentam no presente.

Ana Hikari (@_anahikari)

É uma atriz brasileira, conhecida pela sua personagem Tina em Malhação: Viva a Diferença. Ana carrega consigo uma importância muito grande para o movimento, ela foi a primeira atriz amarela a protagonizar uma novela da Rede Globo, isso somente foi acontecer em 2017.

Ela conta com mais de 1.3 milhão de seguidores no Instagram e produziu um vídeo que possui mais de 670 mil visualizações, justamente falando sobre a campanha #StopAsianHate, narrando casos de crimes nos EUA e como esses crimes se relacionam com a realidade do Brasil. – “Essas agressões são fruto de uma lógica racista que impõe que certas pessoas, pelo simples fato de não serem brancas, são inferiores. Isso afeta muito pessoas negras, mas isso também afeta outros grupos étnicos, de maneiras diferentes, mas afeta.”

Cláudia Okuno (@clauokuno)

Também é atriz e produtora de conteúdo no Instagram e no Tiktok, conta com 11,1 mil seguidores no Instagram e mais de 9 milhões de curtidas na plataforma do Tiktok.

Clau traz a questão dos asiáticos no Brasil e como frases como “Volta pro Japão”, são sim um tipo de discriminação. Além de posts com a pauta de porque não comparar pessoas da mesma etnia e também trazendo um relato pessoal de como é ser brasileira e se sentir estrangeira no próprio país.

Com o uso do humor, Clau conseguiu atingir um público muito vasto, em destaque, o jovem brasileiro. É através desse tipo de ação e representatividade que o país tenta caminhar na direção da igualdade étnica.

As celebridades também estão contra o preconceito

A representatividade asiática precisa ter mais detaque nas mídias, e hoje em dia, mais celebridades e influenciadores digitais estão dando voz à causa. Entre elas podemos citar:

– Sandra Oh (@iamsandraohinsta)

Sendo canadense e com uma família de imigrantes coreanos, mais conhecida pelo papel de Cristina Yang na série Grey’s Anatomy, Sandra Oh compareceu em março deste ano em um protesto que pedia o fim do racismo contra os asiáticos e seus descendentes. Ela liderou o protesto com a fala “Tenho orgulho de ser asiática. Eu pertenço a este lugar! Muitos de nós não temos a chance de dizer isso, então eu só queria nos dar a oportunidade de gritar isso.”

– Revista Marie Claire – Sabrina Sato, Ana Hikari e Maryel Uchida

Em 2018, a revista Marie Claire publicou como capa do mês uma homenagem aos 110 anos de imigração japonesa. A capa contou com Ana Hikari, Sabrina Sato e Maryel Uchida, elas debateram sobre um assunto importante para a comunidade nikkei, o preconceito anti-amarelo.  As três falaram de suas origens japonesas e como o “olho puxado” e a etnia amarela fizeram com que vivessem microagressões cotidianamente.

É preciso mudar o pensamento de que no Brasil só o branco pode fazer o melhor. A luta pela igualdade é uma causa que tem que ter voz em empresas, e principalmente agora, nas recentes startups, empresas que chegaram no mercado de trabalho com a base de inovação de tecnologia mas também de pensamento.

 

Fonte: https://www.otempo.com.br/super-noticia/super-tv/sandra-oh-diz-ter-orgulho-de-ser-asiatica-em-protesto-contra-racismo-1.2462660

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Opinião

A representatividade de minorias nas campanhas publicitárias do BrasiL

Os últimos acontecidos, no que diz respeito ao racismo, me faz lembrar e reafirmar do quanto ainda é injusto a representatividade dessas minorias nas marcas, na frente de grandes publicidades, capas de grandes editoriais, ganhando frente, voz e vez. Assim, esse texto carrega muitas entre-palavras, porque o que escrevo aqui, ainda assim, é muito pouco do que sinto e do que penso sobre esse tema.

Em uma breve pesquisa no Google sobre o tema é fácil enxergar como ainda engatinhamos no que diz respeito a pouca visibilidade das minorias na publicidade. Em um dos sites, que
fala sobre um estudo realizado pela Elife e a agência SA365 sobre diversidade na publicidade brasileira, analisou 5.261 posts no Facebook e no Instagram feitos por 20 dos principais anunciantes brasileiros entre janeiro e dezembro de 2019, trouxe os seguintes dados:

– Grupos minoritários como LGBTQIA+ corresponderam a somente 4% das peças publicitárias, sendo identificados a partir de figuras públicas e demonstrações afetivas nas publicações.

– A presença de pessoas com deficiências (PCDs) que respondem por 1% das amostras.

– Negros, a porcentagem de participação caiu dez pontos percentuais em relação ao período anterior de comparação.

– Grupos como os amarelos tiveram representatividade em menos de 1%.

– A presença de grupos indígenas não foi registrada em nenhum dos materiais coletados.

Dados estes que dão vergonha, mas que mostram que o viés da publicidade do Brasil ainda tem muito para crescer e as marcas precisam agir e fazer as minorias “virarem estratégias” também, além do básico que é mostrado.

Enfim, qual o nosso papel diante disso? O que a gente pode fazer pelas minorias hoje? Discussão essa que abre várias possibilidades, podemos tirar disso tudo: somos únicos e a representatividade está estampada no nosso rosto. Que saibamos dar frente, voz e vez às minorias, pois o espaço a ser conquistado por elas ainda está só no começo.

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WMcCann ganha GP no Fiap 2016

A WMcCann acaba de conquistar o GP de Imprensa no Fiap – Festival Iberoamericano de Publicidade 2016, com recente campanha criada para L’Oréal.

A agência levou o Gran Sol de Prensa para o trabalho dedicado ao Dia Internacional da Mulher. A peça mostra a modelo transgênera Valentina Sampaio, que comemora a data se preparando para a foto que finalmente documenta seu orgulho de ser mulher: a do seu novo RG.

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Comercial do McCafé causa polêmica em Taiwan

No filme, o garoto escreve no copo que gosta de garotos. A reação do pai, em princípio, é de fúria; mas posteriormente escreve no copo que aceita que o filho goste de garotos. O comercial causou polêmica em Taiwan, onde – infelizmente – o preconceito ainda existe, assim como no Brasil e em todo o mundo.

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