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Marketing

Big Brother Brasil e o marketing efetivo após o programa

O Big Brother Brasil é um programa no qual alguns participantes são selecionados pela produção da Rede Globo para permanecer em confinamento numa casa por 3 meses, sendo que durante essa experiência os indivíduos serão vigiados 24 horas por dia e terão suas intimidades transmitidas para todo o país.

A primeira edição do programa aconteceu em 2002. A última foi concluída este ano, em maio. Apesar desta programação do Big Brother Brasil ter chegado ao fim, campanhas de marketing por sua vez demonstram que os participantes da 21º edição ainda estão dando o que falar.

Segundo o IBOPE, o Big Brother Brasil 21 foi uma das edições do programa mais assistidas desde 2002, tendo uma média de audiência de 28.08 (focando na Grande São Paulo). Além disso, a atual vencedora, Juliette Freire, foi a participante que mais conquistou votos do público brasileiro para vencer, pontuando no total 90,15%.

A estimativa é que o BBB21 somou mais de R$530 milhões com as cotas cedidas a marcas que anunciaram durante as provas, intervalos e ações dentro do programa. E quando a edição terminou, os participantes continuam sendo procurados pelas marcas para participar de campanhas de marketing para utilizar de características, memes ou costumes marcantes que cada brother tenha deixado registrado durante a sua presença na casa.

A 21º edição do Big Brother Brasil chegou ao fim de fato, mas os participantes estão em alta e as marcas não deixam essa oportunidade passar despercebida. Vamos focar em alguns participantes e mostrar como as empresas estão criando conteúdo com alguns deles:

  • O Itaú se juntou com a Thaís Braz para anunciar nas redes sociais dela que agora você consegue aumentar o limite do seu cartão diretamente pelo aplicativo do banco. O mais legal é que, para isso, eles brincaram com a risada da Thaís que até virou meme nas redes sociais por deixar de existir em segundos;

  • Outra marca que utilizou os mesmos métodos para fazer uma parceria foi a FreeCô, que é um bloqueador de odores sanitários do Brasil. Essa marca aproveitou a fama que a participante Viih Tube tinha de não ser muito fã de uma boa ducha;

  • A sister Lumena Aleluia também foi convidada por hotéis para fazer campanhas mais humoradas sobre “cancelamento gratuito”, sendo um dos temas que mais trouxe notoriedade para a participante;

  • Talvez uma das parcerias mais aguardadas foi a do participante Gil da Vigor com o Iogurte Vigor, o que de fato aconteceu;

  • Juliette foi a mais requisitada para as campanhas de marketing nas redes sociais visando, desde o programa, o grande sucesso de vendas que ela conseguia atingir com sua influência. Atualmente ela é uma das grandes embaixadoras da Avon, além de fazer campanhas para diversas outras marcas que apoia.

Podemos concluir com alguns desses participantes escolhidos como exemplo que o Big Brother Brasil tem sido um programa com alto índice de retorno para os anunciantes que recorrem aos participantes com maior influência durante os 3 meses de confinamento.

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Vai e vem

Globo apresenta nova diretora da área de comercialização

Globo anunciou um reforço em sua área de comercialização, que vem passando por mudanças desde que foi criada a diretoria de negócios integrados, sob o comando de Eduardo Schaeffer. Trata-se de Manzar Feres, nova diretora de comercialização que assume a posição a partir de 19 de agosto.

Manzar Feres é engenheira e vem da Serasa Experian, onde desempenhou a função de diretora de canais de vendas e estratégia comercial, além de cuidar do mercado de marketing B2B e experiência ao cliente. Também tem passagens pela IBM e PwC.

No organograma da casa, Manzar reportará diretamente a Schaeffer e ficará responsável por todas as comercializações e desenvolvimento de negócios que envolvam o break comercial da Globo. Ela será par de Eduardo Becker, diretor de soluções de negócios em conteúdo, cuja proposta é supervisionar as soluções comerciais que envolvam projetos especiais, branded content, patrocínios e outras soluções fora do break tradicional. A área comercial do grupo vem atravessando grande transformação desde a saída de Marcelo Duarte, em março, também parte do projeto Uma Só Globo, que procura integrar a operação de diversas empresas por meio de inteligência de negócio e tecnologia.

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Mídia

Uma Rede Globo perdida e mal representada!

Nesse domingo, os brasileiros acordaram com uma triste notícia.

O incêndio provocado por um sinalizador em uma casa noturna na pacata cidade de Santa Maria, no Rio Grande do Sul deixou mais de 230 mortos na madrugada.

Segundo as informações que foram dadas durante o dia, muita gente pode ter morrido asfixiada ou até mesmo pisoteada na tentativa de sair do local, quando teve início o tumulto.

Circula também a informação que seguranças da casa teriam impedido a saída dos clientes por não terem ainda "acertado" suas comandas.

Notícia triste que arranca lágrimas dos olhos a cada momento ou reportagem que vemos.

Tomei conhecimento do ocorrido ainda pela manhã pelos principais portais de notícias e também por uma reportagem da Rede Globo.

Naquele momento, ia ao ar o programa Esporte Espetacular, apresentado por Ivan Moré e Glenda Kozlokski que obviamente interromperam todo e qualquer conteúdo esportivo para a cobertura em tempo real da tragédia ocorrida em Santa Maria.

Acontece que ambos apresentadores se mostraram demais nervosos com o ocorrido e o "produto" que chegou aos telespectadores, foi algo próximo do terrível.

Ficou claro que ambos apresentadores além de não possuirem entrosamento algum, não sabem ou não souberam lidar com algo fora do padrão, como foi aquela situação.

Sem roteiro na mão, ambos se perderam, se atropelaram e acabaram por confundir o telespectador em diversos momentos.

Ainda que fosse aquela uma situação não convencional e totalmente imprevisível, penso que a emissora poderia levar ao ar, algum jornalista em algum dos estúdios da Globo no país.

A sensação que tive é que naquele momento não havia equipe jornalística alguma da emissorade prontidão.

Juro que, embora não queira acreditar, tive a impressão de ver sorriso no rosto de Ivan Moré enquanto relatava tristes notícias do ocorrido naquela boate.

E o show de horrores continuou. Merecendo todo o respeito que devia, a emissora decidiu então não levar ao ar, o episódio de "As Aventuras do Didi".

Algo mais do que óbvio, pois a tragédia não deixava margem alguma para piadinhas nos minutos seguintes àquele mar de notícias tristes que haviam sendo divulgadas.

Repórteres da emissora no Sul, possivelmente da RBS, entrevistavam parentes e amigos das vítimas e como bem lembrou nosso amigo Lelo Brito, faziam perguntas cretinas, que nos lembrvam aquelas do tipo: "Como você se sente procurando um parente seu entre mortos e feridos"?

Fiquei pasmo com o despreparo da emissora e de seu departamento de jornalismo no dia de hoje. Nunca imaginei isso.

Nem quando, no meio da semana, ao voltar também de uma notícia ao vivo que divulgava uma tragédia e 1 morte confirmada, o apresentador Ivan Moré, a frente do Globo Esporte São Paulo emendou um "LEGAL"!

Sim, o ocorrido em Santa Maria pegou todos de surpresa, mas não é possível que a Rede Globo não possua um processo bastante definido e compreendido por todos seus repórteres para situações como esta, que infelizmente acontecem.

Para finalizar a trágica cobertura da Globo ao ocorrido, a emissora que não exibiu "As Aventuras do Didi", resolveu transmitir o programa seguinte, também humorístico, "Os Caras de Pau"!

Que falta de respeito absurda!!! Qual o critério para que um programa seja exibido e o outro não? Detalhe: ambos humorísticos que em nada estavam alinhados com a tristeza que abalara o Brasil e o mundo.

Não quero crer que isso tenha algo a ver com obrigações comerciais, uma vez que esta ou qualquer outra questão tornam-se infinitamente menor do que as mais de 230 mortes na cidade de Santa Maria.

Nosso amigo Lelo Brito, Professor Mestre que leciona para alunos de Comunicação da FAAP, PUC e UniSant´Anna, bem lembrou da postura de alguns repórteres em situações como esta, opinou agora pouco, em uma rede social. 

Tomo aqui a liberdade de transcrevê-lo:


"Isso acontece por dois motivos (complementares): incompetência dos
gestores da emissora em lidar com esse tipo de contingência e total e
completa falta de vontade em pensar numa solução para quando
tragédias dessa magnitude acontecem.
E
não dá pra justificar dizendo que é incomum acontecer isso, pois nos
últimos 30 anos tivemos tragédias tão ou mais dramáticas que essa, e a
Globo repete invariavelmente o seu modelo de incompetência. É só lembrar
das gafes da Glória Maria e de todos os outros apresentadores do
Fantástico, narrando um caso dramático e, a seguir, abrir um sorriso
jocoso e falar de "acontecimento prá lá de engraçado".

Numa
primeira análise, até dá para pensar "Ah, não dá para ficar se
lamentando no ar por cada tragédia. A vida continua!" Mas, talvez por
isso, a gente tenha se tornado tão anestesiado frente a essas tragédias e
crimes, pois sempre tem uma coisa legal para amenizar a revolta,
segundos depois.

Isso,
aliado ao atual hábito jornalístico de encher linguiça com perguntas
geniais como "E aí? Como é perder alguém querido numa tragédia?", mostra
que os editoriais e programações televisivas atuais só contribuem
cada vez mais para a estupidez e letargia do brasileiro.
Tá tudo certo, né!? Pelo menos, em algumas semanas teremos Carnaval e no ano que vem, a Copa.
Brasil-il-il-il-il-il!!
"

Acho que está mais do que dito!

E que amanhã seja melhor do que hoje!

 






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Marketing

Não basta aparecer, tem que convencer!

Não foi a primeira vez que isso aconteceu nessa edição do Big Brother Brasil.

O mesmo erro, idêntico, já havia ocorrido na primeira semana do programa, quando uma prova, patrocinada pelo Guaraná Antárctica, determinaria o líder da semana, o primeiro do programa.

Mas como esse caso do Guaraná já passou, vamos hoje aqui falar da "cagada da vez": SRA. KNORR

Para aqueles que não viram o BBB ontem, eu digo que se pouparam de mais um grande erro de marketing, ao vivo, transmitido para 98% dos domicílios brasileiros.

Tudo bem, trata-se de uma questão subjetiva, interpretativa, mas eu que ontem, já estava muito inclinado a acreditar, e agora tenho certeza,  a opinião pública reagiu como eu já esperava. 

O que podemos esperar de uma prova do líder, onde as pessoas primeiro se vestem de frango e depois se "embalam" e numa fila aguardam para serem "assadas"?

Sim, a prova era "ASSAR" "HUMANOS"!

Qualquer um que assistiu ao programa de ontem, percebeu que a dificuldade da prova não estava em ficar com a fantasia e sim, em aguentar o calor do "forno" por conta da "embalagem". Essa era dificuldade da prova e que fez todos, exceto 1, desistirem!

Não vamos aqui nem falar da questão de embalare as pessoas, sufocamento, crianças…..vixe….assunto pra mais de dias de discussão!

Vamos falar da marca em busca de consumidores. Hehehe Piada, né?

Burro aquele que acha que o que vale é aparecer para todo o Brasil em horário nobre e pronto, missão cumprida!

Pronto nada! Se pode aparecer ao vivo para todo o Brasil em horário nobre, por que não aproveita a oportunidade para falar algo bacana da marca, ao invés de embalar e assar os participantes. Fale de seus diferencias, caramba!

Qual profissional de marketing, em plena consciência, bolaria juntamente com sua agência de publicidade, uma tarefa onde joga, mais do que diretamente, os participantes contra a sua marca.

E isso pôde ser percebido minutos depois (para quem tem MultiShow) , quando os próprios partipantes, "embalados", começaram a pronunciar palavrões a cada momento em que "o frango TEMPERADO ia ao forno".

Que alegria para a marca!

Há quem diga (li hoje na Internet) que os partipantes, na tentativa de descontração, começaram então, a cantar o jinglle de um concorrente da Knorr.

TIRO NA CABEÇA! CAGA AO QUADRADO!

As histórias do: "AGARRA ESSA MERDA" e do "CHUTA A PORRA DA GARRAFA" NÃO foram suficientes para evitarem uma nova mancada?

E hoje? Será que na casa do BBB, nenhum participante andou falando que nunca mais quer ver um frango na vida?

Lá, eu ainda não sei, mas a internet está bombando!!! Todo mundo falando mal da prova e principalmente de uma tal de ……. KNORR!

Ah sim, o Blog do Crespo está ajudando!

Resumindo (se é que é possível), digo que, ao meu ver, a Knorr levou sofrimento aos participantes e algo ainda pior: as redes sociais bombaram NEGATIVAMENTE para a marca.

E é aí que mora o grande perigo: voltamos naquilo que eu disse no início do post: A MARCA ESTÁ APARECENDO!!!

Foda-se! A marca está aparecendo, mas de forma negativa e isso não é bom!

Vejam o título desse post: NÃO BASTA APARECER, TEM QUE CONVENCER!!! E mais: se possível, envolver, criar engajamento do público!

Se eu sou um Diretor de Marketing de um grande anunciante, dificilmente toparia ver minha marca associada à uma prova do líder, pois numa prova do líder, a marca traz alegria à 1 único participante (o vencedor) + seus torcedores e traz tristeza à todos os outros participantes + seus torcedores.

Mas é questão de pensar e chegar a uma ideia que seja viável. Lembram da prova do SuperBonder?

Apareceram e convenceram. Mostraram que o cara não cairia e… NÃO CAIU!!!

A prova durou um tempão e embora tivesse milhões de brasileiros torcendo pro cara espatifar a cabeça, o cara ficou lá grudadinho de ponta cabeça.

Aproveitaram a oportunidade (aparecer na TV) para reforçarem ainda mais o conceito da marca (não cai nem fudendo).

Knorr, guarda essa: planejamento e "caldo" de galinha não fazem mal a ninguém!

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Marketing

A Copa do Mundo não é para todos!!!

Você já deve ter percebido que os anunciantes entraram de vez no espírito da Copa do Mundo.

Ontem a noite, enquanto assisitia um pouco de TV aberta (infelizmente, muito raro ultimamente) fiz uma breve análise sobre a temática dos filmes que via no intervalo comercial da Rede Globo e Band, mais especificamente.

Quase que 100% dos anunciantes associam seus produtos à Copa do Mundo, das mais variadas e criativas maneiras.  Alguns segmentos de mercado, como eletrônicos e bebidas conseguem isso com maior facilidade. Outros segmentos, acabam dando um jeito e acabam conseguindo associar sua imagem à Copa do Mundo.

Só para se ter idéia do que andam fazendo por aí, ontem assisti à dois comerciais que me chamaram bastante a atenção. 

O primeiro deles tratava-se de um filme de uma marca de macarrão que informava aos telespectadores que agora o produto será vendido nas cores da verde e amarela "para você torcer pela seleção brasileira". MEU DEUS!!!

Achou ruim? Calma, tem mais.

O segundo era um comercial de fraldas, que dizia que aquela fralda, além de adesivos comemorativos e que faziam alusão ao Mundial de Futebol, a fralda proporcionava aos pais, maior conforto e tranqulidade na hora dos jogos da seleção. MEUS DEUS (2)!!!

Bom, sendo assim, resolvi trazer par vocês algo que li no Blog do JJ dias atrás.

As marcas "COPA DO MUNDO" "WORLD CUP", "FIFA WORLD CUP", "SOUTH AFRICA 2010" e "WORLD CUP 2010" são marcas exclusivas da FIFA e da CBF. Sendo assim, somente essas entidades ou seus patrocinadores é que podem fazerem o uso dessas expressões.

Xi…então a casa caiu O que tem de anunciante aí falando "COPA DO MUNDO", não é brincadeira!!! E aqueles varejistas então que informam que você pagará a primeira parcela somente depois da Copa do Mundo??? NÃO PODE!!!!

Se a FIFA desejar, pode procurar a Justiça e acionar todo mundo. E eles gostam de dinheiro, viu!!!

As agências têm questionado a FENAPRO sobre as restrições. Na minha opinião, acho que elas deveriam parar de reclamar e trabalhar da maneira que podem.

Quer anunciar fazendo alusão à Copa do Mundo? Ok, mas seja esperto. É sim possível fazer um bom anúncio sem citar as tais "PALAVRAS MÁGICAS".

Duvida? Então olhe o anúncio na 4. capa do Jornal Destak de hoje.

Mandaram bem. Parabéns Ogilvy.

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Mídia

Canal Viva

No último dia 18, às 20:30 teve início a transmissão do Canal Viva, da Globosat.

Como neste dia, não leciono, tive a oportunidade de acompanhar a estréia e as primeiras horas da programação do novo canal, que na NET em São Paulo, é levado ao ar, pelo canal 36.

Tenho a impressão que esse canal vai emplacar. Acho que em pouco tempo irá desbancar grandes sucessos de audiência na TV a cabo, como a Multishow e a Sportv.

A programação do Viva é formada por programas antigos e atuais de grande sucesso na Rede Globo.

Na verdade, o público alvo do canal é formado por mulheres da classe C. É o primeiro canal voltado à esse público.

Na Terça-Feira, por exemplo, assisti Mulher, uma minissérie levada ao ar na década de 90 pela Rede Gloo e também ao primeiro episódio de Sai de Baixo, humorístico de 1995. Espetacular!!!! Incrível o Tom Cavalcanti interpretando o porteiro Ribamar. Que saudade daquilo e que nojo do Sai de Baixo!!!

Só acho uma pena, a Globosat não colocar um conteúdo masculino maior. Por que não disponibilizar por exemplo, a grande final da Copa de 1994 ou a final do volei masculino nas Olimpíadas de 1992, em Barcelona? Ou o Rock in Rio de 1991.

Será que com o tempo, entrará programação masculina no Viva?

Ou será que teremos, em breve, o Canal Vivo, voltado para nós, homens?

Boa sexta-feira a todos. 

 

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Mídia

45 anos de Rede Globo

Achei um absurdo a Rede Globo ceder ao PT e retirar do ar, o teaser que estava sendo veiculado pela emissora, em comemoração aos 45 anos da emissora.

Segundo o PT, o vídeo teria uma mensagem subliminar a favor do pré candidato à Presidência da República, José Serra.

Vou chamar o Calazans pra explicar pra ele o que é mensagem subliminar.

Eu li a notícia no começo da semana e até recebi comentários de internautas, pedindo a xibição do vídeo aqui no Blog do Crespo.

Segue então o vídeo.

Tirem suas próprias conclusões.

Boa Sexta-Feira a todos.

 

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Opinião

Simples coincidência?

Todos nós temos acompanhado com muita tristeza a tragédia que ocorreu na semana passada, no Haiti.  

Em toda a minha vida, nunca tinha visto cenas tão fortes na tv.

Como exempo, cito aqui o telejornal global Bom Dia Brasil da última Sexta-Feira. Cheguei a chorar com as matérias, ao ver tanta tragédia naquele país em que o povo já tem uma vida sofrida.

E põe sofrida nisso! As pessoas brigando por comida e água. Como isso pode ocorrer em pleno século XXI?

Hoje, o Blog do Crespo comenta pela primeira vez sobre o ocorrido. Porém, não iremos falar da tragédia propriamente dita e sim da atuação dos veículos de comunicação que cobrem o triste episódio.

Tudo bem que a foto é bastante forte e "infelizmente digna" de uma capa de revista, mas precisavam utilizar a mesma foto? Com tantas câmeras no Haiti, tenho certeza que existem outras milhares de fotos tão fortes quanto esta aí que a Revista Veja e a Revista Época estamparam em suas últimas edições.

Feliz o fotógrafo que lucrou duas vezes e pode colocar no seu currículo que "fez", na mesma semana, as duas capas mais importantes do país.

Boa semana a todos.

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Mídia

É posssível medir o retorno do investimento em novas mídias?

Post grande, mas te garanto que vale a pena.

Ontem pela manhã, estive na sede do Grupo de Mídia, em São Paulo, para acompanhar mais uma etapa do Fórum de Debates promovido pela APP.

Desta vez, o tema foi PESQUISA É O DESAFIO DAS NOVAS MÍDIAS: VAI SER POSSÍVEL MEDIR O RETORNO DO INVESTIMENTO EM NOVAS MÍDIAS e os debatedores foram Fábia Juliazs (Ibope), Adriana Scalabrin (Rede Globo), Marcelo dos Santos (Totvs) e Ângelo Franzão (Grupo de Mídia).

O debate começou bastante amistoso com cada profissional defendendo seus interesses, é claro. De forma bastante resumida, vai aqui a participação de cada um:

Fábia Juliazs (IBOPE): Segundo ela, profissionais de comunicação não devem perder mais tempo analisando o poder da Internet. Isso já é fato e não cabe mais essa discussão. Disse ainda, que atualmente 27% dos brasieliros acessam a internet e que a princípio, pode parecer pouco, porém, se colocarmos em números absolutos, temos duas vezes mais internautas que a população da Austrália. (Será mesmo? Vou conferir isso depois). Disse que hoje não existem mais o paradigma “faça uma coisa de cada vez” e o profissional que assim pensar está com seus dias contados. O próprio internauta hoje, trabalha com mais de 5 abas abertas do seu browser, conversa no MSN, escuta música, fala no celular e ainda dá uma olhada para a tv ligada. Momento bastante importante foi quando a Fábia apresentou alguns números da conexão de internet via celular no Brasil. Ainda que tenhamos mais de 70% das linhas de celular compostas por sistema pré pago, o número de brasileiros que vem acessando internet por celular, vem crescendo absurdamente. Quanto ao assunto que esse internauta via celular procura, estão música (21%) e esporte (12%). Esse aumento vertiginoso de conexão internet via celular prova mais uma vez que o consumidor em trânsito, não é mais impactado somente por rádio e sim, pela internet. Disse também, que jovens não utilizam sites de notícias ou portais para se informar e sim, redes sociais e blogs de amigos. Para finalizar, a Fábia fez uma explanação sobre o Internet Pop, programa do Ibope, claro, que resolve os problemas de quem deseja investir em internet. Defendendo seu “peixe”, encerrou: “Medição no planejamento é muito melhor que esperar o ROI”.

 

Adriana Scalabrin (REDE GLOBO): Na minha opinião, foi uma particpação bem apagada. Tentou trazer para o evento, sua experiência nos E.U.A., mas que ao meu ver, é um mercado bem diferente do nosso. Segundo a Adriana, o grande problema atualmente é saber mensurar dados da Internet. Segundo ela, não existe ferramentas de ROI que sejam de fácil interpretação. Vejam palavras dela: “Ferramentas de ROI tem uma série de dados, mas não dá pra jogar tudo numa equação e fazer uma análise disso. Não é algo tão simplista assim”. A Fábia, do IBOPE, parecia nervosa enquanto a Adriana dizia isso. hehe E a Adriana continuou: “Como posso saber o quanto aquele investimento agregou de resultados para meus clientes”? Por fim, disse que planos de mídia focados na Internet, como único meio de comunicação tendem ao fracasso. Citou o caso da Volks, nos. E.U.A. que com 2,5% de share, entregou sua conta para uma agência digital e não conseguiu aumentar sua participação anunciando somente em Internet.

 

Marcelo dos Santos (TOTVS): Iniciou sua participação, apresentando dados da empresa Totvs no Brasil e no mundo. Fiquei surpreso com o poder de fogo e o tamanho da empresa. Segundo o Marcelo, a empresa possui 38,7% de share no Brasil. É algo absurso, deixando suas concorrentes, como a IBM por exemplo, para trás, aqui no Brasil. O Marcelo é o diretor de marketing da empresa e recentemente deu uma entrevista para a Revista Marketing. Vale a pena conferir. Mostrou a estrutura organizacional do departamento de marketing da empresa e de que forma a empresa entende e trabalha com as mais variadas feramentas do marketing. Ao meu ver, ele que tem uma formação em Economia, entende muito mais de Marketing, que inúmeros profissionais que estão à frente de suas empresas atualmente. Para finalizar, criticou a postura de agências de publicidade e de profissionais de marketing que estão mais preocupadas com a questão estética do que com resultados (R$). Disse que prefere que algo seja feio porém rentável,  do que o contrário. “Nosso site hoje é muito bonito, moderno. Porém, 50% dos nosso clientes tem dificuldade para encontra lá o que precisam. Por esse motivo, nosso site está sendo reformulado. Nos próximos dias, entrará no ar, o novo site da Totvs, muito mais simples, até mais feio, eu diria, mas com uma funcionalidade muito maior para nossos clientes.”, concluiu.

 

Ângelo Franzão (Grupo de Mídia): Também disse ser indiscutível o poder da Internet como meio de comunicação. Disse que acredita ainda que em relevância, acredita sesr o principal meio.  Disse que hoje, ao montar um plano de mídia, o profissional deve analisar duas questões: o público e o que esse público anda falando da marca por aí. Apresentou dois gráficos bastante interessantes que fazem com que tenhamos que repensar muita coisa em mídia. “Os novos meios chegaram pra competir com os chamados tradicionais. Os meios tradiconais não vão sumir, mas passarão a dividir espaço com os novos meios, sem dúvida”, disse. Em um outro momento, aproveitou oara discordar da Adriana, dizendo que existem sim, ferramentas de ROI com muita credibilidade no mercado.  Antes que o debate fosse aberto para perguntas, o Ângelo tocou no assunto, bastante discutido pelo Grupo de Mídia, no primeiro semestre, sobre o ensino da Mídia, nas Universidades. Esse blog já discutiu bastante a respeito. Disse da diferença do que se ensina na faculdade e no que realmente acontece no mercado.

Quando abriram para perguntas, esperei minha vez e fiz as seguintes indagações:

Aproveitando o “gancho” deixado aqui pelo Ângelo, gostaria de falar também sobre o ensino da Mídia, nas Universidades. Sei que não é o foco do debate, mas acho pertinente até por termos aqui hoje, uma representante do IBOPE. Sou professor de mídia e a grande dificuldade está justamente em manter uma proximidade com o mercado. O Grupo percebeu isso e a partir desse ano começa a trabalhar nesse sentido. Porém, em sala de aula, ainda ficamos muito focados em VERONEZZI e TAMANAHA, que são prossioais do mais alto escalão e credibilidade, mas não falam de novas mídias. A mídia hoje é muito rápida. Questõs como Twiter e Facebook não são discutidas em Mídia nas Universidades. Eu procuro levar essas questões para a sala de aula, mas ainda representam muito pouco de todo o conteúdo programático proposto pelo MEC. Brigo com meu coordenador pedagógico. Hoje, a pesquisa de mídia tem uma importância gigante no mercado publicitário e isso não é colocado dentro das universidades. Temos uma aula dedicada a esse assunto. Por que o IBOPE, e queria aqui, aproveitar a presença da Fábia, não disponibiliza ferramentas para as faculdades? Os institutos de pesquisas fazem acordos com ESPM, CÁSPER, METODISTA, mas e as demais universidades? Por que os institutos não disponibilizam essas ferramentas de pesquisa também para outras universidades?

Agora sim, voltando ao foco do debate, gostaria de saber se existe uma mensuração de resultados de PALAVRAS e não de números quanto aos investimentos em novas mídias? Ao meu ver, todos se preocupam com retorno em números, euquanto as novas mídias, permitem uma maior interatividade com os consumidores. As redes sociais influenciam o consumo e eu acho que hoje, as empresas não estão preparadas para trabalhar com as críticas que ferramentas como o Twitter, por exemplo, pode trazer. O mercado sempre estave preocupado em saber quem é esse consumidor e o que ele faz, e agora as redes sociais, possibilitam que esse consumidor, diga diretamente a marca, o que ele pensa da marca. Isso é novo e ao meu ver os anunciantes não estão preparados para isso.

 

Bom, o post já está enorme e sei que apenas aqueles que se interessam pelo assunto, irão ler isso até o final.

Caso queriam saber as respostas das minhas perguntas, enctrem em contato comigo, que terei o maior prazer em responder.

Enviarei cópia deste post de hoje à todos que formaram a mesa, no fórum de ontem.

 

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Eventos

Fórum de Debates da APP sobre Novas Mídias

A APP (Associação dos Profissionais de Propaganda) promoverá no próximo dia 09, mais um Fórum de Debates.

O evento que já está na sua 18° edição, discutirá o tema “PESQUISA É O DESAFIO DAS NOVAS MÍDIAS: VAI SER POSSÍVEL MEDIR O RETORNO SOBRE O INVESTIMENTO EM NOVAS MÍDIAS”.

O tema será discutido por grande nomes do mercado, como Fábia Juliasz (Ibope), Adriana Scalabrin (Rede Globo), Marcelo dos Santos (TOTVS) e o nosso presidente do Grupo de Mídia, Ângelo Franzão.

Já confirmei minha presença no evento e pretendo de lá, ir atualizando o blog com as novidades.

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