close
Conteúdo

Violência contra a mulher: como as marcas se posicionam nas mídias sociais

Divulgação: Flickr | Tânia Rêgo

Com a chegada da pandemia, o número de ocorrências de violência doméstica e familiar contra a mulher infelizmente sofreu um grande aumento, pois a partir do isolamento social muitas mulheres acabaram ficando mais em casa com o agressor.

Segundo dados da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos, as denúncias de feminicídio aumentaram mais de 36% no mês de abril em comparação com o mesmo período de 2019.

Um caso recente foi o do Dj Ivis, que foi exposto através das câmeras de segurança agredindo a ex-mulher, Pamela Holanda, na frente de outras duas pessoas e de sua filha de apenas nove meses.

Com a repercussão do caso e das imagens, nas redes sociais dividiam-se opiniões de quando alguém deve “meter a colher” em um relacionamento, onde diversos artistas publicaram mensagens de repúdio ao Dj e apoio à Pamela, mas o mais importante, criou-se uma rede de apoio com a hashtag #forçapamellaholanda incentivando mais mulheres a denunciarem casos de agressão através do número 180.

Tendo em vista esse caso, trouxemos alguns exemplos de marcas que tomaram iniciativa para ajudar mulheres em situações como essas a identificarem uma situação de agressão em casa:

Natura e Avon: isoladas sim, sozinhas não

As companhias uniram-se ao movimento #IsoladasSimSozinhasNão para alertar as pessoas sobre a importância das mídias sociais no combate à violência doméstica e ao agravamento dela durante o isolamento social, já que houve o aumento e a frequência dos episódios de agressões.

O objetivo principal da campanha foi pensando no auxílio às mulheres, para identificarem os sinais de relações abusivas e mostrar que elas não estão sozinhas e possíveis formas para pedir ajuda.

Marisa: mulheres juntas contra a violência 

A rede de Lojas Marisa é uma rede de moda feminina e lingerie brasileira, que é conhecida até hoje por seu slogan “De Mulher pra Mulher”. Então a marca teve uma ideia de ação que consistiu em reverter 100% de sua renda em compras realizadas pela internet, junto com todas as clínicas odontológicas, que também são parceiras da Turma do Bem, para realizar a assistência e dar todo o suporte que essas mulheres necessitam, após abusos sofridos dentro de suas casas.

Tornou-se ainda mais notória a importância que as mídias sociais carregam em movimentos, causas sociais e o poder delas para dar visibilidade à luta contra a violência doméstica. Trabalhar para conseguir dar esse suporte, orientar e ajudar a contribuir para que mais vítimas saibam identificar situações de violência e a quem recorrer neste momento, hoje ainda é um fator essencial que deve ganhar o foco necessário de grandes empresas e agências de comunicação.

 

É importante lembrar que nem toda agressão é somente física, mas também pode ser sexual, psicológica, moral ou patrimonial.

Não se cale, denuncie! Ligue 180, um serviço disponibilizado pelo Governo Federal, que funciona 24 horas por dia durante todos os dias da semana.

ONG Nova MulherAtendimento Individual para os casos de violência doméstica e de gênero, incluindo orientação jurídica, atendimento psicológico e encaminhamentos para a Rede Especializada e acompanhamento do caso.

Indicação de leituraInstituto Maria da Penha, o que é violência doméstica. 

Tags : #IsoladasSimSozinhasNãoavonMarisanaturaviolência contra a mulher
Carolina Mitie

The author Carolina Mitie

Carolina Mitie tem três certificações pela ESPM e diversos cursos pela FECAP – Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado, onde é graduanda em Comunicação Social, com licenciatura em Publicidade e Propaganda. É movida 100% por música e comunicação. Taurina determinada, é apaixonada por animais e a metamorfose ambulante tentando mudar os finais clichês.

Comentários no Facebook