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Mídia

Uma Rede Globo perdida e mal representada!

Nesse domingo, os brasileiros acordaram com uma triste notícia.

O incêndio provocado por um sinalizador em uma casa noturna na pacata cidade de Santa Maria, no Rio Grande do Sul deixou mais de 230 mortos na madrugada.

Segundo as informações que foram dadas durante o dia, muita gente pode ter morrido asfixiada ou até mesmo pisoteada na tentativa de sair do local, quando teve início o tumulto.

Circula também a informação que seguranças da casa teriam impedido a saída dos clientes por não terem ainda "acertado" suas comandas.

Notícia triste que arranca lágrimas dos olhos a cada momento ou reportagem que vemos.

Tomei conhecimento do ocorrido ainda pela manhã pelos principais portais de notícias e também por uma reportagem da Rede Globo.

Naquele momento, ia ao ar o programa Esporte Espetacular, apresentado por Ivan Moré e Glenda Kozlokski que obviamente interromperam todo e qualquer conteúdo esportivo para a cobertura em tempo real da tragédia ocorrida em Santa Maria.

Acontece que ambos apresentadores se mostraram demais nervosos com o ocorrido e o "produto" que chegou aos telespectadores, foi algo próximo do terrível.

Ficou claro que ambos apresentadores além de não possuirem entrosamento algum, não sabem ou não souberam lidar com algo fora do padrão, como foi aquela situação.

Sem roteiro na mão, ambos se perderam, se atropelaram e acabaram por confundir o telespectador em diversos momentos.

Ainda que fosse aquela uma situação não convencional e totalmente imprevisível, penso que a emissora poderia levar ao ar, algum jornalista em algum dos estúdios da Globo no país.

A sensação que tive é que naquele momento não havia equipe jornalística alguma da emissorade prontidão.

Juro que, embora não queira acreditar, tive a impressão de ver sorriso no rosto de Ivan Moré enquanto relatava tristes notícias do ocorrido naquela boate.

E o show de horrores continuou. Merecendo todo o respeito que devia, a emissora decidiu então não levar ao ar, o episódio de "As Aventuras do Didi".

Algo mais do que óbvio, pois a tragédia não deixava margem alguma para piadinhas nos minutos seguintes àquele mar de notícias tristes que haviam sendo divulgadas.

Repórteres da emissora no Sul, possivelmente da RBS, entrevistavam parentes e amigos das vítimas e como bem lembrou nosso amigo Lelo Brito, faziam perguntas cretinas, que nos lembrvam aquelas do tipo: "Como você se sente procurando um parente seu entre mortos e feridos"?

Fiquei pasmo com o despreparo da emissora e de seu departamento de jornalismo no dia de hoje. Nunca imaginei isso.

Nem quando, no meio da semana, ao voltar também de uma notícia ao vivo que divulgava uma tragédia e 1 morte confirmada, o apresentador Ivan Moré, a frente do Globo Esporte São Paulo emendou um "LEGAL"!

Sim, o ocorrido em Santa Maria pegou todos de surpresa, mas não é possível que a Rede Globo não possua um processo bastante definido e compreendido por todos seus repórteres para situações como esta, que infelizmente acontecem.

Para finalizar a trágica cobertura da Globo ao ocorrido, a emissora que não exibiu "As Aventuras do Didi", resolveu transmitir o programa seguinte, também humorístico, "Os Caras de Pau"!

Que falta de respeito absurda!!! Qual o critério para que um programa seja exibido e o outro não? Detalhe: ambos humorísticos que em nada estavam alinhados com a tristeza que abalara o Brasil e o mundo.

Não quero crer que isso tenha algo a ver com obrigações comerciais, uma vez que esta ou qualquer outra questão tornam-se infinitamente menor do que as mais de 230 mortes na cidade de Santa Maria.

Nosso amigo Lelo Brito, Professor Mestre que leciona para alunos de Comunicação da FAAP, PUC e UniSant´Anna, bem lembrou da postura de alguns repórteres em situações como esta, opinou agora pouco, em uma rede social. 

Tomo aqui a liberdade de transcrevê-lo:


"Isso acontece por dois motivos (complementares): incompetência dos
gestores da emissora em lidar com esse tipo de contingência e total e
completa falta de vontade em pensar numa solução para quando
tragédias dessa magnitude acontecem.
E
não dá pra justificar dizendo que é incomum acontecer isso, pois nos
últimos 30 anos tivemos tragédias tão ou mais dramáticas que essa, e a
Globo repete invariavelmente o seu modelo de incompetência. É só lembrar
das gafes da Glória Maria e de todos os outros apresentadores do
Fantástico, narrando um caso dramático e, a seguir, abrir um sorriso
jocoso e falar de "acontecimento prá lá de engraçado".

Numa
primeira análise, até dá para pensar "Ah, não dá para ficar se
lamentando no ar por cada tragédia. A vida continua!" Mas, talvez por
isso, a gente tenha se tornado tão anestesiado frente a essas tragédias e
crimes, pois sempre tem uma coisa legal para amenizar a revolta,
segundos depois.

Isso,
aliado ao atual hábito jornalístico de encher linguiça com perguntas
geniais como "E aí? Como é perder alguém querido numa tragédia?", mostra
que os editoriais e programações televisivas atuais só contribuem
cada vez mais para a estupidez e letargia do brasileiro.
Tá tudo certo, né!? Pelo menos, em algumas semanas teremos Carnaval e no ano que vem, a Copa.
Brasil-il-il-il-il-il!!
"

Acho que está mais do que dito!

E que amanhã seja melhor do que hoje!

 






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Opinião

Mais um pouco de FLC

Dia desses, postei aqui no Blog do Crespo, um fato ocorrido em uma das peças publicitárias da marca FLC, veiculada na Rádio Bandeirantes.

Quem não se lembra do caso, ou não chegou a ler a respeito, depois dê uma olhadinha no post do dia 16 de Novembro de 2009.

Pois então, por que volto ao assunto?

Primeiro, por conta de um “direito de resposta” dado por este blog à empresa FLC.

Em um segundo momento, por uma questão bastante simples: além de postar aqui no Blog do Crespo, levei o ocorrido ao conheicmento do departamento de marketing da FLC.

No dia seguinte à publicação aqui no blog, recebi um telefonema da Rádio Bandeirantes, se desculpando pelo fato e informando que o fato seria melhor apurado.

A moça que me telefonou, que prefiro aqui não divulgar o nome, disse que a FLC é um dos anunciantes da programação esportiva da Rádio Bandeirantes e que o departamento de marketing do anunciante teria entrado em contato com a rádio solicitando explicações urgentes sobre o ocorrido.

Disse que o narrador que pronunciou a tal frase, que julguei “publicidade enganosa”, teria dito aquilo “sem querer” e que não havia um texto com aquela frase, como pensei.

Fiquei bastante feliz com o interesse da FLC em resolver a questão. Demonstrou preocupação com sua comunicação e principalmente com seus consumidores.

Recebi ainda, um e-mail do Sr. Márcio Freitas, do SAC da FLC, onde agradecia a observação feita por mim.

Empresa séria é assim. Já diz no nome: FLC – A marca da qualidade.

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Opinião

Murphy e eu

Embora eu tenha um lindo cão caramelo da raça Labrador, que se chama Tobias, se um dia eu tivesse que escrever um livro, o título não seria “Marley e Eu”, ou “Tobias e Eu”.

Certamente se um dia esse livro vir a existir, se chamará “Murphy e eu”.

Edward Murphy foi um capitão da Força Aérea Americana e é autor da frase “Se alguma coisa tem a mais remota chance de dar errado, certamente dará”.

É impressionante como esse cara gosta de andar comigo pra todo lado que eu vou. Parece que atraio problemas. Tudo acontece comigo.

Dia desses, contei aqui no Blog do Crespo uma situação desconfortável que passei dentro de um supermercado. Utilizei este espaço para desabafar e surpresa: o supermercado entrou em contato comigo!!!

Pois é. Subiu no meu conceito. Falhas acontecem, mas saber gerenciar as crises é louvável, sem dúvida alguma.

Sábado agora, fui com minha família até um lanchonete da mundialmente conhecida rede de lanchonetes Mc Donalds.

Querem saber oque aconteceu e como Murphy se manifestou?

Faça o seguinte: leia a carta que enviei hoje ao SAC do Mc Donalds no Brasil, ao SAC Mc Donalds mundial e para mais 96 veículos de comunicação em todo o país. É comprida, mas vale a pena.

Vejam:

“Gostaria de relatar aqui, fato ocorrido comigo na manhã do último Domingo, dia 04 de Outubro de 2009, na loja do Mc Donalds localizada na Rodovia dos Imigrantes, sentido Litoral.

Por volta das 11 horas da manhã, adentrei com meu veículo, ao Drive-Thru da lanchonete acima citada. A entrada disponibilizada aos veículos se encontrava aberta.

Assim que entrei com o carro, me deparei com um cardápio em um grande painel. Escolhi então os produtos que gostaria de comprar e avancei até a primeira cabine.

Como era período da manhã, eu e minha família optamos por produtos do café da manhã, disponível no serviço de Drive-Thru daquela lanchonete, conforme informava o painel cardápio.

Acontece que a primeira cabine, que trazia uma informação que dizia: “FAÇA AQUI SEU PEDIDO” se encontrava fechada e resolvi aguardar. Aguardei por alguns minutos, enquanto conversava com meus familiares. Muitos minutos então se passaram. Ninguém apareceu e resolvi então, buzinar para ver se alguém aparecia. A tela LCD do microcomputador se encontrava ligada, porém, sem nenhum funcionário para atender. Não existia também, nenhum tipo de informação que levasse o cliente motorista até a próxima cabine.

Por conta do não atendimento à minha buzina, resolvi então me dirigir até a segunda cabine que também se encontrava fechada e por fim, cheguei a terceira e última cabine. Esta sim se encontrava aberta.

Resolvi não comentar o ocorrido e sobre o não aviso nas cabines anteriores. Achei que não faria sentido relatar à atendente que eu ficara aguardando minutos na primeira cabine sem que ninguém me atendesse. O que ela poderia fazer? Pensava eu que faria meu pedido e minutos depois, continuasse a viagem com minha família até o litoral paulista. Ledo engano.

Assim que fiz meu pedido à atendente (que nem “bom dia” me deu), ela se dirigiu até um dos caixas da loja (caixa do balcão que atende os clientes que chegam até a loja) e depois retornou me informando que o total do meu pedido daria algo em torno de R$ 5,00.

Entreguei à atendente então um cartão VR para que ela pudesse debitar o valor e eu pudesse então, finalmente, depois de mais de 10 minutos, levar as compras.

A atendente disse que para pagamento com aquele tipo de cartão, eu teria que descer, entrar na loja e aí sim digitar a senha. Ora… o serviço Drive Thru não é exatamente para evitar que o cliente tenha que entrar na loja? Por que eu teria que entrar na loja. Detalhe: chovia!!!

Com minha negação, a atendente disse que não teria o que fazer e então disse a ela, que era um problema que eles tinham que resolver e não eu. Eu estava utilizando um serviço oferecido pela loja. A entrada do Drive-Thru estava aberta e cabia a eles, a resolução do problema.

A atendente então, levou meu cartão até o caixa do balcão e voltou e PASMEM…… acreditem, disse: “O SENHOR PODE ME FALAR SUA SENHA, POR FAVOR???”.

Eu não acreditei no que estava acontecendo. Eu disse a ela: “QUERIDA, VOCÊ QUER QUE EU TE DIGA A MINHA SENHA DO CARTÃO, É ISSO?”.

Ela disse que sim e que essa seria a única possibilidade que eu teria de efetuar a compra com o cartão VR no serviço Drive Thru.

Achando aquilo tudo um absurdo, pedi que ela chamasse algum gerente, ou alguém que fosse responsável pela loja, naquele momento.

Chegou então até a cabine, um rapaz, de nome ANDERSON, que disse ser gerente da loja. Não que ele tenha se apresentado, porque ele simplesmente chegou e ficou olhando para minha cara. Nem o “bom dia”  que eu esperava de um gerente de uma loja Mc Donalds, ele disse. Aliás, essa falta de educação me pareceu ser bastante comum naquela loja.

Como a atendente já havia passado o caso a ele, resolveu então falar:: “O SENHOR ESTÁ QUERENDO CONFUSÃO.” Eu fiquei pasmo com aquilo tudo e disse a ele: “O SENHOR TEM NOÇÃO DO QUE ESTÁ FALANDO? O SERVIÇO DRIVE THRU É JUSTAMENTE PARA QUE EU NÃO TENHA QUE DESCER. VOCÊS É QUE DEVEM ARRUMAR UMA MANEIRA DE ME VENDER O PRODUTO. O CLIENTE ESTÁ AQUI E QUERENDO EFETIAR A COMPRA E VOCÊS ESTÃO ME IMPOSSIBILTANDO”.

Senhores, querem saber o que ele, o gerente de nome ANDERSON disse: “SENHOR, O SENHOR ESTÁ TUMULTUANDO E QUERENDO ARUMAR CONFUSÃO. SE O SENHOR QUISER LEVAR O PEDIDO, TERÁ QUE DESCER E DIGITAR A SENHA”.

Fiquei perplexo e disse a ele que a atendente havia solicitado a minha senha. Perguntei a ele, o que ele achava disso. Ele disse que não tinha que me responder tal indagação.

Fiquei pasmo. Não é possível.

Outros carros chegaram então e logicamente, começaram a buzinar, por conta da demora. O gerente então, ao escutar uma buzina do carro que estava atrás, apontou o carro de trás e com ar de reprovação repetiu: “VOCÊ ESTÁ TUMULTUANDO”.

Eu não acreditava no que estava acontecendo. Senti-me acuado e humilhado diante daquela situação. Minha família estava no carro e uma das crianças começou a chorar.

Que situação que me foi criada. Fui tratado como um bandido ou como alguém que havia ido solicitar uma esmola em uma das lojas da rede Mc Donalds e pior, na frente de minha família.

Ao final, vendo a minha permanência e dizendo que só sairia dali com meu pedido, o tal do Anderson disse então que era para eu então dar a volta novamente na loja, entrar de novo no drive thru que ele…prestem atenção…..ele IRIA ABRIR O CAIXA SÓ POR MINHA CAUSA, PORQUE AÍ SIM SERIA POSSÍVEL DIGITAR  SENHA.

Só por minha causa???? Senhores, esse cara foi treinado? Vocês tem certeza disso? Será que ele sabe que quando ele veste aquele uniforme ele responde pela empresa? Vocês disseram isto a ele?

Pedi então meu cartão de volta e sabe o que ele disse? “SEU CARTÃO ESTÁ COM VOCÊ E NÃO COM A GENTE” Hahahahahah Detalhe: estava com a atendente dele que veio me trazer correndo o cartão. Pedido de desculpas??? Não, não teve nenhum pedido de desculpas.

Caros senhores responsáveis pelo Serviço de Atendimento ao Consumidor do Mc Donalds Brasil:

Reconheço que o Mc Donalds sempre se destacou não só pela qualidade dos seus produtos, mas sim pela eficiência e eficácia no atendimento aos seus clientes.

Vocês são case de Benchmarking para milhares, eu disse milhares de empresas em todo o mundo.

Aliás, o diferencial competitivo do Mc Donalds é manter o padrão da lanchonete em lojas de todo o mundo. Já tive a oportunidade de comer em Mc Donalds de lojas de inúmeros países da América do Sul, América do Norte e Europa.

Porém, isso que aconteceu comigo hoje foi lastimável. Os funcionários de suas lojas precisam entender que precisam atender bem seus clientes. Seus salários dependem não só de bons produtos, mas sim, de respeito, comprometimento e bom atendimento junto aos seus clientes.

É assim que vocês tratam seus clientes?

Vivemos na era do consumidor. As marcas não pertencem mais aos seus acionistas e sim aos consumidores. O poder está na mão desses clientes consumidores e isso já faz tempo.

Penso que se todos reclamarem de pequenas coisas, o comportamento para com os clientes pode sim, ser alterado. As empresas precisam repensar a maneira como tratam seus clientes.  

Nosso país está passando por uma revolução. Temos mais de 66 milhões de internautas e presença mais do que forte nas redes sociais.  Twitter, Orkut, Facebook, Drimio, Scooby e outras influenciam nas decisões dos consumidores. E o Youtube então? Milhares de vídeos de consumidores insatisfeitos, mostrando ali “ao vivo” o descaso das empresas com os consumidores.  A empresa que ignorar o consumidor nesse ambiente, pagará caro por sua miopia.

A empresa de vocês parece desconhecer tudo isso.

Senti-me humilhado diante do que aconteceu hoje. Pretendo nunca mais voltar àquela loja.

“O consumidor satisfeito divide suas impressões com poucos, mas os clientes insatisfeitos espalham críticas bem maior”, disse Selma SantaCruz, no artigo da Meio e Mensagem em uma das edições da revista do mês passado.

Farei minha parte. Além de fazer o Marketing Viral ou do Boca a Boca como preferirem, um vídeo no Youtube e releases serão enviados ainda hoje à 96 veículos de comunicação de todo o Brasil.

Além de professor universitário de futuros jornalistas, publicitários e relações públicas, sou Gerente de Mídia de um agência de publicidade e não terei dificuldade alguma para conseguir publicar minha reclamação.

Aguardo contato de forma urgente para que eu possa tomar minhas providências.

Att 

Filipe Crespo

Publicitário / Assessor de Comunicação / Professor Universitário”

Vamos aguardar para ver o que vai acontecer.

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